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Aumenta o número de adesões a diversas modalidades de consórcios em 2015. Parte da explicação desse fenômeno é o aumento das taxas de juros dos financiamentos.
Mas você sabe como funcionam os consórcios? Sabe as vantagens e as desvantagens deles? E, principalmente, sabe se compensa adquirir um bem por meio de um consórcio, no final das contas?
Na nossa opinião, não compensa. Ou, pelo menos, nos tempos atuais não tem compensado.
Ouça o podcast e entenda por que.
Você já ouviu falar em fintech? Não? Mas certamente já deve ter, de alguma forma, ainda que indiretamente, se relacionado com alguma. Fintech é o resultado da associação dos termos inglês "financial" e "technology". Esteve ligado, na origem, a uma programa de aceleração de startups coordenado pela Accenture, em parceria com a prefeitura de Nova York, que se chamava Fintech. Hoje, passou a designar todas as empresas que criam inovações na área de serviços financeiros, em processos baseados fortemente em tecnologia. Para uma boa introdução, veja o blog Finnovation. E veja as interessantes reportagens da revista Economist e do jornal Valor Econômico.
Aqui no blog Educando seu Bolso já cuidamos de muitas dessas empresas ou inovações em modelos de negócios financeiros. Por exemplo, já falamos que a internet está muito bem conectada com seu dinheiro; já tratamos do financiamento coletivo via novas plataformas eletrônicas; mostramos como as novas empresas financeiras – e até as antigas – utilizam as informações disponíveis na internet para conhecer melhor os seus consumidores; realçamos que o relacionamento bancário hoje é cada vez mais virtual e menos em agências; e testamos dois desses novos produtos, novos arranjos de pagamento, o Nubank e o Zuum.
São inúmeras as áreas de atuação, portanto: big data, meios de pagamento, análise de riscos, crowdfunding e empréstimos sem intermediários (como P2P lending), investimentos, seguros e gestão financeira. Só para ter uma ideia, clique na figura abaixo (do radar FinTechLab) e veja um mapeamento do número de startups brasileiras de inovação financeira que deram as caras nos últimos anos.
Embora os números ainda sejam tímidos, em particular no Brasil, os volumes transacionados globalmente crescem de forma significativa, atrás de receitas do setor estimadas em US$ 4.7 trilhões anuais. Só em 2014 as startups financeiras atraíram US$ 12 bilhões em investimentos mundo afora.
A forma de funcionamento, embora se diferencie de empresa para empresa, tem vários aspectos em comum: são empresas – ou modelos de negócio – que já nasceram digitais, em plataformas na internet ou em aplicativos em smartphones; as empresas trabalham no limite da regulação, reduzindo custos de observância; se a infraestrutura não é física, reduzem também custos de burocracia; além da forma de remuneração ser diferenciada, baseada em opções de ações, o que faz com que essas empresas consigam ser lucrativas com custos e preços mais baixos do que os seus concorrentes tradicionais.
É obviamente incerto se inovações financeiras irão conseguir desafiar totalmente as grandes instituições. O sistema bancário tradicional ainda é o peso pesado do setor. No entanto, pode-se já perceber que as fintech irão cortar custos e aumentar a qualidade dos serviços financeiros. Elas ainda irão trazer novas formas de controlar riscos. E, por fim, talvez elas criem uma paisagem mais diversificada do crédito e, por isso, mais estável. Ou seja, o impacto será tanto na regulação e na concorrência, criando um baita desafio para os reguladores. Mas isto é muito bom!
O assunto das novas tecnologias financeiras está bombando! O importante é conferir como as FinTech podem nos ajudar, nós simples consumidores bancários. Um passo importante é entender como deve ser a regulação dessa (i)novação, na mesma linha da discussão atual sobre o Uber e sobre a economia compartilhada. Ambos assuntos já tratados aqui no blog EsB (aqui e aqui). Para tentar explicar um pouco isto, publiquei com grande amigo o artigo que vai abaixo no jornal Valor Econômico de 08.01.2016 (em PDF ou no link). Confira:
Qual é a sugestão do blog para você leitor? Acompanhar de perto o processo, conhecer as novidades. É muito fácil acompanhar pela internet. Não há segredo. Se estiver precisando de um novo produto financeiro – ou quiser diversificar suas opções tradicionais, insatisfeito com seu banco – abra um espaço para as inovações. Você pode se surpreender com o preço e a qualidade dos novos serviços financeiros. Ah, você ainda tem dúvida, tem receio sobre a segurança da inovação, certamente o blog pode ajudar, com uma análise isenta e imparcial. É isso. Abraço e até a próxima!
Como os idosos cuidam das suas finanças? E como eles deveriam cuidar?
Os idosos de hoje são diferentes daqueles de algumas décadas atrás. Estão mais antenados, mais afeitos a novas tecnologias e, principalmente, vivem mais, e de forma mais ativa. Com isso, eles precisam (e têm condição para) cuidar melhor do seu dinheiro. É sobre isso que nós falamos no podcast de hoje.
Duas das ideias recorrentes das pessoas com esse perfil, na hora de pensar nas finanças: como manter-se na aposentadoria e o que vão deixar para os herdeiros. E um dos investimentos favoritos, que atende a essas duas demandas, são imóveis para aluguel. Será que eles realmente são um bom negócio? Esse foi um dos pontos abordados.
Ao longo da conversa, falamos também sobre o Tesouro Direto – que é um investimento interessante para todas as idades – e sobre a poupança das crianças.
A resposta a esta pergunta não é tão simples quanto parece. Antes de começarmos a discutir isto devemos lembrar que, ao alugar, o imóvel continua não te pertencendo, ao passo que ao fim do financiamento o imóvel passa a ser seu. Isto posto, vamos às considerações.
A primeira coisa a avaliar é se o mercado está em tendência de alta ou de baixa. Estamos vivendo um boom da construção civil? Ou estamos em recessão? A tendência é de alta ou de baixa, de acordo com a relação oferta x procura, que rege (ou deveria reger) o mercado? Para quem acha que a tendência de preços de imóveis é de baixa, a melhor opção (considerando apenas este aspecto) é alugar. Já quem acha que vai valorizar, o melhor é financiar.
O segundo ponto a avaliar é se você está estabilizado (não pensa em mudar de cidade ou ter filhos) ou não, pois se você enxerga uma mudança desta natureza nos próximos 5 anos (pode ser maior ou menor este prazo conforme o gosto do freguês), pode ter que trocar de imóvel, seja porque está mudando, seja porque a família vai crescer. Se o horizonte é de mudança, o aluguel tende a ser a melhor opção. Se está estabilizado, este não é um critério excludente.
Terceiro: você conhece a localização, o bairro, a rua, a comunidade? Caso negativo, considere alugar para "sentir" o ambiente onde pretende morar. Uma possibilidade, se você pensa em comprar, é propor um misto de aluguel e leasing para o proprietário, ou seja, um aluguel com opção de compra ao fim do contrato. Neste caso, caso você não se adapte ao imóvel, você pode devolvê-lo encerrando o aluguel (com as devidas multas contratuais).
Outro fator a ser considerado é se você tem algum outro recurso, como FGTS (atenção às regras para uso do FGTS, as quais pretendo abordar em outra oportunidade), que pode ser utilizado na compra, mas não no aluguel. Hoje o rendimento do FGTS perde para a inflação e, portanto, adquirir um imóvel para morar pode significar melhor utilização de seu dinheiro.
Importantíssimo também considerar se você tem recursos para dar uma entrada para aquisição do imóvel. A maior parte das transações imobiliárias exigem 20% de entrada para imóveis novos, ou 50% para imóveis usados, ou seja, financiamento de 80% para imóveis novos e apenas 50% para imóveis usados. Se você precisa de um financiamento maior do que este percentual, o custo do dinheiro pode se tornar proibitivo. Portanto, para quem não tem os recursos suficientes para a entrada no imóvel, a melhor opção tende a ser alugar enquanto acumula (investe) o montante necessário para dar de entrada (caso opte por adquirir o imóvel).
Por fim, não se esqueça que – caso você já tenha o dinheiro – estamos vivendo um momento em que as taxas de juros cobradas nos financiamentos podem ser inferiores ao que o mercado financeiro está pagando de juros em alguns casos (composição de produto, instituição, prazo e risco). Considere também financiar e pagar as prestações com os juros…
Até a próxima.
O número de brasileiros idosos inadimplentes tem crescido. Especialmente aqueles que são parte importante no sustento da família, e que acabam se afundando nas dívidas com o crédito consignado.
No programa de hoje, nós falamos sobre essa modalidade de crédito, que muitas vezes é tentadora. Mais especificamente, de quando ela joga a seu favor e de quando ela joga contra você.
Falamos também sobre certos contratos que, em situações de total descontrole, pessoas fazem com instituições financeiras, que as autorizam a acessar diretamente suas contas correntes, para cobrar juros de operações de crédito. Surreal, não? Parece difícil de acreditar? Então ouça o programa!
Só por hoje eu espero conseguir Aceitar o que passou e o que virá (Renato Russo, "Só por hoje")
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Você certamente sabe que há milhões de pessoas viciadas em drogas, bebidas alcoólicas ou tabaco. Possivelmente já ouviu falar também em viciados em comida, jogos de azar ou sexo. Mas sabia que existem viciados em consumir? Viciados MESMO, pessoas que têm relação doentia com o hábito de comprar. Esse transtorno tem nome: oniomania.
As conseqüências desse tipo de vício não são difíceis de imaginar. A princípio, descontrole financeiro, endividamento exagerado, perda de patrimônio. Passado algum tempo, ansiedade, perda da dignidade, ruptura nas relações familiares, profissionais e de amizade.
No mundo atual, onde a regra é a superexposição ao consumo, a maioria de nós de vez em quando incorre em hábitos de compra pouco saudáveis. Outros exageram no consumo com mais freqüência. Isso não quer dizer que a pessoa esteja viciada, talvez esteja apenas se deixando levar pelas campanhas de marketing.
Para quem pensa que pode estar perdendo o controle dos seus hábitos e quer refletir a respeito, existe uma lista de 15 perguntas:
Essa lista foi preparada pela irmandade Devedores Anônimos, formada por pessoas que identificaram a oniomania. Ao reconhecer em si o vício pelo consumo, se ajudam mutuamente a controlar a compulsão. É estruturada de forma semelhante à dos Alcoólicos Anônimos. Segundo a irmandade, caso a pessoa responda "sim" a pelo menos 8 perguntas, é recomendável ficar atento.
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Sintomas da oniomaniaExistem inúmeros outros sintomas de hábitos de consumo pouco saudáveis. Eis alguns deles:
Não custa refletir um pouco. Consumir é uma necessidade natural e deve ser algo saudável.
Da nossa parte, recomendamos a Santíssima Trindade da educação financeira.
E você? Conhece alguém que parece ter perdido o controle? Quer sugerir algum outro sintoma de maus hábitos? Fale conosco!
Escute nosso podcast sobre o assunto para saber mais.
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