Elas com Elas

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By Grupo BandeirantesSociety & Culture
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Elas com Elas episodes

  • Elas com Elas # 21 – Ser mãe ou não ser
    O Elas com Elas de hoje fala sobre expectativas, desejos, papeis e cobranças sociais e tudo o mais que envolve uma decisão: a de ser ou não ser mãe. Que espanto quando uma mulher ousa dizer que escolheu não ter filhos! As últimas estatísticas são antigas, mas nos dão uma ideia. Em 2010, o IBGE levantou que 14% das mulheres brasileiras não tinham planos de engravidar. Um crescimento em relação à pesquisa anterior, quando esse índice era de 10%. O país também viu uma mudança no perfil de mulheres que optam por ter filhos, especialmente entre aquelas que têm mais de sete anos de estudo: estão sendo mães cada vez mais tarde - depois dos trinta anos, e tendo menos filhos. A média caiu de mais de seis para um pouco menos de duas crianças por mulher nos últimos 50 anos. Também assistimos a uma mudança nos questionamentos envolvendo a maternidade. Há um grupo de mulheres tentando desmistificá-la, tirar o romantismo, colocar o pé no chão. Falar de uma maternidade real, com dificuldades e conflitos – externos e internos. Debater o espanto de quem ainda se assusta com a decisão de não ser mãe também ganhou um pouco de espaço na pauta – mas ainda uma pauta segmentada. As inglesas da Gateway Women, organização do Reino Unido que apoia mulheres sem filhos, defende a liberdade de escolha e criou uma sigla: NoMo, No Mothers ou não-mães, em português. O que elas querem é algo bem simples: deixar claro que maternidade é escolha, não é o único caminho possível para as mulheres. E é essa discussão que a gente traz para o Elas com Elas, com a presença da psicanalista Vera Iaconelli, diretora do Instituto Gerar, a autora do blog A Mãe Preta, Luciana Bento, e a professora de yoga Vanessa Joda, que escolheu não ter filhos. A apresentação é de Gabriela Mayer.
    1 hr 14 min
  • Elas com Elas # 20 – Velhice
    Hoje o Elas com Elas começa a se debruçar sobre um tema que sem dúvidas vai demandar mais de um episódio. Mas vamos dar o pontapé inicial com o guarda-chuva aberto e, mais para frente, trazemos à nossa pauta os diferentes recortes de uma questão que se impõe ao país: o envelhecimento da população. Em 2030, segundo a projeção do IBGE, a pirâmide populacional do país começa a se inverter. O ritmo é esse aqui: havia três milhões de pessoas com 60 anos ou mais no Brasil em 1960; em 1975, já eram 7 milhões; 14 milhões em 2002 (um aumento de 500% em quarenta anos) e em 2020, a casa dos 30 milhões já terá sido ultrapassada. Cerca de 85% dessa população estão nas cidades, áreas urbanas. Onde está também a maior oferta de serviços e de assistência. O envelhecimento demanda pensar nosso modelo de sociedade, mas sugere também uma revisão das nossas individualidades. Como enxergamos a velhice hoje? Quando passamos dos 50, dos 60, dos 70 anos, passamos a nos ver como todos iguais? Se temos uma certeza é a de que, aqueles que não morrerem antes, envelheceremos todos. Há desafios urgentes a serem pensados como país, mas há também subjetividades a serem captadas como pessoas. Falar sobre saúde, sobre assistência social, sobre previdência, sobre trabalho, sobre cidadania, sobre sustentabilidade, sobre planejamento urbano, sobre mobilidade... tudo isso importa muito! Mas importa também falar sobre como nós olhamos para o nosso próprio processo de envelhecimento, tema da conversa da apresentadora Gabriela Mayer com a jornalista Maria Antônia Demasi, mestre em gerontologia social; a aposentada Dora Cudignola, membro da ONG Eternamente Sou; e a educadora social Regina Lúcia dos Santos, coordenadora estadual do Movimento Unificado Negro de São Paulo e voluntária na Associação Amparar.
    1 hr 11 min
  • Elas com Elas # 19 – Viajar Sozinha
    O Elas com Elas desta semana vai se aventurar pelo Brasil e pelo mundo! Nosso tema é viajar sozinha e todas as descobertas – além das dificuldades – que vêm junto com ser mulher e colocar rodinhas nos pés para percorrer os cantinhos do planeta. Um estudo feito com mulheres de oito países, entre eles o Brasil, detectou que mais da metade das brasileiras já pegaram estrada sozinhas. E em até seis meses depois de responderem a pesquisa, 56% tinham a intenção de fazê-lo. Entre as que já viajaram nestas condições, a maioria teve a primeira vez entre os 18 e os 25 anos. E por que elas viajam? Porque querem independência e liberdade para organizar o próprio roteiro, além da possibilidade de conhecer gente nova. Aqui no Brasil, as mulheres encaram mais a experiência de viajar sozinhas do que os homens, segundo o Ministério do Turismo. A apresentadora Gabriela Mayer conversou com a escritora Gaía Passarelli, a jornalista Rachel Belo, a produtora de TV Renata Motta e a afroempreendedora Beatriz Santos de Souza sobre a experiência de estar por conta própria fora da zona de conforto. A segurança, a construção de um roteiro, a descoberta de lugares e culturas, os perrengues e o autoconhecimento são alguns dos assuntos que apareceram nesta conversa.
    1 hr 23 min
  • Elas com Elas # 18 – Futebol
    Hoje o Elas com Elas veste as chuteiras e vai a campo. A Copa do Mundo de Futebol Feminino acaba de terminar e os índices de audiência na televisão, as vendas de camisas e a movimentação nas ruas indicaram uma mobilização nunca antes vista para assistir às mulheres que vestem a camisa da nossa e de outras seleções. A modalidade lutou muito para chegar até aqui. Aliás, demorou até ser reconhecida e permitida como esporte no Brasil. Em 1940, foi inaugurado em São Paulo o Estádio do Pacaembu e foi realizado um jogo feminino. O público indignou-se, foi reclamar até para o presidente Getúlio Vargas, pedindo que aquela performance sem sentido fosse impedida. Em 1941, o futebol feminino, que já não tinha espaço nos clubes e nas ligas oficiais, foi proibido. A rigor, o Conselho Nacional de Desportos decidiu que “as mulheres não deveriam praticar esportes que não fossem adequados a sua natureza”. O futebol foi enquadrado. Mas para não ficar dúvidas, na década de 1960, durante o regime militar, o decreto-lei detalhou ainda mais a restrição. Foi só nos anos de 1970 que a proibição foi revogada, o que não significou uma organização imediata da modalidade. Foram pelo menos mais dez anos para que o futebol para mulheres começasse a ser regulamentado. A primeira Copa do Mundo veio em 1991 e nossa primeira medalha, em 1999, com uma seleção que não teve preparo semelhante a outros grandes times que entraram em campo, mas que deram raça e determinação para voltar para casa premiadas. Para entender como chegamos até aqui e para onde o futebol feminino pode caminhar no Brasil, a apresentadora Gabriela Mayer recebe a ex-goleira da seleção Thaís Picarte, vice-presidente do Siafmsp; a ex-capitã da seleção brasileira Aline Pellegrino, diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol; e a antropóloga Daniela Alfonsi, diretora do Museu do Futebol.
    1 hr 36 min
  • Elas com Elas # 17 – Diversidade nas Empresas
    Hoje o Elas com Elas vai para o mercado de trabalho para falar sobre a diversidade nas empresas. Já está nas pesquisas: um ambiente corporativo mais plural traz consequências positivas para as relações dentro das companhias e para os resultados delas. Um estudo da consultoria Ernst & Young olhou para quase duas mil e quinhentas empresas em 54 países e comprovou que aquelas com mais diversidade – principalmente de gênero – lucram mais. Os resultados eram especialmente expressivos nas companhias que tinham mais de 30% dos cargos ocupados por mulheres e mais de 20% nos cargos sênior. Quer mais números? Tem, sim. Outra consultoria, a McKinsey, avaliou mais de mil empresas globais em 12 países e mostrou que as empresas mais diversas tinham até 21% mais chances de apresentar resultados acima da média do mercado. O estudo levou em conta tanto a diversidade de gênero, quanto diferenças étnico-culturais. No Brasil, apesar de avanços aparentes, os números mostram um pequeno encolhimento da presença de mulheres na liderança das empresas – em 2018, o IBGE mostrou que a quantidade de mulheres em cargos gerenciais caiu de quase 40% para 38%, em quatro anos. Mas como falamos sempre aqui no Elas com Elas mulher não é tudo igual e considerar indicadores diferentes para falar de diversidade é essencial para construir uma pluralidade real, com narrativas que reflitam diferentes repertórios. Mas é assim? Se pensarmos nas mulheres que ocupam essas posições gerenciais, quem são elas? As mulheres negras estão nessa estatística? Mulheres com mais de 60 anos têm espaço? Quantas lideranças são mulheres trans? Alguma delas é uma pessoa com deficiência? Há imigrantes e refugiadas liderando grandes companhias? Para falar sobre isso, a apresentadora Gabriela Mayer recebe Adriana Carvalho, gerente dos princípios de empoderamento das mulheres da ONU Mulheres; a advogada Melissa Cassimiro, membro do coletivo Caneca na Mesa; Majo Campos, vice-presidente de recursos humanos, responsabilidade social e corporativa e comunicação interna da Atento Brasil; Isa Meirelles, responsável pela comunicação para diversidade na Resultados Digitais e ativista de comunicação inclusiva; e Elaine Mineiro, coordenadora de núcleo a UneAfro Brasil no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo.
    1 hr 30 min
  • Elas com Elas # 16 – Estupro e Consentimento
    Nesta semana, o Elas com Elas fala sobre estupro e consentimento. O Brasil registrou 61.032 estupros em 2017, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública - um crescimento de 10,1% em relação a 2016. O estupro é crime hediondo no país. O Código Penal, no artigo 213, o define como “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. A redação do artigo sofreu alterações em 2009. A pena, se não houver agravantes, é de seis a dez anos de prisão. A lei não menciona a palavra consentimento, mas ela é uma das chaves para entender a violência sexual, que também está definida na Lei Maria da Penha. Além das questões legais, também estão no debate do Elas com Elas o significado de consentimento, o momento em que a gente aprende a consentir, quais subjetividades estão envolvidas na questão da concordância e quais as consequências da violência sexual na vida de uma vítima. A apresentadora Gabriela Mayer conversa com a advogada Marina Ruzzi e com a psicóloga Joana Vartanian.
    1 hr
  • Elas com Elas # 15 – Masculinidades
    Nesta semana, o Elas com Elas tem uma configuração inédita e recebe homens para o debate. Uma conversa sobre as várias masculinidades e sobre as tentativas de desconstruir os modelos que parte dos meninos é ensinada a reproduzir desde cedo e que resultam em violência e opressão – contra as mulheres e contra os próprios homens. Quando a masculinidade se torna tóxica e, nestes casos, como ela se manifesta e que consequências ela traz. A apresentadora Gabriela Mayer conversa com fundador do Papo de Homem, Guilherme Valadares, integrante do comitê Eles por Elas, da ONU Mulheres; Ismael do Anjos, jornalista e fotógrafo, integrante do podcast Balaio de Pais e do grupo Paternando; e a co-fundadora das organizações Think Olga e Think Eva, Maíra Liguori
    1 hr 18 min
  • Elas com Elas # 14 – Atlas da Violência 2019
    Nesta semana, nosso tema é assunto urgente: o assassinato de mulheres. O Atlas da Violência 2019, feito pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, trouxe números relevantes e alarmantes sobre a violência no Brasil, país que registrou 65.602 homicídios em 2017. Um dos recortes do levantamento é o da violência contra a mulher. Em 2017, 4.936 mulheres foram assassinadas – 13 vítimas por dia. A questão racial também importa: em uma década, a morte de mulheres negras cresceu quase 30% e a morte de mulheres não-negras, 2%. Para falar sobre os assassinatos de mulheres e sobre a importância de dados e estatísticas de qualidade, a apresentadora Gabriela Mayer conversa com a socióloga Wânia Pasinato e com a pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Cristina Neme. Como política públicas de segurança devem olhar para o problema e prevenir mortes evitáveis, por que dentro de casa continua sendo um dos lugares mais perigosos para as mulheres e quais são as especificidades dos crimes cometidos contra elas são algumas das questões sobre as quais falamos.
    1 hr 7 min
  • Elas com Elas # 13 – Mulheres na Arte
    A maioria dos artistas são homens? Ou a vida e a obra das mulheres foi silenciada por quem escreveu a história da arte? As modernistas Anita Malfatti e Tarsila do Amaral ganharam o status de precursoras, mas, apesar de terem sido muito relevantes, não foram as primeiras. Sem acesso ao ensino superior, uma vez que a academia só passou a ser aberta às mulheres nos anos 1890, as artistas, até então, eram vistas como amadoras. Nos últimos anos, museus do mundo todo têm tentado trazer as mulheres à vista, mas ainda há muito a avançar. Em 2009, o centro Georges Pompidou, em Paris, se propôs a expor, durante todo o ano, as mulheres artistas que já tinha na coleção. Para falar de um tempo e de um espaço mais próximos, o Brasil assistiu a um sucesso de público em 2018, com a exposição Mulheres Radicais, na Pinacoteca do Estado, um dos principais museus brasileiros. O MASP, outro expoente, dedica o ano de 2019 às mulheres, agora com as exposições Djanira: a memória de seu povo; Tarsila Popular, Lina Bo Bardi: Habitat. Para falar sobre a presença das mulheres na arte, a apresentadora Gabriela Mayer receber a jornalista e pesquisadora Karina Sérgio Gomes, a artista visual Lia Chaia, e a curadora-chefe da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Valéria Piccoli.
    58 min
  • Elas com Elas # 12 – Gaslighting e Violência Psicológica
    No Brasil, a violência psicológica está prevista e descrita na lei Maria da Penha, e é entendida como qualquer conduta que cause dano emocional e diminua a autoestima. Constrangimentos, humilhações, ofensas, isolamento, vigilância constante e manipulação estão entre alguns dos comportamentos expressamente citados na lei. O gaslighting é um tipo de violência psicológica, em que o agressor usa a manipulação para deslegitimar e desacreditar a vítima. No episódio desta semana do Elas com Elas, a apresentadora Gabriela Mayer conversa sobre o tema com a psicóloga Laís Nicolodi, a pesquisadora na área de literatura e cinema Patrícia de Almeida Kruger, e as autoras do livro A Louca Não Sou Eu, Beatriz Manfredini e Giulianna Muneratto. Como reconhecer agressões sutis e invisíveis? Um debate sobre como a violência pode estar nas palavras ou no silêncio e sobre as consequências da violência psicológica na saúde física, mental e emocional das vítimas.
    1 hr 10 min

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O podcast Elas com Elas, da BandNews FM, é um programa semanal que reúne mulheres para debater temas diversos. Um espaço aberto para o diálogo e para discutir vários assuntos sob a perspectiva de quem…