Elas com Elas

Elas com Elas

By Grupo BandeirantesSociety & Culture
Download on the App Store

Elas com Elas episodes

  • Elas com Elas #40 – Moda Sustentável
    É a segunda indústria que mais causa impactos ambientais, atrás apenas da dos combustíveis fósseis. Poluição e esgotamento de recurso naturais estão entre os principais problemas que ela traz. É da moda que estamos falando. 10% das emissões globais de gases estufa são atribuídos ao setor, que também usa um quarto dos produtos químicos produzidos anualmente. Um mercado que gera 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano e que contribui para 20% da contaminação hídrica. A pegada ecológica da moda é difícil de medir com exatidão, mas a gente sabe que ela calça um número grande. O Elas com Elas já debateu aqui se somos o que vestimos e o que as nossas roupas comunicam. E neste episódio vai olhar para a forma como escolhemos o que vamos portar. Que critérios levamos em conta na hora de escolher as blusas, calças, saias, lingeries, pijamas que vamos levar por aí? Estamos alinhados ao modo como queremos nos relacionar com o planeta? A moda sustentável entra na pauta e para falar sobre ela a apresentadora Gabriela Mayer conversa com a estilista Alessandra Ponce, autora do livro Alinhavos – O Futuro do Planeta Está no Seu Guarda-Roupa; a designer Eloísa Artuso, diretora educacional do Fashion Revolution Brasil e professora de design sustentável no Instituto Europeo di Design (IED); e a consultora de estilo pessoal Fernanda Resende.
    1 hr 12 min
  • Elas com Elas #39 – Redes Sociais
    A conexão móvel contribuiu para que o tempo que passamos online aumentasse, e boa parte dele é dedicado às redes sociais, tema de hoje do Elas com Elas. O Brasil foi apontado como o segundo país, em um ranking com 45, em que as pessoas passam mais tempo nas redes sociais, atrás apenas das Filipinas. Brasileiros e brasileiras ficam cada vez mais tempo conectados a aplicativos e plataformas deste tipo: neste ano, foram 225 minutos por dia, contra 219 em 2018. Youtube, Facebook e Whatsapp (todos gratuitos) são os queridinhos por aqui e aqueles aos quais os internautas dedicam mais tempo. Ainda que a mediação das relações continue sendo feita pelas palavras – com uma ajudinha cada vez maior de alguns emojis – o modo de construção e reconstrução de identidades mudou. E esse jeito novo de dar as caras, de criar um perfil, de escolher o que mostrar e o que esconder, tem impactos na forma como nos pensamos como sociedade e nos organizamos socialmente. Para falar sobre como a nossa conexão e a nossa comunicação fica, diante de tantos elementos virtuais, o Elas com Elas convidou à mesa, junto com a apresentadora Gabriela Mayer, a socióloga Giselle Christina, a psicóloga da PUC-SP Andrea Jotta, a roteirista Jaqueline Vargas e a advogada e pesquisadora do InternetLab Julia Drummond.
    1 hr 18 min
  • Elas com Elas #38 – Esportes Olímpicos
    Nesta semana, o Elas com Elas fala esportes olímpicos, na expectativa para as Olímpiadas de Tóquio, em 2020. Um dos grandes desafios que o Brasil ainda enfrenta é o financiamento e o apoio aos atletas, falta um olhar cuidadoso e planejado, como você ouve na conversa deste episódio.
    1 hr 9 min
  • Elas com Elas #37 – Racismo
    Vou pedir um pouco de atenção para esta sequência de números, estatísticas, dados. Informações que parecem estéreis, que muitas vezes não têm rosto – a gente vê os números e não vê as histórias. Mas estes números aqui contam uma história. Uma história que começou há muito tempo. As estatísticas que trazemos não têm nome, mas têm cor. Cor da pele. Ouça aqui: vou começar pelos dados mais recentes, que acabam de ser divulgados pelo IBGE. Entre a população pobre do Brasil (as pessoas que têm o equivalente a até US$ 5,5 de rendimento diário), sete em cada dez são pretos ou pardos. O Brasil tem 180 homicídios por dia, segundo o Atlas da Violência, e 75% dos que são mortos são negros. O mesmo Atlas conta que a taxa de homicídios das mulheres não negras cresceu 4,5% no Brasil entre 2007 e 2017; a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu 29,9%. Em 2018, os trabalhadores pretos e pardos receberam, em média, cerca de 75% menos do que trabalhadores brancos. Isso significa dizer que para cada R$10 recebidos por um trabalhador preto ou pardo, um trabalhador branco recebe R$ 17,50. Também no passado, um quarto (25,2%) dos jovens brasileiros com idade entre 18 e 24 anos cursavam ou já haviam concluído o ensino superior; olhando apenas para os jovens negros, o índice cai para menos de um quinto (18,3%). Adolescentes de 15 a 17 anos pretos ou pardos apresentam taxas de abandono e reprovação escolar mais altas do que brancos. 54% das mortes maternas no Brasil ocorrem em mulheres negras. São elas também que registram mais casos de violência obstétrica, menos acesso ao pré-natal, menos acesso à anticoncepção e são também as mulheres negras que recebem doses menores de anestesia nos procedimentos médicos. Esse não é apenas um apanhado de números, na verdade, quero me corrigir, porque eu comecei dizendo que as estatísticas que eu trago não têm nome, mas elas têm: racismo. E racismo é o assunto de hoje do Elas com Elas. No episódio, a apresentadora Gabriela Mayer conversa com a advogada Amarilis Costa, presidente da Comissão de Graduação, Pós-graduação e Pesquisa da OAB-SP e articuladora do coletivo Preta e Acadêmica; Lorraine Carvalho, mestranda em direitos humanos na USP e supervisora do Núcleo de Atuação Política do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, IBCCRIM; Raphaella Reis, membro da secretaria-executiva da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP; e Thaís Santos, química, professora, co-fundadora da comunidade cultural Quilombaque, coordenadora da Uneafro Brasil e integrante da Coalizão Negra por Direitos.
    1 hr 25 min
  • Elas com Elas #36 – Literatura
    A sala ampla tem uma janela com vista para um jardim modesto. No meio, uma escrivaninha. No canto, uma poltrona e uma luminária que contorna o encosto e aponta a luz para o assento. A entrada é por uma porta de madeira de correr. Em duas longas paredes, livros do chão ao teto em estantes de madeira – pé direito alto! Parece uma infinidade, ainda mais quando se descobre a camada dupla. O que se vê são estantes móveis, que correm de um lado para o outro em trilhos, na frente das estantes primordiais, fixadas nas paredes. São duas camadas de livros em cada parte daquela biblioteca que eu adoraria que fosse minha, mas é de alguém que eu entrevistei uma vez. Da entrevista, não me lembro bem, mas da biblioteca não me esqueço. Moraria nela. Viveria ali com alegria. Porque é o que os livros me trazem de melhor. Mesmo quando são tristes. É que os encontros que a literatura promove são sempre cheios de possibilidades. Com Jane Austen, aprendi que gostava dos clássicos. Com Hilda Hilst eu aprendi que nem tudo é o que parece. Com Virginia Woolf aprendi a olhar os detalhes e aprendi a questionar a ausência de mulheres no cânone literário. Com Clarice, aprendi a olhar para dentro. Com a Chimamanda, aprendi a olhar para fora. Com Carolina de Jesus, aprendi que palavra é poder e potência. Com Elvira Vigna, aprendi que o silêncio pode ser covarde e pode ser coragem. Os encontros que a literatura me proporcionou me trouxeram até o episódio de hoje do Elas com Elas, em que eu te convido a se juntar a mim para este novo encontro, que tem a literatura como tema. Eu, Gabriela Mayer, recebo as escritoras Aline Bei, Carmen Faustino, Giovana Madalosso e Luna de Cortes.
    1 hr 14 min
  • Elas com Elas #35 – Migração
    Hoje o Elas com Elas fala sobre migração e refúgio, pauta que ganhou força nos últimos anos por aqui, quando três grandes ondas migratórias envolveram diretamente o Brasil: haitianos, sírios e agora venezuelanos buscam acolhimento em território brasileiro. O crescimento da chegada de pessoas de outras nacionalidades não é de hoje. O relatório World Migration Report, divulgado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) em 2018, mostrou que a população de migrantes que vive no Brasil cresceu 20% entre 2010 e 2015. E cerca de um terço de quem veio neste período partiu de outros países da América do Sul. Mas ainda que a chegada de migrantes e refugiados tenha crescido, eles são menos de 0,5% da população. O número é bem pequeno por si só, menor ainda se comparamos, por exemplo, com o percentual da Argentina, onde mais de 5% dos residentes vieram de outros países. Vale lembrar que o Brasil é um país de 200 milhões de habitantes, e a Argentina, de 43 milhões, quase cinco vezes menor. Nas travessias de fronteiras, as mulheres não são adendos - são protagonistas de muitas histórias e representam 52% dos imigrantes na América do Sul. Para falar sobre a questão migratória, a apresentadora Gabriela Mayer recebe a professora venezuelana Marifer Vargas; a integrante chilena do coletivo Warmis Mariela Pizarro; a coordenadora do projeto Trabalho e Renda do Instituto Adus, Fernanda Cobra; e a coordenadora de Programas da Conectas, Camila Asano.
    1 hr 31 min
  • Elas com Elas #34 – Criatividade
    Um estalo e vem uma ideia que pode mudar o nosso dia. Ou a nossa vida. Ou o mundo, quem sabe. Mas também pode não mudar nada. Pode dar origem a um projeto frustrado ou disfuncional. Ou ainda pode gerar outra ideia, e outra, e outra. Talvez essa ideia primeira também leve a algo que hoje não serve para nada, mas um dia pode servir. Nem todas as ideias são grandiosas, as “eurekas” da vida podem ser para as coisas pequenas e para todo tipo delas – para resolver um perrengue da rotina, para sair de um buraco emocional, para se esquivar de uma sinuca de bico, para resolver um probleminha ou um problemão. De todos os tamanhos, as ideias têm algo em comum: uma novidade. Pode ser algo inteiramente novo, nunca antes pensado. Ou pode ser só um novo jeito de arrumar elementos já conhecidos. Para se ter ideias basta ser humano e estar aberto – aberto a tentar, a pensar, a trocar... Porque às vezes a gente se fecha e parece que as lâmpadas ficam escassas na nossa cabeça. Ser humano é ser também criativo. E criatividade não tem muita regra. Pode ser mais sisuda, pode ser engraçada, pode ser ansiosa, pode ser tranquila e vir aos poucos... quantas vezes será que eu usei a palavra “pode” nesta abertura? Muitas, né? É que falar de criatividade é falar também de possibilidades. E a criatividade é o assunto de hoje do Elas com Elas. Afinal, de onde vem a nossa criatividade e para onde ela nos leva? A apresentadora Gabriela Mayer convidou mulheres criativas para criar novas possibilidades. Denna Souza, psicóloga e cantora. Marcela Ceribelli, fundadora da agência Obvious e podcaster (Bom dia, Obvious); Marcela Ponce de Leon.
    1 hr 10 min
  • Elas com Elas #33 – Estresse
    Estresse não é novidade. Faz tempo que essa palavra passou a fazer parte do nosso vocabulário corriqueiro e é sobre ela que a gente fala neste episódio do Elas com Elas. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge apontou que quatro em cada dez pessoas no mundo sofrem de algum tipo de estresse – pode ser agudo ou crônico. E isso tem impactos na saúde física e mental. O trabalho é um fator importante na criação desse cenário: o Brasil é o segundo país com maior prevalência de “alto nível de estresse” no ambiente de trabalho, perdendo apenas para o Japão. Entre as mulheres, os números preocupam mais. Elas se dizem mais estressadas e sentem com mais intensidade as consequências do estresse. Quem pesquisa o tema aponta alguns fatores: uma questão biológica – as mulheres são mais sensíveis aos efeitos do cortisol, hormônio ligado ao estresse – e outras questões sociais, como cobranças, expectativas e acúmulo de funções. Para ficar só neste último quesito, vamos quantificar: o IBGE trouxe dados sobre as tarefas domésticas das famílias brasileiras em 2018. E enquanto as mulheres dedicaram mais de 21 horas cuidando da casa e das pessoas por semana, os homens despenderam apenas 10 horas, metade do tempo, para as mesmas coisas. A apresentadora Gabriela Mayer conversa sobre as causas e as consequências do estresse com a cardiologista Carla Lantieri, a psicóloga Cláudia Oshiro e a antropóloga Renata Mourão Macedo.
    1 hr 9 min
  • Elas com Elas #32 – Amamentação
    Era março de 2014 e um grupo de cerca de 40 mulheres se reuniu em frente a um museu de São Paulo. Juntas, levantaram ou abaixaram a blusa e amamentaram seus bebês. Naquela semana, uma visitante foi repreendida por um segurança do museu por amamentar seu filho em uma exposição. Era julho de 2016 e centenas de mulheres se reuniram na praça de alimentação de um shopping de Florianópolis para amamentar seus filhos e filhas. Naquela semana, um segurança pediu que uma mulher se retirasse da praça de alimentação enquanto ela amamentava e recomendou que ela fosse ao banheiro. Era julho de 2018 e mais de 20 mulheres de juntaram em um terminal de ônibus de Santo André, no ABC Paulista, para amamentar. Naquela semana, uma mulher amamentava o filho enquanto esperava o transporte e foi abordada por agentes públicos que disseram que ela cometia um atentado ao pudor. Era fevereiro de 2019... bom, acho que deu pra entender, né? O tempo passou, mas a situação se repete. Os mamaços públicos realizados como protesto deixam claro que a amamentação ainda não é uma questão superada. O Brasil é o país que mais censura mulheres por amamentarem em público, segundo uma pesquisa global sobre aleitamento. Apesar de haver um consenso por aqui sobre a importância de amamentar (98% das brasileiras disseram acreditar que amamentar é a melhor forma de nutrir um bebê e 64% acham totalmente normal fazê-lo em público), quase metade das mulheres (47,5%) já sofreram preconceito por isso. A apresentadora Gabriela Mayer conversa com a enfermeira obstetra Cinthia Calsinski, a pediatra e neonatologista Tiemi Yoshida e a consultora de aleitamento Mari Dias sobre as questões sociais, culturais e biológicas envolvidas na amamentação.
    1 hr 13 min
  • Elas com Elas #31 – Dia da Menina
    Em 2012, a ONU criou o Dia Internacional da Menina, 11 de outubro. A data veio como lembrança de que meninas são crianças e adolescentes e têm direitos de crianças e adolescentes. Precisam de proteção, de cuidados e de um olhar específico, diferente daqueles que recebem as mulheres, estas já adultas. Ao serem reconhecidas como mulheres, meninas do mundo todo – do Brasil, inclusive – têm direitos negados, etapas saltadas e tempo roubado. Invisibilizar as meninas contribui, por exemplo, para que o Brasil seja o quarto colocado no ranking mundial absoluto e o terceiro país da América Latina com maior índice de casamentos de meninas com menos de 18 anos, com 36% de uniões deste tipo, ou para uma divisão abissalmente desigual de tarefas domésticas: 81,4% das meninas arrumam a própria cama, tarefa de apenas 11,6% dos irmãos meninos; 76,8% das meninas lavam a louça e 65,6% limpam a casa, enquanto 12,5% dos irmãos lavam a louça e 11,4% limpam a casa. Para falar sobre os desafios de ser menina e sobre a importância de reconhecê-las como tal, a apresentadora Gabriela Mayer conversa com a advogada Maíra Zapater, a psicanalista Maria Homem e a gerente de gênero e incidência política da Plan International Brasil, Viviana Santiago.
    1 hr 7 min

About Elas com Elas

From the publisher's feed

O podcast Elas com Elas, da BandNews FM, é um programa semanal que reúne mulheres para debater temas diversos. Um espaço aberto para o diálogo e para discutir vários assuntos sob a perspectiva de quem…