Elas com Elas

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By Grupo BandeirantesSociety & Culture
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Elas com Elas episodes

  • Elas com Elas # 30 – Câncer de Mama
    A saúde e o corpo estão no foco do Elas com Elas desta semana. Nosso assunto é o câncer de mama, o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não-melanoma. A média mundial é de 25% do total de casos novos da doença a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%. Para o ano de 2018, foram estimados 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil, segundo o Inca. O tratamento evoluiu, o diagnóstico precoce avançou e a informação tem ganhado mais espaço, mas ainda há desafios pela frente, especialmente quando o assunto é prevenção. Também falta avançar no olhar abrangente para as mulheres que passam pelo tratamento – pensar que, além do combate ao tumor, há importância no cuidado com a saúde mental, com a autoestima, com o posicionamento no mercado de trabalho, nas relações afetivas e sexuais e na relação da mulher ela mesma. A apresentadora Gabriela Mayer recebe para esta conversa a mastologista do A.C. Camargo Cancer Center Fabiana Makdissi, a oncologista do Grupo OncoClínicas Luciana Landeiro e a psicóloga do Hospital Israelita Albert Einstein Alyne Braghetto.
    1 hr 11 min
  • Elas com Elas # 29 – Ciências
    Há algumas semanas, você ouviu aqui no Elas com Elas uma conversa sobre mulheres nas exatas. Trouxemos à mesa três professoras de cursos de ciências exatas, que falaram por que há mais mulheres do que homens nas carreiras da área – algo que elas acreditam ser construído desde a infância. A conversa sobre as exatas abriu questões sobre a ciência de forma mais ampla. E decidimos trazer à mesa um papo sobre a ciência e a pesquisa no Brasil, com mulheres que atuam em outras áreas – ou diretamente na pesquisa, ou na divulgação e na comunicação dela. Olhamos para os números brasileiros e internacionais e eles coincidem na redução da quantidade de mulheres conforme a pesquisa se aprofunda. O último Censo da Educação Superior, de 2016, mostrou que as mulheres representam 57,2% dos estudantes matriculados em cursos de graduação no país. Um índice um pouco superior à média global, de 53%. Mas esse porcentual cai para 43% quando olhamos para doutorado e 28% quando olhamos especificamente para os números internacionais de pesquisa. O Brasil vai melhor que o resto do mundo e apresenta indicadores mais iguais. 2010 foi um ano importante neste recorte, porque marcou a primeira vez em que os 128 mil pesquisadores registrados no CNPQ, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, estavam igualmente divididos entre homens e mulheres. Na mesma época, a quantidade de mulheres (52%) ultrapassou a de homens (48%) na liderança dos grupos de pesquisa no CNPq. Para falar sobre o que esses números significam na prática e o que isso tem a ver com a nossa vida, a apresentadora Gabriela Mayer conversa com a bióloga Camila Castanho, professora do Departamento de Ciências Ambientais da Unifesp; Bárbara Milan, doutoranda na área de ensino de ciência e matemática com foco em educação científica, na USP; a jornalista Bia Guimarães, mestre em divulgação científica e cultural e apresentadora do Podcast 37 Graus; Sarah Azoubel, doutora em biologia molecular e apresentadora do Podcast 37 Graus; Regina Markus, professora titular do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.
    1 hr 40 min
  • Elas com Elas # 28 – Games
    É o terceiro ano consecutivo que a Pesquisa Game Brasil mostra a mesma coisa: as mulheres já são a maioria dos gamers no país – elas representam 58,9% do mercado. Aliás, um mercado que tem atravessado as crises econômicas do país em crescimento. Em 2018, o setor movimentou mais de um US$1,5 bilhão. E a indústria nacional de games cresceu 30%, segundo o último censo do setor, divulgado pelo Ministério da Cultura. Ainda que as mulheres sejam maioria, elas normalmente não constituem a maior parte dos integrantes de equipes, dos inscritos em campeonatos e dos participantes de eventos do setor. Mas a presença feminina está em ascensão. Há equipes de mulheres, há mulheres donas de equipes, há mulheres no desenvolvimento de jogos e nos eventos também. Tomando como exemplo a Brasil Game Show, maior evento brasileiro do setor, as mulheres eram 10% do público na primeira edição, em 2009. Em 2017, eram 40%. Hoje, o Elas com Elas fala sobre o universo dos games a apresentadora Gabriela Mayer receber a jogadora profissional de CS Pan Shibuya, a professora da escola de games Saga Cláudia Mazzuco, a jornalista especializada em games Bárbara Gutierrez, editora-chefe do Versus, e a gerente de comunidade da Wizards of the Coast Brasil Carolina Moraes, que faz a ponte entre a empresa e jogadores e jogadoras de Magic.
    1 hr 6 min
  • Elas com Elas # 28 – Games
    Nesta semana o Elas com Elas fala sobre games, mercado que movimenta mais de US$1,5 bilhão por ano. Por que as mulheres são maioria dos consumidores, mas ainda não são a maior parte entre jogadores, donos de equipes, desenvolvedores de jogos e até participantes de eventos do setor?
    1 hr 6 min
  • Ela com Elas #27 – Amor
    Sabe o texto que eu sempre faço, apresentando cada programa, contextualizando o assunto, trazendo alguns questionamentos logo de cara? Então... vou contar que tive muita dificuldade de fazer essa aqui. Sentei para escrever e fiquei pensando: como é que se fala de amor? Ou melhor, como se fala de amor pra todo mundo? Porque talvez o amor que eu conheço, o que é amor pra mim, não seja amor para você. Tive uma ideia: pensei em recorrer aos textos que escrevi quando celebrei o casamento de uma amiga – sim, já celebrei um casamento. Na verdade, dois. Mas logo achei a ideia ruim – amor não é só casamento. Tem tantos jeitos de amar. Aliás, amor não é nem necessariamente conjugal, nem necessariamente entre duas pessoas apenas. Mas no fim das contas eu fui mesmo a um dos textos que escrevi para celebrar a união de pessoas queridas, porque em determinado momento eu recorri a quem falou de amor de um jeito bem melhor que eu. Foi a Drummond, o Carlos, que pedi uma ajudinha e é a ele que eu vou recorrer de novo, já que ele corrobora a minha dificuldade em escrever esta abertura. Sabe qual é o problema? É que o Amor foge a dicionários e a regulamentos vários, diz ele. Hei de concordar. O que é, afinal, o amor? As respostas são várias e eu, Gabriela Mayer, convidei algumas mulheres para compartilharem com a gente os caminhos que elas encontraram – ou não – para tentar responder essa pergunta. A psicanalista Helena Albuquerque, a comunicadora Sarah Oliveira, apresentadora da série O Nosso amor a gente inventa, Isabella Saldanha, produtora executiva na Apartamento Filmes e poliamorista, e a estudante de Letras Marina Rodrigues, mulher transexual.
    1 hr 2 min
  • Elas com Elas # 26 – Síndrome da Impostora
    Imagine essa situação. Chego para a entrevista de emprego e tenho certeza de que não vai ser dessa vez. Na verdade, o que vai ser dessa vez vai ser a queda da minha máscara: vão descobrir que eu não sou qualificada o bastante, que eu não deveria estar nesta entrevista, aliás, eu não deveria nem estar ocupando o meu posto de trabalho atual. Eu falo seis idiomas, sou pós-graduada, leio livros e mais livros, sou articulada, tenho facilidade de me conectar com as pessoas, sou boa em aprender coisas novas, mas não foi por isso que eu cheguei até aqui. Eu estava no lugar certo, na hora certa. Que sorte, né? Na verdade, na maior parte do tempo, eu nem lembro que tenho essas habilidades, meu currículo passa batido por mim mesma. Fico aqui, só esperando o dia em que vão descobrir que sou uma fraude. Enquanto isso, para tentar adiar esse dia, trabalho que nem doida, me desdobro para aprender tudo e, de preferência, faço tudo sozinha. Você já se sentiu assim? Com que frequência você corre para baixo da cama achando que chegou o dia de descobrirem que, no fundo, você não sabe nada? Isso tem nome. É a Síndrome da Impostora. Acontece com homens e com mulheres, mas atinge mais o gênero feminino. E tem consequências. Para continuar no exemplo do trabalho, um estudo interno da Hewlett Packard, mostrou que homens se candidatam a uma vaga quando preenchem 60% dos requisitos. Enquanto as mulheres só se arriscam quando estão beirando os 100%. A síndrome tem a ver com as nossas inseguranças, mas não só. E eu usei aqui o exemplo do trabalho, mas tem muita gente que se sente uma impostora em vários contextos. A Síndrome da Impostora é o tema desta semana do Elas com Elas e para falar sobre isso a apresentadora Gabriela Mayer recebe a escritora, roteirista e podcaster Camila Fremder, a jornalista e atleta amadora Natália Leão e a psicóloga Elisângela Ferreira da Silva.
    1 hr 13 min
  • Elas com Elas # 25 – As Ciências Exatas
    Em agosto de 2018, o CNPQ, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações lançaram um novo edital. Não era qualquer um, a chamada “Meninas nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação” representava um investimento de R$ 3 milhões na tentativa de ampliar o interesse e a participação de meninas e mulheres nas áreas de ciências exatas, engenharias e computação no Brasil. A proposta queria também combater a evasão de meninas dos cursos de graduação nessas áreas, concentrada principalmente nos primeiros anos de estudo. O Censo da Educação Superior de 2016 mostrou que as mulheres representam 57,2% dos estudantes matriculados em cursos de graduação no país. Mas os índices das exatas não acompanham esta proporção. O mesmo censo apontou que no curso de engenharia mecânica, por exemplo, a participação feminina está em 10,2%, na engenharia elétrica, 13,1%, e na engenharia civil, 30,3%. O que explica este gap? Os estímulos que meninas e meninos recebem desde criança nas atividades escolares, na formação intelectual, na atuação social e também na educação científica nos trazem até aqui? Para tentar responder estas perguntas, a apresentadora Gabriela Mayer recebe a astrofísica Beatriz Barbuy, professora titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo; a professora de Engenharia de Materiais da FEI Daniella Caluscio; e a professora do Instituto de Matemática e Estatística da USP Luna Lomonaco, primeira mulher a vencer o Prêmio SBM de Matemática, da Sociedade Brasileira de Matemática.
    1 hr 3 min
  • Elas com Elas # 24 – Ativismo Digital
    Estamos conectados. O IBGE mostrou que mais de 116 milhões de brasileiros têm acesso à Internet. Em uma década, o número de casas conectadas foi de 7,2 milhões para 39,3 milhões no país – um crescimento de mais de 440%. Mas não precisa ser em casa para estar de olho na Internet. 92% dos lares brasileiros têm pelo menos uma pessoa com acesso móvel à rede e usar a internet pelo celular já é a preferência da população. Mas o que os brasileiros estão fazendo com esse acesso? Usando redes sociais, assistindo a vídeos, ouvindo música, lendo notícias, tudo isso... Mas também estão criando informação e ação. No Elas com Elas de hoje, a gente vai para o mundo digital para falar de ativismo. O Brasil e o mundo viram crescer nos últimos anos movimentos que nasceram por trás da tela de um computador ou celular e que depois tomaram ruas e mudaram rumos de países. Grupos e ideias antes marginalizados também encontraram no mundo virtual um caminho mais acessível para fazer com que projetos e propostas ganhassem espaço e repercussão. Vimos movimentos cujos nomes começavam com uma # questionar dinâmicas sociais e culturais e transformar a forma como abordamos alguns temas. E para falar sobre o ativismo digital, a apresentadora Gabriela Mayer conversa com a webativista e articuladora social Amarilis Costa, co-fundadora do coletivo Preta e Acadêmica; a jornalista Yahisbel Adames, coordenadora de campanha da Change.org; a advogada e digital influencer Paula Chohfi, autora de uma petição que recolheu um milhão de assinaturas para demandar uma política pública de saúde; e a psicóloga Larissa Schmillevitch, coordenadora do Mapa do Acolhimento, plataforma que conecta mulheres que sofreram violência com psicólogas e advogadas em todo o Brasil.
    1 hr 10 min
  • Elas com Elas # 23 – A cultura pop e a criação de padrões
    A cultura está no foco da atenção de hoje do Elas com Elas. As definições são muitas. Manifestações humanas que refletem a dinâmica social, a soma dos padrões apreendidos por homens e mulheres, o conjunto de conhecimentos, crenças, moral e costumes, a criação humana na forma de arte... Não vamos aqui definir cultura, talvez uma das palavras mais difíceis de serem definidas. Mas podemos dizer que cultura é tudo isso e outras coisas mais. Vamos seguir de um jeito menos teórico e mais com a mão na massa. É de cultura popular que a gente fala neste episódio e sobre como ela contribui para construir e para desconstruir padrões. Padrões de gênero, padrões de práticas sociais, padrões de relações... quanto dos filmes, dos livros, do teatro, da música tentamos reproduzir? E quanto tudo isso muda a nossa vida e a forma como pensamos, agimos e até sentimos? Afinal, quanto da humanidade está refletido na cultura pop e quanto da cultura pop está refletido na humanidade? Parece meio filosófico – e é! Mas o tema está na nossa vida o tempo todo, desde que somos crianças. Porque as histórias e as narrativas criadas por nós mesmos acabam dizendo um pouco do que temos que fazer, de quem tem ou não espaço na sociedade, de quem está ou não representado e até do que esperamos do futuro, das expectativas que criamos. Para tentar responder essas perguntas, a apresentadora Gabriela Mayer recebe a jornalista e podcaster Bárbara dos Anjos Lima, a escritora Janine Rodrigues e a jornalista Cláudia Fusco, mestre em literatura inglesa com ênfase em ficção científica e fantasia pela University of Liverpool.
    1 hr 12 min
  • Elas com Elas # 22 – Acesso a métodos contraceptivos
    Nesta semana, o Elas com Elas fala sobre o acesso a métodos contraceptivos no Brasil. A ONU já elogiou o Brasil pela ampliação do acesso aos métodos para evitar a gravidez e pela mudança de olhar nas políticas públicas relativas ao tema: se antes a contracepção era tratada como assunto ligado ao controle populacional, nas últimas décadas os direitos reprodutivos das mulheres passaram a ser contemplados pelos direitos humanos. Mas os métodos anticoncepcionais ainda falham a chegar às adolescentes periféricas e o resultado é uma taxa acima da média mundial de filhos não planejados. Dados do Fundo de População das Nações Unidas mostram que a taxa de fecundidade adolescente no Brasil passou de 86 para cada 1 mil habitantes em 2000 para 75,6 em 2010. A média mundial é de 48,9 por 1 mil. E as jovens de baixa renda são a maioria a integrar essa estatística. Segundo uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, feita entre 2011 e 2012, mais de 55% das brasileiras que tiveram filhos não planejaram a gravidez, porcentual também acima da média do mundo, de 40%. O país não tem meta de planejamento familiar, falha em oferecer principalmente métodos contraceptivos de longa duração e ainda tem políticas fracas no que diz respeito a uma etapa talvez anterior: a educação sexual. Estes são alguns dos assuntos sobre os quais a apresentadora Gabriela Mayer conversou com a médica Albertina Duarte, coordenadora do Programa Saúde da Adolescente da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo; a professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Tânia Lago, autora da pesquisa “Práticas contraceptivas de mulheres jovens: inquérito domiciliar no Município de São Paulo”; a médica ginecologista Dúnia Valle; e a obstetriz Mayara Custódio.
    1 hr 22 min

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O podcast Elas com Elas, da BandNews FM, é um programa semanal que reúne mulheres para debater temas diversos. Um espaço aberto para o diálogo e para discutir vários assuntos sob a perspectiva de quem…