As mentiras e a desinformação nas redes sociais prejudicam os esforços de socorro e atendimento às vítimas da catástrofe climática no Rio Grande do Sul. Essas postagens partem basicamente de atores da extrema-direita, que usam a tragédia para radicalizar a sociedade, esconder os culpados e desgastar o Governo Federal. Esta é a análise de nosso correspondente Alexandre Agabiti. Para ele, a ideia desses atores de desinformação é, também, desviar a responsabilidade das decisões políticas tomadas pela extrema-direita quando ela estava no poder e que tornaram os desastres mais prováveis, mais frequentes e mais destrutivos. "Desde o início da enchente, os perfis bolsonaristas estão trabalhando de forma coordenada e sistemática – como vimos, por exemplo, na pandemia – divulgando mentiras sempre com os mesmos temas e em altíssima velocidade... inclusive para dificultar as checagens por parte das agências especializadas". Agabiti traz números, detalha os tipos de postagens utilizados para provocar ruído e acrescenta casos em que a própria imprensa endossou ou foi emissora de desinformação nos últimos dias, sem se retratar após a constatação de que as notícias eram falsas ou se tratavam de inverdades. Além de falar sobre o Brasil, Alexandre Agabiti destaca as repercussões da greve geral na Argentina – a segunda do tipo realizada desde a posse de Javier Milei, no mês de dezembro. A população protesta contra os recortes da política econômica de Milei e, dessa vez, a adesão à greve foi ainda maior do que na primeira.
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