A catástrofe ambiental em consequência das chuvas extremas no Rio Grande do Sul completa uma semana, com a capital Porto Alegre em colapso. Nosso correspondente em São Paulo, Alexandre Agabiti, analisa que essas enchentes não são caso isolado nem fruto de uma fatalidade, mas da negligência do poder público. Em 2023, o Rio Grande do Sul enfrentou três grandes enchentes entre junho e novembro – na enchente de setembro, 54 pessoas morreram no estado. "As sucessivas tragédias ambientais no Rio Grande do Sul mostram a necessidade de políticas públicas em relação às questões climáticas", explica Agabiti, que detalha como o governador Eduardo Leite retalhou o Código Ambiental do estado e cortou verba da Defesa Civil gaúcha em 95% do início de seu mandato até agora. Alexandre Agabiti também fala sobre o significado da vitória de José Raúl Mulino na eleição presidencial no Panamá, realizada no último fim de semana. Para Agabiti, o primeiro lugar de Mulino não surpreende, mas é um caso inédito de transferência de capital político no Panamá, já que José Raúl Mulino é o afilhado político do ex-presidente Ricardo Martinelli – condenado por corrupção. Mesmo preso, Martinelli esteve ativo na campanha de Mulino.
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