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"Pensamos na vida como as estações. Então você é uma criança até os 18 anos e isso é primavera. E então, em algum momento, todos nós fazemos nossa peregrinação, que é entre 18 e 36 anos, e isso é verão. E então de 36 a 54, estamos em idade produtiva, que é outono. Finalmente, de 54 a 72 você se torna um mentor." Midsommar (2019) é um terror que costuma dividir o público. Goste ou não, o filme consegue trabalhar o gênero de uma forma totalmente diferente do lugar comum. Onde, no terror clássico, víamos escuridão, Midsommar apresenta claridade; onde espaços claustrofóbicos ajudavam a construir o terror, Midsommar faz com espaços abertos. Essa combinação torna a obra simplesmente audaciosa. Primeiramente, temos que agradecer ao Ari Aster, também conhecido por Hereditário (2018), por todo o trabalho em Midsommar. Ele é responsável pelo roteiro e direção do longa, certamente atribuindo bastante do seu estilo, tornando o filme autoral. Mas outros dois nomes precisam ser citados quando pensamos no sucesso da obra: Pawel Pogorzelski e Florence Pugh. O primeiro foi o diretor de fotografia e fez acontecer a mágica dos movimentos do background adicionando e criando narrativas diferentes para o filme. A segunda foi simplesmente quem deu a vida ao personagem cheio de camadas que é a Dani, e ela simplesmente entrega uma Dani que a gente acredita, e isso é muito importante para que o filme tenha todo o impacto. Nesse episódio, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Rodrigo Carvalho e Gabriel Gaspar trazem análises sobre a obra, discutindo diversos aspectos do filme, incluindo: - Simbologias de Midsommar; - O que ocorre no fundo das cenas que precisamos entender? - Outras mensagens que o filme pode passar; - A relação de Ari Aster com o término de relacionamento.
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"Um grande homem não busca liderar. Ele é chamado para isso."
O vigésimo episódio do Enquadrando vem discutir sobre o novo filme Duna (2021)! O filme é uma adaptação do livro de Frank Herbert de mesmo nome, que já passou por duas adaptações falhas para o cinema (uma com David Lynch e outra com Jodorowsky, que nunca saiu do papel). Agora temos um Duna refrescante, que valoriza elementos épicos da história, escalando-os para a grande tela do cinema, fazendo valer o ingresso e reforçando a retorno aos cinemas. Ficará marcado na história de muitos: o retorno ao cinema é épico por si só, mas Duna materializa esse sentimento.
Duna é um épico do cinema e ficou claro que marcará o retorno aos cinemas. Além disso, o filme conta com a presença de um elenco realmente de destaque e um diretor que sabe entregar sci-fi contemplativos, vide Blade Runner 2049 (2017) e A Chegada (2016). A dúvida que fica é: seria isso suficiente para definir o filme como um clássico?
Nesse episódio do Enquadrando, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar (Acabou de Acabar) e Rodrigo Carvalho apresentam suas visões sobre o filme, discutindo diversos pontos sobre essa nova obra, incluindo:
- Zaniolo, ajuda a gente (ninguém leu o livro)
- As escolhas para a adaptação de Duna
- A intriga contada nos detalhes
- Algumas interpretações da mitologia
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"Você já ouviu a história do escorpião e do sapo?"
Em Drive (2011), conhecemos a história do motorista sem nome e sem passado, e aos poucos percebemos o futuro reservado para ele é sombrio. O filme trabalha de cores saturadas e mistura trilhas baseadas em sintetizados, trazendo aos poucos a sensação de que o motorista construiu sua história em um castelo de areia, que a qualquer momento vai desabar.
Todo o ar experimental alinhado com técnica cinematográfica deslumbrante se deve ao diretor Nicolas Winding Refn, capaz de brincar com as cores e luz, nos levando do céu ao inferno em poucos segundos. E Drive (2011) se torna perceber que as coisas mudam de uma hora para outra, e somos sempre surpreendidos.
E nesse episódio do Enquadrando, Daniel Cavalcanti (@dani_aoc9), Fabio Rangel (@FabioR_), Gabriel Gaspar (@cinemagaspar) e Rodrigo Carvalho (@_RodCarvalho) vão conversar sobre diversos aspectos do filme, incluindo:
- O sentimento que a trilha passa
- Quem é o escorpião e quem é o sapo?
- Por que Drive é um clássico?
- Impacto do marketing do filme
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"Aceitamos o amor que acreditamos merecer"
As Vantagens de Ser Invisível (2012) estimula no expectador a sensação de ser um adolescente novamente. O sentimento de nostalgia está em tudo: na iluminação, na trilha sonora, no roteiro, no figurino e até no granulado da imagem. E a facilidade que o filme tem em se conectar com o expectador reforça a necessidade de precaução em relação aos temas tratados: bullying, depressão, suicídio, abuso sexual e lgbtfobia. Embora possua temas tão pesados, existe um carinho, onde esses temas conseguem estar presentes sem traumatizar o expectador.
O filme passa muita verdade. E toda essa verdade vem de um nome: Stephen Chbosky; escritor da obra em que foi baseado, roteirista e diretor do filme. Chbosky consegue passar muita verdade no sentimento dos personagens, e claro, não há como ignorar o fato do casting ser extremamente jovem e talentoso; Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller são a alma do filme.
Playlist do Spotify: https://open.spotify.com/playlist/3pTanUKwQuW7P4erAGG1Zd
Nesse episódio do Enquadrando, Daniel Cavalcanti (@dani_aoc9), Fabio Rangel (@FabioR_), Gabriel Gaspar(@cinemagaspar) (Acabou de Acabar) e Rodrigo Carvalho (@_RodCarvalho) debatem sobre diversos aspectos do filme As Vantagens de Ser Invisível (2012), incluindo:
- A fabricação do sentimento de nostalgia;
- Qual é a relação de David Bowie com o longa?
- A estrutura do romance;
- O que é o sentimento de infinito?
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"Você nunca me amou. Você apenas amou o quanto eu amava você".
Mãe! (2017), é um suspense controverso, onde a história nunca poderia ser encarada simplesmente como um casal que recebe vizinhos inconvenientes em sua casa. O motivo principal é a surrealidade da primeira camada do filme, que inicialmente se mostra em pequenos detalhes, mas que aos poucos vai tomando tudo para si, até que você se entregue e deixe de pensar que existe alguma coisa literal me tela.
Aronofsky, diretor e roteirista do filme, consagrado por clássicos como Réquiem para um Sonho (2000) e Cisne Negro (2010), apresenta-nos um suspense recheado de metáforas, o que acaba dando um tom misterioso ao filme, onde o processo de assistir não é suficiente; é necessário preencher as lacunas do enredo com o significado das metáforas.
Nesse episódio, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar e Rodrigo Carvalho discutem sobre o longa, criticam alguns aspectos do filme e tornam essa conversa um grande debate com opiniões fortes. Entre os temas discutidos há:
- A primeira camada do filme
- O que significa a Mãe?
- O Eterno Retorno
- A Visão de Deus do diretor
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"Estou muito mais feliz agora que estou morta"
O grande suspense Garota Exemplar (2014) nos faz olhar para os mesmos personagens de forma diferente, em cada etapa do filme. A cada ponto de virada, os personagens apresentam uma nova face, e nos pertuba quanto as suas reais motivações. É claro que devemos grande parte desse sucesso ao diretor David Fincher, capaz de produzir incríveis mistérios que envolve a psique humana, como em Clube da Luta (1999) ou Se7en (1995). Mas esse sucesso precisa ser divido com a roteirista Gillian Flynn, que também escreveu o livro de mesmo nome, e foi capaz de criar um personagem tão intrigante e misterioso como a Amy. Ao mesmo tempo em que ela é uma vilã implacável, que usa os outros sem pudor para alcançar seus objetivos, ela também nos cativa; e quando menos percebemos, estamos torcendo por ela.
Não é fácil falar desse filme. Mesmo assim, o Enquadrando traz análises sobre Garota Exemplar, contando com a presença dos membros Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar (Acabou de Acabar) e Rodrigo Carvalho. Entre os pontos mais interessantes dessa conversa, podemos destacar:
- A habilidade de Fincher em criar o suspense
- A atuação de Rosamund Pike
- A perda de personalidade no relacionamento
- O espaço fora dos clichês
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Ela (2013), dirigido por Spike Jonze, contempla a máxima de que o homem é um ser social. Até mesmo em um momento de introspecção, Theodore (Joaquim Phoenix) se sente tentado a interagir. A partir de sua relação com o sistema operacional Samantha (Scarlet Johannson), reflexos da fragilidade e complexidade humana ganham tela. Em um mergulho na complexidade de Theodore, visitamos seu passado buscando entender o seu presente e a evolução de sua relação com Samantha. Mas em uma relação, é preciso se doar, e "O passado é somente uma história que contamos para nós mesmos". Theodore sempre esteve disposto a isso?
Black Philips, Black Phillip!
A Bruxa (2015) é o terror sendo retratado no fanatismo religioso e nas histórias contadas para controlar a sociedade. E segue a pergunta: quem é a bruxa? A bruxa de fato existe? O filme traz a discussão sobre o que é verdade ou não, e além disso é possível acompanhar grandes interpretações, considerando ainda o nascimento de uma grande estrela de Hollywood: Anya Taylor-Joy. Entre seres sobrenaturais, religião e brutalidade, temos o primeiro longa dirigido e escrito por Robert Eggers, que depois lançou o filme O Farol (2019), cuja crítica também é extremamente positiva.
Esse longa permite muitas interpretações. E nesse episódio, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar e Rodrigo Carvalho não pouparam esforços para trazer diversas interpretações sobre as cenas do filme, gerando discussões riquíssimas que incluem:
- O Terror no fanatismo religioso
- As pinturas barrocas na fotografia do filme
- A história de Jó no filme
- O que são as lacunas pretas no filme?
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