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"Você tem que me convidar para entrar."
Deixe Ela Entrar (2008) é um filme onde encontramos novamente a mitologia do vampiro no cinema. O sucesso foi tão intenso que uma versão estadunidense foi lançada dois anos depois. O longa sueco é um filme econômico, que trabalha tudo nos detalhes, onde nenhum diálogo quer dizer exatamente o que as palavras lançadas significam. E durante o longa, percebemos uma estrutura de romance que esconde o verdadeiro terror do filme.
O filme é do diretor Tomas Alfredson, que não possui muitos longas de sucesso, sendo um dos mais conhecidos O Espião Que Sabia Demais (2011). No entanto, Tomas consegue capturar a essência do filme e transmite exatamente o sentimento necessário para criar a imersão. Tudo isso também é mérito do escritor do livro, John Ajvide Lindqvist, que também foi roteirista de Deixe Ela Entrar (2008).
Neste episódio, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel e Rodrigo Carvalho vão discutir sobre o filme, levantando discussões que incluem:
- A metalinguagem do romance disfarçando o terror;
- O roteiro econômico que utiliza o silêncio para contar a história;
- A cidade como um micro universo imutável até a chegada de Eli;
- A comicidade no roteiro de terror!
Ps: Gabriel está se recuperando e logo estará de volta! =)
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"O mundo é um lugar cruel. E você aprenderá isso, mesmo que doa."
O Labirinto do Fauno (2006) é uma obra inundada de simbolismos com referência a um movimento literário que se fez muito presente na América Latina chamado Realismo Mágico. No filme, a jovem Ofélia precisa acompanhar sua mãe em viagem e dividir teto com um sádico capitão do regime fascista espanhol. Ao passo que ela precisa de uma fuga daquela realidade, uma outra realidade fantástica a encontra e faz emergir um submundo mágico, onde Ofélia precisará cumprir missões especiais.
O filme foi escrito, dirigido e produzido por Guillermo del Toro, consequentemente, tendo uma assinatura muito presente do diretor. O Labirinto do Fauno (2006) marca a carreira de del Toro, se tornando um cult clássico extremamente apreciado, acumulando inúmeros prêmios, dentre estes, três Oscars.
Neste episódio, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar (Acabou de Acabar) e Rodrigo Carvalho debatem sobre diversos pontos do filme, incluindo:
- O regime fascista espanhol (Franquismo);
- Os simbolismos presentes no filme;
- A dualidade do feminino;
- A busca pela experiência!
Ps: Boa recuperação Gabriel Gaspar! =)
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"Um homem é feito pela paciência e pelas probabilidades contra ele."
O Ataque dos Cães (2022) é um filme que leva o espectador ao gênero do Western (Faroeste), porém com sensações diferentes para o gênero. Os elementos são os mesmos, mas não se engane: Jane Campion faz questionamentos ao gênero. Enquanto o filme apresenta Phil e seu luto pelo mito de Bronco Henry, acompanhamos também a vida de Pete e sua fragilidade naquele cenário. E os símbolos da masculinidade do western aos poucos vão se tornando libidinosos conforme os dois se aproximam.
O sucesso do filme se deve a Jane Campion e sua capacidade de adaptar a obra original para o cinema. A diretora e roteirista de Ataque dos Cães (2022) é conhecida por outras obras como O Piano (1993) e Retrato de uma Mulher (1996), se tornando a primeira mulher a ser indicada duas vezes ao Oscar de Melhor Direção.
Esse episódio conta com Caio Gaudio (community manager) substituindo Gabriel Gaspar (se recuperando de uma cirurgia), e os outros membros já recorrentes no Enquadrando: Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel e Rodrigo Carvalho; fazendo emergir algumas discussões que envolvem:
- A desconstrução do Western
- Machismo e Sexualidade
- A relação do filme com os animais
- Possíveis interpretações para o arco de Peter
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"A vingança não vai mudar o passado, meu ou de qualquer outra pessoa. As pessoas precisam de esperança." _ Batman
The Batman já é uma sensação nos cinemas, colocando a DC em foco novamente. Ainda que use um personagem que já foi apresentado diversas vezes no cinema, a escolha de abraçar o sombrio e trazer um Batman diferente, bem mais profundo e depressivo, traz também um frescor ao filme. As três horas passam rápido e você simplesmente afunda nas emoções do personagem e descobre seus demônios.
Matt Reeves é o grande nome que faz isso ser possível. O diretor que trouxe um frescor para a série de filmes Planeta dos Macacos agora faz com que a DC esteja no hype dos cinemas. E finalmente, podemos acrescentar que Robert Pattinson faz um Batman muito interessante, diferente de todos os anteriores, onde os vilões são bem mais interessantes que o herói.
Esse Enquadrando é um pouco diferente. Aqui, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar (Acabou de Acabar) e Rodrigo Carvalho discutem sobre o filme, mesmo tendo visto apenas uma vez e no cinema. Entre os tópicos da discussão estão:
- A estrutura de poder: mudança de paradigma para o Batman;
- Vingança e Justiça: o arco do Batman;
- A teoria do Vidro Quebrado;
- O Alfred mente e eu posso provar!
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"Sabe, Utivich? Acho que essa pode ter sido minha obra-prima."
Em meio a polêmicas recentes onde um influenciador e um deputado pode ter defendido a existência de um partido nazista, o Enquadrando vem falar de um filme que coloca um ponto de vista bem definido sobre o tema: Bastardos Inglórios (2009); e não, não há motivos para defender a existência de um partido nazista. E para isso, trazemos a catarse de Quentin Tarantino sobre o tema, onde não basta matar um nazista, é necessário fazer com que ele sinta a falta de humanidade que ele fez outros sentirem.
Tarantino não somente apresenta sua visão sobre a glória da guerra, mas também usa do hiper-realismo para contar como a história poderia ter sido escrita. E ao mesmo tempo, continua aproveitando o tema para impor sua linguagem autoral e trabalhar as suas principais referências para o cinema. Mas não se engane, onde ele contempla a existência do cinema como forma de trabalhar contra o opressor, ele também apresenta sua crítica aos interesses norte-americano pós segunda-guerra, junto com a famigerada Paperclip Operation.
Nesse episódio, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar e Rodrigo Carvalho discutem sobre o filme, colocam seus pontos de vista e debatem sobre diversos pontos do filme, incluindo:
- A representação da invasão Alemã na França;
- A metalinguagem e crítica ao estadunidense;
- Referências de Bastardos Inglórios
- Do que é feito um appelstrudel?
- E o softpower!
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"Você quer dar um salto de fé ou se tornar um velho cheio de arrependimento esperando para morrer sozinho?"
A Origem (2010) ou Inception, é um filme capaz de surpreender a audiência com seu roteiro complexo, onde diversas linhas do tempo são criadas a partir de um ponto, mas que terminam por se encontrarem, utilizando uma montagem extremamente habilidosa. É impressionante como tudo fica claro e você não tem dúvidas sobre o que está acontecendo, até que chegue a se questionar sobre a existência de uma segunda camada. Não a toa o pião não cai ao final do filme. Esse é o convite para buscar algo que pode ter ficado perdido, a dúvida que o espectador cria ao final do filme o leva a revê-lo, ou pelo menos pesquisar mais sobre. E nesse momento que normalmente a atenção é voltada para a famosa segunda camada do filme. A Origem é um filme sobre o sentimento de culpa de Cobb, cujo arco vai fazer com que o amadurecimento seja alcançado e finalmente o perdão a si próprio seja possível.
O filme conta com o roteiro e direção de Christopher Nolan, o nome por trás de diversas outras obras incríveis como Amnésia (2000), o Grande Truque (2006), O Cavaleiro das Trevas (2007) e Interestelar (2014), o último já anteriormente abordado no Enquadrando. Não podemos ignorar também a presença marcante de Hans Zimmer, que preenche o filme totalmente com uma trilha especialmente marcante, que definiu uma tendência para diversos filmes subsequentes.
Nesse episódio, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar (Acabou de Acabar) e Rodrigo Carvalho vão discutir sobre o filme, abordando diversos aspectos relativos ao roteiro e interpretações, até chegar na segunda camada do filme, onde interpretações e teorias vão surgir. Entre os assuntos, pode-se destacar:
- A estrutura de um filme de assalto
- Os sonhos de Nolan
- As montagens perfeitas do filme
- A segunda camada e outras tretas
- Experiências pessoais com o filme
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"A coisa mais difícil deste trabalho é que você nem sempre pode salvar a todos."
Homem-Aranha no Aranhaverso (2018) é um filme sobre um dos heróis mais queridos do cinema: o Homem-Aranha. Entre grandes poderes e responsabilidades, existe um garoto inseguro, que foi retirado do seu espaço de conforto e colocado em um mundo diferente. E todo esse movimento acabou sendo um pouco arbitrário e comandado pela figura mais imponente do filme: seu pai.
No longa, a figura paterna entra em cheque. O equilíbrio necessário para assumir essa figura assusta o pai de Miles, que precisa se reconectar com seu filho; ou o tio de Miles, que consegue ir da adoração a decepção em um arco triste; ou o Peter Parker, que nunca foi pai e apresenta o medo de não ser suficiente; e por fim o vilão, o Rei do Crime, a decepção máxima da figura paterna.
Sem a presença marcante do Daniel Cavalcanti por motivos de férias, Fabio Rangel, Gabriel Cavalcanti, Marcelo Zaniolo e Rodrigo Carvalho discutem sobre o filme e debatem diversos pontos, incluindo:
- A figura paterna no filme
- O Miles como Underdog
- A Sony fez o melhor filme de fórmula Marvel
- O arco de amadurecimento e a Jornada do Herói
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"Essa é a questão das histórias: elas nunca acabam de verdade, não é?"
Nem toda história acaba quando necessariamente deveria. Isso pode ocorrer por pressões de mercado e fãs. Matrix Resurrections (2021) tem a oportunidade de continuar sua história, seja com pressão ou não, contando com a diretora Lana Wachowski, que deu vida ao primeiro Matrix ao lado de sua irmã.
Matrix Resurrections (2021) surge como uma novidade inesperada, seja para o bem ou para o mal. Ao mesmo tempo que trabalha o sentimento de nostalgia de forma bem direta, colocando até as cenas dos filmes anteriores em tela, o filme desconstrói bastante do que existia previamente definido para o mundo de Matrix, ao ponto de conseguir incomodar fãs incontestáveis. Mas seria isso necessariamente um problema?
O Enquadrando vem aqui para trabalhar o filme de forma inesperada também, apontando diversos acertos e entendendo a metalinguagem utilizada pela diretora. Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar (Acabou de Acabar) e Rodrigo Carvalho, tomam a pílula vermelha mais uma vez, e discutem o filme novo da franquia sob diversas perspectivas, abordando alguns assuntos como:
- A responsabilidade de quem tem alcance
- A escolha de Matrix como Video Game
- Por que nenhum tiro é acertado?
- Será que teremos continuação? De onde ela partirá?
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"Lembre-se, tudo o que estou oferecendo é a verdade. Nada mais." _ Morpheus
Matrix (1999) é um filme que captura o Zeitgeist de uma década e materializa em um filme. E se isso fosse o suficiente para marcar uma geração, ele não somente apresenta uma incrível história, mas também revoluciona o cinema de ação, com efeitos de câmera não antes vistos.
Muito do sucesso de Matrix se deve a criatividade das irmãs Wachowski, que foram capazes de elaborar esse projeto e dirigir o longa em conjunto. O roteiro e a direção possui a assinatura delas. Mas existem outras pessoas super importantes para conseguir atingir o sucesso que Matrix alcançou, como o próprio Keanu Reeves que deu vida a Neo.
Matrix é uma aula de cinema, passando pelas etapas da jornada do herói, e tudo isso é discutido nesse episódio, que conta com a presença de Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar e Rodrigo Carvalho. Ouça esse programa e acompanhe diversas discussões sobre o filme que incluem:
- A Jornada do Herói;
- Destino e Livre Arbítrio;
- A Matrix nas nossas vidas;
- Tempo de Bala e Bastidores do filme.
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"Quero que você lide com seus problemas ficando rico!"
O Lobo de Wall Street (2013) apresenta o mundo de Wall Street detalhando cada absurdo que existe nele. Para começar assustando os menos preparados, o filme apresenta o personagem principal arremessando anões em um alvo, mostrando que nesse contexto, não existem limites sociais, morais ou éticos.
O filme é dirigido pelo gênio Martin Scorsese, que presenteia seus fãs com grandes obras todas as décadas. Nessa obra, Scorsese consegue entregar 3 horas de filme que prendem o espectador, mostrando esse mundo podre de forma glamourizada, para falar mais sobre a sociedade do que simplesmente apresenta a autobiografia de Belfort. No fim, esse filme é um grande comercial vazio sobre os benefícios de viver uma vida sem limites em uma sociedade doente.
Nesse episódio, Daniel Cavalcanti, Fabio Rangel, Gabriel Gaspar e Rodrigo Carvalho discutem sobre o filme, debatendo sobre diversos pontos incluindo:
- O filme é irresponsável?
- O grande comercial vazio da autobiografia de Belfort;
- Os improvisos do filme;
- A atuação de DiCaprio.
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