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Quando é a altura certa para falar com uma criança sobre identidade, legado ou racismo? Como cultivar numa criança o pensamento crítico? Não há provavelmente uma resposta certa para estas questões mas há um filme em cartaz, em Portugal, que dá-nos uma perspetiva sobre como um homem de 82 anos o fez com a filha de 12 anos.
Daniel e Daniela, com realização da jornalista portuguesa Sofia Pinto Coelho e produção da Ukbar, está em cartaz no cinema City Alvalade, em Lisboa, e o argumento deste filme-documentário fala-nos sobre racismo, colonialismo, mas sobretudo de legado, História e identidade. Tudo, em conversas entre pai e filha, de gerações muito distantes, e durante uma viagem às origens, entre a Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé.
Artigo
Como cantor e produtor musical, Kaysha vive desde sempre uma dualidade entre ser um dos grandes propulsores de zouk, cabo zouk e kizomba contemporâneos e não ser meritório de prémios internacionais por não ter sangue antilhano, cabo-verdiano ou angolano. Estas sensibilidades de pertencimento musical e cultural foram por si entendidas a partir do momento em que desassociou as definições de fama e negócio, relegando para um plano distante a necessidade de reconhecimento de uma indústria preparada para criar fama sem assegurar segurança financeira para o criador de arte.
Sempre numa posição de antecipação a longo prazo, hoje, Kaysha é fundador de um sistema próprio de rentabilização - com base na sua música e numa marca de roupa - que lhe permite viver confortavelmente e, sobretudo, ditar as suas próprias regras enquanto artista e empreendedor.
Nas vésperas de subir ao palco do Rock In Rio, no Rio de Janeiro (Brasil), neste sábado 3, conversámos com Mayra Andrade para falar sobre a sua digressão em terras de Vera Cruz e perceber melhor como surge a influência brasileira na sua música e os seus diferentes processos criativos.
Se uma boa parte dos artistas acusa uma dependência da tristeza para criar, para a Mayra, é apenas mais uma ferramenta que permite e facilita o processo de criação. "Abraço a tristeza porque depois dela, geralmente, vem a alegria, porém não faço culto dela para criar. Gosto de ter a energia de uma coisa vital, de uma coisa para cima e ver o que nasce dali. Até no Manga é assim. É um disco bem solar. Fala de coisas tristes, mas fala de coisas alegres, sensuais, histórias, da minha origem", explicou a cantora ao jornalista adailton Moura.
Nas suas palavras, pudemos também ouvir que cantar em crioulo não é uma barreira para a internacionalização de uma carreira, porque "quando dizemos que a música é uma linguagem universal, temos que colocar isso em prática". A artista explica que a emoção e o sentimento colocados na música é que criam o um elo com o público e que isso está muito acima da linguagem verbal.
"É por isso que eu posso fazer um show em Tóquio, outro na Arábia Saudita, África do Sul, outro no Brasil e as pessoas chorarem. Pronto! Estão chorando por quê? Pode ser que alguma coisa tenha dado espaço para a própria história da pessoa se manifestar, a sua própria herança e isso já é um ganho", disse.
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Estivemos à conversa com YeezYuri e Lydasse, dois jovens que pertencem a esta nova era da música em que os produtores também são as estrelas das canções.
Se até há algum tempo o produtor era apenas um elemento na composição de uma música, hoje partilha os holofotes com os intérpretes e é visto como um chefe de orquestra sem o qual não é possível conduzir a banda.
Numa conversa mediada por Eddie Pipocas, os produtores YeezYuri (Portugal) e Lydasse (Moçambique) deram os seus pontos de vista sobre esta nova fase que vive a indústria da música, as suas influências e as principais tendências a seguir no mercado.
Artigo: https://bit.ly/3ARhjfw
É com apenas 20 anos que Baptista José Miranda conquistou o mundo dos youtubers, tornando-se no maior de Angola. Enquanto criador de conteúdos angolano, Baptista Miranda atingiu números inéditos, tendo atualmente um milhão e meio de seguidores no TikTok, 845 mil no Instagram e 628 mil subscritores no YouTube.
Artigo
Prestes a completar dez anos desde que lançou o primeiro vídeo no YouTube, com “C3 Paraíso – Bo Tem Nesquik” (2013), Miguel Paraíso é atualmente um dos criadores de conteúdo nas redes sociais de maior sucesso em Portugal. A BANTUMEN esteve à conversa com o autor da icónica paródia “Eu Queria Ser Campeão” para conhecer melhor a sua trajetória, fazer um balanço desse percurso – que inclui parcerias com marcas como McDonald’s e Intimissimi – e as mudanças que foram surgindo na sua vida com o aumento de popularidade.
Numa altura em que o YouTube começava a dar o ar da sua graça em Portugal, e ainda existiam poucos youtubers, Miguel lembrou-se de aproveitar os seus tempos livres com a plataforma. Registou-se, começou a fazer upload de vídeos simples e hoje acumula 305 mil subscritores e mais de 45 milhões de visualizações.
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Carlos Pereira nasceu para o humor, à frente e atrás das câmaras. Apresentador de um dos programas televisivos mais populares da RTP África e produtor da série "Barman" da RTP Lab, Carlos está agora à frente de um novo talk show, o Juro que Aconteceu.
Este novo registo promete fazer-nos rir com vivências ou experiências pessoais, do dia a dia ou de momentos caricatos, contadas na primeira pessoa, por famosos e pessoas da comunidade. São histórias divertidas e inusitadas, daquelas que, quando contadas, têm de ter atrelada a frase "juro que aconteceu".
Artigo
Neusa tem um à vontade social de que poucos se podem gabar. Com o bom humor que lhe é característico e uma mão sempre estendida para ajudar, é hoje responsável por uma rede de mulheres que é um espaço de partilha, cria laços pessoais e profissionais, gera correntes de motivação e, sobretudo, dá a possibilidade a outras tantas de descobrirem novas possibilidades e, assim, gerarem mudança.
Em 2012, a frequentar o último ano do ensino secundário, enquanto a maioria ainda estava a tentar descobrir-se, entender as normas sociais e em que grupos encaixar-se, Neusa Sousa já dava de si à sua comunidade e começava a descortinar a carreira que hoje segue.
Artigo
No mundo das artes, há dois tipos de pessoas, os que se tornam artistas e os que nascem artistas. O último caso é o de Eduardo Tomás, mais conhecido por Pikas, cuja vida sempre fluiu acompanhada de música.
Quando miúdo, fazia questão de cantar tudo o que lhe ia aparecendo, mesmo quando desconhecia a letra. Segui a harmonia de como quem segue os BPMs sem mesmo saber o que são. O facto de não passar muito tempo com os pais ou irmãos fez com que a música fosse a sua maior companhia.
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