
Sign up to save your podcasts
Or


Edsong é um rapper são-tomense cujas peripécias da vida levaram-no a fixar-se em terras de sua majestade Isabel II e por lá vai dando seguimento à sua promissora jornada artística. Com três lançamentos de originais a solo, Edsong é cantor, compositor, produtor musical e manager, funções que vai desempenhando na sua produtora Trap Recordz.
Nascido Edson Ramos de Sousa Afonso, aos 11 anos, empurrado pela precariedade em São Tomé e Príncipe na altura, teve que imigrar com a família para Portugal. Instalados no Vale da Amoreira, Setúbal, foi ali que começou a dar os primeiros passos na aventura musical. Depois, sempre com um melhor futuro no horizonte, voltou a mudar-se. Desta vez para o Reino Unido, onde deu continuidade à carreira.
Artigo
Paulina Chiziane é mulher, moçambicana, africana, negra, mas é sobretudo um ser que acolhe a sua condição humana tal como é. Faz e escreve sobre o que quer e como quer e é exactamente essa capacidade auto-afirmativa que lhe concedeu o Prémio Camões em 2021. Em 34 anos de existência e constituído por um júri internacional, de personalidades de diversos países lusófonos, esta foi a primeira vez que o prémio de literatura mais conceituado da Lusofonia distinguiu a obra de uma pessoa negra. Numa altura em que muitos sobrevalorizam a necessidade da conquista do título de primeiro negro ou primeira negra numa qualquer distinção, Paulina prefere sublinhar que não podemos classificar seres humanos consoante uma hierarquização de género, de raça ou de classes e que, como a própria diz, não abriu coisa nenhuma para ninguém fez apenas o que lhe deu na cabeça.
Hoje, reconhece uma maior abertura do mundo para olhar para África numa perspetiva cada vez mais horizontal, mas não nega que os recursos africanos são a maldição do continente e que, depois de cinco séculos de opressão e desenraizamento, ainda é preciso algum tempo para que corpos e mentes se libertem da autonegação.
Na entrevista que vais ouvir, a jornalista Flávia Brito encontrou-se com a autora, que esteve em Portugal durante o mês de maio para uma digressão literária que culminou com um encontro na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
ARTIGO
O negócio do stream permitiu aos produtores independentes do mundo do entretenimento terem acesso às massas, de forma quase automática. Hoje, facilmente produções cinematográficas de boa qualidade conseguem atrair a atenção de uma audiência, sem precisarem estar em salas de cinema ou numa plataforma como Netflix.
É para isso que trabalha a SANTANO Produções, uma produtora da qual já falámos por aqui e que tem lançado episódios da sua mini-série “Tray São” no YouTube.
Em entrevista à BANTUMEN, os fundadores Henrique Sungo e Filipe Anjos, falaram-nos sobre como vêem a estas novas plataformas e sobre as mudanças de paradigma que ocorrem dentro da indústria do cinema .
Artigo
Exatamente no dia que o álbum Chegamos Sozinhos em Casa, da Tuyo, completou um ano, conversei com Lio, Machado e Lay sobre os caminhos percorridos pelo trio até aqui. Também falamos das apresentações deles no Musicbox, em Lisboa, e no PlanoB, no Porto, nos dias 1 e 2 de junho, respetivamente. Logo na sequência, os três partem para o Primavera Sound, na Espanha, onde farão quatro shows.
Antes de “pegarem” a estrada na Europa, a Tuyo partilhou do festival Queremos!!, no Rio de Janeiro, encontrou fãs no TuyoDay, em São Paulo, e fez a estreia da música “Soledad”, que é interpretada em espanhol.
“É outra música sobre território, sobre se locomover, de desprender de coisas maternas e paternas, coisas de criações e de assumir a sua própria criação e como você maneja isso”, diz Lay. “É bem sobre ‘adultecer’… a gente sempre escreve as paradas que estamos vivendo. Quando escrevi essa música, eu pensei muito no que estava acontecendo comigo, qual que era a mudança, a roda que estava girando ali”.
Nesta troca de ideias via Zoom, os indicados ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo na Língua Portuguesa compartilham com a BANTUMEN os detalhes dessa volta aos palcos europeus, a sintonia com o público, o recente single, estética musical, indústria e a possibilidade de um próximo álbum, que está sendo arquitetado.
Artigo
Rasdoctor é o especialista em dreadlocks, responsável pelo look de vários estrelas de futebol, como Rafael Leão, campeão italiano pelo AC Milan, Pelé e Gelson Martins do Monaco, Gomis e Sacha Boey do Galatasaray, Mama Baldé do ES Troyes AC, Andre Carrillo do Riyadh KSA, Liam Moore do Stock City, e ainda Renato Sanches do Lille, entre outros.
Desejado Monteiro tem 28 anos, é natural da Guine-Bissau, tem nacionalidade portuguesa e vive atualmente em Hornsey, no norte de Londres (Inglaterra).
Numa descontraída conversa via zoom, o hairstylist contou-nos a sua história desde que chegou a Portugal, com quatro anos, devido a um problema de audição difícil de resolver naquela altura em Bissau.
Artigo
Ser influencer digital é uma profissão a tempo inteiro que requer paciência, persistência e (muita) criatividade. Que o diga Xofela, uma das jovens angolanas que, não sendo artista, mais seguidores acumula nas redes sociais.
Aos 20 anos, Xofela é uma tiktoker e YouTuber que desde criança foi “confusionista”, que gosta de fazer rir e transbordar para os outros o amor com que sempre foi regada, como a própria disse em entrevista para à BANTUMEN, via zoom com Bruno Dinis.
Artigo
Dois dias antes de Luccas Carlos colocar no mundo o seu primeiro álbum, jovemCARLOS, tivemos uma conversa via Zoom. Pelo vidro da janela, os raios de sol entram e iluminam o ambiente. Apesar dos raios de luz, faz frio. O cantor veste uma blusa verde-água e está de óculos e com os cabelos soltos, sem tranças.
De falas pausadas, com o tempo necessário para pensar nas suas respostas, Luccas compartilha tranquilamente os motivos de soltar só agora o seu tão esperado projeto de estreia após vários singles, vídeos e colaborações com inúmeros artistas. E a espera não foi só do público, o próprio diz estar tão ansioso quanto. Todo o tempo que levou para arquitetá-lo serviu para a evolução artística e da sua maturidade como pessoa. O artista afirma que essa é uma homenagem a todas as influências que o fizeram chegar até onde chegou, do samba ao trap.
Artigo
Cocktail é o novo rebento de DJ Pausas. O projeto evidencia uma mistura de estilos que fazem sucesso nas noite africana de Lisboa e na sua periferia, com especial destaque para a música electrónica.
Neste terceiro álbum de originais, que foi construído ao longo dos últimos três anos, o DJ e produtor nascido na ilha do Faial, Açores, conta com as participações de Monsta, Patche Di Rima, BigZ Patronato, Os Moikanos, Hugo Pina e o rapper e irmão Edi Ventura.
Com mais de dois milhões de visualizações alcançados nas faixas promocionais, este é um Cocktail sonoro que vai respeitar a sede dos amantes das diferentes sonoridades afrodescendentes, provenientes sobretudo dos PALOP.
DJ Pausas é um dos principais nomes do circuito africano de discotecas de música africana em Lisboa e na periferia, desde que começou a assegurar o sucesso de festas escolares e de quintal, desde 2009.
Aos 20 anos, o produtor e DJ começou a dar os primeiros passos profissionais no mundo da música, tornando-se residente na discoteca Splash, na Margem Sul. Foi ali que criou uma rede de contatos crucial para o crescimento da sua carreira, como as equipas By Waldo Productions e BadCompany.
Artigo completo
Paula Nascimento é uma arquiteta e curadora angolana mas é como agente de um movimento de sublevação cultural panafricanista que olhamos para o seu percurso.
É uma das curadoras artísticas nascida e criada nos PALOP com maior exposição a nível internacional. Habitué da Bienal de Veneza, onde em 2013 venceu um Leão de Ouro; já passou pela Expo Milão, pela Bienais de Bamaco e de Lubumbashi; é fundadora do estúdio de arquitetura Beyond Entropy Africa e do coletivo cultural Pés Descalços; faz parte da “família” Cachupa Factory, em Cabo Verde e integrou o grupo de artistas que assinou uma colaboração entre a gigante sueca IKEA e a sul-africana Design Indaba. O seu nome integra uma lista não exaustiva de trabalhos reconhecidos e distinguidos tanto acima como abaixo da linha do Equador.
Paula Nascimento vive para a arte, e para a sobrevivência das plantas que vai colecionando em casa, na sua Luanda, para onde regressa sempre que a frenética agenda de trabalho permite.
Acabado de chegar a Lisboa, vindo de Quarteira, no Algarve (onde nasceu e foi criado), e a poucas horas de uma apresentação ao vivo num bar da capital portuguesa, DJ Mulaton conseguiu reservar dez minutos de conversa com a BANTUMEN.
Autodidata, desde muito cedo que nele despertou o gosto pelas artes, sobretudo pela música. Começou por dar os primeiros toques a produzir com alguns amigos com quem partilhava a mesma paixão e a mixar música em casa em programas como Reason, Fruty Looops e virtual DJ. Nada do que faziam era o esperado, muito por falta de experiência e também devido à falta de conhecimento das sonoridades e de como as reproduzir.
Artigo completo
From the publisher's feed