O líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP- PR), considera legítima a contestação do resultado do 2o turno das eleições feita pelo PL, mas admite que PP e Republicanos não foram consultados por Valdemar Costa Neto. O presidente do Partido Liberal pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para serem desconsiderados os votos de 250 mil das urnas. “Não estamos dizendo que somos contra ou a favor, só não fomos consultados. Mas é legítimo que o PL conteste”, declarou.
O Republicanos e o Progressistas apresentaram nesta quinta-feira (24) recurso contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que, além de rejeitar o pedido da coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL), determinou multa de quase 23 milhões de reais aos partidos.
Em entrevista à Rádio Eldorado, Barros - reeleito no 1o turno a um novo mandato de deputado federal - criticou o que chama de ativismo político da corte eleitoral e projeta uma nova candidatura de Bolsonaro em 2026. "O Presidente não está satisfeito com o resultado da eleição, mas não tem problema. Faz parte do jogo, quatro anos passam rápido”, afirmou.
O líder do governo ainda atribuiu ao "assembleísmo" do PT a dificuldade de avançar com a PEC da Transição. Ele avalia que, para passar, a PEC precisa contemplar emendas de relator e valor abaixo de R$ 80 bilhões para gastos com o Bolsa Família em 2023.
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