O procurador jurídico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Eliesio Marubo, diz estar confiante no desfecho do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. Segunda a liderança, o 11º dia de buscas no Amazonas representa a ‘reta final’ dos trabalhos. "Hoje estamos na reta final", disse em entrevista à Rádio Eldorado. Marubo atribui o otimismo ao aumento de voluntários na varredura e à prisão do segundo suspeito de envolvimento no caso. Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, é irmão de Amarildo Oliveira, o Pelado, preso desde a semana passada pelo mesmo motivo. Em entrevista à Rádio Eldorado, Eliesio admite que existe uma expectativa de que ambos confessem a participação no sumiço ou indiquem os mandantes.
A terra indígena do Vale do Javari, onde desapareceram o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, tem apenas seis agentes da Força Nacional de Segurança Pública, enviados em 2019 pelo governo federal para o patrulhamento da área de 85 mil quilômetros quadrados.O Estadão identificou ao menos seis pedidos feitos este ano ao governo para o reforço da segurança na região. Todas as solicitações da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) foram rejeitadas. Segundo Eliesio, o criminoso avança onde o estado é omisso. "Não existe espaço vazio", justifica.
Cartéis de drogas de Miami, Medellín e Sinaloa mantêm um estado paralelo no Alto Solimões, na Amazônia. Uma das linhas de investigação é que Pereira e Philips podem ter sido vítimas de grupos que atuam com pesca ilegal.
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