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Sabe aquele cara? Aquele da TV, que joga naquele time. Ele pode tudo né? Ou aquele outro, que sabe de tudo, que tem as melhores soluções. Tem aquela que vai resolver por fim todos os problemas. Essa semana, Carol, Artur, Pedro e Juliana conversam sobre a idolatria. Como as gente passa pano para pessoas que idealizamos, se recusa a ver os problemas daquelas pessoas que vivem aquilo que gostaríamos de viver.
Carol, Pedro, Artur e Juliana conversam conversam sobre a raiva e passividade, como a raiva se manifesta e convida muita gente a lidar com os próprios demônios. Falamos sobre a queda do Dasein em Heidegger ou o Grande Outro em Lacan, que provoca os limites de nós mesmos, como queremos nos perder entre todo mundo ou estar único e sozinho em meio a uma multidão. A raiva é um sentimento complicado e simples, rígido mas frágil.
A violência machista é horrível com as mulheres, e mostra suas marcas diariamente. Porém há uma faceta quase invisível que afeta os homens também. Neste episódio, Carol convida Pedro e Artur a comentarem como o machismo estrutural cria a impressão de que os homens precisam ser os heróis e procurarem, ou criarem, suas donzelas amarradas no trilho do trem. Muitas dos comportamentos abusivos e agressivos do homem acabam sendo um reflexo desse efeito invisível e que faz mal a ele próprio.
Em tempos de pandemia, onde somos bombardeados com milhares de noticias ruins, sobre mortes e doenças, além das dificuldades mais cotidianas com o isolamento, responder a pergunta 'Como você está?' sempre vem com uma nota de rodapé, uma pequena explicação. "Tá tudo bem, mas...", ou até mesmo a culpa atrelada de quando está, de fato tudo bem ou estamos felizes. Quantas vezes já não nos sentimos estranhos em estar feliz, como se fosse ter um dia bom em meio a tudo isso?
Nesse episódio conversamos sobre a culpa. As cruzes que carregamos, que somos forçados a carregar, invisíveis, estruturais, religiosas, machistas (em tempo, ouçam o episódio Circulo de Mulheres - Entrevista Bia Del Picchia) . Não há um jeito único, ou sequer fácil, de entender, e definitivamente teremos que conversar mais sobre isso. Neste episódio jogamos uma luz sobre como entender, um pouco mais, essa questão.
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