
Sign up to save your podcasts
Or


No décimo capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, somos guiados por uma profunda reflexão sobre a indulgência, um sentimento doce e fraternal que, segundo o Espírito protetor José, todos os seres humanos deveriam cultivar em relação aos seus irmãos. Em sua mensagem transmitida de Bordéus em 1863, ele destaca a importância de não julgar severamente as falhas alheias, mas, ao contrário, praticar a indulgência.
A indulgência, conforme descrito, vai além de simplesmente não ver os defeitos dos outros; ela envolve o cuidado em não divulgar ou evidenciar tais imperfeições. É um gesto de compreensão, de ocultar falhas para que não se tornem públicas, oferecendo escusas plausíveis quando necessário. O Espírito protetor nos lembra que, ao criticar, corremos o risco de revelar nossas próprias faltas e que a verdadeira avaliação deve começar por nós mesmos.
O apelo à indulgência não se limita a evitar a censura, mas também a prestar serviços e a atenuar as faltas alheias sempre que possível. O segundo Espírito, João, bispo de Bordéus, reforça a mensagem, instando-nos a ser indulgentes com as faltas dos outros, lembrando-nos de que o Senhor usará de indulgência conosco na medida em que tivermos sido indulgentes com os demais.
A indulgência é apresentada como uma força que atrai, acalma e eleva, enquanto o rigor desanima, afasta e irrita. O chamado é claro: sejamos severos conosco mesmos, mas indulgentes com os outros. Que possamos compreender a misericórdia infinita de nosso Pai e praticar ativamente o perdão, substituindo a cólera pela purificação do amor.
Este capítulo oferece uma poderosa lição sobre a importância de vivermos uma vida marcada pela indulgência, não apenas esquecendo as falhas alheias, mas também estendendo o amor que purifica, seguindo os passos do modelo divino de Jesus.
Que possamos, assim como ele, carregar nossas cruzes com coragem, trilhando nosso caminho em direção à glorificação, abraçando a sabedoria da indulgência em nossa jornada espiritual e humana.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos uma sabedoria profunda que nos instiga a compreender e praticar a indulgência, especialmente para com nossos inimigos. A visão espírita nos revela que a maldade não é uma condição permanente, mas sim uma imperfeição temporária que pode ser corrigida. Assim como uma criança supera seus defeitos, um dia o coração do homem mau reconhecerá seus erros e se transformará em bondade.
A morte, segundo a perspectiva espírita, não nos livra totalmente dos inimigos, pois o ódio pode persistir para além da vida terrena. Nesse contexto, a vingança falha em seu propósito, alimentando a irritação que pode transcender de uma existência para outra. O Espiritismo nos convoca a compreender que extinguir o ódio com o sangue é uma falácia; pelo contrário, o sangue alimenta o ódio, inclusive no além-túmulo.
Ao demonstrar, por meio da experiência e da lei que governa as relações entre os mundos visível e invisível, o Espiritismo confirma a utilidade prática do perdão, reforçando o preceito de Cristo: "Amai os vossos inimigos." Cada coração, mesmo o mais perverso, pode sensibilizar-se diante do bom proceder. A benevolência não apenas evita represálias, mas também transforma inimigos em amigos, antes e depois da morte.
A existência de inimigos não se limita aos encarnados; também encontramos adversários entre os desencarnados. Estes manifestam sua malevolência por meio de obsessões e subjugações, desafiando a resignação do ser diante das provações. O Espiritismo nos lembra que a benevolência deve se estender a todos, encarnados e desencarnados, contribuindo para a solidariedade e fraternidade universais.
Assim, o mandamento "Amai os vossos inimigos" transcende os limites terrenos, tornando-se parte integrante da grande lei que rege a interligação e a fraternidade entre todos os seres.
No Evangelho segundo o Espiritismo, encontramos ensinamentos valiosos sobre a verdadeira propriedade do homem. O texto destaca que a posse plena reside naquilo que ele leva consigo ao deixar este mundo, não nos bens materiais que temporariamente desfruta durante sua estadia terrena.
O autor ressalta que a verdadeira propriedade está na bagagem da alma: inteligência, conhecimentos e qualidades morais. Esses são os tesouros que ninguém pode arrebatar, e que terão maior utilidade no além. Assim como um viajante se prepara para um país distante, devemos aprovisionar-nos para a vida futura, acumulando virtudes que determinarão nosso destino espiritual.
Ao chegar ao mundo dos Espíritos, somos confrontados não com títulos ou riquezas terrenas, mas com a soma de virtudes que possuímos. Não se pergunta quanto tínhamos na Terra, mas sim o que trazemos conosco. A riqueza espiritual, representada pelas qualidades da alma, determina nossa posição no além. Operário ou príncipe, a verdadeira medida é a riqueza interior, conquistada pela prática do bem.
O texto destaca que os bens da Terra pertencem a Deus, e o homem é apenas o usufrutuário, o administrador temporário desses recursos. Mesmo as riquezas adquiridas pelo trabalho legítimo são propriedade divina, e o homem é chamado a prestar contas de seu uso. Deus, muitas vezes, anula previsões e distribui a riqueza conforme Sua vontade.
Portanto, a verdadeira vantagem não está na acumulação material, mas na utilização justa e nobre dos recursos concedidos por Deus. O homem pode adquirir riquezas, mas a verdadeira recompensa vem se ele as utiliza para o bem, demonstrando coragem, perseverança e mérito. Ao deixar a Terra, a verdadeira propriedade revela-se na recompensa divina, proporcionada pela integridade e generosidade do coração humano.
6. Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista em que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa ideia do conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a humanidade toda, mas apenas uma pequena fração da humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do universo. Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia, em confronto com a de um grande império. A situação material e moral da humanidade terrena nada tem que espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam.
7. Faria dos habitantes de uma grande cidade falsíssima ideia quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais ínfimos e sórdidos. Num hospital, ninguém vê senão doentes e estropiados; numa penitenciária, veem-se reunidas todas as torpezas, todos os vícios; nas regiões insalubres, os habitantes, em sua maioria, são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciária, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos, porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite.
Ora, assim como, numa cidade, a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões, também na Terra não está a humanidade inteira. E, do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas, o homem deixa a Terra quando está curado de suas enfermidades morais.
A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade.
A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair.
O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antiguidade material desprezava.
Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifício e da renúncia carnal.
Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vício é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época.
Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos.
Este conjunto de mensagens espirituais destaca a importância da humildade, condena o orgulho como uma fonte de iniquidades e explora as consequências da decadência moral na sociedade.
Os Espíritos exortam à prática da benevolência mútua, enfatizando a necessidade de seguir os ensinamentos do Cristo e alertando para a inevitável punição divina aos orgulhosos.
As mensagens também abordam a desigualdade social, destacando a igualdade intrínseca entre todos os seres e conclamando à prática da caridade e fraternidade.
Neste trecho dos Evangelhos de Marcos e Mateus, Jesus é confrontado por seus parentes enquanto ensina uma grande multidão. Surpreendentemente, ele parece indiferente à presença de sua mãe e irmãos, enfatizando que aqueles que fazem a vontade de Deus são verdadeiramente sua família.
Este episódio aparentemente contraditório é interpretado como uma oportunidade para Jesus destacar a distinção entre os laços de sangue e os laços espirituais, reforçando sua mensagem central de amor e caridade.
As palavras de Jesus, muitas vezes alegóricas, desafiam interpretações superficiais e buscam transmitir ensinamentos mais profundos sobre a natureza da verdadeira parentela.
A fé, frequentemente associada ao aspecto religioso, é abordada aqui de forma mais ampla. O texto menciona que o Cristo a elevou como uma poderosa alavanca e que seus milagres exemplificam o potencial humano quando impulsionado pela fé - a vontade de querer com a certeza de alcançar satisfação. Os apóstolos, seguindo o exemplo, também realizaram supostos milagres, entendidos como efeitos naturais desconhecidos na época, mas que agora podem ser compreendidos, em grande parte, através do estudo do Espiritismo e do Magnetismo.
A fé é categorizada como humana ou divina, dependendo se é direcionada para as necessidades terrenas ou aspirações celestiais. O texto destaca que pessoas de gênio triunfam ao perseguirem grandes empreendimentos com fé, enquanto indivíduos virtuosos, impulsionados pela fé em um futuro celestial, realizam ações nobres e caritativas. A fé é apresentada como uma força capaz de superar maus inclinações.
O Magnetismo é mencionado como uma prova do poder da fé em ação, evidenciado pela cura e por fenômenos antes considerados milagres. O autor enfatiza que se todos compreendessem a força interior que possuem e a colocassem a serviço da vontade, seriam capazes de realizar o que até então chamavam de prodígios, mas que, na verdade, são simples desenvolvimentos das faculdades humanas.
O texto é atribuído a um Espírito Protetor e datado de Paris, 1863.
No capítulo V, item 12 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo," Jesus aponta a compensação para os aflitos, destacando a resignação como prelúdio da cura.
O texto sugere que as aflições são o pagamento de faltas passadas e que suportá-las pacientemente na Terra evita sofrimentos futuros.
A analogia de um devedor que paga parte da dívida para se libertar destaca a felicidade na quitação. Ao entrar no mundo dos Espíritos, cada um recebe conforme suas ações na Terra.
O item 13 enfatiza a importância da visão espiritual para suavizar as provas terrenas, reconhecendo a transitoriedade do sofrimento e promovendo calma e resignação para uma vida mais plena.
A reflexão abrange a necessidade de discernimento ao interpretar esses ensinamentos. Não se trata de abolir toda forma de defesa ou repressão legal, mas sim de condenar a vingança pessoal. O texto enfatiza que a máxima de "apresentar a outra face" não implica em ser passivo diante da agressão, mas sim em não retribuir o mal com o mal. O perdão e a humildade são destacados como virtudes superiores, condenando o orgulho e desencorajando práticas como o duelo, consideradas manifestações deste último.
A mensagem final enfatiza a importância da fé na vida futura e na justiça divina como fonte de força para suportar pacientemente adversidades. Ele incentiva a elevar o pensamento acima das preocupações materiais, encontrando na espiritualidade a verdadeira fortaleza diante dos desafios terrenos. O título "A Superação da Vingança e a Sabedoria do Perdão" encapsula a essência da passagem, destacando a transformação interior proposta por Jesus.
From the publisher's feed

13 Listeners

249 Listeners