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A misericórdia é vista como o complemento da brandura, e consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. Aqueles que não são misericordiosos não podem ser brando e pacífico.
O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação, enquanto o esquecimento das ofensas é próprio de uma alma elevada.
Há duas maneiras diferentes de perdoar: uma nobre e generosa, que evita ferir o amor-próprio do adversário, e outra em que o perdão é imposto de forma humilhante.
Aquele que se mostra mais conciliador e demonstra mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza d’alma sempre granjeará a simpatia das pessoas imparciais.
Para ler o texto completo, acesse espiritismoemseular.com.br
No capítulo 6 do Evangelho Segundo o Espiritismo, no item 8, somos agraciados com uma profunda reflexão sobre a ação consoladora de Deus para os humildes e aflitos. O texto nos revela que Deus, em Sua infinita benevolência, consola os corações humildes e fortalece aqueles que O buscam em seus momentos de aflição.
A mensagem divina ressoa pela Terra, onde cada lágrima derramada encontra um bálsamo divino que acalenta as almas. O ensinamento central é claro: a chave para compreender a sabedoria humana está na prática constante da abnegação e do devotamento. Estas duas palavras, carregadas de significado, não apenas constituem uma prece contínua, mas também encerram uma lição profunda.
A exortação aos Espíritos sofredores é clara: em vez de clamarem contra suas dores e os sofrimentos morais que a vida lhes impõe, que compreendam a verdade contida no devotamento e na abnegação. Estas virtudes, quando adotadas como divisa, tornam-se a força que sustenta e guia. Todas as responsabilidades da caridade e humildade se resumem nessas duas palavras.
A verdadeira sabedoria reside na compreensão e prática desses princípios. O sentimento do dever cumprido é o caminho para o repouso espiritual e a resignação. Com devotamento e abnegação como guias, o coração bate com mais serenidade, a alma encontra paz, e o corpo se liberta dos desfalecimentos, pois é na profundidade do espírito que encontramos a verdadeira superação dos sofrimentos terrenos.
Que estas palavras do Espírito de Verdade, transmitidas em Havre em 1863, ecoem em nossos corações, lembrando-nos constantemente da força consoladora que reside no devotamento e na abnegação.
No capítulo 6, item 7, do Evangelho Segundo o Espiritismo, o Espírito de Verdade traz palavras de conforto e cura para os fracos, sofredores e enfermos.
Ele se apresenta como o grande médico das almas, oferecendo o remédio que há de curar.
O convite é direcionado àqueles que sofrem e se sentem oprimidos, prometendo alívio e consolo para aqueles que a ele se dirigirem.
O Espírito de Verdade enfatiza que a força e a consolação verdadeiras não serão encontradas em outro lugar, pois o mundo é incapaz de fornecê-las.
Ele faz um apelo supremo aos corações por meio do Espiritismo, exortando a extirpar a impiedade, a mentira, o erro e a incredulidade, que são como monstros que causam profundo sofrimento.
O chamado é para que, no futuro, as almas sejam humildes e submissas ao Criador, praticando Sua lei divina, amando, orando e sendo dóceis aos Espíritos do Senhor.
O Espírito de Verdade encerra suas palavras prometendo que, ao invocá-Lo do fundo dos corações, o Filho bem-amado será enviado para instruir e confortar aqueles que O chamarem.
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo 6, Item 7
No capítulo 6, item 6, do Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos uma profunda mensagem de esperança e orientação proferida pelo Espírito de Verdade, datada de Paris, 1861. Neste trecho, o mensageiro celestial fala diretamente aos deserdados da Terra, oferecendo palavras de conforto e direção em meio às suas provações.
Na sublime comunicação do Espírito de Verdade, as palavras ressoam como uma sinfonia de alento aos corações aflitos. "Venho instruir e consolar os pobres deserdados", proclama ele, convidando-os a elevar sua resignação ao nível das provas que enfrentam. A dor, sagrada no Jardim das Oliveiras, é mencionada como um lembrete de que mesmo nos momentos mais difíceis, há uma dimensão divina na experiência humana.
A mensagem continua, incentivando os obreiros a traçarem seus sulcos diários, a perseverarem no labor afanoso. O trabalho das mãos proporciona o pão terrestre, mas o Espírito de Verdade assegura que as almas não são esquecidas. Como um jardineiro divino, ele cultiva silenciosamente nos recessos dos pensamentos, garantindo que nenhum esforço, lágrima ou miséria seja perdido no reino do Pai.
A promessa de consolação é profunda, destacando que, no repouso final, a semente preciosa germinará, e os suores e misérias terrenas se transformarão em um tesouro nas esferas superiores. A mensagem enfatiza a importância de carregar fardos e auxiliar os irmãos, revelando que aqueles que praticam tal benevolência são especialmente amados pelo Espírito de Verdade.
Ao dissipar o erro das revoltas, o Espírito de Verdade instrui os deserdados a compreenderem o sublime objetivo da provação humana. Exorta-os a abandonarem despeitos contra os ricos, lembrando que muitas vezes, esses também enfrentam provas perigosas. A instrução final é clara: instruir-se na preciosa doutrina do amor, preparando-se para lançar-se, um dia, no seio daquele que os criou fracos, com a oportunidade de moldar sua própria imortalidade.
Este capítulo resplandece como uma luz guiadora para todos os que buscam compreender as complexidades da existência, oferecendo consolo, instrução e a promessa de um destino glorioso além das provações terrenas.
No quinto item deste capítulo, intitulado "Instruções dos Espíritos: Advento do Espírito de Verdade", as palavras do Espírito de Verdade ecoam como um chamado à compreensão e à redenção. Semelhante à missão divina que outrora conduziu os filhos de Israel, o Espírito de Verdade emerge para trazer a luz da verdade e dissipar as trevas que obscurecem as mentes humanas.
Neste pronunciamento transcendental, o Espírito de Verdade destaca a missão do Espiritismo, comparando-a à revelação divinal anterior. Como ceifeiro benevolente, reúne os ensinamentos dispersos na humanidade e convida os sofredores a encontrarem nele o alívio.
A humanidade, porém, afastou-se do caminho reto, seguindo as ásperas sendas da impiedade. O apelo é para que os seres humanos se ajudem mutuamente, unindo vivos e "mortos", compreendendo que a morte não é o fim, mas sim a ressurreição. A vida é a prova durante a qual as virtudes cultivadas se desenvolvem como o cedro.
O Espírito de Verdade, tomado de compaixão pelas misérias humanas, estende a mão socorredora aos que, mesmo vendo o céu, caem nos abismos do erro. O convite é claro: crede, amai e meditai sobre as revelações. A mensagem exorta os espíritas a amarem-se mutuamente, buscando instrução. No Cristianismo, encontram-se todas as verdades, e os erros que nele se enraizaram têm origem humana.
As vozes do além-túmulo clamam que nada perece, proclamando Jesus Cristo como o vencedor do mal e incentivando a todos a serem vencedores da impiedade. Assim, as instruções dos Espíritos ressoam como um farol, iluminando o caminho para a verdade e a redenção.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, o capítulo VI revela a promessa do Cristo sobre a vinda de um Consolador, o Espírito de Verdade. Em João 14:15-17 e 26, Jesus anuncia a chegada desse Consolador, enviado pelo Pai para ensinar e relembrar todas as coisas.
Neste capítulo, Jesus antecipa a necessidade de um conhecimento mais profundo, além do que ele havia revelado naquele momento. O Espírito de Verdade, segundo a promessa, viria para esclarecer o que ainda não fora compreendido e relembrar as palavras do Cristo.
O Espiritismo, cumprindo essa predição na época designada, é apresentado como o advento do Espírito de Verdade. Este movimento convida os homens à observância da lei divina, esclarecendo os ensinamentos de Jesus de maneira direta, sem parábolas.
Enquanto o Cristo anunciava: "Ouçam os que têm ouvidos para ouvir", o Espiritismo vem remover o véu que encobria certos mistérios, falando sem figuras ou alegorias. Sua missão é consolar os deserdados da Terra, atribuindo sentido e utilidade às dores humanas.
Ao abordar a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação terrena, o Espiritismo revela o propósito das aflições como instrumentos de purificação e crescimento espiritual. O homem, compreendendo a justiça por trás de suas dores, aceita-as com resignação, fortalecido pela fé inabalável no futuro.
Dessa forma, o Espiritismo cumpre a promessa do Consolador, proporcionando conhecimento, guiando para os princípios divinos e consolando por meio da fé e da esperança. Ele ilumina o caminho do homem, revelando a importância das experiências terrenas diante do vasto horizonte espiritual, oferecendo a visão da felicidade que aguarda no final da jornada.
No capítulo VI do Evangelho segundo o Espiritismo, encontramos preciosas palavras de conforto proferidas por Jesus, o Cristo Consolador. Ele nos convida a buscar alívio, prometendo um jugo leve para aqueles que estão sobrecarregados. A promessa não se limita apenas à mitigação das aflições presentes, mas estende-se à esperança e confiança no futuro.
A condição para receber essa consolação reside na observância da lei ensinada por Jesus, um jugo leve e suave que se resume no amor e na caridade. A fé no porvir, a confiança na justiça divina, são elementos que suavizam as dores terrenas, dando um propósito às adversidades e um significado à existência.
Jesus também antecipa a vinda de outro Consolador, o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não está pronto para compreender. Este Consolador, prometido por Jesus, desempenha seu papel no advento do Espiritismo. Ele ensina todas as coisas, esclarece o que foi dito por parábolas e recorda as palavras do Cristo. O Espiritismo, nessa época predita, cumpre a promessa, presidindo seu advento com o Espírito de Verdade.
O Espiritismo, ao contrário de falar em alegorias, lança luz sobre mistérios antes obscuros. Ele revela a causa dos sofrimentos, mostrando que são expiações necessárias para o progresso espiritual. As crises dolorosas são vistas como instrumentos de cura e purificação, oferecendo uma compreensão profunda sobre a razão das adversidades.
Ao proclamar "Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados," Jesus aponta para uma consolação que vai além da simples cessação do sofrimento. O Espiritismo, ao revelar a justiça divina por trás das provações, proporciona uma fé inabalável no futuro. A visão expandida que oferece, mostrando a importância relativa das tribulações terrenas diante do vasto horizonte espiritual, infunde paciência, resignação e coragem para enfrentar o caminho da vida.
Assim, o Espiritismo realiza a promessa do Consolador, trazendo conhecimento, atração aos princípios divinos, e consolação pela fé e esperança. Em sua essência, une-se ao legado de Jesus, oferecendo uma compreensão mais profunda e consoladora do propósito divino na jornada terrena.
No capítulo 17 do Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado "O Homem de Bem", somos apresentados a uma visão inspiradora do verdadeiro caráter moral. Este homem excepcional não é apenas alguém que segue a lei, mas alguém que a incorpora em sua essência, vivendo-a com pureza.
O homem de bem, ao refletir sobre suas ações, questiona a si mesmo com sinceridade, avaliando se violou a lei da justiça, se praticou o bem máximo possível e se aproveitou todas as oportunidades para ser útil. Sua fé em Deus é inabalável, reconhecendo que nada acontece sem a permissão divina, submetendo-se à vontade superior em todas as circunstâncias.
Além disso, sua fé no futuro transcende os bens temporais, priorizando os valores espirituais. Enfrenta as vicissitudes da vida com resignação, compreendendo que são provas ou expiações necessárias. O homem de bem é movido pela caridade e amor ao próximo, praticando o bem sem esperar recompensa, defendendo os fracos e sacrificando seus interesses em prol da justiça.
Sua benevolência não conhece limites, estendendo-se a todos, sem distinção de raça ou crença. Respeita as convicções alheias, evitando o julgamento e a condenação. A caridade é seu guia em todas as situações, lembrando-se sempre de perdoar, conforme ensinado por Jesus.
A indulgência é uma marca do homem de bem, que compreende as fraquezas alheias, pois reconhece a necessidade de ser indulgente consigo mesmo. Evita destacar os defeitos dos outros e trabalha constantemente em suas próprias imperfeições.
Além disso, ele utiliza suas habilidades e posições para elevar os outros, não buscando vantagens pessoais às custas de outrem. Consciente de que tudo o que possui é um depósito que prestará contas, evita o abuso de seus bens.
Se colocado em posição de autoridade, o homem de bem trata os outros com bondade, usando sua influência para elevar, não para oprimir. Da mesma forma, aqueles sob sua autoridade compreendem e cumprem seus deveres com consciência.
Em resumo, o homem de bem respeita os direitos naturais de seus semelhantes, compreendendo que, ao fazê-lo, seus próprios direitos são respeitados. Embora nem todas as qualidades sejam listadas, estas destacadas são o alicerce que conduz a todas as demais virtudes. Este é o caminho da excelência moral, trilhado pelo verdadeiro homem de bem.
No capítulo 17 do Evangelho Segundo o Espiritismo, Jesus apresenta uma perspectiva desafiadora sobre a busca pela perfeição. Ele instiga seus seguidores a transcenderem as fronteiras do amor convencional, estimulando-os a amar não apenas aqueles que os amam, mas também a dedicar bondade àqueles que nutrem ódio e a orar pelos que os perseguem e caluniam.
A expressão "Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial" não deve ser interpretada como uma busca pela perfeição absoluta, reservada apenas a Deus. Ao contrário, Jesus destaca a importância da perfeição relativa, uma qualidade alcançável pela humanidade. Essa perfeição, conforme explicada por Jesus, reside na prática abnegada da caridade, que abraça virtudes como benevolência, indulgência, abnegação e devotamento.
Ao incentivar a prática do amor aos inimigos, Jesus revela que a verdadeira caridade não pode coexistir com vícios e defeitos que emanam do egoísmo e do orgulho. A caridade, levada ao extremo de amar até mesmo aqueles que se opõem, torna-se um indicador de superioridade moral. Assim, a busca pela perfeição está intrinsecamente ligada à expansão do amor ao próximo, culminando na exortação de Jesus aos seus discípulos: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial." Portanto, a verdadeira perfeição se revela na extensão generosa do amor e na prática incondicional da caridade, elementos que aproximam a humanidade da divindade.
Especial de Natal
No capítulo citado do Evangelho Segundo o Espiritismo, é possível vislumbrar a profundidade do ensinamento de Jesus e a sua missão singular. Ele não veio para destruir a lei de Deus, mas sim para cumpri-la, dando-lhe um verdadeiro sentido e adaptando-a ao nível de compreensão dos homens na época. A base de sua doutrina reside nos princípios dos deveres para com Deus e para com o próximo.
Jesus, ao contrário das leis de Moisés, promoveu uma reforma profunda, combatendo os abusos das práticas exteriores e as falsas interpretações. Sua mensagem central resume-se na essência do amor: "Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". Essa máxima representa a essência da lei e dos profetas.
Quando Jesus proclama que "o céu e a Terra não passarão sem que tudo esteja cumprido até o último iota", ele expressa a necessidade de que a lei de Deus seja integralmente cumprida em toda a Terra, com pureza, ampliações e consequências. A universalidade dessa lei reflete o cuidado igualitário de Deus por todos os seus filhos, sem distinção.
Entretanto, Jesus não se limitou a ser um legislador moralista. Sua missão transcendia as palavras; ele veio cumprir profecias e sua autoridade derivava da natureza excepcional de seu Espírito e da missão divina que desempenhava. Seu ensinamento apontava para a verdadeira vida no reino dos céus e orientava os homens para o caminho que leva a esse reino, promovendo a reconciliação com Deus.
Apesar de falar sobre diversos temas, Jesus deixou muitas verdades de forma implícita, reconhecendo que algumas delas só poderiam ser compreendidas quando o espírito humano atingisse um certo grau de maturidade. A ciência, segundo ele, desempenharia um papel fundamental na revelação e desenvolvimento dessas ideias, e, por isso, era necessário dar tempo para o progresso da ciência. Essa visão antecipatória destaca a integração entre fé e conhecimento, reconhecendo que o entendimento pleno demanda evolução e amadurecimento da consciência humana.
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