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O deputado estadual pelo PSOL do Ceará, Renato Roseno, nos fala da luta em defesa da lei Zé Maria do Tomé, que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos no estado. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar o pedido de Inconstitucionalidade apresentado pela Confederação Nacional da Agricultura. A decisão pode afetar todo o país. A Câmara dos Deputados aprovou recentemente o “pacote do veneno”, um retrocesso histórico que vai afetar a saúde da população. Todo ano milhares de pessoas morrem de câncer enquanto as empresas do agronegócio lucram. [23min]
Acabar com o bolsonarismo é nossa prioridade. Mas para isso, é preciso que o novo governo defenda os trabalhadores. Sem um programa que favoreça o povo, o fascismo será sempre uma ameaça. Marco Pestana é professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), colaborador do Esquerda Online e nos fala sobre o significado de aceitar Alckmin como candidato a vice-presidente. Ele também nos dá detalhes do programa político publicado recentemente em editorial do Esquerda Online.
O ativista Cristiano Nery está na região atingida por fortes chuvas que deixaram milhares de pessoas desabrigadas. O desastre não é apenas natural. A pobreza e a concentração de renda empurram os trabalhadores para moradias em área de risco. Além disso, o aquecimento global pode tornar as enchentes mais perigosas. Bolsonaro, como era de se esperar, não se preocupou com as pessoas e a ajuda do governo federal foi insuficiente.
O historiador Carlos Zacarias fala da lenda e do homem real que se tornou o guerrilheiro mais temido da Ditadura e é protagonista do filme que entra agora em cartaz nos cinema.
A fratura política na burguesia brasileira é a mais importante desde o fim da ditadura nos anos oitenta. Isso é algo imenso. As eleições de 2022 serão diferentes, pela máxima gravidade, de tudo o que ocorreu nos últimos trinta e cinco anos, e seu desenlace é, neste momento, imprevisível. Quem se deixa embriagar pelas pesquisas que indicam uma provável vitória de Lula comete o mais grave entre os erros impressionistas: o facilismo. Subestimar Bolsonaro será fatal. Mas é verdade que se abriu uma brecha na classe dominante. A grave divisão burguesa é um fator enorme. Ela só aconteceu porque o governo Bolsonaro provocou um cataclismo. O custo do negacionismo foi terrível. A banalização da barbárie por um governo genocida, que trabalhou pela aceleração do contágio da pandemia, resultou em uma tragédia humanitária. Bolsonaro foi longe demais, mesmo para os padrões selvagens da superexploração que prevalecem no Brasil.
Nas mobilizações de rua de 2 de outubro acumulamos força, e permanece viva uma esperança em movimento, mas não superamos os limites que a campanha Fora Bolsonaro conheceu até agora, o que nos deixa em uma encruzilhada. O balanço merece destacar três elementos. Conheça.
Cacau Pereira, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (IBEPS), fala sobre a PEC 32, que vai entregar o serviço público brasileiro para a iniciativa privada, fazendo com que saúde e educação fiquem mais precários. Além de reduzir a qualidade do serviço, a chamada Reforma Administrativa vai atingir os atuais servidores.
EDITORIAL - Bolsonaro ameaça o povo brasileiro. Enquanto a fome avança, a inflação dispara, o desemprego é recorde e a Covid segue tirando vidas, o bolsonarismo convoca seus seguidores fanáticos para um ato golpista em 07 de setembro, tendo como eixo o enfrentamento com o Poder Judiciário (STF e TSE). Com isso, configura-se uma gravíssima crise político-institucional no país. Enfraquecido e cada vez mais rejeitado pela população, Bolsonaro radicaliza para tentar sobreviver. O seu método é o do fascismo: mobilizar a base extremista, usando de intimidações milicianas, para impor o terror. É hora de dar um basta ao golpismo. Vamos às ruas no dia 07 de setembro — de forma pacífica e organizada — mostrar que a maioria do povo brasileiro não aceita ameaças autoritárias e quer o fim desse governo criminoso. Somos a maioria: Fora Bolsonaro!
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