Fala, Chico! Podcast

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By Fala, Chico! by Eugênio TellesReligion & SpiritualityChristianity
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Fala, Chico! Podcast episodes

  • FC!#216 - Nas pequenas coisas - Madre Teresa de Calcutá (Sobre o amor - reflexão 5)

    Pensamentos de Madre Teresa de Calcutá, Sobre o amor, reflexão 5, do livro "Madre Teresa: Amor Maior Não Há".

    "Seja sempre leal nas pequenas coisas, pois nelas está a nossa força. Para Deus, nada é pequeno. Ele não pode fazer nada pequeno; tudo é infinito. Pratique a fidelidade nas menores coisas, não por causa delas, mas por causa da grande coisa que é a vontade de Deus, e que eu respeito muito.

    Não vá atrás de ações espetaculares. Devemos renunciar deliberadamente a todos os desejos de ver o fruto do nosso trabalho, fazendo tudo o que pudermos da melhor forma que conseguirmos, deixando o resto nas mãos de Deus. O que importa é a doação do seu eu, o grau de amor que você coloca em cada uma de suas ações.

    Não se deixem desencorajar por nenhum fracasso, considerando que fizeram o melhor que podiam. Nem exultem com seu sucesso, mas atribuam tudo a Deus com a mais profunda gratidão.

    Se você se sentir desestimulado, isso é um sinal de orgulho porque mostra que você confia na sua própria força. Não se preocupe com a opinião das pessoas. Seja humilde e você jamais se sentirá incomodado. O Senhor quis que eu estivesse aqui onde estou. Ele oferecerá uma solução.

    Quando lidamos com doentes e necessitados, tocamos o corpo sofrido de Cristo, e com esse toque nos tornaremos heroicos; iremos esquecer a repugnância e nossas tendências naturais. Precisamos dos olhos da fé profunda para enxergar Cristo no corpo alquebrado e nas roupas sujas sob as quais o mais belo dos filhos dos homens se esconde. Precisamos das mãos de Cristo para tocar esses corpos feridos pela dor e pelo sofrimento. O amor intenso não mede – apenas dá".

    Fonte: Calcutá, Madre Teresa de. Madre Teresa: Amor maior não há (pp. 39-40). Universo dos Livros. Edição do Kindle.

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    Fala, Chico! é um podcast dedicado à leitura de cartas, encíclicas, exortações e homilias dos Papas e textos da Tradição da Igreja Católica, produzido, editado e apresentado por Eugênio Telles.

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    3 min
  • FC!#215 - Perdão - Madre Teresa de Calcutá (Sobre o amor - reflexão 4)

    Pensamentos de Madre Teresa de Calcutá, Sobre o amor, reflexão 4, do livro "Madre Teresa: Amor Maior Não Há".

    "O verdadeiro amor é o amor que nos faz sofrer, que dói, e ainda assim nos traz alegria. É por isso que precisamos rezar para Deus e pedir a Ele que nos dê coragem para amar.

    A boca se expressa a partir da abundância do coração. Se o seu coração estiver cheio de amor, você dirá palavras de amor. Quero que você encha seu coração com muito amor. Não pense que o amor, para ser verdadeiro e ardente, tem que ser extraordinário. Não; o que nosso amor precisa é do desejo contínuo de amar Aquele que amamos.

    Um dia encontrei uma mulher ardendo em febre no meio de escombros. Quase morta, ela não parava de repetir: “Foi meu filho quem fez isso!” Eu a tomei em meus braços e a levei para o nosso convento. No caminho, pedi a ela que perdoasse o filho. Demorou muito até que eu conseguisse ouvi-la dizer: “Sim, eu o perdoo”. Ela pronunciou aquelas palavras com um verdadeiro sentimento de perdão, pouco antes de morrer. A mulher não tinha consciência de que estava sofrendo, de que estava ardendo em febre, de que estava morrendo. O que estava partindo seu coração era a falta de amor de seu próprio filho.

    As almas santas às vezes passam por um grande julgamento interior e conhecem a escuridão. Mas se quisermos que os outros tomem consciência da presença de Jesus, devemos primeiro estar convencidos disso.

    Existem milhares de pessoas que adorariam ter o que temos, mas Deus nos escolheu para estarmos onde estamos hoje para compartilhar a alegria de amar os outros. Ele quer que nos amemos uns aos outros, que nos doemos uns aos outros até doer. Não importa o quanto vamos doar, mas quanto amor colocamos naquilo que doamos.

    Nas palavras do nosso Santo Pai, cada um de nós deve ser capaz de “limpar o que está sujo, de aquecer o que está morno, de fortalecer o que está fraco, de iluminar o que está escuro”. Não devemos ter receio de proclamar o amor de Cristo e de amar como Ele amou.

    Onde Deus estiver, há amor; e onde houver amor haverá sempre receptividade para servir. O mundo anseia por Deus.

    Quando todos nós conseguirmos ver Deus uns nos outros, nos amaremos uns aos outros como Ele nos ama a todos. Esse é o cumprimento da lei, amar-nos uns aos outros. Isso é tudo o que Jesus veio nos ensinar: que Deus nos ama, e que Ele quer que nos amemos uns aos outros como Ele nos ama.

    Precisamos saber que fomos criados para coisas maiores, não apenas para sermos um número no mundo, não apenas para conquistarmos diplomas e certificados, este trabalho e aquele trabalho. Fomos criados para amar e para sermos amados".

    Fonte: Calcutá, Madre Teresa de. Madre Teresa: Amor maior não há (pp. 38-39). Universo dos Livros. Edição do Kindle.

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    5 min
  • FC!#214 - Amor pelos gestos - Madre Teresa de Calcutá (Sobre o amor - reflexão 3)

    Pensamentos de Madre Teresa de Calcutá, Sobre o amor, reflexão 3, do livro "Madre Teresa: Amor Maior Não Há".

    "Sinto que muitas vezes nos concentramos apenas nos aspectos negativos da vida – naquilo que é ruim. Se estivéssemos mais dispostos a ver as coisas boas e belas que nos cercam, conseguiríamos transformar nossas famílias. A partir daí transformaríamos nossos vizinhos mais próximos e depois os que vivem na vizinhança ou em nossa cidade. Conseguiríamos levar paz e amor para o nosso mundo, que tanto anseia por essas coisas.

    Se quisermos realmente conquistar o mundo, não conseguiremos fazê-lo com bombas ou com outras armas de destruição. Vamos conquistar o mundo com nosso amor. Vamos entrelaçar nossa vida com laços de amor e sacrifício, e assim será possível conquistarmos o mundo.

    Não precisamos fazer coisas grandiosas a fim de mostrar um grande amor por Deus e por nosso vizinho. É a intensidade do amor que colocamos em nossos gestos o que os transforma em algo belo para Deus.

    A paz e a guerra começam dentro da nossa própria casa. Se realmente desejamos a paz para o mundo, temos que começar amando-nos uns aos outros em nossa família. Às vezes é difícil sorrir para o outro. Muitas vezes o marido tem dificuldade de sorrir para a esposa, ou a esposa não consegue sorrir para o marido.

    Para que o amor seja verdadeiro, tem que ser acima de tudo um amor pelo nosso vizinho. Precisamos amar aqueles que estão mais próximos, em nossa própria família. A partir daí, o amor se espalha para quem quer que precise de nós.

    É fácil amar aqueles que vivem longe de nós. Nem sempre é fácil amar aqueles que vivem do nosso lado. É mais fácil oferecer um prato de arroz para matar a fome de uma pessoa necessitada do que confortar a solidão e a angústia de alguém em nossa própria casa que não se sente amada.

    Quero que vocês procurem encontrar os pobres que vivem em suas casas. Acima de tudo, seu amor precisa começar por aí. Quero que você seja a boa-nova para aqueles que o cercam. Quero que você se preocupe com seu vizinho da porta ao lado. Você sabe quem é seu vizinho?".

    Fonte: Calcutá, Madre Teresa de. Madre Teresa: Amor maior não há (pp. 36-37). Universo dos Livros. Edição do Kindle.

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    4 min
  • FC!#213 - Mestre do Amor - Madre Teresa de Calcutá (Sobre o amor - reflexão 2)

    Pensamentos de Madre Teresa de Calcutá, Sobre o amor, reflexão 2, do livro "Madre Teresa: Amor Maior Não Há".

    "Vivenciei muitas fraquezas humanas, muitas fragilidades humanas, e ainda as vivencio. Mas precisamos usá-las. Precisamos trabalhar para Cristo com um coração humilde, com a humildade de Cristo. Ele vem e nos usa para que sejamos Seu amor e Sua compaixão no mundo, apesar das nossas fraquezas e fragilidades.

    Um dia tirei um homem da sarjeta. Seu corpo estava coberto de vermes. Eu o levei para nossa casa e o que foi que disse esse homem? Ele não xingou. Não culpou ninguém. Disse apenas: “Vivi como um animal na rua, mas vou morrer como um anjo, amado e bem tratado!” Levamos três horas para limpá-lo. No final, o homem olhou para a irmã e disse: “Irmã, vou para casa me encontrar com Deus”. E então ele morreu. Nunca vi um sorriso tão radiante no rosto de uma pessoa como vi no rosto daquele homem. Ele foi para casa encontrar-se com Deus. Veja o que o amor pode fazer! É possível que a jovem irmã não tivesse pensado nisso naquele momento, mas estava tocando o corpo de Cristo. Foi o que Jesus falou: “Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizeste isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.” (Mateus 25:40). E é assim que eu e você nos encaixamos nos planos de Deus.

    Vamos entender a ternura do amor de Deus. Pois diz Ele nas Escrituras: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? E, mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravada na palma de minhas mãos, tenho sempre sob os olhos tuas muralhas” (ver Isaías 49:15-16). Quando você se sentir solitário, quando se sentir indesejado, quando se sentir doente e esquecido, lembre-se de que para Deus você é precioso. Ele o ama. Mostremos esse amor uns pelos outros, pois isso é tudo o que Jesus veio nos ensinar.

    Eu me lembro de uma mãe com doze crianças, a última delas terrivelmente mutilada. É impossível para mim descrever aquela criatura. Eu me ofereci para receber a criança em nossa casa, onde há muitas outras em condições semelhantes. A mulher começou a chorar. “Pelo amor de Deus, Madre”, ela disse, “não diga uma coisa dessas. Esta criatura é a maior dádiva de Deus para mim e para minha família. Todo o nosso amor está concentrado nela. Nossa vida ficaria vazia se a tirasse de nós”. O amor daquela mulher estava cheio de compreensão e ternura. Temos um amor igual a esse atualmente? Percebemos que nossos filhos, nosso marido ou esposa, nosso pai, nossa mãe, nossa irmã ou irmão precisam dessa compreensão, do calor da nossa mão?

    Jamais esquecerei um dia, na Venezuela, quando fui visitar uma família que havia nos dado um cordeiro. Fui agradecer a eles e lá descobri que eles tinham uma criança aleijada. Perguntei à mãe: “Qual é o nome dessa criança?” A mãe me deu a resposta mais linda. “Nós o chamamos de ‘Mestre do Amor’, porque está sempre nos ensinando a amar. Tudo o que fazemos por ele é nosso amor por Deus em ação.”

    Temos muito valor aos olhos de Deus. Nunca me canso de dizer muitas e muitas vezes que Deus nos ama. É uma coisa maravilhosa o fato de o Próprio Deus me amar ternamente. É por isso que devemos ter coragem, alegria e a convicção de que nada pode nos separar do amor de Cristo".

    Fonte: Calcutá, Madre Teresa de. Madre Teresa: Amor maior não há (pp. 34-36). Universo dos Livros. Edição do Kindle.

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    5 min
  • FC!#212 - O amor é simples - Madre Teresa de Calcutá (Sobre o amor - reflexão 1)

    Pensamentos de Madre Teresa de Calcutá Sobre o amor, reflexão 1, do livro "Madre Teresa: Amor Maior Não Há".

    "Jesus veio a este mundo com um objetivo. Ele veio para nos dar as boas-novas de que Deus nos ama, de que Deus é amor, de que Ele ama você, e Ele me ama. Como Jesus mostrou seu amor por você e por mim? Dando Sua vida.

    Deus nos ama com um amor terno. Isso é tudo o que Jesus veio nos ensinar: o terno amor de Deus. “Eu te chamo pelo nome, és meu” (Isaías 43:1).

    Todo o Evangelho é muito, muito simples. Você me ama? Obedece meus mandamentos. Ele se vira e revira só para nos mostrar uma coisa: amem-se uns aos outros. “Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Deuteronômio 6:5). Este é o mandamento do nosso grande Deus, e Ele não pode determinar o impossível. O amor é um fruto, maduro em todas as estações e ao alcance de todas as mãos. Qualquer um pode pegá-lo e não há qualquer limite estabelecido.

    Todos podem alcançar esse amor por meio da meditação, do espírito da oração e do sacrifício, mediante uma intensa vida interior. Não pense que o amor, para ser verdadeiro, tem que ser extraordinário.

    Precisamos amar sem ficarmos cansados. Como é que a lamparina queima? Com o gotejar incessante de pequenas gotas de óleo. O que são essas gotas de óleo em nossas lamparinas? São as pequenas coisas da vida diária: lealdade, pequenas palavras de gentileza, um pensamento pelos outros, nossa maneira de ficar em silêncio, de olhar, de falar e de agir. Não procure por Jesus longe de você. Ele não está lá: está em você. Mantenha sua lamparina queimando e irá reconhecê-Lo.

    Estas palavras de Jesus: “Assim como eu vos amei, que também vós ameis uns aos outros” não devem ser apenas uma luz para nós, mas também a chama que consome o egoísmo que impede o crescimento da santidade. Jesus “nos amou até o fim”, até o derradeiro limite do amor: a cruz. Esse amor deve vir de dentro de nós, da nossa união com Cristo. Amar deve ser algo tão normal para nós quanto viver e respirar, dia após dia até a nossa morte".

    Fonte: Calcutá, Madre Teresa de. Madre Teresa: Amor maior não há (pp. 33-34). Universo dos Livros. Edição do Kindle.

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    3 min
  • FC!#211 - O Batismo com a fórmula "Nós te batizamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" é válido?

    Leitura da Nota Doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a modificação da fórmula sacramental do Batismo.

    "O Concílio Vaticano II afirma que: «Quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza»[4]. A afirmação da Constituição litúrgica Sacrosanctum Concilium, inspirada em um texto de Santo Agostinho[5], quer reconduzir a celebração sacramental à presença de Cristo, não só no sentido de que ele lhe transfere a sua virtus para dar-lhe eficácia, mas sobretudo para indicar que o Senhor é o protagonista do evento que se celebra.

    A Igreja, com efeito, quando celebra um Sacramento, age como Corpo que opera inseparavelmente da sua Cabeça, enquanto é o Cristo-Cabeça que age no Corpo eclesial por ele gerado no mistério da Páscoa[6]. A doutrina da instituição divina dos Sacramentos, solenemente afirmada pelo Concílio de Trento[7], vê assim o seu natural desenvolvimento e a sua autêntica interpretação na citada afirmação da Sacrosanctum Concilium. Os dois Concílios se encontram, portanto, em sintonia complementar, ao declararem a absoluta indisponibilidade do setenário sacramental à ação da Igreja. Os Sacramentos, de fato, enquanto instituídos por Jesus Cristo, são confiados à Igreja para que sejam por ela conservados. Aparece aqui evidente que a Igreja, ainda que seja constituída pelo Espírito Santo como intérprete da Palavra de Deus e possa, em certa medida, determinar os ritos que exprimem a graça sacramental oferecida por Cristo, não dispõe dos fundamentos mesmos do seu existir: a Palavra de Deus e os gestos salvíficos de Cristo.

    Portanto, no caso específico do Sacramento do Batismo, o ministro não só não tem autoridade de dispor à vontade da fórmula sacramental, pelos motivos de natureza cristológica e eclesiológica acima expostos, mas não pode sequer declarar que age em nome dos pais, dos padrinhos, dos familiares ou dos amigos, e nem mesmo em nome da assembleia reunida para a celebração, porque o ministro age enquanto sinal-presença da ação de Cristo, que se realiza no gesto ritual da Igreja. Quando o ministro diz «Eu te batizo…», não fala como um funcionário que cumpre um papel a ele confiado, mas opera ministerialmente como sinal-presença de Cristo, que age no seu Corpo, doando a sua graça e tornando aquela concreta assembleia litúrgica manifestação «da genuína natureza da verdadeira Igreja»[11], enquanto «as ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que é sacramento de unidade, isto é, povo santo, reunido e ordenado sob a direção dos bispos»[12]".

    Fonte: https://press.vatican.va/content/salastampa/it/bollettino/pubblico/2020/08/06/0406/00923.html#rispostepo

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    10 min
  • FC!#210 - Como se deve evitar a curiosa inquirição da vida alheia - Imitação de Cristo

    Leitura do Capítulo 24 do Livro III da obra "Imitação de Cristo", de Tomás de Kempis. "Como se deve evitar a curiosa inquirição da vida alheia"

    "1. Jesus: Filho, não sejais curioso, nem te preocupes com cuidados inúteis. Que tens tu com isto ou aquilo? Segue-me. Pois que te importa saber se fulano é assim ou assim ou se sicrano procede e fala deste ou daquele modo? Tu não és responsável pelos outros, mas de ti mesmo deves dar conta; por que, pois, te intrometes naquilo? Eu conheço a todos e vejo tudo que se faz debaixo do sol; sei como cada um procede, o que pensa e quer, e a que fim tende sua intenção. Deixa, pois, tudo ao meu cuidado, conserva-te em santa paz e deixa o inquieto agitar-se quanto quiser. Sobre ele recairá tudo o que fizer ou disser, porque não me pode enganar.

    2. Não te preocupes da sombra dum grande nome, nem da familiaridade de muitos, nem de amizade particular dos homens. Pois tudo isso gera distrações e grande perplexidade ao coração. Eu não duvidaria falar-te e descobrir-te os meus segredos, se atento esperasses minha chegada e me abrisses a porta de teu coração. Sê cauteloso, vigia na oração, e humilha-te em todas as coisas."

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    2 min
  • FC!#209 - Dia Mundial da Paz 2023 - "Ninguém pode salvar-se sozinho"

    Leitura da 56ª Mensagem do Dia Mundial da Paz pelo Papa Francisco, 1º de Janeiro de 2023. "NINGUÉM PODE SALVAR-SE SOZINHO. JUNTOS, RECOMECEMOS A PARTIR DE COVID-19 PARA TRAÇAR SENDAS DE PAZ".

    "3. Passados três anos, é hora de pararmos um pouco para nos interrogar, aprender, crescer e deixar transformar, como indivíduos e como comunidade; um tempo privilegiado para nos prepararmos para o «Dia do Senhor». Já tive oportunidade de repetir várias vezes que, dos momentos de crise, nunca saímos iguais: sai-se melhor ou pior. Hoje somos chamados a questionar-nos: O que é que aprendemos com esta situação de pandemia? Quais são os novos caminhos que deveremos empreender para romper com as correntes dos nossos velhos hábitos, estar melhor preparados, ousar a novidade? Que sinais de vida e esperança podemos individuar para avançar e procurar tornar melhor o nosso mundo?

    (...)

    Para fazer isto e viver melhor depois da emergência Covid-19, não se pode ignorar um dado fundamental: as variadas crises morais, sociais, políticas e económicas que estamos a viver encontram-se todas interligadas, e os problemas que consideramos como singulares, na realidade um é causa ou consequência do outro. E assim somos chamados a enfrentar, com responsabilidade e compaixão, os desafios do nosso mundo. Devemos repassar o tema da garantia da saúde pública para todos; promover ações de paz para acabar com os conflitos e as guerras que continuam a gerar vítimas e pobreza; cuidar de forma concertada da nossa casa comum e implementar medidas claras e eficazes para fazer face às alterações climáticas; combater o vírus das desigualdades e garantir o alimento e um trabalho digno para todos, apoiando quantos não têm sequer um salário mínimo e passam por grandes dificuldades. Fere-nos o escândalo dos povos famintos. Precisamos de desenvolver, com políticas adequadas, o acolhimento e a integração, especialmente em favor dos migrantes e daqueles que vivem como descartados nas nossas sociedades. Somente despendendo-nos nestas situações, com um desejo altruísta inspirado no amor infinito e misericordioso de Deus, é que poderemos construir um mundo novo e contribuir para edificar o Reino de Deus, que é reino de amor, justiça e paz."

    Fonte: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/peace/documents/20221208-messaggio-56giornatamondiale-pace2023.html

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    14 min
  • FC!#208 - Mensagem da Virgem Maria na Noite de Natal de 1997 ao Pe. Stefano Gobbi
    Leitura da mensagem da Virgem Maria, Nossa Senhora, aos seus filhos prediletos, por locução interior ao Pe. Stefano Gobbi, no dia 24 de dezembro de 1997.
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    6 min
  • FC!#207 - O Pecado - CIC §1846-§1876

    Leitura do Catecismo da Igreja Católica, Terceira Parte - A Vida em Cristo, Primeira Seção - A Vocação do Homem: A Vida no Espírito, Capítulo Primeiro - A Dignidade da Pessoa Humana, Artigo 8: O pecado - §1846 a §1876.

    Resumo:

    1870. «Deus encerrou todos na desobediência, para usar de misericórdia para com todos» (Rm 11, 32).

    1871. O pecado é «uma palavra, um acto ou um desejo contrários à lei eterna» (110). É uma ofensa a Deus. Levanta-se contra Deus por uma desobediência contrária à obediência de Cristo.

    1872. O pecado é um acto contrário à razão. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana.

    1873. A raiz de todos os pecados está no coração do homem. As suas espécies e gravidade aferem-se, principalmente, pelo seu objecto.

    1874. Optar deliberadamente – isto é, sabendo e querendo – por algo gravemente contrário à lei divina e ao fim último do homem, é cometer um pecado mortal. Este destrói em nós a caridade, sem a qual a bem-aventurança eterna é impossível; se não houver arrependimento, tem como consequência a morte eterna.

    1875. O pecado venial constitui uma desordem moral, reparável pela caridade que deixa subsistir em nós.

    1876. A repetição dos pecados, mesmo veniais, gera os vícios, entre os quais se distinguem os pecados capitais.

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