Como ter um coração pleno de amor #28
Neste episódio refletimos sobre as crenças de merecimento e de capacidade sobre o amor verdadeiro. Falamos sobre como desenvolver a habilidade de se conectar com outra pessoa de forma verdadeira e profunda. Discutimos sobre o medo de não ser aceito ou correspondido e a importância da vulnerabilidade, como forma de ter um coração pleno de amor.
“ninguém pode dar o que não tenha ou sinta em abundância” (Bob Hoffman)
Você tem sido gentil e amável consigo mesmo?
Pratique primeiro o auto-amor, para depois ser capaz de doar amor.
Se fingimos dar amor para receber, nunca saberemos o que é o amor verdadeiro.
O amor verdadeiro só acontece quando nos aceitamos, nos perdoamos e nos amamos profundamente. Quando aceitamos ser imperfeitos e falíveis. Quando nos permitimos ser vulneráveis.
Ai sim, podemos dar sem esperar nada em troca. Podemos amar incondicionalmente.
Dizer “eu te amo” primeiro, sem nenhuma garantia de resposta ou reciprocidade.
Aprender a conviver com o medo de não ser aceito, correspondido ou amado com a mesma intensidade.
Isso significa ser vulnerável, que segundo Brené Brown, é a nossa medida mais precisa de coragem. “coragem de enfrentar tudo e estar vulnerável para melhorar e não desistir.”
As dores, os traumas e as decepções do passado podem gerar em mim um vício compulsivo por esse amor que eu não recebi ou que eu não me considero merecedor. O vício do amor negativo de Bob Hoffman.
Você se considera uma pessoa que merece ser, verdadeiramente, amada?
Eu preciso desenvolver esse senso de merecimento para ter um coração pleno.
Eu preciso fortalecer a crença sobre mim mesmo, como sendo uma pessoa merecedora de amor e de pertencimento. Capaz de se relacionar e de estabelecer conexões profundas e duradouras.
Não é possível controlar e prever tudo o que vai acontecer em minha vida.
Por isso, foque naquilo que está sob o seu controle e deixe que a natureza, o universo, ou deus, como você queira falar, faça a sua parte.
Planeje ser pego de surpresa!
Amar é se abrir para outra pessoa de modo que ela possa te destruir completamente, acreditando que isso jamais acontecerá.
Na busca de anestesiar as dores do passado que eu não quero sentir ou reviver, eu recorro a anestésicos emocionais e psíquicos.
Eu busco nas drogas, nas bebidas, no consumo inconsciente, na comida em excesso, nos remédios, no sexo ou nos jogos, essa anestesia para me poupar de sentir essas dores.
Acontece, que não existe um efeito específico dessas anestesias e eu acabo me tornando uma pessoa também insensível à alegria de viver, à gratidão, à felicidade autêntica, à compaixão, ao afeto e ao amor verdadeiro. Eu me anestesio também em relação aos sentimentos e emoções positivos, que me permitem ter uma vida plena e saudável.
Esses vícios e compulsões me causam uma espécie de cegueira, que me torna uma pessoa incapaz de escolher o caminho a seguir para ter uma vida de verdade.
Eu vou construindo personagens e mundos ilusórios que me protegem da dor e do sofrimento, mas que também me impedem de ser quem eu realmente sou.
Eu só posso me conectar profundamente com outra pessoa, após me conectar com a minha essência, com o eu verdadeiro.
“quando for tocar a alma de uma pessoa, o único caminho é usar sua própria alma” (Carl Gustav Jung)
Sem essa conexão, que começa no auto-amor e no autocuidado, eu não vou desenvolver a habilidade de estabelecer conexões e cada vez mais eu vou alimentar a vergonha e o medo de não ser amado e aceito. De ter um coração frio e vazio.
E isso forma um círculo vicioso, onde eu vou reforçando as crenças de não merecimento e de incapacidade de amar.
Confira as dicas e compartilhe!
Gratidão pela sua audiência e até o próximo episódio!