Há histórias que, mesmo quando são contadas de forma diferente, continuam a levantar as mesmas perguntas essenciais. Neste episódio, partimos de O Corcunda de Notre-Dame, na versão da Disney, inspirada no romance Notre-Dame de Paris, publicado por Victor Hugo em 1831.
Falámos da história, das suas personagens e dos conflitos que atravessam o filme: Quasimodo e o seu isolamento, Esmeralda e a sua empatia, Frollo e a sua moralidade implacável mas questionável.
A partir daí, reflectimos sobre empatia e inteligência emocional, sobre a rapidez com que julgamos quem é diferente de nós e sobre a dificuldade de perceber aquilo que o outro sente quando a sua experiência está distante da nossa.
Falámos também da diferença entre compreender e concordar, entre ter pena e ter empatia, e da forma como o preconceito pode crescer quando deixamos de olhar para uma pessoa e passamos a vê-la apenas através de um rótulo.
Porque é fácil reparar naquilo que nos separa. Mais difícil é aprender a ver o outro para além da diferença.
Terminámos com um excerto de Os Miseráveis, de Victor Hugo.