Fato Impacto Podcast

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Fato Impacto Podcast episodes

  • Da Larva ao Lucro: O Caminho para Construir um Negócio Escalável e de Valor

    Há alguns meses, entrei na bolha do ecossistema digital

    A diferença entre mim e a pessoa comum que paga várias dezenas de milhares de reais para entrar nestes Masterminds é que, normalmente, eles entram procurando por soluções.

    Não sei se você irá se lembrar, talvez só quem lê meus textos há mais de 23 semanas, mas no início da minha jornada empreendedora eu estava com dificuldade de encontrar problemas reais a resolver.

    E não só problemas reais, mas eu diria que também buscava por problemas que tinham alto valor na sua resolução. O que eu quero dizer com isso? Imagine um chaveiro. Ele cobra de 10 a 200 reais pela resolução do seu problema: Abrir portas trancadas. Qual a diferença? O horário que você precisa daquela solução: Segunda-feira durante o dia com horário agendado: 10 ou 20 reais. Domingo à noite sem horário agendado? 200 reais.

    O problema que eu buscava era o que estaria em todos os momentos cobrando um alto valor, seria como se um chaveiro trabalhasse sempre cobrando 200 reais. E se 200 reais é caro, então o chaveiro teria que continuar procurando um problema. Foi assim que comecei.

    🟧 Edição 23 da Newsletter Fato Impacto!

    Se você já percebeu que o mercado digital nem sempre é feito de borboletas, mas de larvas famintas por crescimento, então está pronto para entender o verdadeiro caminho da transformação.

    Na Fato Impacto, não oferecemos apenas mais uma teoria; entregamos estratégias práticas para te ajudar a escalar clientes que já estão no seu ecossistema. Além disso te orientamos sobre como se posicionar para o futuro do mercado de trabalho, quando todas as empresas irão saber como atrair larvas, gerar transformação em borboletas e criar uma jornada para cada uma delas.

    Se inscreva com seu e-mail e semanalmente estarei compartilhando com você textos que te ajudarão:

    * Identificar Oportunidades Reais;

    * Desenvolver Habilidades de Pesquisa;

    * Criar Estratégias de Longo Prazo;

    * Gerar Valor Constante;

    * Desbloquear Insights Específicos.

    A fábula das borboletas

    No mercado digital, existe uma metáfora amplamente conhecida:

    “Construa um jardim bonito e as borboletas virão”.

    Mas, por trás dessa imagem poética, existe uma verdade mais profunda e um tanto quanto subestimada. Afinal, antes das borboletas, existem as larvas. Elas chegam ao jardim famintas por conhecimento, ávidas por transformação e buscando um caminho para se tornarem a versão mais completa de si mesmas.

    A verdadeira arte do empreendedorismo digital não é apenas atrair borboletas prontas, mas sim nutrir essas larvas em seu caminho até o casulo, acompanhando cada estágio do desenvolvimento até que, um dia, elas voem por conta própria. E digo mais:

    O seu negócio não vai conseguir vender para nenhuma borboleta, porque ela já está pronta. Quem vai comprar de você são as larvas, que veem a proposta de valor do seu produto ou empresa como forma de se tornar uma borboleta.

    Se você já é especialista em engenharia, iria seguir um perfil que ensina engenharia? Fique com a resposta, eu acredito que com novos diplomas, temos novas ambições, então o engenheiro pode até seguir o perfil de engenharia, mas será de uma subespecialidade que ele ainda não tem. E, nesse caso, ele não é borboleta, é larva. Segue o desenho abaixo:

    O jardim bonito

    No mercado digital, a maioria das empresas se preocupa em construir jardins bonitos para atrair as borboletas já prontas. Mas a verdade é que, para cada borboleta, existem dezenas de larvas começando sua jornada de transformação. A verdadeira oportunidade não está em atrair aqueles que já alcançaram o sucesso, mas sim em identificar as larvas que possuem potencial para se tornarem borboletas de alto valor.

    Veja sua empresa, independentemente de qual seja o segmento, como um “casulo". Sua empresa é um casulo para colocar uma larva para dentro, entregar sua proposta de valor e jogar para o mundo uma borboleta. Seu negócio deve atrair as larvas para que, depois, elas se tornem borboletas.

    O problema do jardim formador de borboletas

    Com o tempo, seu negócio terá pessoas que precisam passar pelo casulo (sua proposta de valor primária) e, só depois, tornarem-se junto a você e ao seu negócio, uma borboleta 🦋.

    Qual o problema disso? O problema é que em meio ao seu jardim que leva larvas a borboletas, terão muitas borboletas rondando por lá. E eu preciso te dizer que existem muitos negócios para os quais a sua borboleta é larva. E eles estão as vendo esperando para pegá-las.

    Deixando mais claro, depois que você leva um cliente de A a B, ele, que chegou em B não possui mais nada para tirar do seu negócio. Está lá apenas porque gosta de você. A jornada chegou ao fim e outros negócios, ao ver seu cliente (que às vezes tem uma plaquinha exposta mostrando que chegou ao fim do seu método), estão apenas esperando pegá-los e seguir em diante no jardim deles.

    Talvez não seja do seu interesse criar novos casulos para que seu cliente tenha novas jornadas. E tudo bem, mas deixe seus concorrentes pegarem suas borboletas de forma intencional, pois no resto deste texto vou destrinchar o que você deveria fazer.

    Seu cliente quer seu uma borboleta em tudo

    Vamos supor que você consiga trazer um cliente para o seu negócio, você vai ter um desafio inicial, durante a fase de onboarding, que é buscar motivar essa larvinha que tem potencial de dentro da sua proposta de valor, porque ela pode se tornar uma borboleta. O que falta para isso acontecer? Ela passar pelo seu método, pela sua ferramenta, pela sua solução, o que aqui eu chamo de casulo.

    Seu cliente está a um casulo de ser uma borboleta. E por que eu o chamo de larva? Porque ele reconhece que é uma larva, reconhece que precisa do seu casulo e quer passar por ele até ser uma borboleta.

    Eu acredito que haja um problema que você deva entender após falar com muitas larvas ao mesmo tempo e começar a ter muitas borboletas saindo do seu casulo e permanecendo no seu jardim.

    Você deve considerar ter outro par de olhos direcionado para novas oportunidades para engajar suas borboletas, enquanto você continua olhando para as larvas passarem pelo casulo.

    Tenha certeza de uma coisa: a borboleta que acabou de ser formada pelo seu método e está feliz rondando o jardim dos seus produtos digitais, está a um vento forte de estar voando no jardim do seu concorrente e, talvez lá, ela seja vista como um larva.

    Falando a mesma coisa em outras palavras, o cliente que já está maduro dentro do seu CRM, que já obteve valor, espera que você/seu negócio entre em contato direto com ele e diga “Eu sei que você é uma borboleta aqui, mas eu posso te ajudar a ser uma borboleta em ABC também".

    Você não sabe o que sua borboleta quer

    Você pode ter ficado em dúvida do porquê eu acredito que você não deva tentar entender melhor sua borboleta.

    E eu acredito nisso porque você sofreu muito para conseguir achar a sua larva ideal, e é ótimo saber que você já conseguiu encontrar um casulo em que, com frequência, várias larvas diferentes veem e querem se transformar em uma borboleta junto com você.

    Foque em repetir, apenas fazer tudo novamente a fim de que tenham mais borboletas.

    Contrate uma pessoa para dar atenção a sua borboleta! Ela também não sabe a qual flor quer se aproximar e existe um mar de novas flores. Todavia o seu negócio precisa de alguém olhando para seus clientes +120 dias na sua base e pensando “Qual será que é a flor que devo ter aqui?”

    Esse não é seu jogo! Você não vai conseguir dar conta das duas coisas, mas o seu negócio precisa expandir e a melhor forma é com base nas necessidades das borboletas que já estão no seu jardim.

    O que isso significa? Significa que, quando uma larva se torna borboleta, ela não quer mais apenas ser vista como a "grande conquista" do seu método. Ela deseja novos desafios, novos casulos para passar e novas oportunidades de transformação. Se o seu negócio não está preparado para oferecer o próximo estágio, você perde a chance de manter essa borboleta no seu jardim.

    A arte de engajar borboletas

    O desafio é claro: você precisa criar casulos dentro do seu jardim, que atendam tanto larvas quanto borboletas. Isso requer uma abordagem mais sofisticada de retenção, em que a proposta de valor evolui junto com o cliente.

    As borboletas não são apenas ex-clientes; são um ativo valioso para o seu negócio, pois já confiam em você e estão dispostas a investir em uma nova jornada, todavia, você precisa assumir que seu negócio precisa se desenvolver para os próximos níveis que o cliente irá apresentar.

    Como levar seu cliente ao próximo nível

    Atrair e nutrir as larvas é uma habilidade essencial, mas o verdadeiro diferencial está em saber o que fazer quando essas larvas se tornam borboletas. É aqui que entram as suas competências de entender o cliente, oferecendo mais do que simplesmente novas soluções.

    Eu sei que você pode ter lido até aqui e pensado: “Enzo, quanta balela, não quero saber nada de larva, casulo e borboleta.” Mas essa visualização é crucial para os próximos parágrafos. Então, mantenha a calma e se acomode, pois daqui para frente será mais intenso.

    Assim como o homem que buscava saber tudo para entender o essencial, você precisa decidir entre respostas temporárias ou soluções definitivas. Ele investiu anos para encontrar a clareza que transformava vidas e cobrava caro pelo valor entregue. No seu negócio, o foco deve ser entender profundamente as reais necessidades dos clientes e oferecer soluções que os levem ao próximo nível. Afinal, o preço da certeza é sempre proporcional ao impacto gerado.

    O que você faz é construir caminhos de evolução, estruturados em um profundo entendimento das necessidades de cada cliente, sua jornada e seu potencial.

    Você se destaca por identificar e alinhar oportunidades específicas que permitem maximizar o valor gerado em cada interação. Isso envolve:

    Profunda Compreensão de Mercado: O que te diferencia é a habilidade de olhar para o comportamento do cliente dentro do seu ecossistema e entender, de forma clara, onde estão as reais oportunidades de crescimento. Através de uma análise precisa de dados e tendências, você consegue prever as necessidades futuras dos seus clientes, posicionando-se com soluções que antecipam as demandas do mercado.

    Por exemplo, estudar o mercado e entender o que outras borboletas em outros jardins estão fazendo para maximizarem seus resultados, por quais casulos elas estão passando e com a ajuda de quais empresas. Com base nisso você replica para dentro do seu negócio.

    Pesquisa Orientada por Dados: Você é capaz de realizar pesquisas aprofundadas para entender os problemas complexos que seus clientes enfrentam, proporcionando respostas que vão além do óbvio.

    Seu foco não é apenas responder ao que está acontecendo agora, mas criar estratégias baseadas em previsões, garantindo que suas soluções permaneçam relevantes a longo prazo. Essa capacidade te permite atuar com precisão, oferecendo exatamente o que o cliente precisa, no momento certo.

    Por exemplo, com base na jornada dos 119 primeiros dias do cliente com seu negócio, você enriquece os dados dele dentro de seu CRM e, com isso, terá capacidade plena de entender quais necessidades ele teria após o término desses dias.

    Construção de Soluções Customizadas: Sua habilidade em desenhar soluções personalizadas é o que mantém seus clientes engajados. Você entende que cada cliente tem uma trajetória única e precisa de abordagens sob medida para continuar evoluindo.

    Seja criando novos produtos, ajustando metodologias ou simplificando processos, você entrega resultados que ressoam profundamente com as necessidades individuais de cada cliente, gerando valor constante.

    Por exemplo, adaptar produtos, funcionalidades ou conteúdo digital para que esse cliente possa prosseguir junto com você, o ideal é mostrar um leque de opções em que ele ainda precisa se desenvolver e ajudá-lo a fazer isso.

    Acompanhamento Estratégico: Seu papel não é apenas transformar larvas em borboletas, mas estar ao lado delas em cada fase, ajudando a navegar nos próximos desafios. Esse acompanhamento contínuo garante que, mesmo depois da primeira transformação, seus clientes continuem crescendo com a sua orientação, confiando em você para alcançar novos horizontes.

    Você já deve ter visto um cliente com muito potencial. Sabe aqueles clientes que você tem certeza que vão muito além do que o que seu produto ensina? Esse é o caso que faz sentido você ajudá-lo a se desenvolver com um acompanhamento estratégico.

    Foco em Construção de Valor e Equity: O que torna seu trabalho único é a habilidade de simplificar processos complexos e direcionar seus clientes para oportunidades de alto impacto que geram equity real. Você não entrega apenas mais uma solução; você cria negócios que faturam, constroem um valor tangível e escalável.

    Seu foco é identificar, precisamente, onde está o verdadeiro potencial de crescimento e trabalhá-lo de forma estratégica, permitindo que o retorno seja claramente mensurável.

    Esse é o caminho que eu mais acredito, você conseguir ver suas borboletas como um meio de identificar necessidades e problemas em comum, de forma que consiga criar um produto escalável que já tenha sua validação de Minimum Viable Product desenvolvida dentro da sua lista de clientes, internamente.

    E dentro disso, você simplifique cada vez mais a proposta de valor, até que possa lançar isso só quando tiver, pelo menos, 100 a 200 clientes felizes com seu produto. Após isso, você escala seu novo produto.

    Criar produtos a partir das borboletas: O verdadeiro caminho para escalabilidade e equity

    Você já transformou várias larvas em borboletas, guiando-as por todo o seu casulo de valor. Mas aqui está o segredo para realmente escalar o seu negócio: ouvir essas borboletas.

    Elas não são apenas clientes satisfeitos. São a base para novas ideias, produtos e soluções que podem transformar seu negócio em um ativo altamente valioso e atrativo para investidores.

    Como isso funciona na prática? A chave é construir novos produtos e ofertas a partir do feedback e das necessidades específicas dessas borboletas:

    * Validação Interna com MVPs: A partir do momento em que você atinge uma base sólida de borboletas, é possível começar a identificar padrões claros nas demandas não atendidas. Utilize essa base para validar o Minimum Viable Product (MVP) de uma nova oferta. Isso reduz os riscos, uma vez que você já está trabalhando com clientes que confiam em você e estão dispostos a testar novos casulos de transformação.

    * Criação de Produtos com Potencial de Escala: Assim que o MVP é validado internamente, você tem um produto não apenas testado, mas já alinhado às necessidades de clientes reais. Isso facilita a escalabilidade, pois você já sabe que há demanda e que o produto gera valor. A próxima fase é aumentar o alcance, buscando novos canais de distribuição, novos mercados, ou até mesmo investir em marketing mais agressivo para atrair mais larvas que eventualmente se tornarão borboletas.

    * Potencial para Captação de Investimentos: Um produto que foi testado e validado com uma base ativa de clientes torna-se altamente atraente para investidores. Eles sabem que o risco foi minimizado e que o caminho para o crescimento já foi mapeado. Com isso, seu negócio passa a ter um equity tangível e mensurável, atraindo capital que pode ser usado para escalar ainda mais rapidamente e solidificar sua posição no mercado.

    * Criação de um Ecossistema de Valor: Ao entender que cada borboleta pode indicar um novo casulo a ser desenvolvido, você cria um ecossistema de produtos e serviços que se complementam e geram múltiplas fontes de receita. Isso não apenas aumenta o LTV (Lifetime Value) dos clientes, mas também gera um efeito de rede, em que cada nova solução aumenta a retenção e a recorrência de receita, fortalecendo a atratividade para investidores.

    * Transformar Clientes em Embaixadores: As borboletas felizes são também seus melhores embaixadores. Elas compartilham suas experiências, recomendam seus produtos e, mais importante, trazem novos insights para continuar a evolução do seu negócio. O ciclo é contínuo: mais borboletas atraem mais larvas e o processo de transformação se mantém em expansão.

    Transformando Larvas em Ativos de Valor

    Considere que você (seu jardim) deve focar na demanda alta, naquela larva que precisa entrar no casulo para ser transformada. E seu negócio deve focar nisso sempre, até que continue algumas pessoas morrendo no casulo, algumas borboletas rapidamente indo embora.

    Com o tempo haverá uma base de borboletas esquecida, esse é o potencial que você tem para crescer com negócios que geram equity, e dessa forma você poderá, um dia, vender sua empresa a alguém.

    A verdadeira estratégia no mercado digital não é apenas atrair larvas ou transformar clientes em borboletas, mas sim entender que cada etapa da jornada pode gerar um valor de longo prazo, seja através do crescimento próprio do negócio ou da construção de equity para investidores. Essa é a essência do jogo de longo prazo: aproveitar ao máximo as transformações geradas por cada casulo, utilizando-as como base para novos produtos, novas receitas e, eventualmente, novas captações de investimento.

    Para expandir de forma estratégica, é preciso reconhecer que suas borboletas são mais do que clientes satisfeitos; elas são fontes de feedback valioso e novas oportunidades de crescimento. Criar um ecossistema de valor em torno dessas demandas é o que garante que o seu negócio não apenas sobreviva, mas escale e se consolide como um ativo altamente atrativo.

    Então, como o homem que buscava entender tudo para oferecer respostas certeiras, você também precisa saber exatamente onde está o valor real. É isso que vai diferenciar seu negócio de um simples

    O ciclo da transformação e o jogo de longo prazo

    Chegamos ao final dessa reflexão intensa, e espero que a metáfora das larvas, casulos e borboletas tenha ajudado a visualizar como o crescimento verdadeiro e sustentável acontece no mercado do empreendedorismo digital. A essência do jogo de longo prazo não está apenas em atrair borboletas prontas, mas em identificar as larvas certas, guiá-las pelo casulo e garantir que alcancem seu potencial completo.

    Mas o verdadeiro segredo é o que você faz depois que elas viram borboletas. Não se trata apenas de celebrar o sucesso e parar por aí. O jogo de longo prazo exige que você continue evoluindo seu ecossistema, criando novos casulos e atendendo às necessidades emergentes dessas borboletas. Isso é o que constrói um negócio escalável, valioso e sustentável – seja como um ativo próprio ou como uma oportunidade para investidores.

    Ao focar em estratégias que alimentem esse ciclo contínuo de transformação, você não só aumenta o faturamento, mas também constrói um equity real, baseado em produtos validados, soluções de alto impacto e um ecossistema que cresce junto com seus clientes. Esse é o caminho para transformar seu negócio em um ativo de valor, capaz de prosperar em qualquer cenário de mercado.

    O mercado não é feito apenas de grandes conquistas e soluções rápidas; é construído em torno de relacionamentos duradouros e soluções contínuas. E você, como empreendedor, precisa estar sempre pronto para criar novas jornadas de transformação para os seus clientes e também para o próprio crescimento do seu negócio. Afinal, é isso que torna o jogo de longo prazo tão valioso – e é assim que você se posiciona como um verdadeiro líder de impacto.

    Vamos juntos nessa jornada, estou aqui todas as segundas, quartas e sextas feiras. Sempre às 09 horas da manhã. Esteja comigo nos próximos dias para criar valor dentre seus clientes +120 dias que, até então, você deixava lá para outras empresas pegarem.

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    20 min
  • A segunda dose de vida real

    Nos primeiros meses, o “choque de realidade” já foi evidente, mas o que experimentei entre a 5ª e a 13ª semanas foi como beber duas doses amargas seguidas. E não apenas amargas, mas também densas e intensas.

    A meta de criar uma empresa de 100 mil reais de lucro líquido recorrente já parecia ambiciosa desde o início, mas essa fase mostrou como a execução seria ainda mais desafiadora do que o previsto. Aqui, compartilho as dificuldades vividas nesse período, os erros cometidos e as lições absorvidas em meio ao caos e à incerteza.

    A dificuldade do generalista empreender

    Desde o início, ficou claro que a jornada de um generalista é desafiadora. Sempre afirmei que esses profissionais precisam formar times sólidos, já que a profundidade técnica em algumas áreas pode faltar, mesmo com a visão ampla. Mas construir uma equipe enquanto tudo ainda está "do zero" é um desafio diferente. Precisava que o time fosse capaz de ir de “zero a um” rapidamente, sem ter que lidar com a falta de clareza em múltiplas frentes ao mesmo tempo.

    A solução foi contratar profissionais que pudessem lidar com a parte operacional do projeto de forma ágil, mesmo sem serem os “melhores do mercado”. Optei por colaboradores PJ, trabalhando algumas horas por dia, com contratos de curto prazo, 3 meses. Eles me ajudaram a sair do zero, quando erros operacionais eram aceitáveis.

    Mas, ao mesmo tempo, precisei de mentores com experiência consolidada para garantir que a direção estivesse correta. Contratei mentorias de 12 meses, com consultorias diárias para ajustes de rota. Afinal, esses erros seriam mais custosos, então a margem de erro precisava ser mínima.

    🟧 21ª. edição da Fato Impacto Newsletter

    Deixa eu adivinhar… Você fica aqui lendo meus textos toda semana, porque quer criar algo novo e impactante?

    Se os desafios reais e as lições aprendidas falam com você, é porque estamos no caminho certo. A Fato Impacto é mais do que apenas uma série de conteúdos; é uma comunidade de empreendedores determinados a crescer de forma consistente, entendendo o valor de cada passo, seja ele um acerto ou um erro.

    Ao se inscrever na newsletter, você terá acesso a mais doses de aprendizados práticos, insights que não estão nos livros e experiências reais de quem está na linha de frente, construindo algo do zero. Venha acompanhar de perto a criação de uma empresa de 100 mil reais de lucro líquido mensal e entenda como os desafios podem ser os melhores professores.

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    Sacudindo o saco para que as frutas se ajeitem

    Se esperar sua vida se ajeitar para começar a empreender, você não vai começar nunca. Então meu primeiro passo foi no artigo um dizer: Vou criar um negócio de 100 mil reais de receita recorrente. Por que eu fiz isso? Porque se ninguém soubesse ninguém ia me cobrar. E eu quero que cobrem.

    Sua vida é como um campo de frutas, durante sua vida, você já criou muitas coisas, mas elas estão todas esquecidas. O seu desafio é pegar as melhores frutas e organizá-las no seu saco.

    Pensa comigo: durante a vida, você vai começar inúmeras iniciativas diferentes. Isso é como ir a um campo e jogar sementes para ver se geram frutos. Normalmente você desiste no meio do processo, antes de aquela semente virar um árvore e antes de as árvores darem frutos.

    Não espere belas frutas de árvores mal cuidadas

    Abandonar uma árvore (iniciativa que você já começou há muitos anos e voltar até ela para buscar frutos bons (iniciativas boas que podem te ajudar hoje) poder ser um desafio. Não espere voltar com 15 ou 20 coisas boas de cada uma das sementes que você jogou ao vento, pelo contrário, espere um fruto de cada tipo de semente.

    Autoridade não é composta por repetir 20 vezes a mesma coisa, e sim por repetir 20 vezes a mesma coisa em contextos totalmente diferentes.

    Além de educação, você é bom no quê?

    Um exemplo disso é quando eu fui para minha primeira entrevista, já com um projeto sendo exposto em Londres, uma participação em um Hackathon, em que criarmos um aplicativo para escolas. E com isso fui expor meus projetos para o que iria ser meu primeiro Tech Lead. A pergunta logo no início dele foi: “Além de educação, você é bom no quê? Porque aqui a gente não tem nada a ver com educação." Esse foi meu primeiro chefe, estava defendendo sua startup de software de fidelidade para máquinas de adquirência.

    A frase acabou com minha confiança em meio à entrevista, eu não era bom só com educação. Mas todos os projetos que eu facilmente tinha lembrança na minha mente eram. E por conta dessa minha limitação mental, eles me colocaram em uma situação difícil.

    Tenha clareza de todas as frutas boas que você já colheu

    Coloque todas suas frutas bonitas na mesa, olhe e pense: A união delas precisa me ajudar para meu único objetivo do momento. E com isso chegamos ao que eu quis dizer com minha fase atual da 5ª a 13ª semanas empreendendo. Eu estava tentando fazer todas as frutas se acomodarem afim de que fosse possível mostrar às pessoas que eu sei o que eu digo que sei. Qual o problema que eu enfrentei nisso? Eu não fui anteriormente catar minhas frutas, não tinha as mais bonitas na mesa. Muito menos elas acomodadas no saco para levar e mostrar a quem eu quero que seja meu cliente.

    Explicando a analogia da sua carreira e projetos com frutas

    🏡 Campo: Sua vida, onde em diversos momentos você tentou coisas diferentes

    🍃 Semente: Tentativas que você fez em diferentes frentes

    🌳 Árvores: O que deu certo, dentre suas tentativas

    🍆 Frutos feios: O que pelo tempo você perdeu, mudança de mercado ou concorrência

    🍓 Frutas bonitas: O que ainda faz sentido para os dias atuais e uma pessoa gostaria de saber

    🍽️ Colocar as frutas na mesa: Saber sua variedade técnica e de atuação

    🥙 Colocar as frutas no saco: Ter uma forma clara de apresentar seus projetos variados para as pessoas

    🍱 Deixar as frutas se acomodarem no saco: Ter clareza de uma jornada que mostre a importância de cada uma das frutas até ser quem você é hoje.

    O saco de frutas quase acomodado que possuo

    * Dos 13 aos 16 me desenvolvi como generalista estudando de forma autodidata

    * Dos 16 aos 20 trabalhei em uma iniciativa chamada “A Sala do Futuro” que constituiu em 4 projetos:

    * Sala de aula 2.0: Um modelo de sala de aula que consegue tendenciar a aprendizagem dos alunos de forma inconsciente, podendo, inclusive direcionar mais criatividade para aula de artes e mais abertura e pensamento crítico para debates de filosofia.

    * Spov One: Uma linha de móveis com 6 peças, focada em aumentar a produtividade dos alunos e desempenho enquanto estudam, fazendo com que eles estudem mais rápido e sejam mais focados.

    * O’Viddo: Um aplicativo que busca sincronizar feedbacks entre aluno e professor ao final de cada aula em troca de "registro de presença” para o aluno.

    * iHelp: Um headband que busca mensurar a capacidade de absorção cerebral do aluno enquanto ele estuda, a fim de o professor possuir métricas capazes de identificar a qualidade de sua aula em tempo real.

    * Dos 19 aos 20: Construí área de pesquisa contínua na Collact. Em menos de 18 meses conversamos com muitos clientes em mais de 15 diferentes frentes. Me tornando o especialista do cliente na startup e sendo reconhecido por Bob Dorf, até que foi feito o exit da Startup para a Stone&Co.

    * Dos 20 aos 21: Me integrei a suportar necessidades da Stone em duas frentes:

    * Relacionado à pesquisa contínua, ajudei o time a aumentar de 10 a 42% sua capacidade de converter clientes para pesquisa qualitativa dentre os chamados que eles possuíam.

    * Relacionado à minha habilidade técnica, atuei junto com o time mais Sênior da empresa, a fim de reorganizar o produto de crédito após o crash da pandemia, que fez as ações diminuírem de forma considerável, caindo de 87 dólares no auge, em janeiro de 2021, para 10 dólares, quando me juntei ao time 2 anos depois.

    * Conseguimos desenvolver a reestruturação do produto de crédito, a ponto de a companhia se sentir novamente segura a lançá-lo ao mercado. E quando as pesquisas acabaram, o desembolso foi rápido, saindo de 0 para 1 milhão, e depois 5, 10, 25 milhões em menos de 60 dias.

    * Em uma frente mais pessoal, fui Product Partner de uma startup chamada Vê Valor, onde criei desde a identidade visual, até branding, plataforma No-Code no Bubble, integrações via Zapier, Banco de Dados sincronizados diariamente no Airtable e integração de pagamento via Mercado Pago.

    * O sonho da Vê Valor era fazer com que um processo de arquitetura pudesse ser solicitado da mesma forma pedimos delivery. Afinal, muitas indústrias como venda de imóveis precisam de pedidos express para fecharem a venda e todo processo é mais burocrático do que deveria.

    * Dos 21 a 22: Recebi uma proposta com aumento considerável para ir a Ford Motor Company.

    * Atuei ajudando projetos de engenharia que não tinham feedbacks e dados de clientes.

    * Ajudei a fazer enriquecimento de projetos de pesquisa com valor investido de mais de 38 milhões de dólares

    * Encontrei um mercado oportuno que envolve alguns bilhões de dólares dentre o mercado brasileiro e tornei isso óbvio a ponto de receber incentivo para que essa lacuna receba investimentos altos.

    * E também colaborei com pesquisas pré-projetos, daqueles que estavam empacados há anos e com minhas pesquisas começaram a avançar

    * Com 22: Comecei a me dedicar para além da minha carreira profissional

    * Comecei a escrever artigos no Substack e criar conteúdo no Instagram.

    * Fundei a Fato Impacto, uma comunidade de pessoas que querem ser relevantes no futuro. Criando projetos simples embasados em fatos, que geram grandes impactos

    * Fundei a mentoria Fórmula do Valor Ignorado que ajuda empresários que faturam mais de 100 mil reais por mês a identificarem que existe uma cauda longa de clientes esquecidos em sua lista e que comprariam um produto novo, mas que não o fazem por não serem ouvidos empaticamente.

    * Fundei a Futuro Audaz, uma agência de pesquisa avançada que entende que o futuro será escrito e não esperado. De forma que você diga tendências de interesse e reduzimos seus custos de P&D em 50% trazendo dados de tendência a pesquisa qualitativas, e não o contrário, que é muito mais custoso.

    Cliente: Seu foco de 1000 dias

    Se eu fosse dizer no que você deveria focar nos primeiros 1000 dias, diria para ser 100% nos clientes. Foque em conversar com eles. Entender o que precisam. E criar algo ligado às necessidades deles.

    Eu entrei em duas mentorias com o ticket médio bastante alto para ouvir as pessoas que faturam mais de 100k mensalmente reclamando. Eu não sei quão próximo você está do seu público, mas eu não tinha muitos amigos faturando 100k recorrentemente, então paguei para ficar mais perto de quem seria meu público-alvo.

    Depois de cerca de dois meses ouvindo esses clientes preocupados com o próximo evento de lançamento e marketing. Ou pessoas que já tinham muitos infoprodutos e não sabiam mais o que vender.

    Entendi qual seria o meu produto; O desafio, às vezes, é ter paciência de esperar as evidências antes de decidir exatamente o que vai vender. Afinal, as contas continuam aparecendo mensalmente para sustentar a operação do negócio, todavia, o produto não é para você. O produto é para seu público-alvo. Quem deve dizer o que quer são eles.

    Foque bastante em: Quais tarefas meu público-alvo realiza, quais delas são mais fáceis e mais difíceis?. Depois disso se pergunte: "Como posso facilitar a tarefa mais fácil?” Ou “Como posso tornar as tarefas difíceis mais fáceis?".

    Um pino por vez

    A regra dos pinos de boliche é: Mira no primeiro pino, e depois foca nos outros, resolve isso e depois vai para o próximo. Uma decisão terá que facilitar as outras duas, assim por diante.

    - Gustavo Caetano

    Felizmente tive o Gustavo como referência desde meus 13 anos, em muito dos meus projetos ele estava próximo. E ele sempre me ensinou que devemos focar em uma ação que facilita outras duas. Por exemplo, qual a primeira ação de um negócio que vai faturar 100k de forma recorrente?

    Na minha opinião? Conteúdo. Com esse conteúdo você pode começar a abordar 1:1 clientes-chave para produtos mais caros (acima de 35k) e produtos de entrada você leva a um evento online gratuito. Porém sem conteúdo, tudo isso sofre mais, afinal, o conteúdo vai reforçar sua autoridade e, dessa forma, a pessoa ter interesse em falar com você 1:1 é maior, assim como ir para um evento seu. No caso 1:1, você leva para um link privado e oferta dentre o próprio link, seja para seu produto SaaS ou para mentoria ou serviços. No caso do marketing em um evento online, você oferta seu produto acessível, no meu caso, a Fato Impacto. E só por último pensar em Produto SaaS, Time, Produtos Low Ticket e Automação e IA.

    “Enzo, mas por que você colocou pessoa por último e contratou primeiro?" Porque eu estou conciliando um emprego CLT junto com tudo isso, e porque eu sou bom em volta de produto SaaS, todas as outras coisas são novas para mim, eu poderia comprar aqueles produtinhos de marketing por 197 por mês (2k) por ano.

    Mas no meu caso, se não envolve muito dinheiro eu tenho pouca motivação, porque o meu emprego CLT me promove mais liberdade financeira, mas um emprego te dar mais isso do que meus projetos empreendedores? Fica estranho né!? Por isso que estou acelerando mais rápido que o normal.

    Meus 5 maiores desafios dentre esse período:

    1 - A Dura Realidade do Reposicionamento

    O primeiro grande teste veio quando percebi que precisava mudar o público-alvo da Fato Impacto para empresários com faturamento acima de 100 mil reais mensais. Isso significava me desconectar de um público que havia ajudado a construir a base inicial do projeto. Embora o reposicionamento fizesse sentido estratégico, lidar com o sentimento de estar abandonando antigos leitores foi como partir o coração.

    A dificuldade aqui não era apenas prática, mas emocional. Foi um processo de “desapego” ao passado para me conectar com uma nova realidade. Não foi apenas uma questão de ajustar mensagens, mas também de redefinir expectativas e, às vezes, questionar a própria identidade da marca.

    Além disso, adaptar o conteúdo para CNPJs foi uma verdadeira batalha. Diferente do público B2C, as vendas para empresas são longas, complexas e cheias de “idas e vindas”. Precisei ajustar o tom dos conteúdos, tornar a linguagem mais técnica e alinhada às dores desse novo perfil de cliente. A lição mais dolorosa? Aprender a ouvir “não” várias vezes antes de conquistar o primeiro “sim”.

    Cada “não” foi uma pancada que me fez questionar a direção, mas também trouxe insights valiosos sobre como afinar a proposta e ajustar a estratégia. É muito mais difícil provar meu valor para uma empresa que fatura mais de 100k todos os meses e provar a ela que deveria investir no meu método, mas até agora tenho poucos “não”. Minha métrica é de 100 nãos por semana no mínimo. Até que eu vença.

    2. Manter a Consistência em Meio ao Cansaço

    Manter a regularidade das publicações foi um desafio constante. À medida que os temas ficaram mais densos e exigentes, a demanda por pesquisa e revisão aumentou consideravelmente. De repente, o que antes parecia ser apenas um ajuste na rotina se tornou um grande esforço físico e mental. Se no começo a produção de conteúdo era uma tarefa diária, agora ela se tornou uma maratona semanal de planejamento, escrita, reescrita e ajustes. Eu sempre defino réguas altas de criação de conteúdo, de forma que ainda que eu esteja mal, vou me sair bem. Mas isso tem um custo, como você deve imaginar.

    Esse desgaste teve um custo alto: o cansaço acumulado começou a afetar a qualidade da produção. Houve dias em que não consegui sair do lugar, encarando a tela sem conseguir conectar as ideias. Dormir tarde virou rotina, e a falta de sono foi um peso crescente, eram tantas coisas na cabeça me deixando ansioso que eu ia dormir tarde (por volta de meia noite) e acordava cedo, no susto (por volta de 3-4 da manhã) sabendo que tinha coisas a fazer e eu não estava dando conta de tudo. No entanto, percebi que não podia abrir mão da consistência, pois o engajamento dos leitores dependia dela.

    A estratégia que adotei foi simplificar o processo de criação, focando em temas mais práticos e diretos, mesmo que isso significasse cortar detalhes mais profundos. A prioridade passou a ser não deixar o ritmo cair, ainda que isso exigisse simplificações na entrega, nem sempre você vai consumir um conteúdo 10/10. E o desafio é que eu sempre quero uma régua alta, mas talvez uma pessoa tenha mais chance de ver se for uma tirinha que apenas a faz rir e não a mim falando sobre coisas sérias o tempo inteiro.

    3. Vender para Empresas: Uma Nova Realidade

    Se vender para CPFs era um ciclo relativamente rápido, abordar empresas revelou-se um caminho repleto de desafios inesperados. A rotina de reuniões com tomadores de decisão me mostrou o lado mais “burocrático” do empreendedorismo. É mais fácil tomar um “Vou falar com meu sócio e volto a falar com você". E nunca sai do lugar.

    O momento mais frustrante foi perceber que, mesmo com boas conversas iniciais, muitos leads não avançavam para a fase de fechamento. A sensação de estar investindo tempo e esforço em vão era intensa. Ainda assim, decidi seguir em frente e encarar cada “não” como parte do aprendizado.

    4. Entre o Ideal e o Possível

    O conflito entre o idealismo e a execução foi mais uma das barreiras dessa fase. A vontade de oferecer um produto perfeito sempre foi forte, mas a realidade mostrou que seria impossível acertar tudo de uma vez. Percebi que estava perdendo muito tempo tentando criar soluções abrangentes, quando a simplicidade poderia ser o primeiro passo, como sempre falei aqui para vocês.

    O maior aprendizado foi entender que é melhor lançar algo que funciona de forma limitada, mas que gera impacto imediato, do que esperar por uma versão idealizada que nunca chega ao mercado. Ajustei a rota e passei a focar em pontos ignorados da jornada, de forma que qualquer um da empresa tivesse facilidade em entender. Com isso, consegui ganhar velocidade e alcançar resultados mais rápidos.

    E com certeza ver as pessoas do Marketing Digital, que agora estão próximas a mim gerando MUITO mais conteúdo do que eu faço e vendendo uma série de produtos que não existe, me ensinou muito sobre pesquisa. Não precisamos fazer nada, precisamos aprender conteúdo → marketing → venda → dinheiro. Quanto mais fácil for conseguir o dinheiro, maior sua chance de sucesso.

    5. A Luta Contra a Autossabotagem

    Nesse período, a síndrome do impostor se tornou uma presença constante. À medida que o projeto evoluía e as expectativas aumentavam, também surgiam as dúvidas internas. “Será que sou bom o suficiente para conseguir fazer isso acontecer?”, especialmente nos dias em que o progresso parecia estagnado.

    A autossabotagem se manifestava de forma sutil, como procrastinação em tarefas críticas ou excesso de revisão em conteúdos que já estavam prontos. Percebi que, além dos desafios externos, estava lidando com uma luta interna para manter a confiança e o foco.

    O apoio da comunidade ao redor da Fato Impacto foi essencial para superar essa fase. Afinal, a maior parte dos conteúdos que já são visíveis sobre meu conhecimento exposto ao mundo está aqui, e sempre surgem pessoas novas que amam o que eu falo e faço. Isso com certeza me ajuda a relembrar que existem pessoas que confiam no meu trabalho, o que acontece é que muitas delas ainda não me conheceram.

    Conclusão: Uma Dose de Aprendizado em Cada Desafio

    Essas semanas mostraram que a jornada para construir uma empresa de 100 mil reais de lucro líquido recorrente é tudo, menos linear. Os desafios se intensificaram e as doses de vida real vieram em dobro, mais densas e mais impactantes. Cada dificuldade trouxe um aprendizado único e a certeza de que não se trata apenas de alcançar metas, mas de aprender, ajustar e continuar, mesmo quando o caminho parece incerto.

    Se você está na mesma jornada de empreender, espero que este relato mostre que os desafios são inevitáveis, mas também necessários para o crescimento. Não é sobre perseguir o sucesso a todo custo, mas sobre aprender a lidar com as dificuldades e seguir em frente, mesmo quando as doses de vida real são mais fortes do que o esperado.

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    21 min
  • Sua profissão vai mudar. E sua vida também

    A ansiedade de escolher uma única profissão

    A expectativa de escolher uma única profissão para a vida toda é uma das fontes mais comuns de ansiedade, especialmente entre jovens no início de suas carreiras.

    Essa pressão vem de um modelo de sucesso já ultrapassado, que presume que a carreira é um caminho linear e imutável. Simon Sinek, autor de Start with Why, argumenta que a verdadeira realização vem de entender o motivo pelo qual fazemos o que fazemos, e não de seguir cegamente uma trajetória predeterminada.

    Na prática, isso significa que não devemos temer a mudança, mas sim abraçá-la como parte natural do crescimento profissional e pessoal. No entanto, a ideia de uma "única escolha certa" é tão enraizada em nossa cultura que muitos se sentem paralisados ao tentar encontrar a "carreira dos sonhos".

    Esse texto é uma co-criação com Henrique Feil. Nos conhecemos na comunidade Micro-Saas e AI Builders. Contando um pouquinho sobre Henrique:

    Ele é empreendedor e especialista em desenvolvimento de tradesystems para fundos de investimento. Apaixonado por automação e IA, combina criatividade e análise para resolver desafios complexos, sempre em busca de inovação e eficiência. E junto com ele, eu (Enzo) estarei escrevendo no recuo ao laranja para você conseguir diferenciar quem escreveu cada uma das sessões.

    🟧 21ª. Edição da Fato Impacto Newsletter!

    Quer se preparar para um futuro em que mudar de profissão é a norma e não a exceção?

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    Como a tecnologia está remodelando o mercado de trabalho

    Vivemos em uma era de transformações profundas no mercado de trabalho. A tecnologia, a globalização e as mudanças econômicas têm alterado o panorama das profissões em um ritmo que poucos de nós poderíamos prever.

    Enquanto crescia, me deparei com a expectativa comum de escolher uma profissão, a “carreira dos sonhos”. A sociedade nos ensina a responder àquela famosa pergunta: "O que você quer ser quando crescer?" com uma certeza quase absoluta, como se estivéssemos predestinados a seguir uma única trajetória.

    Porém, a realidade não é bem assim. Ao longo da minha vida, e conversando com jovens como o Enzo Dulius, noto que muitos chegam à mesma conclusão: a escolha profissional não é um caminho linear. Ela não precisa ser. Ao contrário: as carreiras, assim como a vida, se moldam a partir das oportunidades, experiências e mudanças de foco que ocorrem ao longo do tempo. E com tantas mudanças acontecendo no mercado de trabalho, surge uma questão que desafia os antigos paradigmas de sucesso.

    A velocidade com que a tecnologia avança está mudando não apenas o mercado de trabalho, mas também a própria definição de sucesso profissional. O relatório "The Future of Jobs 2023", do Fórum Econômico Mundial, estima que cerca de 44% das habilidades dos trabalhadores precisam ser atualizadas até 2027, enquanto 60% deles deverão passar por treinamento durante esse período.

    Isso é impulsionado pelo avanço da automação, a digitalização e a crescente adoção da inteligência artificial no mercado de trabalho, o que desafia o modelo tradicional de uma carreira fixa e linear. O relatório também destaca que o mercado valorizará habilidades mais transversais (generalistas), como pensamento analítico, criatividade e aprendizado ativo, essenciais para se adaptar às mudanças contínuas

    Essa realidade desafia a noção tradicional de uma profissão imutável. A capacidade de se adaptar rapidamente às novas tendências se tornou uma das maiores vantagens competitivas. O conceito de career agility está cada vez mais relevante, pois profissionais que se dispõem a aprender novas habilidades conseguem se reinventar, agregando valor de forma mais ampla. Em vez de resistir às mudanças, é essencial adotar uma mentalidade de aprendizado contínuo.

    O mito do especialista: Ser generalista é um problema?

    Durante muito tempo, fomos criados com a ideia de que a especialização era o caminho mais garantido para o sucesso. Afinal, ser um especialista em algo bem definido parecia a única forma de se destacar no mercado. No entanto, como Enzo mencionou em nossa conversa, essa especialização pode se transformar em uma armadilha. O especialista muitas vezes se limita a resolver apenas um tipo de problema, o que o torna vulnerável em um mercado em constante mudança.

    Por outro lado, o generalista — aquele que navega por múltiplas áreas — é muitas vezes visto com desconfiança. A crítica comum é que ele não faz nada extremamente bem, mas está sempre adaptável. Eu compartilho dessa visão. Na minha própria carreira, passei por várias transições: comecei com administração, migrei para finanças, trabalhei com TI e, atualmente, atuo na automação de processos com uso de inteligência artificial. Cada uma dessas experiências contribuiu para o meu desenvolvimento, e quanto mais aprendi, mais percebi o valor de ser generalista.

    Essa flexibilidade é fundamental em tempos de incerteza, como destacou Peter Drucker, o pai da administração moderna:

    “O maior perigo em tempos de turbulência não é a turbulência em si, mas agir com a lógica do passado.”

    - Peter Drucker

    Aplicar essa lógica de adaptação ao mundo moderno é crucial. Quem não está disposto a se reinventar e a aprender constantemente acaba sendo ultrapassado pelas mudanças.

    Essa ideia também se alinha à teoria popularizada por David Epstein em seu livro Range: Por que generalistas vencem em um mundo de especialistas?.

    Epstein argumenta que, em um mundo cada vez mais imprevisível e complexo, os generalistas são melhores equipados para integrar conhecimentos de diferentes áreas e se adaptar rapidamente às novas demandas.

    No entanto, grande parte dessa visão sobre a especialização versus generalização vem de como fomos moldados pela educação tradicional. E isso nos leva a refletir sobre o papel da formação acadêmica em um mundo que já não segue mais as mesmas regras.

    Como minha jornada reflete esses conceitos

    Desde jovem, enfrentei a expectativa de seguir uma carreira única, especialmente dentro da indústria em que minha família estava inserida. Por uma inquietação mental própria, eu mesmo comecei a buscar formas generalistas de me desenvolver. Comecei a traçar linhas horizontais com diversos assuntos em amarelo, abaixo eu colocava um post-it rosa que representava cada “um livro físico lido", em laranja “um livro digital lido". Acima em verde “um curso ou TED visto". E assim ia medindo minhas "habilidades genéricas”, tudo isso antes do ensino médio, dos 13 aos 16.Quando chegou a hora de escolher meu curso técnico agregado ao ensino médio, a primeira visão que eu tive foi de me especializar em "Design de Móveis” na “região da indústria de móveis do Rio Grande do Sul” (ou seja, eu iria levar uma a duas horas de deslocamento por dia) a fim de ser esse especialista na “região da indústria de moda". Quando eu acabasse o curso, seria um especialista diferente para aquela região.Foi assim que, no ensino médio, comecei o curso técnico em design de móveis, mas minha forte veia empreendedora fez com que após cerca de 16-18 meses nesse curso, já tivesse a visão de começar um projeto mais Student-Center-Design para criar um novo modelo de sala de aula, depois disso tudo começou a avançar na minha vida, como já contei por aqui.Entretanto o essencial a se destacar é que eu poderia ter olhado tudo isso e dito “Vou trabalhar com moda”, em meio a um gigante oceano vermelho de pessoas iguais a mim, no meu caso era “óbvia” a escolha. Porém saber o que escolher não sendo o caminho “óbvio” já era muito mais desafiador!

    A formação tradicional está obsoleta?

    A formação acadêmica tradicional, especialmente em áreas como administração e outros cursos “genéricos”, muitas vezes é vista com desdém, principalmente pelos jovens que acreditam que uma especialidade é necessária para se destacar. Isso não poderia estar mais longe da verdade. No meu caso, o conhecimento generalista adquirido durante minha graduação me forneceu uma base sólida para navegar entre diferentes campos. Tive a oportunidade de aprender sobre marketing, finanças, gestão de pessoas e muito mais, formando uma espécie de “salada de frutas” que me permitiu atuar em várias áreas.

    Hoje, o mercado de trabalho valoriza cada vez mais as soft skills — competências transversais como pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional.

    De acordo com o Future of Jobs Report 2023, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, as "soft skills", como pensamento crítico, criatividade e inteligência emocional, estão se tornando cada vez mais essenciais para o futuro do trabalho. Essas competências são vistas como cruciais para a adaptação em um mercado de trabalho dinâmico, impulsionado pela inteligência artificial, automação e transição verde. O relatório destaca que cerca de 23% dos empregos devem mudar até 2027, com uma forte demanda por requalificação e o desenvolvimento de habilidades transversais para lidar com esse cenário em rápida evolução

    Essas habilidades serão essenciais para a força de trabalho do futuro. Isso reforça a ideia de que, assim como um “pato” que transita por várias águas, o generalista pode preencher lacunas e integrar conhecimentos de maneiras que os especialistas muitas vezes não conseguem. A adaptabilidade tornou-se a verdadeira vantagem competitiva.

    Como escolher sua profissão em um mundo em constante mudança?

    O primeiro passo é desmistificar a ideia de que precisamos fazer uma escolha definitiva logo aos 20 anos. Muitos jovens, como Enzo, sentem-se perdidos ao concluir a graduação, especialmente em cursos amplos como administração, justamente por essa pressão para se especializar. No entanto, ao longo da vida, somos chamados a nos reinventar. Se você se formou em um curso genérico, veja isso como uma oportunidade, e não como uma desvantagem.

    O ano era 2020, a pandemia tinha acabado de começar e eu estava fazendo Design Bacharelado, tive duas aulas presenciais antes de todos começarem o modelo remoto. Realizei duas matérias até entender que estava perdendo tempo na graduação, eu precisava de algo mais rápido para me desenvolver.Quando percebi que a educação tradicional estava ultrapassada e lenta e decidi migrar para o design de experiência do usuário (UX), entrei no XP36 da Gama Academy (adquirida pela Ânima Educação), era um bootcamp de desenvolvimento em: Insise Sales, Vendas, Full Stack Development ou Design UX/UI. Dá uma olhada no Enzo que gravou um vídeo para se apresentar para a galera, na época eu tinha 18 anos.

    Pode parecer besteira, mas essa transição que eu fiz de parar de acreditar que eu seria um Designer convencional (Designer de moda, Designer de Interiores, Designer Gráfico ou Designer de Produto) e riscar todas essas opções e pensar em um super nicho no momento que era Design User Experience e User Interface (mais focado em apps e soluções digitais) foi o primeiro momento em que exerci a minha adaptabilidade de me remodelar para o mercado de trabalho.Participar do High Impact Companies Program da Stone&Co também foi um marco em minha trajetória. Estar entre CEOs mais experientes reforçou a importância de abraçar a adaptabilidade e buscar aprendizado contínuo, mostrando como o generalismo pode ser uma vantagem estratégica em ambientes de alta pressão.

    Por fim, a fundação da Futuro Audaz e da Fato Impacto foi um exemplo claro de como o career crafting pode transformar a trajetória profissional. Criar soluções para problemas empresariais e focar em habilidades generalistas para o futuro do trabalho demonstra a importância de abraçar a mudança, em vez de temê-la.

    Também é importante entender que sua profissão provavelmente mudará ao longo dos anos. Na minha própria trajetória, mudei o foco várias vezes, ajustando-me conforme minhas paixões e o mercado evoluíram.

    Esse conceito de career crafting, defendido pela professora Amy Wrzesniewski, da Yale School of Management, nos convida a moldar nossas carreiras de acordo com nossos valores e as oportunidades que surgem, em vez de seguir rigidamente uma trajetória pré-definida.

    O conceito de career crafting, também conhecido como job crafting, foi desenvolvido por Amy Wrzesniewski e Jane Dutton em 2001. Ele se refere ao processo pelo qual os profissionais redefinem e reestruturam seus papéis no trabalho de maneira a torná-los mais significativos e alinhados com seus objetivos pessoais. Diferente do design de cargos tradicional, que foca em características objetivas das tarefas, o career crafting é uma prática ativa, onde os funcionários ajustam aspectos das tarefas, relações e a própria percepção sobre o trabalho, criando maior engajamento e satisfação​

    O career crafting busca aumentar o sentido do trabalho ao permitir que os indivíduos ajustem tarefas e interações de forma a sentir maior controle e conexão com suas atividades, promovendo a motivação e até mesmo o desempenho a longo prazo. Pesquisas indicam que essa prática pode ser ainda mais eficaz quando combinada com uma mentalidade de crescimento pessoal, permitindo que as pessoas se reinventem tanto no aspecto profissional quanto no pessoal​

    Para saber mais sobre o conceito e suas aplicações, você pode acessar o artigo original no ResearchGate

    Sinais de que é hora de mudar de profissão

    À medida que você progride em sua carreira, diversos indicadores podem sugerir que é hora de considerar uma mudança de profissão. Alguns dos sinais incluem:

    * Insatisfação persistente: Sentimentos constantes de descontentamento ou falta de propósito no trabalho atual.

    * Estagnação: Percepção de que não há mais espaço para crescimento ou desenvolvimento.

    * Mudanças externas: Transformações no mercado de trabalho que ameaçam a relevância ou a demanda da sua profissão atual.

    Steve Jobs expressou bem essa reflexão:

    “Seu trabalho vai preencher grande parte da sua vida, e a única maneira de estar verdadeiramente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um ótimo trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se acomode.”

    - Steve Jobs

    Essa frase nos lembra que o verdadeiro sucesso não está apenas no status ou na segurança financeira, mas em um profundo alinhamento com nossas paixões e valores.

    Jobs também ofereceu outro conselho valioso: “Se você se levantar pela manhã e olhar no espelho por vários dias seguidos e não gostar do que está fazendo, está na hora de mudar.” Não devemos ignorar os sinais internos de descontentamento. Quando a insatisfação se prolonga, é um forte indicativo de que é hora de buscar uma nova direção.

    Ferramentas práticas para fazer escolhas profissionais mais inteligentes

    Com essas ideias em mente, como podemos tomar decisões mais conscientes e inteligentes sobre nossa carreira? Existem algumas ferramentas práticas que podem ajudar:

    * Autoconhecimento: Antes de qualquer grande decisão, o autoconhecimento é crucial. Testes de personalidade como o Big Five podem oferecer insights valiosos sobre nossos traços de comportamento. No meu caso, por exemplo, minhas características de alta dominância e abertura me ajudaram a assumir riscos e explorar novas oportunidades sem medo das mudanças.

    * Construir habilidades transversais: Em vez de focar exclusivamente em habilidades técnicas, também é importante desenvolver habilidades comportamentais e interpessoais, como a capacidade de resolver problemas em várias frentes, algo que, como Enzo mencionou, aumenta consideravelmente nosso valor no mercado.

    * Adotar uma mentalidade de crescimento: A psicóloga Carol Dweck popularizou o conceito de growth mindset, ou mentalidade de crescimento. Isso significa que devemos encarar cada desafio como uma oportunidade de aprender, em vez de acreditar que nossas habilidades são fixas. Com essa mentalidade, a troca de profissão não será vista como um obstáculo, mas como uma oportunidade de evolução.

    * Diversificar suas experiências: Assim como eu transitei por várias áreas, você também pode explorar novas frentes, seja por meio de projetos paralelos, cursos online ou novas funções dentro da empresa. A diversificação amplia nossas perspectivas e fortalece nossa capacidade de adaptação.

    Jim Collins, no livro Good to Great, reforça essa ideia ao argumentar que o verdadeiro sucesso vem da interseção entre paixão, talento e a compreensão do que o mercado precisa. Encontrar essa convergência pessoal é essencial para alcançar um sucesso duradouro e satisfatório.

    O que o futuro reserva?

    Para muitos, a ideia de mudar de carreira pode ser assustadora. Mas no mundo atual, essa mudança é inevitável. Em vez de resistir, devemos abraçá-la. As habilidades que adquirimos ao longo da vida, sejam formais ou informais, nos ajudarão a navegar com mais segurança em um cenário de incerteza. Como mencionei ao Enzo, com 39 anos, estou mais uma vez mudando de foco. Depois de 14 anos em finanças quantitativas, agora me concentro em automação de processos. E o mais importante é entender que, assim como o mercado muda, nós também precisamos mudar.

    Peter Drucker disse certa vez: “O melhor jeito de prever o futuro é criá-lo.” Ao abraçar a adaptabilidade e o crescimento contínuo, criamos nosso próprio caminho, mesmo em um mundo em constante transformação.

    Adaptabilidade e crescimento contínuo

    O mercado de trabalho atual é imprevisível, e a única certeza é que mudanças ocorrerão. Adaptar-se rapidamente e continuar aprendendo não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. Ao longo da minha jornada, cada transição profissional foi uma oportunidade de crescimento, alinhada com o conceito de career agility.

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    19 min
  • Direção e Paciência: as Criptonitas do Generalista

    Ser um Generalista: Vantagem ou Maldição?

    No mundo moderno, ser um generalista é frequentemente considerado uma vantagem. Vivemos em tempos de incerteza em que a adaptabilidade é uma habilidade valiosa e essencial para navegar na complexidade.

    David Epstein, em Range: Porque os Generalistas Vencem em um Mundo de Especialistas, defende que essa multiplicidade de conhecimentos permite enfrentar desafios inesperados com agilidade e criatividade.

    Mas ser generalista é mais do que apenas uma vantagem competitiva – é também um fardo pesado. À medida que o generalista se expande em múltiplas direções, surge uma ameaça oculta: a dificuldade de manter uma direção clara e a paciência necessária para construir algo de longo prazo.

    Simon Sinek, ao introduzir o conceito do Golden Circle, enfatiza que o sucesso começa pelo “porquê”, o propósito profundo que guia todas as ações. Para um generalista, essa clareza é muitas vezes obscurecida pela miríade de interesses, projetos e possibilidades que surgem ao seu redor. O desafio não é apenas definir um objetivo claro, mas manter-se nele – como um navio navegando em um mar de ideias, muitas vezes sem um destino fixo. E é justamente aqui que o generalista se depara com sua “criptonita”: a tentação constante de se dispersar, perdendo o foco e a paciência.

    🟧 Seja bem-vindo, essa é a 19ª. edição da Newsletter Fato Impacto!

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    O Generalista e o Dilema do Foco ou Falha

    O primeiro grande desafio do generalista é encontrar um foco definido e manter a consistência. Dados de um artigo da Harvard Business Review intitulado When Growth Stalls, que explora como empresas, incluindo as lideradas por generalistas, enfrentam desafios para manter o crescimento em mercados saturados.

    O estudo aponta que a falta de adaptação estratégica e erros na gestão da inovação são causas comuns para o declínio no crescimento, especialmente em organizações com ofertas de nicho. Problemas como "abandono prematuro do core" e falhas na gestão de talentos também são destacados como barreiras frequentes para generalistas manterem um ritmo constante de crescimento.

    O motivo? A falta de clareza no direcionamento estratégico. Generalistas tendem a explorar múltiplas frentes, muitas vezes à custa de um progresso mais profundo em uma área específica.

    Exemplo Real:Considere a trajetória de Jeff Bezos na Amazon. Enquanto Bezos é conhecido por seu foco inabalável em inovação, ele começou como um "generalista" no sentido de explorar várias ideias, como e-commerce de livros, venda de CDs e DVDs e outros produtos. No entanto, o que transformou a Amazon em uma das empresas mais valiosas do mundo foi a habilidade de Bezos em manter uma direção clara e consistente: ser "a empresa mais centrada no cliente da Terra".

    Essa clareza permitiu que a empresa se diversificasse sem perder o foco central, algo que muitos generalistas têm dificuldade em alcançar.

    Pessoas criativas têm dificuldade em manter foco constante. Pessoas especialistas têm maior habilidade em estar sempre focada. Lembra que eu falei que cada vez mais essa mistura será mais benéfica? E digo mais, acredito que passa a ser mais importante você possuir intencionalidade sobre seus defeitos a ponto de desenvolver mecanismos de forma que consiga lidar com detalhes que você já sabe que não são naturalmente sua habilidade.

    Impaciência: A armadilha do generalista

    Uma pesquisa do Stanford Graduate School of Business indica que generalistas têm mais dificuldade em aderir a projetos de longo prazo, já que sua natureza exploratória os leva a buscar resultados rápidos e a mudar de direção frequentemente. Essa falta de paciência é um dos fatores que mais limita o crescimento de profissionais e empresas lideradas por generalistas.

    Flávio Augusto, fundador da Wise Up e do Geração de Valor, destaca a importância da paciência no crescimento de um negócio: "A maioria das pessoas quer resultados rápidos, mas o sucesso vem de uma visão de longo prazo e da paciência para construir uma base sólida". A construção de uma empresa de sucesso requer resiliência e uma dedicação constante a um objetivo, mesmo quando os resultados iniciais não são tão evidentes.

    Exemplo Real:O caso do Spotify é emblemático. Quando Daniel Ek, cofundador, lançou a plataforma de streaming, ele enfrentou uma série de desafios regulatórios e financeiros, mas manteve o foco na criação de uma biblioteca musical ampla e acessível. Mesmo diante de pressões para diversificar mais rapidamente, Ek teve paciência para construir uma base de usuários sólida antes de expandir para outros serviços. Essa paciência foi crucial para o sucesso global do Spotify, mostrando que um foco bem definido e paciência na execução são essenciais para o crescimento sustentável.

    Para o generalista, a impaciência é mais do que um simples traço de personalidade; é um vício enraizado em sua busca por resultados imediatos. No entanto, é preciso reconhecer que o caminho para o impacto sustentável requer persistência – e muitas vezes isso significa abraçar a lentidão do progresso real.

    Um ponto extremamente difícil para o Generalista lidar é a sua baixa habilidade em inúmeras áreas. Isso faz com que o Generalista tenha habilidade de criar a visão, consiga ter um olhar inovativo, mas tenha dificuldade de ir de 0 a 1 com sua ideia. Porque em muitos momentos, a maior habilidade do Generalista é obter um bom campo de visão; Dessa forma é necessário que ele se conecte com outros especialistas para conseguir desenvolver seus projetos, por acabar criando altas expectativas sem ter realizado ações realmente grandes.

    3. Recalibrando o foco: Escolhendo o público correto

    Em minha experiência com a Fato Impacto, percebi que o público que mais apoia nem sempre é o que mais contribui para o crescimento sustentável. Estratégias voltadas para nichos definidos têm sido consistentemente mais eficazes, como mostram análises da Gartner, que ressaltam a importância de uma abordagem focada em segmentos específicos para impulsionar a eficiência e a retenção de clientes​. Em vez de tentar agradar a todos, empresas que concentram esforços em um nicho bem estabelecido alcançam maior sucesso em suas estratégias de crescimento.

    Na Fato Impacto, estamos adotando essa estratégia, focando em empresários interessados em gerar impacto de maneira mais eficaz. A ideia é criar conteúdos que gerem mais demanda por soluções em que o papel de um generalista seja claro e necessário. Com isso, empresários se tornarão mais propensos a incorporar minha atuação em suas empresas, enquanto profissionais da Fato Impacto atenderão demandas mais operacionais.

    Exemplo Pessoal:Redirecionar a Fato Impacto para esse novo público foi um desafio, já que o caminho mais fácil seria manter múltiplos projetos em andamento. No entanto, entendi que o verdadeiro crescimento exige focar no público certo, gerando resultados com menor esforço e maior impacto. Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, resume bem essa abordagem: "O crescimento acelerado requer foco absoluto nas áreas que mais importam".

    Em um projeto empreendedor, focar no cliente pessoa física é sempre o mais difícil, você precisa ter muita qualidade para conseguir que um CPF priorize você quando for decidir o rumo do seu próprio dinheiro.

    Agora, se você cria uma solução clara para ajudar a empresa a dobrar seu faturamento de 100k para 150k recorrentemente. Um ticket alto por esse serviço passa a ser visto apenas como "custo de oportunidade".

    Depois de 18 edições da Fato Impacto mais focado em CPF, vamos começar a falar mais com ênfase em necessidades de Líderes de Impacto, donos de empresa que já faturam mais de 100k por mês e que estejam com dificuldade de crescer sua receita em clientes que já fazem parte do negócio, focando especificamente em aumentar o Life Time Value.

    Superando a Criptonita: Estratégias Práticas para o Generalista Vencer

    Para que o generalista transforme fraquezas em força, direção e paciência, algumas estratégias práticas podem ser aplicadas:

    * Estabeleça um Propósito Claro com o Golden Circle de Simon Sinek

    * O conceito do Golden Circle, desenvolvido por Simon Sinek em Comece Pelo Porquê, é uma abordagem para entender e comunicar propósitos de forma mais eficaz. A ideia central é começar com o "Porquê", seguido do "Como" e do "O Que", criando uma base sólida para inspirar ações e decisões dentro das organizações.

    * Ele é amplamente aplicado em estratégias de liderança, comunicação, e branding, ajudando líderes a alinhar suas ações com um propósito claro e motivador​. Saiba mais sobre o conceito no site de Simon Sinek

    * Metas Intermediárias e Motivação

    * Estudos da American Psychological Association destacam que dividir objetivos de longo prazo em metas menores aumenta a motivação e reforça a persistência. A teoria é sustentada por pesquisas em psicologia comportamental, que sugerem que o alcance de marcos menores gera reforço positivo, incentivando as pessoas a continuar perseguindo metas mais amplas.

    * Para mais informações, você pode consultar o site da APA.

    * Resiliência e Sucesso de Longo Prazo no MIT Sloan

    * Estudos do MIT Sloan School of Management apontam que profissionais resilientes têm 33% mais chances de alcançar sucesso a longo prazo.

    A pesquisa sugere que a resiliência é um fator chave para manter consistência e foco, mesmo em cenários adversos, permitindo que líderes e empreendedores mantenham um ritmo de crescimento sustentável.

    * Para detalhes, você pode visitar o site do MIT Sloan.

    * Cultive a Resiliência

    * Segundo o MIT Sloan School of Management, a resiliência é uma capacidade crítica para o sucesso a longo prazo, tanto em nível pessoal quanto organizacional.

    Pesquisas realizadas pelo MIT enfatizam que líderes e profissionais resilientes têm mais chances de se manter consistentes e de atingir resultados mais sustentáveis, especialmente em contextos de incerteza e mudanças rápidas.

    * A resiliência é construída por meio de práticas de melhoria contínua e uma abordagem de "sistemas dinâmicos", que permite às organizações se adaptarem a situações adversas enquanto mantêm sua eficiência operacional.

    Para saber mais, você pode acessar os estudos sobre resiliência na MIT Sloan Management Review e no curso "Building Organizational Resilience", disponível no site do MIT Sloan.

    * Essas fontes oferecem insights sobre como a resiliência pode ser implementada para melhorar a capacidade de adaptação e a eficácia das operações, promovendo resultados mais sustentáveis ao longo do tempo.

    História de Sucesso: Reed Hastings e a Netflix

    Reed Hastings, cofundador da Netflix, é um exemplo poderoso de um generalista que conseguiu direcionar sua visão ampla para um crescimento sustentável. Hastings começou sua carreira como engenheiro de software, mas sempre demonstrou interesse por inovação, tecnologia e educação. Essa mentalidade multifacetada o ajudou a entender o mercado de entretenimento de forma holística, conectando a experiência do usuário com tecnologia de streaming.

    No início, a Netflix operava como um serviço de aluguel de DVDs, o que parecia um modelo generalista. No entanto, Hastings tinha um propósito claro: criar a primeira grande plataforma de streaming do mundo. Ele manteve o foco na experiência de usuário enquanto a tecnologia evoluía, mesmo diante de uma indústria que não acreditava no potencial do streaming.

    Além disso, Hastings demonstrou paciência estratégica ao construir a infraestrutura de streaming ao longo de anos, em vez de tentar diversificar rapidamente para outras áreas antes de ter uma base sólida de assinantes​

    A Netflix levou cerca de 10 anos para começar a se estabelecer como um serviço bem-sucedido. Fundada em 1997, a empresa inicialmente focou no aluguel de DVDs pelo correio, mas só começou a ganhar tração significativa com a introdução do modelo de assinatura em 1999. Em 2007, a Netflix lançou seu serviço de streaming, chamado Watch Now. Mesmo assim, a adoção do streaming levou tempo para decolar, já que muitos consumidores ainda estavam acostumados com DVDs.

    Foi somente após 2013, com a estreia de House of Cards, sua primeira série original, que a Netflix realmente se consolidou como uma força dominante no setor de streaming. A produção de conteúdo original ajudou a aumentar o número de assinantes, colocando a Netflix em uma trajetória de crescimento global.

    Em resumo, embora a empresa tenha começado a atrair mais atenção já em 2007 com o streaming, foi apenas com a estratégia de conteúdo original em 2013 que ela passou a se destacar como a principal plataforma desse segmento.

    Hoje, a Netflix é um dos maiores players globais em entretenimento digital, e o sucesso de Hastings mostra como um generalista pode atingir o sucesso com direção clara e paciência na execução.

    História de Fracasso: Yahoo e a Dispersão Estratégica

    O Yahoo é um dos exemplos mais emblemáticos de um generalista que perdeu a direção e, com isso, o sucesso sustentável. Nos anos 2000, o Yahoo era uma das principais plataformas da internet, com serviços que iam de e-mails a notícias, finanças e entretenimento. Sua abordagem generalista parecia vantajosa, mas com o tempo, essa multiplicidade de serviços acabou diluindo a clareza estratégica.

    Sem um foco claro, o Yahoo não conseguiu competir com empresas como o Google, que se concentrava em um único serviço: busca. Além disso, faltou paciência estratégica. O Yahoo tentou diversificar suas aquisições e produtos rapidamente, sem integrar suas operações de forma eficaz. Por exemplo, a empresa adquiriu plataformas promissoras como o Tumblr e o Flickr, mas sem uma estratégia coesa para fazer esses ativos prosperarem.

    Essa falta de direção e paciência culminou em uma perda de relevância, levando o Yahoo a ser superado por concorrentes mais focados e resilientes, como o Google e o Facebook​.

    O Yahoo foi fundado em 1994 e rapidamente se tornou uma das maiores plataformas da internet durante os anos 1990 e início dos anos 2000. Porém, o declínio começou a se acelerar a partir de 2008, quando a empresa rejeitou uma oferta de aquisição da Microsoft por $44,6 bilhões. Esse foi um dos momentos mais críticos, marcando o início de sua queda acelerada.

    Após essa oportunidade perdida, o Yahoo continuou a enfrentar dificuldades, como uma série de aquisições mal sucedidas (por exemplo, Geocities, Broadcast.com e Tumblr), além de grandes falhas de segurança que prejudicaram ainda mais sua reputação e base de usuários. Em 2017, o Yahoo vendeu seus principais ativos para a Verizon por $4,48 bilhões, marcando o fim de uma era para a empresa. Portanto, do auge ao declínio, o Yahoo levou cerca de 20 anos para entrar em colapso completo.

    Transformando Criptonita em Força

    Direção clara e paciência são mais do que apenas desafios para o generalista – são os pilares para um crescimento estratégico e sustentável. Para transformar essa "criptonita" em força, o generalista precisa aprender a se especializar em decisões estratégicas, focar em públicos que maximizam resultados, e cultivar uma paciência de longo prazo que permita o sucesso real.

    Como Jeff Bezos enfatiza, "mantenha-se firme no que você sabe fazer certo, mas seja flexível nos detalhes". Essa abordagem é especialmente importante para o generalista, que deve equilibrar a exploração de novas ideias com a execução disciplinada de um plano estratégico.

    O verdadeiro crescimento para o generalista não está apenas em expandir o leque de habilidades, mas em alinhar essas habilidades a uma direção clara e em manter a paciência para ver os resultados se concretizarem ao longo do tempo. O generalista que consegue fazer isso não apenas supera suas fraquezas, mas também se torna uma força transformadora no mercado global.

    O desafio que cunhou o nome da comunidade é: Buscar Fatos de forma que seja simples gerar impacto. Porém existem armadilhas claras: eu ficar buscando dados sem prazo de fim e tentar muitos impactos ao mesmo tempo.

    Por isso cunhamos no singular: Fato Impacto, porque você deve seguir essa jornada priorizando uma única coisa por vez. Primeiro um Fato, depois um Impacto. E após isso… Repita!

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    19 min
  • O Poder do Generalista Inteligente

    Recentemente, a Barte, uma fintech em rápido crescimento, chamou a atenção ao abrir um processo seletivo com uma filosofia muito clara: queriam alguém "generalista e inteligente, apenas".

    O cofundador, Raphael Dyxklay, destacou a importância de não sobrecarregar os candidatos com entrevistas longas e cases complicados, mas sim focar em quem tem potencial de aprender rápido, adaptar-se e resolver problemas de forma criativa.

    Essa busca por generalistas inteligentes na Barte reflete uma tecla que já vem sendo discutida há algum tempo: o valor de profissionais que podem transitar entre áreas, conectar pontos e criar soluções inovadoras, sem se limitarem a uma especialidade única. Mas essa ideia não é nova.

    Uma metáfora perfeita para ilustrar esse conceito pode ser vista em uma propaganda fictícia feita pela Apple, em que um menino e seu cachorro vencem um estudante de Stanford em um desafio para montar um Mac mais rápido. A história simples, mas cheia de significado, nos leva a entender a essência da inovação na sua forma mais acessível e criativa.

    Seja bem vindo à 18ª. edição da Fato Impacto Newsletter!

    Se você está em busca de mais insights sobre inovação, simplificação e as habilidades que moldarão o futuro, te convido a se juntar à Fato Impacto. Assinando nossa newsletter, você terá acesso a conteúdo exclusivo sobre tendências emergentes, estratégias de negócios e ferramentas que podem transformar sua carreira e seu empreendimento. É o lugar ideal para quem quer estar sempre à frente e aprender continuamente com o que há de mais inovador no mercado.

    Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais, oferecemos uma assinatura premium que dá acesso ao nosso Clube do Livro Fato Impacto, onde discutimos obras essenciais que ajudam a entender o presente e a moldar o futuro. Esses encontros são mais do que discussões teóricas: são momentos de troca de experiências e aprendizado, em que você poderá aplicar diretamente o que aprendeu na sua vida profissional. Junte-se a um grupo de mentes inquietas que estão sempre em busca de mais.

    E se você sente que sua empresa está perdendo oportunidades ou que há valores ocultos ainda não explorados no seu negócio, minha mentoria Fórmula do Valor Ignorado é o próximo passo. Nesta mentoria, eu o ajudo a identificar essas oportunidades, trazendo estratégias personalizadas para maximizar o valor que já está presente no seu negócio, mas que talvez você ainda não tenha percebido. Vamos trabalhar juntos para desbloquear o potencial oculto da sua empresa e levar seus resultados a um novo patamar.

    A Propaganda do Menino e o Cachorro vs. o Estudante de Stanford

    Imagine uma propaganda em que um estudante de Stanford — representante clássico do especialista técnico — compete contra um menino e seu cachorro para ver quem monta um Mac mais rápido. O estudante, com sua formação impecável e amplo conhecimento técnico, parece ter todas as vantagens. Ele está equipado com sua expertise e anos de estudo, enquanto o menino, junto de seu cachorro, conta apenas com sua curiosidade e intuição.

    Porém, ao longo do desafio, o estudante de Stanford segue cuidadosamente as etapas tradicionais, usando métodos consagrados e previsíveis. O menino e o cachorro, por outro lado, improvisam, exploram e testam novos caminhos sem medo de errar. No fim, são o menino e o cachorro que vencem o desafio, mostrando que, às vezes, a simplicidade, a intuição e a capacidade de pensar fora da caixa superam a especialização rígida.

    Essa metáfora captura a essência de um dos grandes debates contemporâneos sobre inovação: o que realmente faz a diferença na hora de resolver problemas? A especialização técnica ou a criatividade e flexibilidade para encontrar soluções inesperadas?

    Você já deve imaginar minha opinião, certo? Eu acredito que no futuro o generalista será o mais bem pago profissional à mesa. Simplesmente porque todos só conseguem pensar em uma vertical, e essa vertical poderá ser consultada via Inteligência Artificial. Alguém que domina 10 ou 15 habilidades verdadeiramente bem nunca irá perder o emprego. Agora o profissional que só sabe um único método, uma única coisa, um único software, etc… Sinto muito.

    O que é ser um generalista inteligente?

    Assim como o menino e o cachorro, o generalista inteligente é alguém que não se limita a uma única abordagem ou método, mas que pode transitar entre áreas e buscar novas perspectivas para resolver problemas. Em vez de seguir um caminho linear e especializado, o generalista conecta diferentes pontos, trazendo insights de várias disciplinas e aplicando-os de maneira prática e criativa.

    No mundo corporativo de hoje, a habilidade de ver o "quadro geral" é mais valiosa do que nunca. O generalista inteligente consegue enxergar as interações entre as diferentes partes do negócio — seja na tecnologia, nas finanças, no marketing ou nas operações — e assim, propor soluções que um especialista focado em um único ponto talvez nunca considerasse.

    Eles não estão limitados por metodologias tradicionais e têm a liberdade de explorar novas abordagens, muitas vezes mais eficazes.

    Para funcionário

    Se eu fosse tentar resumir, diria que o generalista faz o trabalho do chefe, sem ser o chefe. Por quê? Porque você vai fazer tudo. Entender um pouco de marketing, um pouco de vendas, um pouco de produto, um pouco de tecnologia, um pouco de pessoas, um pouco de tudo.Na dúvida, leia os livros que seu chefe recomenda. Mas foque em transitar entre diversas áreas afim de encontrar problemas perdidos que ninguém resolveu. Comece a desenvolvê-los em part-time ou medir o tamanho daquele problema para a empresa. Após isso, chame seu chefe e diga: “Chefe, encontrei um problema que tem feito a empresa perder XX critério. Posso trabalhar nele EM PARALELO ao que já estou fazendo?”.Ele vai dizer sim, com certeza. Com o "sim” você faz seu trabalho, resolve o problema. Problema resolvido? Faça a mesma coisa de novo. Resolveu 10 problemas? Peça aumento. Não conseguiu aumento? Monte um portfólio com base nos 10 problemas que se resolveu e vá ao mercado.

    Repita.

    Para prestador de serviço

    Se você fosse querer ser um generalista inteligente, chegaria no seu melhor cliente e perguntaria: O que você acha que no meu serviço é uma muito ruim? Pensa em algo que, na sua opinião, eu verdadeiramente deveria melhorar.Ok, pegue isso e resolva. Da forma com que você conseguir, apenas resolva e mostre para o cliente que reclamou o que você fez para melhorar e diga: Agora você está 100% feliz comigo? Se sim, pergunte: O que eu deveria fazer, na sua opinião, para você recomendar que seus amigos também sejam meus clientes? As respostas são óbvias, mas vocês tentam fazer o difícil e desistem em meio a coisas realmente difíceis, que na verdade nem deveria ter sido priorizadas.

    A Barte: Um Exemplo Real de Inovação Baseada em Simplicidade

    A Barte é uma fintech que nasceu com o objetivo de resolver dois grandes problemas enfrentados pelas pequenas e médias empresas (PMEs): a ineficiência dos processos de pagamento e o difícil acesso ao crédito.

    Fundada com a missão de simplificar o cotidiano financeiro das PMEs, a Barte automatiza transações via PIX, boletos ou cartões de crédito e gerencia uma série de processos financeiros anteriores e posteriores ao pagamento.

    Em 2023, a Barte captou R$ 20 milhões via debêntures para fortalecer sua oferta de crédito, somando um total de R$ 42,5 milhões captados em pouco mais de um ano. Com esse capital, a empresa pretende liberar R$ 100 milhões em crédito até o final do ano, demonstrando que a simplicidade e a inovação podem, de fato, caminhar juntas para criar soluções práticas e escaláveis.

    Mas como a Barte alcançou tanto em tão pouco tempo?

    A resposta está na sua capacidade de simplificar processos complexos, tornando-os acessíveis para PMEs, que precisam de soluções rápidas e eficientes. Assim como o menino e o cachorro, a Barte encontrou maneiras de superar as complexidades tradicionais do setor financeiro, oferecendo uma plataforma fácil de usar e capaz de resolver problemas com eficiência.Se quiser saber mais recentemente, rolou uma live legal aqui e essa essa história foi contada em mais detalhes.

    Por que eu cunhei o termo "Fato Impacto” para minha comunidade? Porque vocês precisam trabalhar com fatos, fato é o último nível de certeza sobre uma suposição.Achismo → Ideia → Suposição → Hipótese → Experimento → Oportunidade → Validação de problema → Fato. Algo só existe quando é um fato. Se não você acha. Se acha está errado. Dentre tudo que você acha, tem algumas coisas que podem gerar Impacto. E qual delas eu acho que você deve focar? Na mais simples. Naquela que você trabalha menos!

    Esqueça criar coisas mirabolantes e difíceis, faça igual Steve Jobs, crie algo que a criança e o cachorro montem. O difícil é ser simples. O fácil é ser difícil.

    O Valor do Generalista no Mercado Atual

    No cenário atual, a busca por generalistas está em alta. Empresas que desejam inovar rapidamente e se adaptar às mudanças não podem depender apenas de especialistas que enxergam o mundo de maneira segmentada. O generalista é aquele que conecta o técnico ao criativo, o analítico ao intuitivo e, ao fazer isso, encontra soluções inovadoras que criam valor em diversas frentes do negócio.

    Voltando à analogia do menino e do cachorro: enquanto o estudante de Stanford se limitava aos seus conhecimentos rígidos, o menino experimentava, errava e aprendia.

    Esse espírito de experimentação é uma característica fundamental do generalista inteligente. Eles são curiosos, flexíveis e têm uma capacidade única de adaptar-se rapidamente a novas situações — algo que as empresas mais inovadoras valorizam profundamente.

    Cada vez mais o mundo será menos. Por quê? Porque os Enzos não têm paciência para esse mundo chatão que foi criado antes de a gente chegar. Nós queremos que as pessoas sejam direto ao ponto.

    Quantas pessoas de outra geração não teriam perguntado de uma forma bem menos direta? E a resposta ainda veio de forma rígida, poderiam só dizer quanto pagam e eu diria se quero a vaga ou não.Daqui para a frente as coisas serão mais simples, não porque as pessoas vão tornar mais simples e, sim porque quem está entrando nas empresas é minha geração, o Raphael da Barte, etc. Nós vamos cobrar resultados e não o resto. Se tem resultado, tem salário, se não tem resultado, estude. Tão simples como isso.

    Lições da Inovação: Steve Jobs e a Simplicidade

    A história do menino e do cachorro também nos remete à trajetória de Steve Jobs. Em 1979, Jobs visitou a Xerox PARC, onde viu pela primeira vez o conceito de interface gráfica e o uso do mouse, tecnologias que transformariam a computação pessoal. Jobs percebeu o potencial dessas inovações de forma que os próprios engenheiros da Xerox não conseguiram. Ele entendeu que a verdadeira inovação não estava em criar algo extremamente técnico, mas em simplificar a tecnologia e torná-la acessível ao público em geral. Foi assim que nasceu o Macintosh, o computador que mudou para sempre a forma como interagimos com máquinas.

    Jobs sabia que "a simplicidade é a sofisticação final", e essa é uma lição valiosa para todos os que buscam inovar: o sucesso muitas vezes não vem da complexidade, mas da habilidade de simplificar o que é complicado e torná-lo utilizável por todos. Da mesma forma, o generalista inteligente não se deixa prender por complexidades desnecessárias. Eles buscam soluções que são, acima de tudo, práticas e funcionais.

    Entenda que todos os pontos que Jobs uniu poderiam ter sido unidos por qualquer especialista, da própria Xerox que estava vendo todas as coisas em cima das mesas todos os dias. Por que não foram unidas? Porque eles não eram tão generalistas.

    Focar em ser um pouco mais generalista é dar um passo pro lado em busca do seu objetivo. Ser especialista é sempre avançar em frente.

    Ser generalista é dar sempre um passo ao lado

    Existem duas pessoas que querem ser guias turísticos em Paris. Um quer ser especialista em Torre Eiffel e outro quer ser generalista em Torre Eiffel. Qual a diferença?

    Ambos vão começar do Place Du Trocádero, esse local abaixo na foto…

    O especialista vai começar seguindo a via exatamente. O que ele vai fazer? Andar reto até chegar na Torre Eiffel. Tudo o que envolver essa reta, ele vai ser ótimo, vai saber o nome do bar que a envolve, vai saber os melhores restaurantes, etc.

    O generalista vai dar um passo ao lado e vai ao extremo oeste, para melhorar a perspectiva da Torre Eiffel. E depois? Vai repetir tudo. Do extremo oeste para o extremo leste. E por que ele faz isso? Para aumentar seu campo de visão.

    Enquanto um é mais rápido e direto, mostrando menos perspectivas. O outro é mais lento e demorado, mostrando mais perspectivas. Ambos são interessantes para a sociedade, mas eu acredito que para os próximos 500 anos vamos precisar de mais pessoas com um campo de visão maior.

    Na imagem abaixo eu mostro o campo de visão de alguém que busca desenvolver uma melhor capacidade de analisar um problema em diferentes perspectivas, em comparação com o caminho que o especialista segue, que se da apenas em ir até a Torre Eiffel.

    Por que eu acredito mais na capacidade generalista? Porque acredito que nos próximos 500 anos, a IA será primeiro especialista do que generalista. Nem sempre é bom ser a opção “óbvia”, às vezes apenas aumenta o alvo nas suas costas.

    O Processo Seletivo Simples da Barte

    Assim como Steve Jobs e a metáfora do menino e do cachorro, a Barte sabe que a simplicidade é o caminho para o sucesso. E isso se reflete no seu processo seletivo. Não há entrevistas longas e exaustivas ou cases complicados. Em vez disso, há uma busca por pessoas com capacidade de aprender, de se adaptar rapidamente e de trazer uma visão criativa para resolver problemas. A vaga de estágio na área de inteligência comercial, com bolsa de R$ 3.000 e trabalho remoto, é uma oportunidade para quem deseja crescer junto com a fintech e contribuir para sua missão de simplificar e inovar.

    O cofundador, Raphael Dyxklay, enfatizou que a empresa quer alguém generalista, alguém que possa ver o quadro maior e não se prender a uma única área ou função. O processo seletivo segue a mesma filosofia dos produtos da Barte: eficiente, direto e focado no que realmente importa.

    Prática, Tempo e Dinheiro: As 3 coisas que deveriam guiar sua escolha para entrar ou não em um projeto

    Prática - Você deveria escolher por projetos que te deem mais visibilidade no longo prazo

    Minha primeira escolha profissional foi entre:

    1 - Uma startup de fidelidade que a Stone tinha 25% e opção de compra para 100% em 2 anos que me ofereceu R$ 3500 CLT.

    2 - Uma startup de gestão de frotas corporativas que só contratava pessoas PJ e não tinha certeza das próximas rodadas. A oferta foi de R$ 3000 PJ.

    3 - Um escritório de Consultoria em Design com sede em Nova York, Florianópolis e São Paulo que tinha rodadas de aumento a cada 6 meses e me ofereceu R$ 2800 CLT.

    Adivinha o que eu escolhi? A que estava mais pronta para me dar maior visibilidade, então me tornei o “Enzo, o cara da startup da Stone”… '

    Se você opta por ser generalista em um lugar com pouca visibilidade, vai ser mais difícil de trabalhar em coisas relevantes para o mercado, escolha ser relevante para o mercado.

    Tempo - Você deveria trabalhar para alguém que valoriza seu tempo

    Não fique em um emprego que fica te deixando de molho, que coloca você na geladeira e te esquece, que não te dá trabalho para fazer, etc.

    Entre uma empresa/cliente que te dê muito trabalho e outra que você precisa implorar para ter o que fazer, opte por quem te dá muito trabalho. Você vai ser criado em meio ao caos e não em meio à paz.

    Um marinheiro pode ficar com seu barco à beira do mar a vida inteira, mas dessa forma ele não fez o que sua capacidade permitia, ele apenas fugiu da responsabilidade.

    Dinheiro - Você deveria trabalhar para quem entende que seu esforço é valioso

    Saiba fechar ciclos. Uma das habilidades mais difíceis do ser humano desenvolver é a habilidade de dizer “Aqui acabou, preciso ir para uma próxima". Se a mesa que você senta hoje não irá possibilitar que você esteja 10x melhor em 10 anos você está perdendo tempo e dinheiro. Se o que você está fazendo hoje, repetindo por mais 10 anos, irá possibilitar você ter 10x mais dinheiro. Apenas continue. Mas em 90% dos casos você está com expectativa demais em um lugar que te enxerga de menos.

    Inovação Através da Simplicidade

    A busca por profissionais generalistas e inteligentes, como visto na Barte, destaca uma tendência cada vez mais presente no mercado de trabalho: a valorização da capacidade de adaptação, criatividade e pensamento sistêmico.

    Empresas que priorizam a simplicidade, como exemplificado pela Barte e inspiradas por ícones como Steve Jobs, compreendem que o futuro não pertence aos especialistas que dominam um único campo, mas aos generalistas que enxergam o panorama completo e conectam diferentes áreas para solucionar problemas de forma inovadora.

    Nesse contexto, a simplicidade, aliada à flexibilidade e à visão de longo prazo, se torna o principal motor de inovação. Portanto, o sucesso no mundo corporativo, daqui em diante, será definido não pela quantidade de conhecimento técnico, mas pela habilidade de navegar entre diferentes saberes e criar valor em todas as dimensões do negócio.

    Quer estar à frente no mercado e dominar as habilidades que realmente importam? Assine a Fato Impacto e faça parte de uma comunidade que valoriza a simplicidade, a inovação e a visão de longo prazo.

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    19 min
  • Se meu filho me perguntasse sobre a futura profissão dele, eu diria...

    Antes de esse texto começar eu queria destacar: (ainda) não tenho filhos. Mas tudo que eu faço é pensando em ser pai. Começar a escrever estes textos, me dedicar duas horas a mais no trabalho, ou arriscar tudo mesmo já tendo uma estrutura muito boa. Todos os motivos, para mim, giram em torno de ter mais tranquilidade quando eu for formar uma família. (E eu não quero qualquer família não, quero uma numerosa, e espero que minha esposa queira o mesmo). Talvez alguns meses após os 25 anos já seja uma idade ok para virar essa chave.

    Se meu filho me perguntasse sobre qual profissão escolher, a resposta não seria simples. Em um mundo em constante mudança, dominado por inteligência artificial, automação e inovações disruptivas, o tradicional conselho de "escolher uma carreira segura" já não faz sentido. Em vez disso, eu diria:

    "Não escolha uma profissão, crie valor. E, ainda mais importante, crie valor onde outros ainda não enxergaram."

    Seja bem-vindo à 17ª. edição da Fato Impacto Newsletter

    Nessa edição, vamos explorar como influenciadores como Bianca Andrade e Rafael Kiso aplicaram o princípio de criação de valor ignorado para transformar seus negócios. Vou mostrar como minha mentoria Fórmula do Valor Ignorado é a chave para empresários e empreendedores que querem fazer o mesmo: encontrar oportunidades escondidas e transformá-las em sucesso.

    E se você não quer perder mais nenhuma dessas estratégias e insights práticos, assine a Fato Impacto agora mesmo! Toda semana trago conteúdo exclusivo que pode te ajudar a repensar como você cria valor no seu negócio, com exemplos reais e lições aplicáveis. Este é o meu convite para você fazer parte de uma comunidade focada em impactar o mercado com inovação real.

    Junte-se à Fato Impacto Newsletter! Vamos juntos trilhar esse caminho de transformação.

    E para aqueles que estão prontos para dar um passo além, tenho uma novidade especial. Além da newsletter semanal gratuita, você pode se juntar à Fato Impacto Premium, onde vou ainda mais fundo em estratégias práticas e ferramentas que estão transformando o mercado.

    Como parte da Fato Impacto Premium, você também terá acesso ao nosso exclusivo Grupo de Leitura, onde vamos discutir o livro "Apaixone-se pelo Problema, e não pela Solução", do cofundador do Waze, Uri Levine.

    Este livro é uma leitura obrigatória para qualquer pessoa interessada em descobrir como identificar problemas de valor ignorado e transformá-los em soluções de alto impacto, algo que está diretamente ligado à minha Fórmula do Valor Ignorado.

    No grupo de leitura, não só discutiremos os conceitos do livro, mas também como aplicá-los diretamente no seu negócio. E claro, vou compartilhar minhas próprias experiências e estratégias com base nas lições dessa leitura e na minha trajetória profissional

    Entre agora no Fato Impacto Premium e tenha acesso a esse conteúdo exclusivo, além de se conectar com outros empreendedores que, assim como você, estão prontos para criar valor de forma inovadora e impactante.

    Você está ignorando sua maior oportunidade financeira

    Pare por um momento e reflita: em meio ao caos diário de gerir seu negócio, atender clientes e lidar com a concorrência, você já se perguntou se está deixando dinheiro na mesa? A verdade é que a maioria dos empresários, mesmo os mais bem-sucedidos, ignoram sua maior oportunidade financeira todos os dias – e isso pode estar acontecendo com você agora.

    Ao longo dos anos, desenvolvi a Fórmula do Valor Ignorado, uma metodologia baseada na minha experiência com empresários e influenciadores que descobriram oportunidades valiosas que passaram despercebidas pelos seus concorrentes. Esse valor ignorado é a chave para a verdadeira escalabilidade e sucesso financeiro.

    O Valor Ignorado Está Bem na Sua Frente

    Quantas vezes você já “sabia” o que o "cliente tinha que fazer"? Acredite se quiser, é muito baixo o número de empreendedores e empresários que consegue ouvir o cliente e definir seu negócio com base nisso.

    Descrição da imagem utilizada:Um homem com crachá apontando para um "Mapa do cliente” onde existe um funil de conhecimento da marca até fidelidade, ele aponta a placa no quadrante “interesse” e diz a cliente "você está aqui".A cliente recém chegada à loja, ainda com carrinho vazio, diz: "No momento eu estou com vontade de usar o banheiro".

    Em todo negócio, existem oportunidades ocultas – produtos, serviços ou até mesmo necessidades dos seus clientes que não estão sendo atendidas adequadamente. Mas, por que essas oportunidades passam despercebidas?

    A resposta é simples: enquanto todos estão olhando para as mesmas tendências óbvias, os verdadeiros ganhos financeiros estão escondidos em áreas que são negligenciadas pelo mercado. Muitas vezes, essas áreas requerem uma nova forma de pensar, uma abordagem que desafia o status quo.

    "A inovação não é sobre fazer algo completamente novo, mas sim sobre fazer algo de uma forma que ninguém está fazendo",

    Uri Levine, cofundador do Waze e autor de Apaixone-se pelo Problema e não Pela Solução

    Na prática, isso significa identificar onde o mercado falha em atender às verdadeiras dores dos clientes e, mais importante, onde seu negócio pode intervir para preencher essas lacunas. O que você considera como "detalhes insignificantes" pode ser exatamente a sua maior oportunidade financeira.

    Muitos influenciadores já possuem clientes altamente engajados. O que realmente falta para maximizar essas oportunidades é ouvir o que esses clientes querem. A chave para o sucesso não está em tentar criar soluções "do zero" ou adivinhar o que o cliente precisa, mas em materializar a solução que eles já visualizam com você.

    Perguntar e entender diretamente os desejos dos clientes economiza tempo e aumenta as chances de acerto. Afinal, a melhor maneira de saber o que eles querem não é criando a partir da nossa própria cabeça, mas simplesmente perguntando.

    Exemplos Reais de Oportunidades Ignoradas

    Empresários de sucesso já aplicam essa estratégia e os resultados falam por si. Vejamos dois exemplos de influenciadores que identificaram e capitalizaram sobre oportunidades financeiras que estavam sendo ignoradas:

    * Bianca Andrade, fundadora da Boca Rosa Beauty, percebeu que o público jovem brasileiro não tinha acesso a maquiagens de qualidade com preços acessíveis. Enquanto outras marcas focavam em luxo ou no mainstream, Bianca preencheu essa lacuna – um valor ignorado que a levou a construir um negócio de R$120 milhões​

    * Rafael Kiso, criador da mLabs, transformou o desafio das pequenas empresas de gerenciar suas redes sociais em uma oportunidade milionária. Ele focou em simplificar a experiência para um público ignorado pelas grandes ferramentas de marketing digital e hoje sua plataforma conta com 230 mil marcas clientes​

    Esses exemplos mostram que valor ignorado não é algo teórico – é real, palpável e está pronto para ser explorado por aqueles que sabem onde procurar.

    Por que Você Está Ignorando Sua Maior Oportunidade?

    A verdade é que a rotina e o foco excessivo no curto prazo, muitas vezes, cegam até os empresários mais bem-sucedidos para o que realmente pode gerar crescimento exponencial. Ficamos tão ocupados correndo atrás de novas tendências, campanhas e clientes, que esquecemos de olhar para o valor que já está ao nosso alcance.

    O que falta é ouvido. Todos os dias você acorda se sentindo 100% pronto para tudo e não tem nada de errado nisso, desde que você seja a única pessoa-alvo do seu produto e ele atenda exclusivamente a você.

    Agora, se você está buscando criar um produto, um conteúdo, uma solução, um curso para um segmento de clientes que não é você, uma das atividades chaves deve ser: escuta ativa das necessidades do seu público-alvo.

    Fórmula do Valor Ignorado

    é construída para ajudá-lo a identificar e capitalizar essas oportunidades. Ela é baseada em três pilares essenciais:

    Identificação de Valor Não Percebido:

    O que seus clientes realmente precisam, mas você não está oferecendo? Qual problema ninguém está resolvendo no seu mercado?

    * Se você chamar seus 10 PIORES clientes, o que eles queriam que você fizesse de diferente?

    * Se você chamar seus 10 REGULARES clientes, aqueles que nem são engajado a ponto de você ficar feliz, nem ruim a ponto de serem "piores". Por que eles diriam que seu produto/curso não foi possível de se engajar?

    * Se você chamar seus 10 MELHORES clientes, aqueles que você se orgulha de ter perto da sua empresa. O que eles iriam comprar que você não vende?

    Por que você não está focando nisso? Por que focar em clientes novos? Para colocar na bio do Instagram “+10 milhões de clientes já passaram por mim”. Isso não vale nada.

    Por muitos anos a Motorola foi a marca que mais vendeu seus celulares para os brasileiros. O problema? Eles ficavam pouco tempo com um Motorola. Resultado? Hoje a relevância da marca é baixa e a fama dela é ruim.

    - Enzo Dulius

    Reposicionamento Estratégico:

    Como reposicionar seus produtos ou serviços para entregar exatamente o que falta - e de forma única?

    * Imagina um mundo onde você olha para quem já é seu cliente e diz: “Meu foco é fazer vocês ficarem mais felizes!”

    * O cliente quer ser valorizado, você diz que o valoriza, chega dia 20 do mês e você busca mais 1000 clientes novos. Seu cliente não é burro, burro é você que quer ganhar dos dois lados e não faz nada bem feito.

    * Faça um reposicionamento ao criar um produto que funciona para todos seus clientes atuais e, com isso, seus clientes atuais vão fazer seu produto ser perfeito. Quando estiver assim, você lança a mercado.

    Nem o Elon Musk lança todos os meses algo novo ou “lança mais do mesmo”. Por que pra você isso faria sentido? É dono de rede social? Tem foguete?

    Precisamos focar no óbvio que gera muito resultado, se não vamos deixar dinheiro na mesa. E talvez quem veja o dinheiro na mesa sem ninguém aproveitar seja seu concorrente. Não adie o que nunca deveria ter sido esquecido.

    Escalabilidade Sustentável:

    Como transformar essa oportunidade em um crescimento financeiro que possa ser escalado sem sacrificar a qualidade?

    Vou falar aqui sobre o que eu estou fazendo. Estou criando uma Inteligência Artificial que substitui o cérebro humano, meu objetivo é que esse cérebro fique estudando os temas do meu interesse enquanto eu sigo minha vida e, durante uma hora por dia, ele me diga o que aprendeu. E eu vou começar a viver assim.

    Quem vai poder acessar isso? Quem comprar meu último tier de produto e se mostrar interessado nos métodos que eu ensino. Lembra do meu texto sobre o Ironman?

    Meu filtro não é só financeiro, é de esforço mental e proximidade social. Quem me quer perto, já me pagou uma boa quantia e está disposto a se mostrar inteligente dentre a minha comunidade vai poder usar. Os outros? Vão ficar de fora.

    E até quando isso vai acontecer? Até quando o produto estiver pronto para o mundo. E um produto demora para ficar pronto para o mundo, então meus beta testers serão meus clientes mais engajados e comprometidos financeiramente.

    Por que isso é o ideal? Porque eu tenho certeza de que muitos de vocês só respondem um cliente nos primeiros 60 dias depois que ele pagou algo a vocês, depois jogam ele em um buraco negro, mas todas as semanas vocês estão 100% engajados com um cara que seguiu, que deu um like, qualquer coisa do tipo. Isso não faz sentido nenhum!

    O Caminho Para Seu Crescimento Financeiro

    Se você quer entender como aplicar isso no seu negócio e descobrir sua maior oportunidade financeira, eu te convido a conhecer minha mentoria exclusiva. Nela, vamos identificar juntos o valor ignorado no seu mercado, reposicionar seus produtos e, o mais importante, escalar suas oportunidades financeiras para um sucesso que você ainda não imaginou.

    Converse comigo aqui e eu vou te ajudar a entender como seu negócio tem ignorado oportunidades lucrativas

    Meu filho vai nascer pronto para o que todos ignoram

    Se eu tivesse um filho, ele estaria à frente de todas as pessoas que não olham para o que realmente gera valor e focam apenas no seu próprio umbigo. Desde cedo, ele aprenderia que, em um mundo repleto de distrações e superficialidades, o verdadeiro diferencial está em quem cria valor real para os outros. E essa habilidade de gerar impacto onde ninguém mais enxerga, será o que definirá o sucesso no futuro. O simples fato de seguir tendências ou apenas repetir o que já está funcionando não é suficiente para garantir relevância a longo prazo.

    A verdade é que quem não se preocupar em identificar o valor ignorado está destinado a ficar para trás. A Fórmula do Valor Ignorado é mais do que uma estratégia de curto prazo: é uma mentalidade de longo prazo, uma forma de enxergar além do óbvio.

    Enquanto muitos estão ocupados correndo atrás das mesmas soluções de marketing, fazendo lançamento ABC ou investimento em tráfego caro pago e mercados saturados, aqueles que investirem nessa metodologia serão os que descobrirão oportunidades escondidas, transformarão seus negócios e alcançarão resultados exponenciais.

    Empresários e empreendedores que ignoram essa abordagem continuarão presos a um ciclo de competição acirrada e margens de lucro cada vez menores e, dessa forma, estarão aos poucos trabalhando mais, com menos tempo, ganhando menos, com menos saúde emocional, alto estresse…

    Por outro lado, quem se compromete a aplicar a Fórmula do Valor Ignorado vai capitalizar em áreas negligenciadas, conquistando um espaço de destaque em seus mercados. Meu filho, ou qualquer pessoa que siga esse caminho, estará inevitavelmente à frente daqueles que só olham para si mesmos, porque terá aprendido a focar no que realmente importa: gerar valor duradouro para os outros e, consequentemente, para si.

    Se você quer garantir que seu negócio sobreviva e prospere no futuro, precisa agir agora. Investir na Fórmula do Valor Ignorado não é apenas uma escolha inteligente, é a única forma de não ficar para trás em um mercado que está mudando mais rápido do que nunca.

    Converse comigo aqui e eu vou te ajudar a entender como seu negócio tem ignorado oportunidades lucrativas

    O Poder de Enxergar o Invisível:

    Como Bianca Andrade, Rafael Kiso e Meu Filho Dominarão Mercados Ignorados

    Empresários visionários como Bianca Andrade e Rafael Kiso entenderam algo que muitos ignoram: o valor de uma amostra de clientes negligenciados.

    Bianca Andrade, com sua marca Boca Rosa Beauty, acertou em cheio ao perceber que o público jovem brasileiro não tinha acesso a maquiagens de qualidade com preços acessíveis.

    Enquanto muitas marcas focavam em produtos de luxo ou mainstream, Bianca aproveitou uma lacuna do mercado. Ela não tentou criar algo do zero, mas ouviu as demandas de um público ignorado, entregando exatamente o que faltava. O resultado? Um negócio avaliado em R$120 milhões, nascido de uma oportunidade que outros não enxergaram.

    Rafael Kiso seguiu uma trajetória semelhante com a mLabs. Ele identificou que pequenas empresas, esquecidas pelas grandes ferramentas de marketing digital, precisavam de uma solução simples e acessível para gerenciar suas redes sociais. Focando em um público ignorado, ele transformou uma necessidade não atendida em uma oportunidade milionária, com mais de 230 mil marcas utilizando sua plataforma.

    Esses exemplos mostram que o verdadeiro sucesso vem de olhar onde os outros não estão olhando e de atender a necessidades que são negligenciadas pelo mercado.

    E meu filho, desde cedo, irá trilhar esse caminho de forma ainda mais rápida. Ele aprenderá a criar conteúdo que gera valor para esses públicos ignorados, entendendo suas dores e necessidades antes de seus concorrentes. Com ferramentas como a Fórmula do Valor Ignorado, ele estará preparado para identificar e aproveitar essas oportunidades de forma estratégica, acelerando sua trajetória de sucesso e impacto no mercado.

    Enquanto outros seguirão padrões, ele estará um passo à frente, fazendo o que poucos conseguem: gerar valor de forma constante e duradoura e construir um legado transformador.

    O Futuro do Arquiteto de Oportunidades: Transformando o Invisível em Valor Real

    Se eu tivesse que definir uma profissão para meu filho, ele seria um Arquiteto de Oportunidades. No futuro, empresas vão precisar de profissionais que, como ele, saibam mapear oportunidades ocultas, enxergar o que outros ignoram e transformar essas lacunas em valor real para os clientes. Essa não será uma posição comum, mas um papel fundamental em qualquer organização que deseja liderar seu mercado.

    O Arquiteto de Oportunidades será aquele que escuta atentamente o mercado, identifica onde o valor está sendo negligenciado e cria soluções inovadoras e escaláveis.

    Meu filho, desde cedo, aprenderá a olhar além do óbvio, a criar conteúdo relevante e a conectar com seu público de forma estratégica, acelerando o processo que empresários como Bianca Andrade e Rafael Kiso dominaram em suas carreiras.

    Assim, ele não apenas seguirá os passos desses visionários, mas os ultrapassará com uma visão mais rápida e adaptada ao futuro. Ele estará à frente de um mercado competitivo, sempre antecipando o que está por vir e criando valor de maneira constante e impactante.

    Se você, assim como eu, quer garantir que seu negócio prospere em um mundo em constante mudança, convido você a seguir acompanhando a Fato Impacto Newsletter. Aqui, discutimos essas estratégias visionárias e mostramos como aplicar a Fórmula do Valor Ignorado no seu negócio. Assine e junte-se a uma comunidade comprometida com o crescimento e a inovação.

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    19 min
  • Ninguém chama um generalista pra jantar

    Sim, o título foi sensacionalista, mas já que você clicou, saiba que eu realmente acredito que, se você optar por ser um generalista, ninguém vai se lembrar de você.

    Sempre será mais fácil lembrar dos especialistas

    Agora, vamos pensar no reino animal. A girafa se destaca pela altura. O guepardo, pela velocidade. O crocodilo se disfarça como ninguém. O beija-flor, com seu bater de asas frenético, pode pairar no ar. E o urubu? Ele é o rei da carniça. A lista segue. Mas você entendeu o ponto.

    Animais que têm muitas habilidades não são chamados para o jantar. Eles não são os pick #1 de uma liga profissional. Talvez nem mesmo sejam lembrados.

    Seja bem-vindo à Fato Impacto - edição 16!

    Aqui é o lugar para profissionais que querem se manter relevantes agora e para sempre. E como vou te ajudar com isso? Fazendo o óbvio. O feijão com arroz que os especialistas esquecem de colocar na mesa. Apenas isso, repetidamente, até que você se torne essencial onde estiver.

    Se você quer ser relevante no futuro do trabalho, esta é a comunidade certa para você. Três vezes por semana, escrevo sobre como se manter à frente. Os últimos seis textos estão disponíveis para você ler gratuitamente. Se gostar, convido você a se tornar um assinante premium. Além de ter acesso a todos os meus textos, você entrará no meu clube de leitura e terá acesso a todos os meus estudos, indo muito além do que eu já compartilho.

    Ah! e estou criando conteúdo relevante no Instagram também. Quer me acompanhar por lá? Segue o link aqui.

    Especialistas brigam por destaque, mas e os generalistas?

    Se você leu meus últimos textos, sabe que investi o maior valor da minha vida para aprender tudo sobre marketing digital, vendas, desenvolvimento de produtos high ticket, posicionamento, branding, social-selling, lançamentos... tudo isso num ritmo muito mais rápido do que qualquer coisa que você já viu.

    O que quero dizer com isso? Estou sempre atrasado. São aulas a cada dois dias. A pressão é constante. É como se um tijolo estivesse pressionando o acelerador e você precisa aprender a dar direção em meio a um crescimento acelerado. E quer saber? Paguei caro por isso. Mas acreditava que era o certo.

    Hoje, sou especialista em pesquisa, com foco em quatro grandes áreas:

    * Produto: UX Research, Customer Discovery, Validação de ideias.

    * Cliente: Jornada de usuário, Value Proposition Canvas, Personas.

    * Negócio: Métricas como CAC, LTV, Churn, Concorrência.

    * Mercado: Análise SWOT, tendências, oportunidades.

    Isso me coloca em uma posição flexível o suficiente para participar de qualquer conversa. Concorda? Em teoria, eu conheço as metodologias necessárias para descobrir qualquer coisa que qualquer pessoa possa querer saber. Mas aqui está o problema: ninguém chama um pesquisador para trabalhar.

    A maioria das pessoas acredita que não precisa de pesquisa, e isso, para mim, é uma vantagem. Torna fácil cobrar bem por fazer o feijão com arroz, enquanto os especialistas se perdem em detalhes. Eles acham que sabem tudo. E é aí que erram.

    Ninguém chama um pesquisador para trabalhar

    A maior parte das pessoas simplesmente acredita que não precisa de pesquisa em nenhuma das áreas em que atua. E isso é ótimo! Dessa forma fica extremamente fácil para eu fazer o feijão com arroz, cobrar muito e trabalhar pouco.

    A maior parte dos especialistas se sente pronto em tudo e, por alimentar esse sentimento de “I'm ready for anything”, faz com que quando esbarre em algo que não conheça… trave! E diga: Isso aqui que você quer fazer não dá!

    Outra pessoa nessa roda de conversa faz a simples pergunta “Por que não dá?” e pasmem com a resposta “Não dá porque eu sou especialista em AAA e tenho BBB anos de experiência e estou vendo que não tem como por motivo CCC” e assim, os projetos não acontecem, as empresas morrem e a inovação fica sempre em segundo plano porque os especialistas, infelizmente, ainda que sejam ótimos em uma vertical, não sabem tudo.

    O gestor de time não vai priorizar uma cadeira para o generalista

    Vamos imaginar um cenário onde terá um processo de inovação dentro de uma grande empresa, esta, que possui preocupação com a inovação ser lançada logo a mercado, imagina que priorizar um time pequeno e enxuto nesse caso é o ideal a se fazer! E dessa forma, cria um requerimento de que o time de inovação terá 10 pessoas.

    Deu para entender onde eu quero chegar? Eles dirão que precisam de 10 especialistas. E isso é ótimo, o projeto vai passar por muitas dificuldades em coisas muito simples, sabe por quê? Porque as vezes só precisa de um bom encaixe.

    O dia que entendi que eu era um encaixe

    Na última sexta-feira tive um bom dia! Acho que foi um daqueles em que começa a se tornar real de que você apenas nota que está no caminho certo. É só questão de tempo para dar "sorte”.

    Minha conversa com um especialista com produto

    Eu comecei o dia com um bate-papo com Diego Carmona, caso você não o conheça, vou deixar um resumo da matéria que a Gazeta do Povo fez sobre ele, se quiser ler a matéria completa, clique aqui.

    Diego Carmona, programador curitibano, abriu sua primeira empresa nos anos 1990 e, após sucessivos desafios com grandes empresas, decidiu criar startups. Ele fundou 15 startups até lançar a Leadlovers, uma plataforma de automação de vendas para ajudar empreendedores a atrair e converter clientes online. A Leadlovers reúne diversas ferramentas de marketing digital em um único ambiente, facilitando a vida de vendedores digitais. A empresa cresceu rapidamente, alcançando mais de cinco mil clientes e mantendo uma operação independente, usando o modelo de "bootstrapping" (sem investimentos externos). Diego agora busca expandir a Leadlovers internacionalmente, enquanto lidera como CVO (chief visionary officer) e planeja reativar a aceleradora de startups que iniciou com a Dinfo. Ele também lançou um livro intitulado “Visionários”, focado em inovação e visão de negócios.

    Considerei falar com ele por a gente estar em uma sobreposição de comunidades, estávamos na Comunidade Micro-SaaS do Bruno Okamoto e também ambos estamos na mentoria do Victor Damasio.

    Após eu oferecer uma aula gratuita que ajudaria empreendedores a validar suas ideias de negócio rapidamente para que escolham-no com maior potencial de lucro rápido identificando isso com pesquisa, deixei claro que quem clicasse “sim”, eu chamaria no privado para saber melhor. Ele clicou, eu chamei e acabamos marcando a conversa, que se resumiu a essas pontos:

    * Escala e Pivotagem: Três anos em uma startup sem conseguir escalar devido a um processo focado em vendas (sales-led) em vez de ser centrado no produto (product-led). A dificuldade de realizar vendas online foi destacada e, principalmente, a dificuldade dos especialistas em produto serem bons em vendas e marketing.

    * Diferenciação e Marca: A importância de criar uma marca forte e ocupar um espaço no mercado é essencial para competir com grandes marcas. Menciona-se a necessidade de crescer sem grandes investimentos e com foco em um nicho específico.

    * Estratégias de Desenvolvimento e Validação: Sugere que o digital pode ser uma boa maneira de validar a demanda antes de desenvolver um produto. O ciclo de desenvolvimento deve iniciar com uma audiência e, possivelmente, uma garantia de dois meses e isso é melhor do que abrir um grupo de beta-testers que não pagam nada.

    * Referências de Estratégias: Elon Musk é citado como alguém que cria um grande buzz inicial em seus lançamentos antes de se retirar da operação. Isso destaca a importância do hype para atrair a atenção inicial, fazer uma validação do número de vendas, ajustar as rotas. E depois que isso foi feito, colocar na mão do time. Como ele fez com a Tesla, com a SpaceX e agora tenta fazer isso com outras iniciativas que ainda não “vingaram tanto".

    * Desafios de Startups: Avalia que algumas startups cometem o erro de buscar uma captação alta sem ter clientes sólidos. Isso pode ser um risco para a sustentabilidade do negócio.

    * Conversão de Leads: Aponta a dificuldade em converter leads frios em compradores de forma lucrativa, enfatizando que os custos de marketing devem ser compatíveis com os preços de venda para garantir um ROI positivo.

    * Estratégia de Influenciadores: Uma abordagem sugerida é começar trabalhando com influenciadores para ganhar visibilidade antes de tentar alcançar um público maior e propor uma lógica ganha-ganha.

    Mas dos pontos mencionados, o que eu mais gostei de ouvir da visão dele, foi sobre Founder Led Growth. E essa visão de “ser um profissional de produto especializado em Creator Economy” a fim de ficar fazendo validações constantes com seus seguidores para conseguir fazer o customer discovery para seus SaaS com naturalidade, vender produtos high ticket para quem queira mais contato/proximidade e quando o SaaS ficar pronto, já é 100% aderente ao que seus influenciadores precisam. O desafio que ele teve no início? O mesmo que eu tinha até dois meses atrás!

    Ninguém conhecia meus produtos, ninguém participou de processo de discovery. E quando o SaaS estava pronto, ninguém queria. E tanto eu quanto ele tomamos a mesma decisão: Comprar uma dessas cadeiras premium perto de pessoas que dominam o Marketing Digital para que a gente possa aprender algo com eles, afinal, os caras vendem infoprodutos que não existem o tempo inteiro. Essa é a única coisa que precisamos aprender, mas com soluções SaaS que gerem equity e possamos fazer exit em um futuro próximo.

    Minha conversa com um especialista em vendas

    Trouxe Luiz Filho, sócio do Leandro Aguiari, para perto dos meus projetos. O objetivo? Ele me ajudar a conseguir estruturar meus produtos e o fluxo comercial de aquisição e vendas para meus produtos.

    Foi uma boa conversa, estávamos pensando no meu produto até que ele contou sobre um dos clientes dele, que já lançou todos os infoprodutos possíveis, mas ainda assim, se vê sem um próximo passo. Já não há uma nova dor clara a ser resolvida, nem um novo infoproduto para oferecer. Foi nesse momento que eu falei:

    "Para de pensar em infoproduto! Existe um mundo além dos infoprodutos e eu vou dar de graça um método para fazer isso. Chame 10 dos seus clientes mais engajados para um grupo focal de 2 horas. Na primeira hora, fale sobre as dores e problemas deles. Na segunda hora, faça um brainstorming juntos. Depois, repita o processo com clientes mornos e regulares e então faça o mesmo com os clientes desengajados, aqueles que estão prestes a sair, a um passo do churn.

    Depois disso, crie um produto que atenda a todas essas pessoas. Pode ser uma xícara, um caderno inteligente, um headband de IA, um software ou qualquer outra coisa que o cliente diga que está disposto a pagar. E a gente? A gente cria isso junto com eles."

    Foi assim que identifiquei uma oportunidade para um produto high ticket que vai além do comum: ajudar influenciadores e criadores de conteúdo a entenderem profundamente as necessidades dos seus clientes e, a partir disso, desenvolverem novas soluções. A ideia é criar produtos que realmente façam sentido para o público, seja um item físico, um serviço personalizado ou até uma tecnologia prática que resolva um problema específico. Esse é o diferencial que poucos enxergam.

    Eu já sou especialista em entender o que os clientes querem em quatro áreas principais: Produto, Cliente, Negócio e Mercado, como eu contei acima!

    Com essa nova abordagem, percebi que meu diferencial está em oferecer algo simples, mas poderoso: a chance de cocriar com o cliente algo que realmente faça a diferença. E agora, estou trazendo isso para o mercado de uma forma inovadora e acessível.

    É por isso que eu criei a minha mentoria para empreendedores digitais. A mentoria que revela aquilo que você está ignorando sobre seus clientes e sobre as oportunidades que eles desejam. É a chance de enxergar além dos infoprodutos, entender o que o seu público realmente quer é criar soluções que vão além do óbvio.

    O generalista é a gangorra de todos os especialistas

    O generalista é a gangorra de todos os especialistas. E é exatamente aí que a minha posição como pesquisador se tornou fundamental. Enquanto especialistas enxergam profundamente suas áreas, eu consigo ver o que está entre essas especialidades, conectando as partes que geralmente ficam de fora.

    Isso me permite entender as necessidades que os especialistas ignoram, identificar oportunidades que eles não percebem e trazer soluções que fazem sentido para todos os lados.

    Foi essa capacidade de "dar liga" entre diferentes áreas e olhares que me permitiu criar — um espaço onde descobrimos juntos o que realmente faz a diferença para o mercado e para os clientes.

    O melhor de não ser chamado para o jantar? Você escolhe a mesa.

    Não foi Diego Carmona que veio até mim. Fui eu que tomei a iniciativa. O mesmo com Luiz Filho, com a Comunidade Micro-SaaS, com AI Builders e com todos os outros. E sabe por que isso é ótimo? Porque eu escolho em qual mesa vou sentar.

    E pode ter certeza! Ninguém diria que falta um pesquisador em nenhuma dessas comunidades. Mas quer saber, na realidade, o que eu vi dentro de todas elas?

    * Ninguém sabe como encontrar o ICP de seus negócios;

    * Ninguém sabe como validar um modelo de negócio;

    * Ninguém sabe como entender o mercado e se posicionar da forma certa;

    * Ninguém sabe quais os "calcanhares de Aquiles” de seus próprios negócios.

    Mas se eu dissesse que faço pesquisa, as pessoas iriam imaginar o pesquisador científico ou o cara que tenta entender se vai dar Boulos ou Pablo Marçal na prefeitura.

    Uma pessoa não muda o mundo, duas também não

    O mundo não muda com uma pessoa. Nem com duas. O que faz o mundo dos negócios girar é uma pessoa querendo fazer o que ama por dinheiro e outra pessoa com muito dinheiro precisando exatamente disso.

    O problema? Essas pessoas estão separadas. E ninguém melhor que um pesquisador para identificar essas lacunas e “se posicionar bem no campo, pronto para marcar o gol”.

    Ninguém me chamou para estar nos lugares que me ajudaram a fazer essas conexões. E quer saber? Ainda bem. Isso me deu a liberdade de escolher com clareza as mesas nas quais eu quero sentar.

    Agora, sendo sincero: desde que comecei a trabalhar com pesquisa (e eu comecei bem cedo), percebi que as pessoas não querem "pesquisa". Elas querem:

    * Clareza;

    * Confiança;

    * Mapear riscos futuros;

    * Mensurar oportunidades de crescimento;

    Por que estou te dizendo isso? Porque eu já fui aquela pessoa que, quando perguntavam "O que você faz?", respondia: "Faço pesquisa". E sabe o que acontecia? Ninguém tem tempo para pesquisa. Ninguém tem dinheiro para isso. Ninguém reserva espaço na agenda para “ver pesquisas relevantes”.

    Então, a partir de agora, quando me perguntarem o que eu faço, vou dizer:“Eu ajudo empreendedores digitais a encontrarem novos produtos conversando com seus clientes, de forma que aumentem em até 30% o faturamento, sem precisar lançar mais infoprodutos."

    Você precisa parar de falar dos seus métodos e começar a falar das dores que você alivia

    Talvez ninguém tenha interesse em você porque seu marketing é ruim! E o meu também já foi. Precisamos melhorar isso antes de ter um produto que gere 100 mil reais de forma recorrente. Senão, teremos o produto, mas não os 100 mil todos os meses.

    Dane-se seu Figma, seu Notion, seu Bubble, seu N8N, seu Make, seu Zapier, seu Airtable, seu Futterflow. Dane-se seu Javascript, seu HTML, CSS, seu Python, seu SQL. Dane-se seu lançamento interno, lançamento semente, seu lançamento de desafio, sua sala-secreta, seu CAC, seu custo de clique, etc.

    Isso aqui não é sobre método, nem sobre um nome de profissão bonito. Não é sobre o que está na sua bio do Instagram ou no seu título do LinkedIn.

    O dinheiro está na mesa para quem resolve dores reais, não para quem tenta adaptar os clientes aos seus métodos. As pessoas não querem ouvir um personal trainer falando sobre o método de treino “blá blá blá.” Elas querem uma barriga de tanquinho, sem esforço, sem demora. Ponto.

    Talvez seja assim que você deva começar:“Eu ajudo [seu público-alvo] a fazer [o que seu público deseja] de forma que eles [ganhem X benefício], sem que eles tenham que [sofrer Y obstáculo].”

    Agora, talvez você tenha lido isso e pensado: “Enzo, eu não faço ideia de como preencher esses campos...” E é aí que eu entro.

    “Prazer, meu nome é Enzo e eu sou pesquisador.”

    A única coisa que você está sem agora é clareza. Mas a clareza não está longe, e na minha opinião, a melhor maneira de encontrá-la é com pesquisa.

    Lembra do que falamos no começo? O que importa não são os métodos, mas sim como você vai resolver as dores das pessoas. Quando você começar a entender essas dores com profundidade — quando começar a escutar de verdade o que o seu público quer — aí sim você se torna essencial. Não por ser especialista em uma ferramenta ou metodologia, mas por ser o encaixe perfeito que ninguém sabia que precisava.

    E isso, meu amigo, só um generalista consegue enxergar.

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    18 min
  • A escolha entre trabalhar CLT e abrir um CNPJ

    O artigo de hoje será um tanto diferente do que vocês estão acostumados a ler. Quem está aqui escrevendo pela primeira (mas talvez não pela última) vez é a Samantha, que trabalha na equipe do Enzo há pouco mais de um mês.

    Os meus comentários (Enzo Dulius) vão estar destacados com este recuo em laranja para que você, leitor, possa ver como diferentes pessoas têm a mesma perspectiva sobre o futuro do mercado de trabalho.

    Hoje, aos 32 anos, casada, mãe de um menino de 2 anos e meio, trabalho de dentro da minha casa, sem precisar enfrentar a chuva e o frio típicos da capital paranaense, onde resido há quase metade da minha vida.

    Obviamente que vender a imagem de que trabalhar em casa é um mar de rosas, pode ser algo um tanto quanto equivocado, mas para a minha realidade, se eu for fazer um comparativo de benefícios entre os trabalhos presenciais que já prestei e o que faço de forma online, a balança pesa muito - muito mais para o que faço atualmente.

    Seja bem-vindo à 13ª. edição da Fato Impacto Newsletter

    A geração atual está imersa no mundo do empreendedorismo, mesmo que não como sendo um empreendedor, de fato, mas muito se fala sobre o assunto, especialmente nos últimos 4 anos, pelo o que observo.

    Cresci ouvindo sobre a importância de ter “estabilidade”, como se isso existisse, sobre não “depender de homem” para ter dinheiro, que faculdade era necessário e muitas outras coisas que grande parte das pessoas da minha idade ouviram.

    Cada vez mais haverá menos diferença entre uma pessoa e um negócio, acredito que no futuro seremos todos um CNPJ que será apoiado por vários Agentes de IA e funcionários como a Samantha, que hoje atua para meu CNPJ que possuo para além do meu regime CLT. O mundo ficará mais maleável e será impossível impedir um funcionário de ser CLT e PJ ao mesmo tempo. Caso você queira saber mais sobre pequenas atividades que pode realizar diariamente para desenvolver habilidades que vão te tornar insubstituível para o futuro do mercado de trabalho, a Fato Impacto é o local ideal para você, venha fazer parte da comunidade deixando seu e-mail e sendo notificado dos próximos textos que haverá por aqui

    A vida em uma cidade de 5 mil habitantes

    Eu nunca fui uma criança ambiciosa, eu nunca pensei em empreender, inclusive tinha motivos de sobra para querer fugir disso. Não vou entrar em detalhes da minha infância vivida no interior do Paraná, em uma cidade de 5 mil habitantes (não, você não leu errado), mas a questão é que eu só queria sair de lá.

    Como eu poderia fazer isso? Não tinha pais ricos que poderiam me bancar em outro lugar, não tinha para quem “pedir socorro” caso desse errado. Mas mais do querer, eu precisava sair.

    Aos 17 anos, após terminar o Ensino Médio, fiz minha mala para passar as férias na casa da praia de uma tia, mas durante os dias em que fiquei em Curitiba antes de seguir para o litoral, entreguei meu currículo improvisado e sem absolutamente nenhuma experiência profissional, para uma amiga. Ainda na praia, recebi a ligação da empresa me convidando para a entrevista. Nunca tinha passado por isso. Era um processo seletivo entre muitas outras meninas em busca de uma vaga para auxiliar de vendas em uma ótica.

    Fui contratada.

    Liguei para os meus pais e avisei sobre o ocorrido. Eu já saí de lá com o plano de não voltar, mas obviamente isso não foi compartilhado com ninguém. Eu tinha 17 anos, mas em poucos meses faria 18. Apesar do susto, eles não se opuseram à minha decisão.

    Comecei a trabalhar, o ano era 2010, fiz minhas primeiras amizades em Curitiba e, duas delas, levo até hoje.

    Para quem não sabe, eu também nasci em uma cidade pequena no interior do Rio Grande do Sul, não tão pequena quanto à cidade da Samantha. Sapiranga, como chama a cidade, tinha 100 mil habitantes, mas eu demorei em torno de 16 anos para notar que ela era pequena demais para mim.

    Minha ambição e meus objetivos altos de vida, simplesmente agrediam, de forma branda, a monotonia de vida que as pessoas da minha cidade natal viviam. Diferente da Samantha, eu saí de casa aos 19. A diferença é que não foi do interior para a capital, muito menos para a casa de um familiar. Saí de Sapiranga para empreender com um colega de trabalho que eu havia conhecido trabalhando remotamente, nosso objetivo em comum era criar um negócio ao mesmo tempo em que trabalhávamos nos nossos empregos CLT.

    E assim fui eu… Ganhando 3500 reais por mês CLT me mudar de Sapiranga (RS) para Salvador (BA) aos 19 anos.

    → Morar com alguém que eu nunca tinha visto pessoalmente,

    → Morar em uma cidade em que eu nunca tinha visitado,

    → Viajar para uma região do Brasil que eu não conhecia,

    E aqui você pode se perguntar… “Essas decisões não causam medos?" E a resposta é: Causam! Causam muitos medos! Meus pais não entenderam na época, meus avós choraram desesperados com o que eu estava fazendo da minha vida, boa parte das pessoas da minha família não entenderam o motivo.

    Mas quem vai ditar o tamanho da sua vida é você. E neste processo sua ambição vai precisar ser maior do que seus medos. Afinal, você quer ter a direção da sua vida guiada por medos ou ambições?

    O primeiro ano morando sozinha na capital

    No ano em que me mudei, outras pessoas conhecidas da cidade onde eu morava - a título de curiosidade: Salto do Itararé - também se mudaram para Curitiba. Isso é bem comum em cidades muito pequenas de interior: terminar o Ensino Médio e ir embora.

    Consegui o primeiro emprego e queria fazer faculdade.

    Sempre fui apaixonada pela área de beleza, por cosméticos, quando era criança, me lembro de pintar e unha, retirar o esmalte e pintar de novo de outra cor em um mesmo dia.

    Pensei “vou fazer faculdade de estética, com certeza vou amar o curso, me dar bem agora e no futuro, ganhar dinheiro fazendo o que gosto!”

    Doce ilusão. Eu simplesmente odiei aquele curso. Imatura que era, passando pelo processo de adaptação da mudança recente, estava cansada física e psicologicamente.

    Desisti antes mesmo de completar o primeiro semestre.

    No ano seguinte recebi uma ligação da PUC/PR me oferecendo uma bolsa de 50% no curso de Letras. Por quê? Provavelmente porque “ninguém” queria aquele curso. Mas eu quis, a contragosto da mesma tia dona da casa da praia onde passei as férias, que fez Letras, é professora e coordenadora na mesma escola há, pelo menos, uns 30 anos.

    A real decisão aconteceu porque eu não me identificava com outras áreas. O que eu achei que gostaria foi uma grande decepção. Sempre tive muitas dificuldades com números, fórmulas, contas… Comecei o curso apenas pensando “quero fugir da minha dificuldade com números, vou fazer Letras mesmo”.

    Eu queria adicionar aqui a certeza de que: Aos 18 anos você não tem maturidade suficiente para escolher qual especialidade você terá. Porém, nós fomos criados nessa máxima industriaria de desenvolvimento humano onde "todos tem que ser uma engrenagem produtiva de alguma indústria". E pasme: talvez o melhor a se fazer seja desenvolver todas as habilidades que você não pode ignorar no futuro.Eu sou generalista desde os 13 anos. O que é ser Generalista? É como ser um pato no meio do reino animal… Você não tem nenhuma grande habilidade, mas você sabe caminhar, sabe correr, sabe voar, sabe nadar, sabe fazer barulho, sabe colocar ovos, sabe andar em bando, etc. O problema? Você inicialmente é visto como alguém desengonçado. O benefício? Hoje, em uma multinacional, têm vários momentos onde eu atuo em um time de especialistas “NEM NEM” eles não são nem capacitados a ponto de saber resolver o problema, nem espertos a ponto de quererem agir ainda que encontrem dificuldades. E foi justamente essa capacidade de adaptação, de aprender e evoluir em diversas áreas, que me permitiu enfrentar desafios e estar sempre à frente no mercado. Não foi sobre escolher uma habilidade e me especializar em algo desde cedo, mas sobre entender que o futuro pertence aos generalistas, àqueles que são capazes de navegar por diferentes cenários e resolver problemas de várias naturezas.

    Como eu, talvez você também tenha percebido que o mercado de trabalho está mudando rapidamente. Empresas não buscam mais apenas especialistas, mas pessoas com uma ampla gama de habilidades que possam lidar com um mundo imprevisível e em constante transformação. E é exatamente isso que eu ensino na minha mentoria "O Profissional Generalista".

    Se você quer se preparar para o futuro e desenvolver as 12 habilidades essenciais para o trabalho do amanhã, faça sua aplicação aqui. Em 12 semanas, vamos trabalhar juntos para transformar sua carreira e garantir que você esteja preparado para enfrentar qualquer desafio, sendo insubstituível no mercado de trabalho.

    Fim da faculdade. E agora?

    No último ano do curso, eu seguia trabalhando na ótica em que comecei minha vida de CLT, mas não mais como auxiliar e, sim, como consultora ótica, o nome bonito que davam para vendedora.

    Esse emprego foi muito importante pra mim. Aprendi muito, tive contato com clientes de todos os perfis: pessoas queridas, grosseiras, idosos, crianças com sérios problemas oculares…

    Note que aqui a Samantha começou a aprender habilidades Generalistas para além da especialidade que ela estudou para ter.

    E, certo dia, novamente, a mesma tia das férias e da oposição à faculdade, me ligou e disse:

    - Uma professora vai sair de licença-maternidade. Tem interesse em começar aqui como substituta dela?

    Não pensei muito. Nesse época, meu novo desejo era parar de trabalhar aos fins de semana. Era uma “ambição de preguiçosa”: vou trabalhar de segunda a sexta e ter duas férias do ano.

    Sugiro que você leia o texto que falo sobre o mito de Ícaro, um dos grandes erros que cometemos é não saber usar as moedas da vida a nosso favor. Iniciamos querendo dinheiro, com dinheiro vemos que na verdade queremos tempo. Com tempo vemos que na verdade queremos desafios. Com muitos desafios nos sentimos sobrecarregados.

    A vida profissional é um caos mais fácil de destruir sua autoestima do que elevá-la.

    E a falta de clareza sobre, talvez, a moeda mais subestimada de todas: a paciência, Faz com que a gente simplesmente tome decisões erradas por não saber o que devemos abdicar, se é dinheiro, se é tempo, se é esforço.

    E com isso, em 10 anos, realizamos 10 coisas diferentes e não somos bons em nada (de uma forma não intencional), enquanto você poderia fazer exatamente a mesma coisa de forma intencional e assim como eu, se vender como um Pato Generalista.

    Aceitei o emprego. Mais uma grande ilusão, eu não precisava sair de casa para trabalhar aos fins de semana mais, no entanto, levava trabalho para casa sempre, inclusive passava os domingos fazendo planejamento da semana seguinte.

    Apesar de ser muito trabalho e pouco salário, eu amava meu ambiente de trabalho, as pessoas com quem convivi durante 6 anos. Digo isso em relação à equipe mesmo, incluindo essa tia, que agora era uma de minhas coordenadoras. Eu não tinha vocação para ser professora, eu não fazia aquilo por propósito.

    A exaustão e a vontade de mudar de vida

    No mesmo ano em que comecei a vida de professora, conheci o grande amor da minha vida. Isso aconteceu em 2014. De lá para cá foram muito mais do que 10 anos juntos.

    Fazia, aproximadamente, 8 meses que eu estava nesse emprego quando comecei a namorar. Pouco tempo depois, já sabia que aquilo não era para mim, mas eu simplesmente não sabia o que fazer… e assim me arrastei por longos 6 anos.

    “Pouco tempo depois já sabia que aquilo não era para mim, mas eu simplesmente não sabia o que fazer… e assim me arrastei por longos 6 anos."Quem aqui já passou por isso?

    Meu namorado na época e, hoje marido, sempre cuidou da parte administrativa da empresa fundada pelo pai. O que começou em uma portinha, hoje emprega dezenas de pessoas direta e indiretamente. Sem tirar o mérito de quem iniciou o negócio, acompanhei muito do crescimento e sei, sem nenhuma sombra de dúvida, que a empresa só está onde está hoje, graças ao meu marido.

    Ele, envolvido no empreendedorismo desde seus 14, 15 anos, não se conformava em me ver trabalhando cerca de 10h por dia para ganhar o salário que ganhava. Me via chorar de cansada, me via levantar de madrugada para chegar no horário e não ter dinheiro para nada além do essencial.

    Foram anos - sim, anos - tentando me fazer acreditar que existia um universo fora do salário fixo no fim do mês.

    Na verdade, eu acreditava, mas tinha um medo paralisante de dar errado.

    O primeiro passo para o CNPJ

    Como comentei anteriormente, sempre amei a área da beleza. Me identificava com o universo da maquiagem, fiz diferentes cursos nesse segmento e já fazia alguns atendimentos em paralelo.

    Olha aqui que legal :) O texto não está nem na metade e Samantha já falou muito do que gosta e o que não gosta. Eu quero destacar isso para ser óbvio para você, caro leitor. Por mais que todos tentem te agoniar para que você tenha um rótulo profissional, talvez um único rótulo seja muito pouco para definir você…Talvez você tenha que ser você e não um profissional especialista em “blá blá blá.” Ninguém mais tem interesse em se relacionar com pessoas quadradonas, o que a gente vai cada vez mais é querer sentir que está lidando com humanos

    Antes de realmente ter a coragem de sair da sala de aula, diminuí minha jornada de trabalho para meio período e comecei a fazer atendimentos como maquiadora e designer de sobrancelhas em um salão famoso que fica no shopping. Mais uma vez trabalhando aos fins de semana.

    E o que aconteceu meses depois? Pandemia!

    Tudo fechou, inclusive o salão. Tinha acabado de sair do meu emprego CLT para “trabalhar para mim”.

    Nessa época, o Pedro (meu marido) e eu já morávamos juntos e não passei por nenhum tipo de necessidade financeira.

    Hora de encurtar a história

    Vou resumir um pouco os próximos capítulos.

    Quando as coisas começaram a voltar a algo próximo à normalidade, continuei na área da beleza, porém em outro local. No ano seguinte, com a idade batendo à porta, tomei a decisão de que era hora de tentar ser mãe. Não acredito que isso seja um direito, mas sim, graça.

    Para nossa alegria, fomos agraciados muito rapidamente. Trabalhei durante 7 meses da gestação, até que decidi parar. Foi um período em que voltaram a ter aumento dos casos do vírus e achamos que não valia a pena o risco.

    O que fazer após a chegada do bebê?

    Eu amo ser dona de casa, cuidar do meu marido e do meu filho, mas tinha certo bloqueio com essa “profissão”. Se lembram sobre o fato de a minha geração ter crescido ouvindo certas frases? Pois bem…

    Assim que decidi parar com os atendimentos, meu marido me chamou, me entregou o cartão de crédito e disse: “sei que você não vai querer me pedir nada, então o que precisar, use o cartão!”

    Os privilégios de ter alguém que trabalha pela casa são incontáveis. E não digo apenas na questão financeira.

    A rotina após o nascimento do meu filho mudou completamente, para surpresa de zero pessoa. Mesmo com tantos sentimentos bons, com o coração grato pela vida (e alma) a mim confiadas, eu sentia falta da minha liberdade, queria me sentir mais útil e voltar a ter uma renda. (O que pode ser mais útil do que cuidar, amamentar, amar, educar e servir a um ser indefeso?)

    Certa noite, enquanto colocava nosso filho para dormir, meu marido me enviou uma mensagem dizendo que estava aberto o curso para Social Media de uma conhecida escola de marketing, mas que eram as últimas horas do carrinho. Comentou o valor e falou para eu decidir rápido que poderíamos comprar.

    Eu quis.

    O trabalho depois do trabalho

    Iniciei as aulas, estudava enquanto meu filho dormia no carrinho ou no sling pendurado em mim. Ele tinha 4 meses quando tudo começou e, o primeiro contrato que fechei para fazer a gestão da rede social, aconteceu na festinha de aniversário de 1 ano dele, em março de 2023.

    Comecei, de fato, a trabalhar com a internet. Eu já estudava sobre marketing digital desde a pandemia, via “todo mundo” ganhar dinheiro com isso e eu não. Queria lançar um curso online de automaquiagem, mas mais uma vez, a insegurança não deixou, até que as coisas começaram a caminhar…

    De lá para cá, não foram muitos clientes. Sabe por quê? Posso contar, cheia de orgulho de mim, que grande parte deles permanecem até hoje.

    Uma das grandes alegrias da minha vida é poder trabalhar em casa, conciliar a maternidade com o trabalho remunerado. Eu presenciei a primeira palavra, o primeiro passo, cada sutil desenvolvimento.

    O Pedro, aquele cara que conheci lá em 2014, que está comigo até hoje (e estará por toda a vida), tem grandessíssima responsabilidade em cada conquista minha: ele acreditou em mim antes que eu mesma acreditasse, ele me incentivou, eu não precisei ter medo de não conseguir pagar uma conta, eu não precisei usar meu primeiro dinheiro do trabalho com a internet para comprar fralda, pagar plano de saúde ou o que quer seja.

    O CNPJ não é para todo mundo. Inclusive, tenho absoluta certeza de que não seria para mim. Sozinha, muito provavelmente, ou eu estaria ainda em sala de aula ou em algum outro emprego CLT.

    Entenda que ninguém que venceu no trabalho odiava as segundas-feiras. E se você odeia, sinto lhe dizer: o problema é você, não o seu trabalho.

    O futuro não terá espaço para gente morna. Ou você vai odiar o seu trabalho (e um robô que não precisa de salário, não precisa de vale-alimentação, não reclama e não fica perdido no feed quando foi ao banheiro, vai te substituir) ou você vai amar o seu trabalho e tentar crescer junto com o futuro do mercado de trabalho.Trabalhar é um processo de iteração de gostos, por isso que acredito que vamos precisar adiar a faculdade dos nossos filhos. Eles vão precisar sair do ensino médio e ficar 10 anos aprendendo habilidades úteis para ganharem dinheiro, vou listar as 12 que ensino na minha mentoria para fim de exemplo:1 - Problem Solving2 - Adaptabilidade e Flexibilidade3 - Pensamento crítico4 - Comunicação eficaz5 - Negociação e Persuasão6 - Liderança Colaborativa 7 - Criatividade e Inovação8 - Autogestão e produtividade9 - Habilidades digitais e Tecnológicas10 - Inteligência Emocional11 - Visão Sistêmica 12 - Networking e ConexõesPor que acredito que isso deverá vir primeiro? Porque todas as empresas precisam de um profissional com esse cinto do Batman a disposição. E durante os 10 anos em que você se desenvolve nessas 10 coisas, adquire experiência para entender o que deve fazer na faculdade. Hoje eu ainda não comecei a faculdade, tenho 22 anos. Estudo de forma autodidata desde os 13, estou considerando entrar na faculdade no ano que vem. Vou entrar na faculdade com uma empresa e um emprego CLT ao mesmo tempo, ganhando +144k CLT + benefícios com menos de 6 anos de vida profissional (sem contar os lucros das minhas iniciativas empreendedoras). Parece que tenho agora um pouco mais de experiência para decidir o que quero focar do que eu tinha há 6 anos, não?

    Os próximos passos

    Graças a muito trabalho nesse curto período de tempo, encontro-me no momento em que não consigo mais assumir demanda para fazer a gestão da rede social de outros clientes.

    O desafio atual é encontrar a melhor maneira de terceirizar o que pode ser terceirizado para dar o primeiro passinho na escala do meu negócio e, assim, consequentemente, aumentar a renda.

    Tem um fato curioso que eu queria contar sobre a Samantha… Eu tinha mais trabalho para ela, ela ouviu minha demanda e disse “Enzo, preciso ser sincera com você… Eu até poderia pegar, mas eu quero ter tempo com meu filho também, quero estar com ele, vê-lo crescer". Sabe por que ela falou isso? Porque não é só sobre dinheiro. Riqueza não é ter dinheiro. Para alguns, vai ser ter tempo livre, para outros, vai ser poder praticar esporte mais do que a maioria, para os outros, vai ser se divertir no caos corporativo e, para outros, vai ser apenas esperar seus projetos crescerem e vê-los tomando forma. Quem perde no meio disso tudo? Quem não sabe porque leu esse texto aqui. Você esta aí, estagnado, temendo a vida, não sabe se vai ou se fica. Não sabe se empreende ou se é CLT. Ninguém mais tem paciência para gente morna, cada vez mais queremos menos pessoas iguaizinhas, queremos nos conectar com outro alguém que tenha clareza do que é neste mundo.Então na dúvida, se não souber o que fazer… Comece olhando pra você.

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    21 min
  • Você prefere morrer queimado ou afogado?

    Desde quando comecei minha jornada, muito antes de escrever artigos, eu sempre falei sobre o que, para mim, denominava como “Efeito Catapulta”. Essa é uma tese minha de que “crescer por escada” já passou e passado a gente guarda no museu.

    Seu filho vai ser um fracasso se você optar por instruí-lo a seguir seus passos, dessa mesma forma, entendi que seria um fracasso se seguisse os passos dos meus pais. O que foi sucesso na última década, não será sucesso daqui para a frente, então para de pensar em assumir carreiras familiares, empresas ou até mesmo viver como se soubesse o que está fazendo.

    Seja bem-vindo à 12ª. edição da Fato Impacto Newsletter

    Eu não sei o que seus pais te disseram quando você nasceu sobre o futuro do trabalho, mas eu tenho certeza que muito pouco do que eles falaram ainda faz sentido, tudo bem você ter esse zelo, mas daqui pra frente, tudo vai mudar muito rápido. Já deve ter percebido, não? E hoje quero te contar o que Ícaro tem a te ensinar com isso.

    Se você está buscando maneiras práticas de resolver problemas complexos, criar soluções digitais impactantes e transformar desafios em oportunidades, a Fato Impacto é para você. Aqui você terá acesso a insights exclusivos, estratégias testadas e uma comunidade dedicada ao crescimento e à inovação.

    Junte-se a nós e faça parte de um grupo que está moldando o futuro dos negócios digitais com ideias acessíveis, dados precisos e impacto genuíno! Inscreva-se agora e comece a transformar sua jornada hoje!

    Dédalo e o Labirinto

    Hoje vai ser um dia em que vamos aprender um pouco sobre história antes de entrarmos em insights relevantes. Então peço, caro leitor, que você leia com atenção e paciência.

    Dédalo era um dos maiores inventores e artesãos da Grécia Antiga. Originário de Atenas, ele era conhecido por sua engenhosidade e habilidades técnicas, sendo capaz de criar obras magníficas e complexas. Por sua fama e talento, foi convocado pelo rei Minos, governante da Ilha de Creta, para projetar e construir um labirinto impenetrável destinado a aprisionar o Minotauro, uma criatura metade homem, metade touro, nascida da união da rainha Pasífae, esposa de Minos, com um touro sagrado.

    O labirinto, com seus corredores intrincados e sem saída, foi uma das criações mais notáveis de Dédalo. Nele, o Minotauro vagava, incapaz de escapar. No entanto, ao ajudar Teseu, o herói ateniense, a matar o Minotauro e escapar do labirinto com a ajuda de Ariadne (filha de Minos), Dédalo caiu em desgraça com o rei.

    A Prisão de Dédalo e Ícaro

    Como punição por sua traição, Minos aprisionou Dédalo e seu filho Ícaro em uma torre em Creta, sem meios de fuga. No entanto, a genialidade de Dédalo não poderia ser confinada por muito tempo. Observando os pássaros voando ao redor da torre, ele concebeu uma solução: criar asas artificiais para ele e seu filho, que permitiriam que ambos escapassem da ilha. Ele recolheu penas e utilizou cera para fixá-las em uma estrutura, criando asas suficientemente grandes e funcionais.

    O Aviso de Dédalo

    Antes de partirem em sua fuga, Dédalo advertiu Ícaro com seriedade. Explicou que o voo deveria ser cauteloso e controlado: Ícaro não deveria voar nem muito baixo, para que as asas não fossem encharcadas pelo mar, nem muito alto, pois a proximidade do sol poderia derreter a cera que mantinham as asas unidas. Essa instrução era essencial para a segurança de ambos, pois o equilíbrio era a chave para o sucesso da fuga.

    A Fuga e a Queda de Ícaro

    Dédalo e Ícaro, equipados com suas asas, lançaram-se ao céu e iniciaram a fuga da prisão de Creta. Por um tempo, tudo parecia perfeito. Eles conseguiam voar livres sobre o mar Egeu, com o vento nas costas e a liberdade à vista. No entanto, enquanto Dédalo mantinha o curso estável, Ícaro começou a sentir uma euforia crescente. A sensação de voar, algo que nenhum mortal havia experimentado, o tomou de forma avassaladora.

    Deslumbrado pela liberdade e pelo poder que sentia enquanto voava, Ícaro se esqueceu dos conselhos de seu pai. Ele começou a ir mais alto, em direção ao sol, buscando alcançar novos patamares. Conforme subia, o calor do sol aumentava, aquecendo as asas feitas de cera e penas. O resultado foi trágico: a cera começou a derreter e as asas de Ícaro desmoronaram lentamente.

    Sem o suporte de suas asas, Ícaro desceu em queda livre. Gritou por seu pai, mas era tarde demais. Ícaro despencou do céu e caiu no mar, onde morreu afogado. O local onde seu corpo caiu ficou conhecido como o mar de Ícaro, em homenagem à sua morte trágica.

    Os valores invisíveis que movem o mundo

    Na sociedade moderna, tendemos a enxergar o dinheiro como a principal moeda de troca. Ele paga contas, compra bens e, muitas vezes, é visto como a métrica de sucesso. Mas, em um nível mais profundo, as verdadeiras moedas que movem nossas vidas são muito mais complexas. Elas envolvem fatores intangíveis e extremamente valiosos que, quando utilizados estrategicamente, podem nos ajudar a alcançar objetivos, gerar impacto e viver uma vida mais equilibrada. Essas moedas humanas incluem tempo, dinheiro, esforço físico, esforço mental e paciência. Cada uma delas tem seu valor próprio e, o equilíbrio entre elas é o que realmente determina o sucesso a longo prazo.

    Tempo: A Moeda Irrecuperável

    Entre todas as moedas humanas, o tempo é a mais preciosa. Ele é a única que não pode ser recuperada ou renovada. Todos os dias, gastamos uma parte do nosso tempo em atividades, decisões e interações.

    A forma como utilizamos o tempo é o que define nossas conquistas, a qualidade de nossas relações e até mesmo nosso bem-estar. Saber onde investir o tempo é crucial para alcançar o sucesso e, muitas vezes, gastá-lo sabiamente é mais valioso do que qualquer quantia de dinheiro.

    No mundo moderno, com distrações constantes e a pressão de ser produtivo, aprender a gerenciar o tempo é uma habilidade essencial para qualquer pessoa que queira maximizar seu impacto.

    Dinheiro: O Poder de Potencializar Resultados

    O dinheiro, enquanto uma moeda tradicional e tangível, funciona como um facilitador, permitindo acesso a recursos, oportunidades e conforto. Ele não é o único caminho para o sucesso, mas pode amplificar os resultados quando bem utilizado.

    Dinheiro compra conhecimento, ferramentas, experiências e pode liberar tempo, contratando profissionais ou delegando tarefas. Entretanto, sua importância precisa ser balanceada. Muitas vezes, a busca desenfreada por dinheiro nos faz perder de vista o valor de outras moedas como o tempo e a paciência. Na verdade, o dinheiro deve ser visto como uma ferramenta, não como o objetivo final.

    Esforço Físico: A Base da Conquista Tangível

    O esforço físico é uma moeda mais antiga que qualquer economia.

    Desde os primórdios, o ser humano precisou do esforço físico para sobreviver e prosperar. Hoje, embora muitos trabalhos sejam menos físicos e mais intelectuais, o esforço físico ainda desempenha um papel crucial em muitas áreas de nossas vidas. O exercício, o trabalho manual e a resistência física nos ajudam a alcançar objetivos tangíveis.

    O esforço físico também está intimamente ligado à saúde, ao bem-estar e à energia, permitindo que continuemos investindo nas outras moedas. Quando nos esforçamos fisicamente, estamos construindo a capacidade de persistir em tarefas difíceis e de aproveitar nossa saúde para o longo prazo.

    Esforço Mental: A Moeda da Inovação e Criatividade

    O esforço mental é a moeda que alimenta a inovação, a resolução de problemas e a criatividade. Nosso cérebro é uma das ferramentas mais poderosas que temos, e a maneira como o utilizamos para pensar, aprender e criar pode moldar nosso destino. Investir em esforço mental significa dedicar tempo e energia para expandir nosso conhecimento, desenvolver novas habilidades e resolver problemas complexos. No entanto, é uma moeda limitada.

    Nosso cérebro tem limites, em termos de concentração e resistência, o que exige uma gestão cuidadosa do esforço mental. O burnout pode ser tão prejudicial quanto o esgotamento físico e saber quando e como descansar é crucial para maximizar essa moeda.

    Paciência: A Moeda do Longo Prazo

    A paciência talvez seja a mais subestimada das moedas humanas.

    No mundo acelerado de hoje, a capacidade de esperar e cultivar resultados ao longo do tempo é cada vez mais rara. No entanto, a paciência é a chave para o sucesso sustentável.

    Muitas das conquistas mais significativas exigem tempo, esforço contínuo e a capacidade de tolerar períodos de incerteza e dificuldade. A paciência é o que nos permite seguir em frente, mesmo quando os resultados não aparecem de imediato. Sem ela, corremos o risco de abandonar projetos, relacionamentos e metas importantes antes que floresçam.

    [Método de Crescimento]

    Escadinha Vs Catapulta

    Fiz esse rabisco rápido para te explicar minha forma de crescer como profissional.

    Vamos começar explicando como eu resumi nossa vida. Nascemos próximo ao emoji do bebê, morremos próximo aos 70 anos. Cada circulo representa uma década de vida. Neste exemplo pensei em alguém que morre aos 70 anos e consegue ter o ensino superior completo, que atualmente têm se tornado algo comum.

    Método Escadinha

    Desde novo, notei que todos buscamos a "década de ouro", um momento de auge profissional e pessoal em que conseguimos crescer precificando bem nossa hora por um longo período de tempo. O problema? Levamos muito tempo para chegar nisso, em torno de 30 anos, pelo menos.

    Tornou-se comum o número de pessoas que, com 30 anos, ainda está longe da década de ouro. Logo após, em torno de 10 anos dando tudo de nós mesmos, a tendência é nos sentirmos sugados e optarmos por desacelerar. Desacelerando é comum nunca mais ser possível criar nada relevante. E assim se inicia o que chamo de “Declínio profissional".

    É comum, nesse segmento, todos te estimularem a ter sentimento de impostor sobre si mesmo, você nunca vai se sentir pronto! Sempre vai precisar de uma nova pós, um novo mestrado, um novo ano no mesmo emprego, etc. Você nunca vai se sentir pronto para começar nada por não se sentir capaz.

    Resumo:

    * Pouco esforço mental;

    * Médio esforço físico;

    * Alta paciência;

    * Médio retorno financeiro;

    * Alto investimento de tempo.

    Método Catapulta

    Esse é o método que eu acredito e aplico na minha vida. Funciona de uma forma simples. Você se visualiza na próxima década e começa a fazer hoje o que deveria estar começando a fazer muitos anos à frente. Quer um exemplo?

    Com 16 anos comecei a escrever um Trabalho de Conclusão de Curso para meu projeto Sala de aula 2.0 que, ao fim do ensino médio, tinha mais de 288 páginas, contendo dois experimentos laboratoriais, uma sala de aula reformada para objeto de estudo, 32 testes aplicados em formato de experimento com grupo teste e 6 móveis. Minha idade na época? 17 anos. Quantos graduandos de Design nunca criaram algo desse tamanho?

    Seu valor = Trazer ao momento presente o que você faria daqui uma década.

    Você faz como Ícaro: voa para o sol! Tenta a cada ano adiantar seus próximos 10 anos todos para entregáveis naquele respectivo ano. Aos poucos o resultado aparece. Em 10 anos você estará 100 anos à frente.

    Resumo:

    * Alto esforço mental;

    * Médio esforço físico;

    * Baixa paciência;

    * Alto retorno financeiro;

    * Baixo investimento de tempo.

    Não morra como Ícaro, mas entre o sol e o fundo do oceano, opte pelo sol.

    Ao longo da minha jornada, entendi que o crescimento profissional e pessoal não se dá mais de forma linear, como subir uma escada, mas sim de forma acelerada, como uma catapulta.

    Assim como no mito de Ícaro, em que o desejo de voar mais alto trouxe consequências trágicas, precisamos aprender a lidar com a ambição e as novas oportunidades de forma estratégica, sem nos perdermos no processo.

    O que funcionou para as gerações anteriores, não necessariamente funcionará para a nossa, e, como pais que esperam que os filhos sigam seus passos, precisamos entender que o mercado de trabalho de hoje e do futuro exigem uma nova mentalidade.

    Na Fato Impacto, acreditamos que o sucesso no futuro do trabalho não virá apenas de "voar alto", adotando a última inovação ou perseguindo o reconhecimento. Ele virá de um equilíbrio entre inovação e prudência, entre o impulso de avançar e a estratégia de longo prazo.

    O mundo está mudando mais rápido do que nunca, com a inteligência artificial e novas tecnologias redesenhando o mercado e, aqueles que não souberem onde e como investir seu tempo, esforço e dinheiro, poderão enfrentar uma queda similar à de Ícaro. E não tentar voar e ficar no Método Escadinha é similar a morrer no fundo do oceano.

    O mercado de trabalho do futuro exige adaptação constante, mas também clareza. Precisamos saber quais problemas estamos resolvendo e como nossas ações geram valor.

    A Fato Impacto é a comunidade que entende essa dinâmica e se posiciona como um guia para profissionais e empreendedores. Nossa missão é fornecer os insights, as ferramentas e a rede de apoio necessária para que você possa não apenas inovar, mas fazê-lo de forma sustentável e com propósito.

    Assim como Dédalo ofereceu asas a Ícaro com uma advertência clara, nós oferecemos o conhecimento e as estratégias para que você possa crescer e impactar o mercado, sem se perder pelo caminho.

    Na Fato Impacto, nosso objetivo é garantir que você voe alto, mas que também tenha a sabedoria e o equilíbrio necessários para permanecer no topo, sem as quedas que podem ocorrer por falta de direção.

    Recentemente, cunhei a frase “Rumo a 2502!” porque acredito que o futuro irá mudar tão rápido que será possível que eu viva por pelo menos 500 anos, mas a abundância estará para aqueles que souberam ser rapidamente relevantes, rapidamente geraram impacto.

    E eu tenho uma forma muito direta e simples para entender se você está pronto ou não para o futuro. Nos próximos 10 anos, quando você olhar para o que está fazendo hoje, terá se catapultado ou terá vergonha do que está fazendo?

    Na dúvida, vá ao Sol! Na dúvida, se catapulte!

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    16 min
  • Eu nunca paguei 500 mil reais em nada!

    Meu marketing é ruim!

    Você tem tempo ou tem dinheiro? Eu já estou começando a ficar em dúvida se eu tenho tempo ou dinheiro, mas cada vez mais, tenho acreditado que tenho dinheiro. Simplesmente não consigo mais me sentir motivado a me aventurar em comunidades com 200 horas de aula. Simples como isso!

    Às vezes me perguntam “Enzo, por que você escreve Newsletters para público frio?” e a minha resposta é “para eles me conhecerem lendo meus artigos!”. “Mas isso não dá muito trabalho?” E eu, feliz, respondo “é sobre isso, sobre trabalhar”.

    Aquecer público frio da maneira certa dá trabalho! E é melhor você começar a fazer isso antes de ter um produto ou seu carrinho aberto, precisando de dinheiro.

    11ª. edição da Newsletter Fato Impacto!

    Seja bem-vindo à Newsletter de número 11. Para você que chegou agora, estou há mais de 60 dias escrevendo semanalmente sobre como vou chegar a um negócio que fatura mais de 100 mil reais de forma recorrente. O que eu quero dizer com isso? Vai ser uma jornada legal, de talvez 3… ou 10 anos… eu não faço ideia! E sinceramente? Nem me importo.

    Não vai ser hoje, não vai ser amanhã, nem no mês que vem, nem no ano que vem e talvez nem em 5 anos! Mas eu vou vencer. Não importa o quanto demore. 

    E se você quiser ler meus textos enquanto faço isso acontecer, me deixe seu melhor e-mail!

    Algumas informações adicionais aqui:

    Vou escrever 3x mais, ou seja, se você me ama, UHU! se você me odeia, sugiro que DESISTA!

    Em breve esses textos vão chegar segunda, quarta e sexta-feira às 9h! No entanto, apenas os últimos 6 textos estarão disponíveis gratuitamente e, não quero que olhe isso como algo ruim, eu quero te estimular a se comprometer a estar comigo, como estou aqui com você!

    O Leão não é o dono da selva por ser bonzinho, mas sim por ser destemido.

    Algumas coisas da sua vida precisam ser decididas por você. E uma delas é seu preço! Preço é a melhor forma de se comunicar com as pessoas, preço mede interesse, simpatia e até expectativa. Para cliente, você não diz não, diz o preço! Essa frase aprendi com o Victor Damásio, meu mentor de Marketing Digital.

    * Já com o Bruno Okamoto, aprendi que um negócio se simplifica em 4 pilares: Proposta de Valor (coração);

    * Modelo de negócio (cérebro);

    * Segmento de cliente (sangue);

    * Distribuição (espermatozoide). 

    Essa é a analogia. “Ah, Enzo, mas não tem mais coisas?” Tem! Mas no dia 01 você precisa ver seu negócio apenas pelo essencial. Então esqueça o resto e aprenda isso, porque tem 99% de chances de você ser um fracasso porque não entendeu o o básico.

    Eu não sei no que você é melhor, mas vamos pensar em uma nota para o quanto você conhece de cada um desses pilares e se atribua uma nota de 0 a 10 em cada um deles.

    Atualmente, minhas notas são as seguintes: 

    * 🫀 Proposta de valor: 5

    * 🧠 Modelo de negócio: 3 

    * 🩸 Segmento de clientes: 6 

    * 🍼 Distribuição: 2 

    Deixe sua autoavaliação nos comentários copiando essa parte do texto “minha nota é”. Quem comentar, terá 50% de desconto para ser assinante Premium da Fato Impacto!

    Já cometi muitos erros e ainda não estou pronto 

    Eu já lancei uma ótima proposta de valor para 0 pessoa ver - e deu errado. Já criei um monte de projetos que, sem distribuição nenhuma, foram pouco vistos pelo mundo.

    Até que notei que minha namorada estava cansada de um cara estudioso, porque demorei muito estudando e ela preferia um cara fracassado, mas que tentou tanto a ponto de perder tudo. Eu era o primeiro cara: mais estudava do que tentava.

    Eu tinha 0% alocado em risco porque não tinha coragem de lançar sequer um texto sobre minha forma de trabalhar no mercado. E só comecei a trabalhar nisso há 11 semanas, mesmo sem saber o que fazer.

    Você precisa ser claramente uma autoridade em alguma coisa e, além disso, uma autoridade cara

    O único ponto que eu discordo do Bruno é na geração de conteúdo e autoridade em mercado. Na minha opinião, nós, empreendedores lifestyle business ou solo-entrepeneur precisamos ser muito grandes quanto a autoridade em mercado e trabalhar muito bem isso. Talvez até o momento em que você consiga uma boa demanda reprimida de alguma coisa, quanto maior for essa demanda, maior a chance de haver uma competição positiva para entrarem na fila de espera ou beta-test do seu negócio.

    Atualmente, trabalho para uma empresa listada na NYSE e já passei por uma listada na NASDAQ, que adquiriu uma startup que foi vendida por mais de duas casas decimais em milhões. Antes disso eu já havia representado o Brasil no maior fórum de inovação científica do mundo e, esse curto, porém impactante currículo de poucos anos no mercado, muda totalmente meu jogo, a ponto de me dar confiança de criar minhas próprias regras de jogo, porque sendo sincero, todos os outros Enzos que você conhece, ou são pequenos profissionais/iniciantes, ou estão no mesmo nível que eu ou é o filho da Cláudia Raia.

    Errou no “Custo para entrar”

    O ClubHouse só tinha convites para entrar, isso é uma estratégia de lançamento de produto para garantir que não tenha mais sangue do que veias no negócio. E assim ele morreu. Por excesso de sangue. E sabe qual foi o erro deles, na minha opinião? O preço. 

    O preço fere o apetite do seu cliente e, um cliente com muito apetite pode matar seu negócio. Estou atuando hoje para empresas Enterprise e, sinceramente, tem tanta grana no caixa que podemos limpar um mercado povoado por empresas fora da bolsa de valores.

    Para uma empresa grande, se você não está na bolsa, você não está no jogo. Podem ter empresas muito grandes de capital fechado? Sim. E se for o caso, continuamos procurando uma oportunidade para desviar delas. 

    Não sei se você notou, mas o IronMan se tornou um grande negócio lucrativo. Ele tem dois grandes filtros: o financeiro e o físico. Na sua cidade explodiram o número de corredores? Na minha explodiu! Inscrição a 200 reais e corrida de 10km. Filtro mais físico que financeiro. O seu negócio tem quantos filtros? Deixa eu chutar: Nenhum?

    Voltando para como eu paguei 20 mil reais para descobrir que estava errando no arroz com feijão

    Na semana passada, estive na imersão Vida de Mentor Ao Vivo na Vila Olímpia, cada ingresso para entrar custava 10 mil reais, se antes você já tivesse se comprometido a pagar mais ao Victor, ganhava esse evento. Em torno de um mês atrás, eu já havia me comprometido a pagar 20 mil reais em 12x de R$ 2000,00. Então, entrei neste evento sem ter que fazer uma nova aquisição, apenas bancar meus custos da viagem.

    Imaginei que a solução que eu oferecia poderia ser impulsionada por influenciadores, que teriam menos decisões do que grandes multinacionais, por exemplo, para decidir colocar a inovação pra frente. O problema? O custo de 500 mil anualmente.

    Ofereci isso a algumas pessoas que achei que poderiam ganhar algo com uma inovação para a experiência de seus próprios clientes, o Feedback que recebi? Ruim. 

    Acho que eu fiquei o evento inteiro me vendendo errado, até que eu entendi que só quem fatura anualmente mais de 24 milhões com marketing digital (tendo 48 vezes o valor da minha consultoria de inovação B2B) poderiam me contratar. 

    Um jogo de 3 alvos!

    Naquela sala tinham duas pessoas que eu sabia que faturavam algo dentro dessas grandezas: Pedro Sobral e o Leandro Ladeira, além do dono do evento, o Victor Damasio, não sei se você conhece um dos três, mas eu sabia o tamanho deles e a primeira coisa que eu pensei foi: Nessa sala de 200+ pessoas, tem três potenciais clientes para meu negócio.

    O problema? Eu não ter medo de fazer um Pitch de 500 mil reais de consultoria estratégica para esses gigantes do marketing digital na frente das pessoas que também já investem no digital. Por um acaso do destino, consegui mandar meu material de isca no Airdrop do Pedro Sobral, já que consegui sair “por acaso" para encher minhas garrafas d’agua antes de ele entrar no palco. Então, quando abriram a sessão de perguntas, peguei o microfone e falei:

    “Pedro, obrigado pela palestra, eu sou o Enzo! Trabalho com pesquisas para grandes empresas enterprise e tenho notado que grandes influenciadores com várias pessoas engajadas podem, com certeza, ter um ganho de até 30% do seu faturamento criando um produto SaaS para sua audiência. Com isso, me ajuda a entender, já estando com dados de +12 influenciadores que aumentaram sua relevância no mercado digital e seu lucro, como Bianca Andrade, Thiago Ventura, Rafael Kiso, entre outros. O que seria necessário para você colocar um negócio assim para seus clientes? Saiba que se quiser minha ajuda nisso, faço um preço especial, 1% agora como sinal de comprometimento e 99% dos 500 mil reais que eu cobro após esse produto gerar lucro. O que acha? E além disso, na sua opinião. Estou no caminho certo te abordando assim?”

    O que eu perdi jogando dessa forma

    Com certeza essa é uma forma ruim de fazer uma venda enterprise de 500 mil reais de ticket. Vários experts em vendas B2B têm processos de nutrição de contatos de mais de 2 meses e 6+ ligações para fechar um ticket desse tamanho. Mas meu objetivo nesse evento era:

    * Mostrar minha autoridade para todos;

    * Falar minha experiência no 1 pra N e não no 1 pra 1;

    * Mostrar que precifico alto e aumentar meu valor na sala;

    * Atribuir o preço a um resultado e mostrar que estou junto com meu cliente;

    * Entender o first customer think depois de receber minha oferta.

    O que eu tinha a perder:

    * Minha reputação (por algumas semanas talvez?);

    * Minha autoridade (poderia ser chacota?);

    * Meu valor percebido na sala;

    * 3 leads;

    * Ser expulso do evento.

    O que eu perdi? Os 3 leads. Nenhum fechou! Mas eu entendi os motivos dos três.

    “Entre ter um atitude comum e uma atitude diferente, opte pela diferente, a não ser que você se contente com o que é comum”

    - Enzo Dulius

    O que eu ganhei jogando dessa forma

    Conexões. O meu retorno foi 100% em conexões com pessoas que admiraram minha atitude e têm contatos que querem me contratar por 500 mil reais por ano nas suas respectivas esferas. Quanto especificamente? Acredito que duas pessoas. Dentre as 200+ pessoas do evento, apenas duas, na minha opinião, têm potencial de me conectar a essas pessoas.

    Pode parecer pouco. Mas se ambas conseguirem um único contato, estamos falando de um crescimento 10x maior do que o que vocês esperam ver nessa Newsletter há +11 semanas.

    E eu ainda não comecei a desenvolver nada efetivamente! Além disso, vou listar alguns outros pontos que considerei ganho:

    * Oferta difícil de resumir em poucas palavras

    * Ponto para eu melhorar.

    * Sobral comentou “Já tenho um sócio que cuida de Software, você vem para apoiar/agregar ou vem para substituir? Se for para substituir eu não quero.”

    * Objeção a contornar

    * Ladeira comentou “Eu já tenho alguns SaaS, mas para mim, nenhum mudou o meu jogo, não sei, pode ser que eu tenha feito algo errado, mas é algo muito difícil de desenvolver”

    * Objeção a contornar

    * Victor Damasio comentou “Enzo, sabe quantas pessoas contratei por 500 mil ano? Nenhuma. E você não será o primeiro.”

    * Achei esse feedback muito bom.

    * Victor Damasio adicionou “Quem já viu valor no seu trabalho, você pode me mostrar alguém?”

    * Logo após isso, falei: Possuo comentários de alguns CTOs ou CPOs, isso conta em algo? Ele respondeu perguntando na mesa se alguém sabia o que era um CTO. Ninguém sabia! E ele disse “Oferece para quem tem essa grana e sabe que você gera valor".

    * Ninguém, depois do meu pitch, perguntou se eu trabalharia por 5 mil no mês. Todas as propostas eram “Vou ver se consigo arcar com o seu tamanho dentro do meu time".

    * Saiba que quem coloca seu preço é você! Não deixe que os outros digam a você o quanto eles querem te pagar. Eles vão te falar muito menos do que o que você vale.

    * Se você não consegue mostrar o quanto vale, não ouça esse conselho.

    Esse evento com certeza valeu os 20 mil reais que eu paguei. Eu sei que pode parecer loucura, mas agora estou muito mais próximo de acertar meu cliente. E sei também que pode parecer caro o evento como um todo, mas você precisa de um super filtro quando você tem um super cliente.

    Minha receita é 25x maior que o ticket que eu paguei, ou seja. Cada cliente que eu fechar em um desses eventos, me capacita a entrar em mais 25 eventos que custem esse valor. E você pode se perguntar “Enzo, por que você não investe apenas em um fluxo comum de aquisição enterprise?” E a minha resposta é que sou um empreendedor solo! Quero baixa complexidade agora, já possuo algumas pessoas dando apoio a mim em meu time e uma das tarefas deles não é sair atrás de clientes de 500k. Então vamos supor que eu precise de uns 4 ou 5 eventos como esse para conseguir converter um cliente.

    Custo total de aquisição (de forma simplificada) 5x 20k = 100 mil.

    Ticket médio = 500 mil.

    Parece uma loucura para vocês? Porque para mim isso é apenas mexer as peças do meu xadrez que podem mais rapidamente me trazer grandes resultados a baixo custo de tempo e esforço a um médio investimento financeiro, dada a proporção de retorno.

    Dedique-se bem à tarefa de montar o seu segmento alvo

    Mire na lua. Mesmo que você erre cairá, entre as estrelas

    - Norman Vincent Peale

    Eu fui para este evento com uma Lua Clara. Minha Lua eram o Pedro Sobral, o Leandro Ladeira e o Victor Damasio. E eu errei a Lua, acertei duas estrelas que parecem estar mais aderentes a meu negócio do que esses alvos estavam.

    Agora me diga uma coisa, você chegou a contar quantos filtros eu fiz para chegar neste alvo?

    * Me dispus a pagar 20k em uma mentoria de marketing digital;

    * Me hospedei no Alphaville em São Paulo por 3 dias;

    * Esperei o melhor momento dentre as 72h em que estive no evento para fazer o pitch das melhores formas possíveis até meus alvos e ter este feedback;

    * Eu já fui com um documento de pelo menos uma página mostrando quem era meu alvo com pelo menos 12 características de quem era e quem não era meu cliente;

    * Fiz um estudo de 12 pessoas similares aos meus alvos que já haviam feito o que eu prometia e aumentaram sua lucratividade com pouco investimento de tempo e esforço no curto prazo, para que a longo prazo tivessem uma nova receita alternativa;

    * Fiz um filtro de preço de 500 mil reais.

    E ainda assim, eu errei.

    Progresso é estar mais perto do objetivo ao final de cada dia, progrida.

    Espero que esse texto tenha sido para você uma pílula mental de cafeína, assim como foi para a minha cabeça tangibilizar essa visão. Quando você tiver critérios demais para segmentar seu público-alvo. Pegue um atalho como eu, pague caro, vá até o lugar onde seu alvo está, peça feedback.

    Reajuste sua rota e repita. Repita até dar certo. Pode ser que não seja hoje, nem amanhã. Hoje não foi. Mas enquanto não for, estarei aqui te esperando para dizer o motivo e o que eu aprendi. Te vejo novamente na semana que vem! Caso tenha gostado de ler este texto, considere se inscrever ou enviar a um amigo no botão abaixo.

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    Veja aqui o vídeo que me inspirou a ter essa frase e acreditar no processo, repetindo-o diariamente



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