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Quanto mais, menos! Quanto menos, mais!
Eu sempre fui o homem que tem umas 5 ideias de negócio por dia todos os dia. Falava a todos - ou quase todos - com muita frequência, a minha boa ideia do momento! No fim, notei que quanto mais ideias eu tinha, menos elas tinham valor pra mim.
Até que comecei a exigir mais das minhas próprias ideias, eu precisava fazer pesquisas, falar com algumas pessoas, entender o que iria doer mais ou menos, o que brilhava o olho.
Se você tem muita facilidade de colocar ideias em prática, talvez deva investir mais tempo até considerar isso como uma ideia de fato.
Seja bem-vindo à 9ª. edição da minha Newsletter! Esse foi um tema muito pedido aqui: como eu cheguei até a ideia do meu negócio que irá faturar 100 mil reais de forma recorrente e quais eu acredito que sejam as formas de te ajudar a chegar nisso também! Mas antes, quero te fazer um convite!
Assinantes Premium, agora vão participar do Grupo de Leitura Fato Impacto!
Estou lançando minha Comunidade Premium e, aos poucos, irei revelando os benefícios de você assiná-la. Por enquanto, o que posso dizer é: Nas próximas semanas, os assinantes vão poder participar de encontros de leituras de livros relacionados a temas similares aos que falo aqui para complementar seu conhecimento.
Caso você não queira gastar nenhum real e esteja satisfeito com meus artigos gratuitos, se inscreva para receber meus e-mails toda segunda-feira às nove horas da manhã!
Agora, se você quiser se tornar um assinante do Clube do Livro da Comunidade Fato Impacto, vou deixar um spoiler dos primeiros títulos que estamos analisando com nossa audiência para serem lidos com vocês em breve, dê uma olhada aqui:
Você não acha que pode estar supervalorizando sua ideia?
Neste vídeo, compartilhei um pouco com meus seguidores algumas etapas que sequer são consideradas por um empreendedor, a verdade é que se apaixonar por ideias é um risco extremamente caro!
Em torno de dois meses, fiquei conversando com pessoas que tinham uma visão diferente da minha, para que eles apenas me contassem seus problemas.
Eu acreditava que, se definisse um público-alvo e falasse com eles ao máximo até encontrar um problema comum, eu teria uma boa ideia!
Na minha primeira imaginação, fazer pesquisa tinha a ver com um processo de venda
Foi assim que comecei! Pensei: "Vendedores! É isso!”.
Você pode estar se perguntando: “Enzo, o que pesquisa tem a ver com vendedores?”. Um bom pesquisador precisa encontrar um bom segmento-alvo que saiba responder às perguntas principais que um projeto visa entender. Qual é a parte mais difícil? Conseguir falar com pessoas que querem te contar os problemas dela facilmente.
Por que isso parece com um vendedor? Porque o vendedor precisa entender esse segmento-alvo, porém ele possui uma solução para vender. Normalmente, só não tenho soluções para ofertar.
Meu processo de pesquisa passa por entender muito os problemas de um segmento, escolhendo um de cada vez, até que eu digo: “Ok, muito obrigado por compartilhar seus problemas comigo!” e vou embora. E repito isso, até que eu consiga visualizar um problema praticamente óbvio! E então, suponho hipóteses de solução para resolver aqueles problemas. E começo tudo de novo, às vezes até com as mesmas pessoas.
Eu cheguei a imaginar que tinha tudo a ver com vendas!
Paguei alguns vendedores para falar comigo, mas notei que muitos deles não tinham tanta clareza assim sobre os problemas que tinham. Alguns reclamavam de receber leads desqualificados, outros diziam que é muito difícil treinar vendedores por ser uma área bastante rotativa dentre as empresas, alguns só queriam que as plataformas fossem mais integradas em um único dashboard.
Quanto mais eu conversava com eles, mais eu via que meus problemas de pesquisa não tinham nada a ver com os problemas que eles tinham.
Talvez a única ferramenta que poderia ajudar a eles e a mim, seria algo que qualificasse uma lista fria de pessoas de um determinado segmento.
A partir disso, comecei a pensar em ter um SDR feito por inteligência artificial, que qualificaria listas. Entrei na comunidade AI Builders pensando nisso, quando eu vi, o próprio curso já criava isso, todos ofereciam fazer esse tipo de trabalho pra você por mil ou dois mil reais.
1 - Se todo mundo sabe o que você oferece, seu conhecimento vale muito pouco!
2 - Se você não facilita algo complexo, pode ser facilmente substituído por alguém com mais habilidade - ou mais dinheiro
Ter boas ideias se passa por assumir sua própria ignorância todos os dias
Eu procurava algo que fosse uma dor minha e, que ao mesmo tempo, estivesse ligado ao meu core de pesquisa. Já desenvolvi um produto completo de arquitetura, dê uma olhada abaixo:
Qual foi o problema que eu tive após criar a Vê Valor e não conseguir mais ter alinhamento entre os antigos sócios? A empresa não resolvia minha dor e eu não sou um especialista em arquitetura, ou seja, sozinho em uma “euquipe”, não entrego nenhum valor ao cliente. Então, neste novo negócio em que quero alcançar 100 mil reais de faturamento, comecei com alguns objetivos para minha ideia.
Lembra o que eu havia falado sobre tornar mais rígido seu processo de ter ideias?
Os critérios para minha ideia de negócio de 100 mil reais mensais recorrentes
* Ser uma dor minha;
* Já ter experiência com essa dor. Ser uma autoridade;
* Conseguir ser o rosto da solução, que pudesse apenas eu fazer o marketing e, com meu building in public, criar isso;
* Concluir sozinho a proposta de valor inteira, ou seja, ir do zero até a solução materializada, pegar um cliente pela mão e conseguir levá-lo desde não conhecer até o momento “wow”.
* Ser algo difícil de fazer para não ter concorrentes tão facilmente;
* Ser fácil de explicar, que quase todo mundo entenda e passe por isso;
* Parecer muito inovador;
* Não ser o primeiro a fazer isso, mas ser o melhor.
Parece que eu estava exigindo muito de mim, correto? Eu também imaginei isso no início, mas essa foi a única forma que encontrei de me “autocontrolar” e parar de ter novas ideias todos os dias com base em poucas coisas relevantes.
E funcionou! Consegui criar isso e fazer com que eu me acalmasse e ficasse longos dias sem NENHUMA MÍNIMA IDEIA DO QUE FAZER.
Talvez para você, não ter ideia do que fazer seja assustador, no meu caso também foi! Ainda mais quando você se comprometeu a mostrar esse processo em público, em Newsletters e compartilhar isso todas as semanas. As pessoas me cobravam sobre essa ideia, sobre o que fazer. E, para mim, foi ótimo dizer "Sendo sincero? Eu não sei!”
O que fazer se você não sabe como ter ideias
Eu já trabalho com design há mais de 6 anos e nasci em casa de estilista, ou seja, sempre respirei a tal da "criatividade” e vou dar exemplo do que meu pai faz para ter ideias de inovação em moda, que com certeza é muito mais difícil que inovação em tecnologia, devido ao fato da mudança em moda ser datada pelas mudanças climáticas do ano, todos os anos, repetidamente.
Meu pai, em um determinado momento do ano, coloca todos seus funcionários a buscarem coisas criativas, o dia inteiro, por quantos dias fossem necessários. E ele tem uma métrica de, pelo menos, 5 mil coisas criativas, enquanto não chega a esse número, ele continua e vai filtrando, até ter uma porção de coisas realmente aderentes ao que ele imaginou com base nas tendências que tèm estudado. Com isso, limita até ter 80-150 bons projetos para lançar na indústria.
Na minha opinião, o segmento de serviços é muito mais dirigido por resolução de problemas antes de apenas coisas novas como a moda. E eu sempre tive um grande ganho sendo apaixonado por livros de resoluções de problemas complexos, então quanto mais criativo eu preciso ser, mais eu consumo diferentes formas de resolver problemas complexos.
Se eu já tenho muito trabalho a fazer, estudo menos. Se estou em um desses períodos “sem saber o que fazer”, leio e estudo mais!
É quase como filtrar café!
Pense que sua energia é como a água dentro de uma cafeteira, ela vai passar pelo filtro, tenha inspirações ou não. E você vai ficar lá pensando “uma boa ideia, uma boa ideia, uma boa ideia…”. Pode acontecer? Pode! É provável que aconteça? Não. E ainda digo mais, é provável que, quando aconteça, seja ruim e mediano! Por quê? Porque não foi embasado em nada realmente relevante!
O pó do café dentro do filtro seria como as inspirações para sua cabeça, no caso do meu pai, que trabalha muito com design em uma forma visual, são imagens e produtos físicos já materializados. No meu caso, são soluções de problemas complexos, muitas vezes materializados em templates, em steps, listas de tarefas ou em uma forma de metodologia que divide e agrupa conforme as necessidades.
Porém, ainda assim, você terá que estar cheio disso no seu filtro, se não vai ser muito difícil ter algo bom, tragável. Pode até ter, porém a demora tende a ser muito maior e, não só isso, tende a ser pouco inovativo.
Significado de Inovativo
adjetivo capaz de inovar, de fazer algo nunca antes feito; inovador. Que traz consigo inovações e novidades; inventivo, criativo. Etimologia (origem da palavra inovativo). A palavra inovativo deriva da junção do verbo inovar e do sufixo-ivo.
O filtro, nesse caso, são as condicionais que você coloca para garantir que quando passar, será uma ideia realmente boa. É muito importante que, quando conseguir passar uma única ideia pelos filtros, você já a valorize e queira vê-la pronta! Queira colocar em prática.
Valorize a inovação que pode ser gerada com isso.
Recapitulando: a água corrente é sua energia/motivação, sem isso não vai ter nada. Você precisa garantir a recorrência desse primeiro fator, além disso, você precisa garantir inspirações, que são o pó do café, que vai fazer ter algum gosto! E para finalizar, você precisa ter critérios bem estabelecidos para representar o filtro, e garantir que o que sair você vai querer implementar!
Torne ter ideias algo leve e fácil
Eu cometi um tremendo erro no processo de ter ideias e, talvez isso que foi o que me fez demorar tanto para ter uma boa ideia. Eu estava muito preocupado de como eu iria colocá-la em prática. Eu não tinha tempo para empreender, então acho que isso, em parte, me "segurava". Até que comecei a contratar pessoas para me ajudarem a tirar meus planos do papel.
Contratei antes de saber como iria pagá-las. Mas contratei! E uma das primeiras foi um amigo que sabia desenvolver coisas legais com IA. Pedi para ele desenvolver um produto para facilitar a venda da minha mentoria de Inovação e Pesquisa para empreendedores digitais que faturam de 500 mil mensais até 3 milhões mensalmente.
E ele, ao ser contratado, falou "Me diz o que você quer que eu faça para mostrar a seus clientes". Eu não sabia o que dizer! Precisava já ter uma ideia, mas não estava seguro com nada. Então pedi a primeira coisa que veio à minha cabeça! Ele começou a me pressionar por agilidade na resposta. Pensei o que eu queria muito ver, que faria sentido para um produtor de conteúdo digital ver também.
Então falei: “UM SEGUNDO CÉREBRO! Vamos criar um segundo cérebro!"
Logo ele questionou:
- Ok! Mas o que você espera com isso?
- Eu tomo nota de muito conhecimento, mas chega na hora de me encontrar dentre as notas, me perco! Teria como colocarmos um bot no WhatsApp que olha os locais onde armazeno minhas notas, conteúdos de curso etc. e ele só me ajuda a lembrar onde eu coloquei?
- Cara, boa ideia! Preciso pesquisar!
Foi assim que nasceu minha ideia: sendo pressionado. Eu já tinha algo para criar, eu só não sabia se faria sentido, se teria algum valor, se seria fácil de fazer.
Eu não pensei em muitas coisas, só falei a primeira solução que me ajudaria muito.
O ambiente importa
Algumas coisas terão que sair de bate e pronto e, é melhor você estar com pessoas que valorizam ideias, ainda que sem acabamento e queiram seguir em frente, do que pessoas que te desestimulam. Não existe ideia boa ou ruim, existem só ideias, ideias são ideias, não valem nada.
Se elas derem muito certo, vai parecer que você é um gênio, se derem muito errado, vão dizer que era óbvio que iria dar errado.
No fim das contas, tenha certeza de uma única coisa: o que diferencia um gênio de um maluco é apenas o resultado que ambos obtiveram no que diziam que fariam.
Quando eu tinha 16 anos e falava a todos que iria expor minha pesquisa científica no Imperial College, em Londres, eu era um maluco, não tirava nem 60% da nota das provas de biologia e me sentia capaz de ser um dos 30 representantes do Brasil no maior fórum científico do mundo. Um ano depois, quando recebi o reconhecimento de ser 1 dos 150 pesquisadores mais influentes para o futuro da humanidade, algumas pessoas me davam tapinhas nas costas e diziam que sempre acreditaram em mim.
A solução para mim? Ser um maluco obcecado pelo processo de conquistar seus resultados com o tempo. Até porque eu nem me identifico assim com os outros jovens da minha idade. Eu me identifico com quem resolve problemas e cobra por isso.
Espero que tenha gostado desse artigo, no próximo irei explorar de forma mais prática e metódica cada uma das etapas do processo de filtrar o café. Esteja comigo segunda-feira que vem às 9 horas.
Você nem precisa marcar esse compromisso na agenda! Deixe-me apenas seu e-mail aqui embaixo. Te vejo em breve.
Sua ideia só vale alguma coisa se você tirá-la do papel, lembre-se de que papel na reciclagem e papel com sua ideia anotada valem a mesma coisa. Sua ideia só vira um negócio quando você prova que ela resolve o problema de alguém. Então, se já tem uma ideia, pergunte-se “o que ela resolve? E quem tem essa dor?”
Eu nunca soube dizer que profissional seria
Quando temos em torno de 5 a 8 anos, começam a nos questionar “o que você quer ser quando crescer?”. Você já passou por isso? Ou melhor, se lembra da primeira vez que te fizeram essa pergunta?
Parte 01 - Você faz o que foi programado a fazer
Você foi condicionado a ser uma engrenagem da indústria e nem percebeu
A escola nasceu na Revolução Industrial, junto com isso, esse movimento criou outros famosos centros de agregações humanas, sendo ela parte do quarteto: escola <> quartel e indústria <> prisão.
O seu ócio criativo está do tamanho de um grão de mostarda
Mas antes…
Esta é a sétima edição da minha Newsletter, após um sucesso gigantesco e a quebra do meu recorde de engajamento na edição #6 que, acreditem ou não, fez com que mais de 5 diferentes pessoas me procurassem para abrir projetos inovadores, te dou as boas-vindas a uma nova semana comigo!
Essa Newsletter tem o objetivo de documentar minha jornada até ter um negócio que fature 100 mil reais ao mês de forma líquida, sem me envolver na operação. Ainda não sei como fazer isso, mas quero criar uma comunidade que acompanhe toda minha trajetória e, caso sinta vontade, se coloque em prática também, afinal eu estou partindo assim como você do absoluto zero.
Caso você queira fazer parte desta trajetória, seja lendo e vendo na prática alguém construir isso, saindo das trincheiras ao cume do Olimpo (risos) ou queira um parceiro nesta solitária jornada… Deixe-me seu e-mail e vamos nessa!
Retomando…
O seu ócio criativo está do tamanho de um grão de mostarda
Nesta condição industrial do século XIX, havia poucas condicionais, sendo elas:
Ou seja, você nasce, vai à escola, de lá, pode escolher entre uma profissão e uma carreira no quartel ou defesa nacional.
Em ambas, no ponto mais otimista, você terá um extremo sucesso e uma incrível quantidade financeira.
Já no ponto mais pessimista, você terá a prisão; no fim, todos vão ao cemitério.
O desafio mais perseguido pela sociedade é, naturalmente, em vida, colocar mais crianças na comunidade, que irão, por consequência, seguir esse mesmo mapa.
O que mudou do século XIX para o atual
A categoria de serviços: essa foi a grande mudança. O autor Yuval Noah Harari, em seu livro Sapiens, retoma o tema falando da evolução humana.
Considerando que crescemos muito similares à vida de um animal, até que passamos a ser caçadores-coletores e trocar os bens que produzíamos pelos bens que outras pessoas produziam, chegamos ao apogeu industriário, onde descobrimos a incrível economia de criar produtos iguais e em larga escala, visando abastecer, praticamente, toda a sociedade com bens como: alimentos, carros, eletrodomésticos, roupas etc.
De lá para cá, o que se tornou incrivelmente relevante, foi o crescimento da indústria de serviço, que começou a fazer com que eu pagasse a você por um texto escrito em um site.com, por exemplo, e apenas isso fosse suficiente para uma troca de valor.
Como seguem as imagens expostas esta semana pelo perfil “Brasil em Mapas”
Onde você se perdeu nesta história
Ainda que seja um profissional da área de serviço, você é formado para uma indústria comercial, que vai limitar o seu crescimento. Todavia, sendo um operário ou um médico, caso você veja seu próprio corpo como meio para criar um valor monetário por tempo dedicado, você terá um teto de crescimento e esse teto vai limitar sua ambição.
Tornando isto palpável com meu exemplo pessoal
Nasci em uma família de profissionais da indústria da moda. Dentro desse setor, podemos dividir a geração de valor entre cinco principais categorias:
* Quem trabalha com as mãos
* Esta categoria se dá pelos primeiros membros da indústria e, por consequência, mais numerosos. Eles contribuem com seu par de mãos, o trabalho é fazer uma tarefa específica e passar adiante.
* Quem trabalha com gestão de mãos
* Conforme você seja um ótimo par de mãos para a empresa, poderá se responsabilizar por uma dezena de outros pares de mãos. Dentre essa responsabilidade, precisa garantir que esses profissionais façam exatamente uma única tarefa com suas mãos e passem a diante.
* Quem trabalha com cérebro
* Caso você comece a intervir, de forma positiva, nas possibilidades definidas para os processos estabelecidos para gestores de mãos, pode ser promovido para “cérebro” de uma área. Ou o “cérebro” por trás da esteira de mãos. Assim, você começa a definir ordens, táticas e processos ligados a gerenciamento de performance, gestão de tempo e diminuição de custos.
* Quem trabalha com gestão de cérebros
* Dentro de uma organização maior, se você for um “cérebro” muito dedicado, pode ser promovido a líder dos “cérebros!” e poderá olhar as decisões de forma estratégica, pensando um pouco além do semestre atual e visando passos futuros, como por exemplo, ter uma nova “pessoa cérebro” para criar um segundo grande time na empresa.
* Quem se responsabiliza pelo bom funcionamento dos profissionais acima.
* Caso você seja o melhor “gestor de cérebros”, pode assumir a presidência da empresa ou ser diretor de um desses grupos como um todo sendo o “responsável por marketing” ou “responsável por finanças por exemplo”.
Qual destes profissionais você está mais próximo de ser?
Meus pais estavam entre os grupos 2 e 3. Não ficaram ricos - nem irão ficar enquanto seguirem sua própria profissão. Eles ficarão entre aquele segmento de pessoas da sociedade que conseguiram construir patrimônio, mas não o suficiente para continuarem se sustentando caso parem de trabalhar.
Parte 02 - Do que você tem controle quando faz parte do sistema
Nós somos uma engrenagem desse sistema
Somos apaixonados por segurança, mas que segurança temos? De 6 meses? Você conseguiria ficar 6 meses sem a sua renda mensal atual? E onde isso é seguro? Partindo de outro princípio, consideremos seguro: vale a pena tamanha “segurança” para continuar até o resto de sua vida nisso?
Porque isso te afeta
Recentemente, finalizei os livros Flow, do autor Mihaly Csikszentmihalyi e, um dos muitos dados que me marcaram, foi um dos fatores pelos Estados Unidos terem se tornado o país mais desenvolvido do mundo, e após isso estagnado aos poucos…
Os estudos dele apontam que o tempo fora do trabalho utilizado para a maioria dos americanos tornou-se o fator chave para o seu desenvolvimento.
Vamos fazer uma conta simples… Todos nós temos 24 horas. Você pode ser um empregado que tenha oito horas de sono e gaste em torno de uma hora por cada uma das três refeições que deveria fazer.
Desta forma: 24h -8 (trabalho) -8 (dormindo) -3 (alimentação), assim você ainda possui 5 horas. Sobram 5 horas de vida.
O próprio autor cita no livro que, durante uma parte da história, esse foi um dos fatores importantes que fizeram os Estados Unidos crescerem: o hábito que os americanos tinham de dedicar essas 5 horas a si mesmos diariamente, até que…
Os estudos também apontaram que, pela dificuldade de alocar todas as pessoas em uma determinada função profissional, foi necessário desenvolver um meio de distração em massa para evitar insatisfação e questionamentos ao controle populacional
Assim, os Estados Unidos começaram a ter grandes estímulos para consumir entretenimento, seja de shows, televisão ou grandes modalidades e ligas de esportes. Com isso, aos poucos, a massa econômica que fazia o país ser um motor, passou a ser um grande problema econômico e alto meio de lucro para estas determinadas indústrias.
Parte 03: Onde sua ambição é esmagada
Seu emprego está arruinando, de duas formas, sua capacidade de inovar
Quando seu único ponto focal de energia é o emprego e suas metas profissionais dentro da companhia, você vê que, 8 das suas 24 horas do dia são dedicadas a esta finalidade, automaticamente você vai querer fazer com que todos seus eventos se adequem a isso. Eu também já fiz isso. E não via nada de errado, afinal, todos fazem exatamente a mesma coisa.
O problema por trás dessa atividade é que você já dedicou, pelo menos, 25 anos da sua vida para se capacitar na sua profissão, seja ela qual for, até que, após ficar capacitado, começou a entender que ainda tinha conhecimentos genéricos e, com isso precisava:
1 - Se tornar um especialista
Isso quer dizer, você já sabia o que precisava fazer na sua área em um cunho profissional, mas não estamos mais no século XIX. É fácil encontrar outros profissionais com o mesmo canudo de graduação que o seu e, assim, você foi atrás de uma pós, de um mestrado, de cursos profissionalizantes, até que…
2 - Escolher um segmento de atuação
Você precisou se dedicar a um único segmento e não a tudo que, inicialmente, estava se propondo a fazer na sua profissão, com isso, você agora só passou a atender uma determinada característica de problemas de forma recorrente e, aos poucos, foi se tornando bom nisso… Até que em certo dia…
3 - Escolher uma categoria-alvo para atuar ou empresas de foco
Um supercliente ou uma superempresa te chamou para fazer exatamente a mesma coisa, só que, para as necessidades dela, então esquece um pouco todos os problemas mais ou menos iguais que você fazia e foca só nestes seis ou sete aqui porque eles são realmente complexos…
Forma 01: Um profissional deixa de ser inovador quando está preso a um único contexto
Quando você disse "sim" ao cliente dos sonhos ou ao emprego dos sonhos, automaticamente disse "não” para todos os joules de energia que você tinha soltado em seu dia para “abstrair". E quanto mais sobrecarregado você está em um mundo cheio de problemas em que é a única pessoa que sabe resolver, você está indo muito bem dentro da empresa, mas muito mal para sua vida pessoal.
Aos poucos, seu cliente ou sua empresa vão te moldar exatamente para o que funciona para ela e, pasme: fora dela ou com outro cliente, nada do que você aprendeu vai fazer sentido. Claro que sua experiência é válida, em torno de 15% (em um chute próprio e dedutivo) das habilidades desenvolvidas e que eram ótimas para aquele caso, vão ser utilizadas de novo emprego. 75% dos conhecimentos que você teve daquele segmento de atuação e das ferramentas que utilizava, dos laços profissionais que construiu, das metodologias que funcionavam de acordo com sua necessidade… Tudo isso fica com a empresa e, talvez esse seja o preço mais caro de ter que dedicar a sua carreira a um único cliente ou corporação.
Forma 02: Visão Negócio First ou Método First
Ninguém dentro de uma empresa vai chegar e te questionar sobre seus métodos. Ou farão isso com baixíssima frequência. Eles querem que você entenda da visão para onde o negócio quer ir e querem que você entenda qual o método precisa para desenvolver o seu trabalho…
O problema é que a visão do negócio não é pensada em você, muito menos o método que foi preestabelecido para se chegar a algum lugar.
Sua voz não faz a mínima diferença dentro de um negócio, afinal, outras pessoas podem estar lá fazendo o que você faz, tendo uma visão alinhada com o segmento ou que saiba se desenvolver dentro do método da empresa.
Esses dois pontos são ideais para você começar a ter problemas de autoconfiança e, quando alguém pergunta: “Por que você não faz exatamente isso para outras pessoas?”, “Por que não abrir um negócio que torna tudo isso que você faz mais fácil?” Você sente que tem pouco a agregar na resolução destes problemas…
O motivo são as 8 horas diárias em que você será condicionado a pensar que está no lugar certo, que encaixou como uma luva, que o time não funcionaria sem você… E ao mesmo tempo, não vai conseguir tomar uma decisão sem ter inúmeras validações, seu encaixe vai ser cobrado o tempo inteiro, o time sabe onde você não entra e evidenciam isso uns aos outros
Parte 04: O jardim de grama verde
Faça você mesmo seu jardim
É preciso ver seu emprego ou o supercliente que você atende como meio para uma jornada que será sua, não o caminho para a vida eterna profissional.
Defina você como quer crescer
Avalie se o seu cliente está pronto para crescer na mesma proporção que você. Analise se a empresa quer dar espaço para se desenvolver da mesma forma como você quer crescer na sua carreira.
Já presenciei empresas que não tinham espaço para profissionais na minha área com a capacidade que eu estava me desenvolvendo para ter. E quando obtive essa capacidade, solicitei que meu salário fosse ajustado para o ganho estratégico que eu representava para a empresa, recebi a resposta “a partir do seu salário, só ganha um aumento se mudar de atuação".
Não abra mão de regar suas flores
Dias quentes criam secas, que fazem com que plantas morram. Se não for na sua empresa, será na sua vida pessoal. E você precisa evitar assumir a responsabilidade - muitas vezes imposta - para conseguir com que um jardim não morra dentro da companhia, afinal, mais do que suportar o jardim dentro da empresa, você precisa garantir que o seu está se tornando mais bonito.
Acredite, não vai chover novas sementes
A fórmula da inovação no seu dia a dia não vai surgir dentro das metodologias da sua empresa nem dentro da visão de negócio que eles projetaram para você desenvolver. A inovação vai aparecer quando você pegar tudo na sua vida, amassar, jogar no lixo e começar do absoluto zero.
“Inovar é um processo de todos os dias, é abrir mão das suas habilidades por algumas horas de ignorância, nestas horas de ignorância, busque aprender tópicos dos mais variados possíveis, sem nenhum objetivo estruturado. Até que, repetindo essa prática, em um dia, as coisas se conectem. Quanto mais pressa você tiver, mais tempo vai levar para os resultados aparecerem.”
Enzo Dulius
Quantas vezes, na sua empresa, um especialista com pressa, teve uma ideia brilhante que mudou a forma de trabalhar de um time todo, de uma área, talvez até da empresa? Por que isso não aconteceu?
Ideias boas não combinam com sentimento de especialista, muito menos com a pressa.
A verdadeira forma de conseguir inovar com constância
Um grande artista não tem objetivo de inovar um certo número de vezes em um ano, muito menos sabe qual a metodologia certa para se chegar a uma fórmula inovadora de tinta sobre tela que irá criar um ícone.
Porém, um artista, por inúmeras vezes, olha para um quadro branco e diz: “E agora?”
Suas cinco horas diárias devem ser investidas para pensar no que deveria ter assumido a ignorância previamente antes de precisar saber.
Novas conexões neurais ocorrem em novos momentos
Quantas vezes você já abriu mão dessa sua rotina quadradona, para tentar uma conexão neural nova? Vou dar alguns exemplos:
* Acordou e colocou uma música estranha?
* Fez o café da manhã em uma ordem diferente?
* Esqueça o café… e se você começar por um chá?
* Que tal desligar o Waze e ver quanto tempo você leva até o trabalho?
* Imagina que maluco se você cumprimenta apenas quem não conhece!
* Já olhou o formato que a sola molhada faz no chão seco?
* E se, através da janela que você abre todo dia, tiver uma resposta…
* Que tal mudar o estilo de podcast?
Você pode optar por inovar todos os dias
A escolha é sua: ser uma engrenagem do sistema ou ser uma peça única. Você tem, em torno de cinco horas diárias para se perguntar “Como eu posso me tornar único? A empresa quer ir para o mesmo lugar que eu? Quantas vezes me perguntaram para onde minha ambição aponta?”
Aponte para algo novo
Não se cobre para ver o alvo, a vida não vai ser tão exata quanto a sua empresa te fez acreditar ser possível, só vire para um lado, mire e atire em uma nova direção… Enquanto a flecha corre, você vai vendo se por lá tem algo para acertar. E, se não for de primeira… Fique calmo! Amanhã você tem mais 5 horas.
Conseguiu sentir o que eu quis dizer com a fala "somos uma engrenagem do sistema"?
Isso fez sentido para você? Me conte nos comentários e, se você conhece alguém que é assim, manda pra ela… Talvez esteja na hora dela começar seu próprio jardim. Estou feliz demais que você chegou até o fim, sério, você precisava ler isso! Já que chegou até aqui, deixe seu e-mail e, semana que vem na segunda-feira, às 09 horas da manhã eu te mando mais um texto, que tal!?
Ideias, todos querem começar pela ideia
Logo após o meu primeiro artigo quando assumi a responsabilidade de documentar minha jornada construindo um negócio que fature 100 mil reais de forma recorrente saindo do absoluto nada até completar esse valor várias pessoas me mandaram mensagens falando ou “estou pensando em algo assim também, só falta a ideia” ou “já tenho uma ideia, só não sei começar".
Boas vindas!
Seja bem-vindo, você está na 5a edição da minha Newsletter, aqui eu busco documentar meu processo buscando desenvolver um negócio que fatura 100 mil reais líquidos por mês. Na semana passada estive no Rio Innovation Week no Rio de Janeiro junto com feras marcantes como Uri Levine (co-founder do Waze e Movile), Eric Ries (criador do Startup Enxuta), Alex Osterwalder (criador do Business Model Canva) e Sean’s Substack (Criador do Growth Hacking), porque estou compartilhando isso? Esse evento teve sua principal narrativa 100% relacionada com o artigo de hoje, e logo mais você saberá o motivo!
Por último, mas muito importante, lembre-se que ler em grupo é mais satisfatório do que ler sozinho, motivado por isso envie esse artigo a algum amigo seu e tenha um parceiro na sua jornada em busca de crescimento, ou apenas se inscreva no botão abaixo.
Vamos ser amigos! Deixe seu email para iniciarmos nossa amizade.
O artigo é 100% gratuito, convide seus amigos a construirem esse hábito de ler algo produtivo todas as segundas pela manhã
O que eu aprendi no Rio Innovation Week
Fiquei no Rio de Janeiro participando do evento de terça a sexta-feira. Eu rigorosamente cheguei todos os dias por volta de 10 da manhã e sai por volta de 10 horas da noite todos os dias, mas dando um zoom out do evento e falando de 48h de conteúdo em apenas uma frase: todos estão sedentos por pessoas que consigam resolver um único problema
Nossos próximos anos serão repletos de lixo
Para que não haja dúvida, falamos muito sobre Inteligência Artificial, falamos muito sobre o futuro do trabalho, e falamos muito sobre gente, mas apesar de tudo quero trazer isso em cinco principais aprendizados:
* Não é uma bolha!
* Qual a diferença para o Metaverso? Todos e muitas vezes falaram sobre a diferença de ambos os dois, e a diferença é clara, a inteligência artificial resolve um problema: processamento de dados de forma eficaz, enquanto o Metaverso era uma solução para um problema inexistente.
* Após a era dos dados, todos passaram a criar sistemas para armazenar dados, porém não sabiam para que os dados serviam, não faziam bom uso, e a Inteligência Artificial vem para resolver essa dor.
* Não conseguimos colocar a IA dentro de uma caixa e dizer “é sobre isso” temos muito a explorar, muito a definir e tudo isso já tendo solucionado boa parte de nossos problemas diários com essa tecnologia.
* A inteligência Artificial está bastante longe de substituir o ser humano
* Marcos Piangers foi um dos responsáveis por essa ótima união de dados, parafraseando Howard Gardner criador da teoria que em 1980 tornou-se conhecida por categorizar o ser humano com “Inteligências Múltiplas” (segue imagem de referência abaixo).
* Atualmente a IA só tem evidências comprovadas dos ganhos que ela pode trazer acerca do campo lógico-matemático. Por mais que tenham outros ganhos do ponto de vista de linguística, interpessoal e intrapessoal ou até mesmo música. Todos esses ganhos são mais escassos de se visualizar serem citados por referências das áreas, além disso… Tem muitos espaços em branco.
* 1 → 1 → N
* Um pra um pra N. Essa é a fórmula, falamos muito sobre a capacidade de um humano criar uma IA própria, você olhar a cerca da oportunidade de ter uma IA para chamar de sua, um assistente pessoal, chamando assim… Esse assistente irá ter a disposição N diferentes agentes que serão responsáveis por realizarem cada uma das tarefas específicas ou se comunicarem com outros agentes que juntos irão pensar, definir, esboçar, aprofundar, imergir, obter dados, definir, supor hipóteses de problema, buscar explorar soluções analisando riscos e retornar o resultado para você.
* Essa é a oportunidade daqui para frente, aprender a construir isso para você e ter estes agentes a sua disposição para adiantar sua vida. Crescimento bola de neve, é isso que irá diferenciar quem passar a ver isso o mais rápido que puder e começar a trabalhar para resolver ele.
* Repetir, assim que parte de sua vida tiver resolvida pelo esquema 1 → 1 → N… Você repete, quantas vezes quiser, de acordo com o tamanho da sua ambição.
* Lixo, muito lixo
* Neste momento ainda estamos em uma transição da era da informação onde tudo é comentado a todo momento e todas as informações podem ser acessadas para outra era, onde todos poderão criar tudo, porém nada vai regular nenhuma dessas criações, pelo menos não inicialmente.
* Imagine todos com o poder de criar textos infinitos, áudios infinitos, vídeos, dublagens, imagens, etc. Como você vai obter clareza? Você não vai, cada resultado de busca será cada vez maior, com um retorno gigante de dados, e com isso você vai se tornar cada vez mais perdido e precisará de uma consultoria para obter pequenos dados. Ou confiar a tecnologia decisões difíceis sobre o rumo da sua vida, acreditando em um processamento e eficiência de síntese e conclusão.
* Lixo, vamos criar muito lixo digital por capacitar pessoas que em maioria não vão querer fazer uso profissional de quase nada, no momento a maior parte das informações geradas pelo Chat GPT são informações burras. Alunos de Stanford e Berkeley criam estudos sobre o impacto disso desde a metade de 2023.
* Capacidade de olhar para problemas reais
* O fato mais relevante de todos é: Temos solução demais para problemas de menos, isso mesmo que você leu! Vou editar esse mesmo texto novamente para te ajudar a compreender.
Quando falamos sobre os próximos anos da Inteligência Artificial conseguimos ver um horizonte onde a máquina chegará a soluções antes de criarmos problemas a serem resolvidos.
* Muitas vezes a conversa se passou a cerca de "quem poderá nos ajudar a encontrar problemas"?
* Grandes empresas entravam no assunto várias vezes por esperarem que fosse feito “o mesmo que à concorrência” quando eram questionados sobre o que buscavam que a IA fizesse para ajuda-los a resolver seus problemas.
Muito bolo para pouca boca
É assim que sinto quando vejo o tamanho do mercado de Inteligência Artificial e o momento que estamos para você que está lendo este artigo no momento em que ele está sendo escrito, então aqui tenho algo para dizer para você que busca atacar essa oportunidade e começar aos poucos a construir o seu castelo. Saiba que você vai precisar escolher inicialmente um único problema para resolver.
Mais difícil do que ter uma ideia é ter um problema
Por mais que sua ideia venha antes que o problema, você deve se esforçar para não contar sua ideia para ninguém! A primeira iniciativa que você deve começar é gerar hipóteses de público-alvo, sempre leve em consideração um perfil demográfico mínimo, por exemplo:Hipótese de perfil demográfico:
* Mulheres
* De 35 aos 55 anos
* Que estão empregadas com serviços de vendas
* Que moram em cidades não-capital do seu estado de residência
Com isso você irá começar a buscar pessoas que estão dentro deste segmento, encontrando pessoas neste segmento você vai começar a explorar com um roteiro de perguntas pontos a cerca de sua ideia. Pedi para o Chat GPT criar um template de exemplo para guiar sua imaginação, segue abaixo:
Roteiro Resumido de Entrevista para Exploração de Problemas
* Introdução
* Breve explicação sobre o objetivo da entrevista: entender desafios e problemas no setor de [Seu Segmento de Mercado].
* Exemplo: "Estou explorando algumas ideias para desenvolver uma solução inovadora no setor de [segmento]. Sua opinião é essencial."
* Compreendendo o Contexto
* "Qual é o seu papel na empresa e suas principais responsabilidades?"
* "Quais são suas principais metas atualmente?"
* Identificando Problemas
* "Quais são os maiores desafios que você enfrenta no dia a dia?"
* "Existe algum desses desafios que você considera particularmente frustrante?"
* Explorando Soluções Anteriores
* "O que você já tentou fazer para resolver esses desafios?"
* "Essas soluções funcionaram? Por quê?"
* Introduzindo a [Melhor Ideia]
* "Estou pensando em desenvolver [Melhor Ideia] para resolver problemas como [descreva brevemente]."
* "Como essa solução poderia impactar seu trabalho?"
* "Que características seriam essenciais para essa solução funcionar para você?"
* Validando a Importância
* "Se essa solução resolvesse os problemas discutidos, quão importante seria para você implementá-la?"
* "Você estaria disposto a investir em algo assim?"
* Encerramento
* Agradeça o tempo do entrevistado e peça permissão para um possível contato futuro.
Do Roteiro até um problema
Após você iniciar sua bateria de pesquisas de exploração do problema você verá que em um momento específico os problemas vão começar a se repetir, saiba que neste momento você conta o número de participantes que falaram coisas em comum, por exemplo, “se repetiu nos dois últimos participantes", então você vai em busca de conseguir chegar até 5 participantes falando problemas em comum… Quando suas 5 últimas entrevistas tiver sido abordado o mesmo problema, você tem um problema!
Você pode se perguntar… “Mas se não for 5 exatamente em sequência?”… Se não é cinco em sequência você ainda não encontrou um problema comum, ou você apenas continua aplicando o mesmo roteiro com esse mesmo grupo de pessoas dentre esse recorte demográfico, ou então… Muda de demografia! Ou muda de ideia e começa a olhar para novos segmentos em novas demografias…
Do problema ao PDD
PDD é a sigla para Problem Definition Document, ou Documento de Definição do Problema, ele será o dia 0 do seu negócio, quando você tiver conseguido encontrar um problema como mostrei acima e chegar a um documento que tangibilize esse problema, então estará feito, você está pronto para começar a olhar para a sua exploração de soluções. Segue, também criado pelo GPT, um template para detalhamento do PDD.
Documento de Definição de Problema (PDD)
Descrição do Problema
Problema Principal: [Descreva de forma clara e objetiva o problema central que está sendo abordado. Seja específico sobre o que está causando dor ou dificuldade para os clientes.]
Impacto do Problema: [Explique como e por que esse problema afeta os clientes. Inclua informações sobre a urgência e a magnitude do problema.]
Público-Alvo
Perfil dos Clientes: [Descreva quem são os principais afetados por esse problema. Inclua informações demográficas, comportamentais, e, no caso de B2B, informações sobre o setor, cargo, e responsabilidades.]
Principais Decisores: [Identifique os decisores dentro das organizações que têm o poder de comprar ou adotar a solução. Especifique cargos e departamentos relevantes.]
Análise das Soluções Existentes
Soluções Tentadas: [Liste as soluções atuais ou anteriores que os clientes tentaram para resolver o problema.]
Motivos de Fracasso: [Explique por que essas soluções não foram eficazes. Identifique as lacunas que sua solução pode preencher.]
Métricas e Indicadores
Métricas de Gravidade: [Identifique as métricas específicas que demonstram a gravidade do problema. Por exemplo, taxas de conversão, taxas de abandono, ROI, etc.]
Impacto Quantificável: [Se possível, forneça dados ou exemplos numéricos que mostrem a extensão do problema.]
Validação e Evidências
Feedback dos Clientes: [Inclua citações ou insights obtidos de entrevistas com clientes ou pesquisas que validam a existência e a importância do problema.]
Exemplos de Casos Reais: [Apresente casos de uso ou exemplos de como o problema está impactando os clientes atualmente.]
Conclusão e Próximos Passos
Resumo do Problema: [Recapitule os pontos principais sobre o problema e seu impacto.]
Próximos Passos: [Descreva as próximas ações a serem tomadas para continuar o desenvolvimento da solução. Pode incluir testes adicionais, desenvolvimento de protótipos, ou iterações de produto.]
Anexos (Opcional)
Documentação Suplementar: [Adicione qualquer documentação adicional que suporte as conclusões do PDD, como gráficos, tabelas, ou estudos de caso.]
O futuro será definido por pessoas que sabem o que resolver, e sabem como pegar nas ferramentas
Obrigado por ter chegado até aqui, espero que tenha gostado desta edição da Newsletter, não se sinta sozinho com seu problema, na próxima segunda-feira às 9h da manhã estarei aqui de novo para te ajudar com mais uma edição a dar o próximo-passo afim de chegar perto de tangibilizar um negócio que fature algo, até chegarmos aos 100k líquidos por mês :)
Gostou de ler até aqui?
Deixe-me seu email abaixo para eu te enviar a próxima edição na semana que vem!
Nós menosprezamos nossa habilidade de resolver problemas esse é nosso primeiro erro, nós enquanto espécie nos diferenciamos sobretudo da nossa capacidade única e própria de resolver problemas que tínhamos. E não só aprender a resolver problemas, mas também a partir de uma resolução evoluir enquanto humano, afinal, problema resolvido… Bola pra frente! Qual o próximo problema?
Encarando problemas como a coisa mais importante da sua vida
Certamente encarar problemas com bons olhos é uma das boas capacidades que você pode desenvolver para isso. Um bom problema pode mudar sua forma de enxergar sua vida, sua forma de visualizar possibilidades e quanto maior o muro, maior será a necessidade de se auto-desafiar, nem sempre em público, mas ao mesmo tempo. Porque não em público? Daqui para frente os artigos começam a virar uma teia! Mas antes de tudo…
Sua primeira vez aqui?
Seja bem-vindo! Hoje faz exatamente um mês da data onde me autodesafiei a documentar minha jornada do zero a criação de um negócio que fature 100 mil reais em faturamento líquido e recorrente todos os meses e é ótimo te ter aqui pois ainda estou muito longe de concluir com êxito esse projeto e todas as semanas, às 9 horas da manhã você irá no mínimo receber um email meu contando um pouco de como está minha cabeça com isso.
O objetivo desse artigo é interagirmos e trocarmos experiências sobre uma forma diferente de encarar a vida, menos rígida e fixa com menos soluções sendo definidas pelos outros e uma margem muito maior e mais aberta para você fazer o que quiser, da forma que quiser sem ter foco especificamente de gerar dinheiro, mas sim gerar valor para a sociedade, e cobrar por isso. Infelizmente não possuímos uma métrica clara para geração e mensuração de valor, mas hoje ser um humano capaz de gerar 100 mil líquido ao mês de forma recorrente parece bastante valor para alguém under25 (com menos de 25 anos), não?Entre nesse barco rumo a ruptura de dogmas da sociedade e se permita a viver uma jornada de questionar o que você acredita a fim de tornar sua existência mais voltada à geração de valor, e não só mais um chato de Twitter. Se inscreva com seu email para ficar sempre por dentro. Faça isso neste botão abaixo:
Esse artigo vai falar sobre a sua capacidade de resolver problemas e porque ela tem sido deixada de lado
Acredito com sinceridade que os problemas profissionais e financeiros que enfrentamos tem um grau de correlação com o quão mimado uma forte industria esta nos tornando. Não cheguei a fazer pesquisas sobre o tema, mas aqui compartilharei reflexões sobre estes questionamentos.
No livro Flow: A psicologia do alto desempenho e da felicidade, o autor explora uma pesquisa que ele e sua equipe conduziram a cerca de responder a pergunta “O que faz as pessoas felizes?”, de forma aberta e genérica, mas aos poucos se notava na amostra participante que o mais próximo de felicidade tangível a todos, em diferentes locais do mundo é nossa habilidade de fluir realizando atividades.
O que significa fluir?
Fluir ou fruir têm significados semelhantes, mas no livro é abordado como a capacidade que temos de perder a noção do tempo enquanto realizamos uma atividade, então com isso o mais comum das pessoas associarem a felicidade são tarefas a qual elas começam a realizar e esquecem de notar as horas passar, esquecem a dificuldade e apenas continuam buscando a execução da tarefa até que quando piscam, o dia acabou.
A maioria das pessoas não flui na sua vida pessoal
Resumindo os insights do livro, a maior propensão que você tem é associar todos seus momentos de maior felicidade ao trabalho, ainda que você não goste do que faz. Sim, é isso mesmo. E você talvez tenha que reler esse parágrafo para entender a sua profundidade.
A maioria das pessoas que eram questionadas de forma recorrente sobre o quanto se sentiam realizadas ao realizar cada uma de suas tarefas diárias, e a maioria das pessoas não tinha realização alguma oriunda de sua vida pessoal. Os únicos momentos a qual ela se sentia realizadas eram de forma majoritária a tarefas associadas ao trabalho.
Supomos que o João é um ferreiro que odeia trabalhar com ferragens. Ainda assim João fora do trabalho faz “o de sempre", volta pra casa, da um beijo na esposa, bate sua roupa suja, coloca a lavar, toma um banho, faz uma refeição e sentasse para assistir TV até seu cansaço misturado com monotonia o leve a cama. E então João acorda mais uma vez desmotivado para atender mais um dia como profissional de manipulação de ferragens.
Qual a chance que temos de nos satisfazermos enquanto existimos levando uma vida comum?
Logo após reclamar do trabalho, reclamar de sua profissão, reclamar da hora em que acorda, João se vê dobrando ferros, novamente. E assim provavelmente por boa parte de suas horas. Até que em um momento ele é questionado… “João, qual seu maior feito na sua vida até o momento?”, João é pego desprevenido, ele nunca havia pensado nisso, buscado um sentido a sua vida, muito menos um feito, rapidamente ele reponde “Já confeccionei uma bonita cerca a casa de um bacana, veja fotos”.
A maior epifania da vida de João foi ser ferreiro, mesmo que ele não gostasse disso e odiasse sua rotina. E é assim que a maioria de nós se perde na vida: não em atitudes erradas, mas em ambições comuns.
Para quem não tem direção qualquer uma serve
Essa é a frase que o Gato diz a Alice no filme “As aventuras de Alice no país das maravilhas”. Antes de você buscar problemas a resolver você precisa entender que a direção da sua vida é sua responsabilidade, não é da profissão que você escolhe, do trabalho que te emprega ou do local onde você reside…
Se você não definir um rumo, alguém irá definir por você
Cedo ou tarde, você estará trabalhando no problema de outra pessoa, porque ela te convenceu de que o problema dela é mais interessante, porque ela já descobriu uma forma de ganhar dinheiro com a resolução do problema dela e aceita te bonificar de forma financeira todos os meses pela sua colaboração.
"Mereço um descanso”
Todos os pontos que geram a você necessidade a pensar, a raciocinar, desenvolver algo, tornar tangível, problemas a se resolver… São relacionados a trabalho no termo real que essa palavra quer dizer…
A palavra trabalho deriva do latim tripalium ou tripalus, uma ferramenta de três pernas que imobilizava cavalos e bois para serem ferrados. Curiosamente era também o nome de um instrumento de tortura usado contra escravos e presos, que originou o verbo tripaliare cujo primeiro significado era “torturar”.
O problema é que você, recebendo de outra pessoa para resolver os problemas dela considera que essa ação de "trabalhar” só deve ser submetida realizando tarefas a pessoa que te atribui dinheiro a isso, e não à você mesmo.
“Por esse final de semana escolhi espairecer"
E com isso nos tornamos ratos de descanso, do contrário de fruição, buscamos o tédio! Buscamos não pensar, não se esforças, buscamos por alguns dias ou noites nos tornarmos algo similar a uma salsicha, ficamos deitados, molengos, etc.
Normalmente consumindo uma série, jogando vídeo-game, usando redes sociais, nos enchendo de fofocas sobre famosos, olhando notícias sensacionalistas, etc. E quando você menos espera você cansou. E vai dormir, para ter um dia fruído no trabalho e esperar esquecer da sua insignificante existência.
Para que tanto descanso?
Já me peguei nessas "necessidades” de descanso, a maioria delas não é nem um pouco necessária, mas é difícil de assumir isso a si mesmo depois de já ter se esforçado bastante na solução de problemas dos outros, o que sobra diariamente são em torno de duas a três horas, e elas serão as horas mais importantes do seu dia, se você souber utiliza-las a seu favor.
Gestão do tempo para inconformados
Se você chegou aqui é porque aceitou minha imposição de te mostrar que a única pessoa que coloca metas na sua vida, que te desafia, que quer ver o máximo de você, em maioria, é seu chefe! Então busque você mesmo fazer essas tarefas, definir o que será dos seus dias, quais serão seus objetivos desse trimestre, desses próximos 6 meses, ou até você chegar a seus X anos.Vou explicar como eu acredito que 3 horas por dia podem mudar sua vida! Essa é a lacuna de tempo que você precisa encontrar, e vou mostrar como eu encontrei isso…
Vamos supor que você é uma pessoa que cumpre carga horária de 8 horas, dorme 8 horas por dia, faz atividade física de 1 hora por dia, gasta em torno de 3 a 4 horas se alimentando. Se você somar todas essas horas vamos chegar a resultante de 21 horas, a coisa mais importante é como você irá utilizar essas 3 horas que sobraram nesse dia, e se atente, pois é comum deixarmos essas horas escaparem da nossa visão e se perderem em redes sociais, em séries, em "descansos” e quando você vê sua vida pessoal continua sem nenhuma fruição própria.
Seja um detetive de horas jogadas ao vento
A pouco tempo entrei em uma comunidade de empreendedores e perguntei “Pessoal, por onde começo?” e rapidamente me retornaram "Você tem tempo ou dinheiro?”. Resposta incrível! Se você tem tempo, estude, se especialize, faça acontecer, coloque em prática. Agora se você não tem tempo, só pode que está gerando muito dinheiro, não?
Se não tem tempo e não tem dinheiro
Vamos supor que você esteja em um marasmo no meio de uma atividade que te consome muito tempo e te retorna pouco dinheiro, veja, provavelmente você está fazendo algo como João, que te exige muita energia despendida a tarefas de cunho operacional e pouco retorno. Esse é o estágio mais difícil para conseguir passar a ter controle, porque você precisa parar de ganhar dinheiro com as mãos e começar a ganhar dinheiro com a cabeça. Seja mais estratégico e abra mais os olhos a resolver problemas.
Resolvendo problemas
A forma mais valiosa de ganhar dinheiro na sociedade é na solução ofertada para a pessoa que possui um problema e quer tê-lo resolvido. Finalmente chegamos ao fim da teia que conecta todos esses artigos.
Cheguei até aqui para te dizer, essas 3 horas existem no seu dia, você está investindo ela em alguma coisa, se for investir em algo… Invista em você mesmo, no seu autodesenvolvimento.
Onde investir suas 3 horas diárias
Agora se não sabe nada que pode fazer ainda com suas 3 horas livres, comece pelo problema. Comece se questionando…
* O que eu reclamo para as pessoas?
* O que as pessoas fariam por mim se elas estivessem dispostas a resolverem os problemas que eu resolvo?
* Qual seria a solução que eu despenderia a maior quantidade de dinheiro para soluciona-la?
* Qual seria a solução que mais impactaria minha vida nesse momento?
* Qual seria a solução para mim que possui tamanho valor a ponto de parecer que qualquer dinheiro que pague ainda assim seja pouco ao valor ofertado?
Afim de responder essas perguntas estarei ajudando você na semana que vêm, as 9 horas da manhã, na minha próxima newsletter. Te espero aqui e espero seus amigos também, compartilhe com quem achar útil para me ajudar a continuar motivado a documentar esta jornada!
Obrigado por chegar até aqui lendo este artigo, gostou de ler essa leitura? Se foi fruída a ponto do tempo passar com você lendo e nem sequer perceber os minutos… Suponho que tenha sido um bom momento para pensar. Com isso deixe seu gostei, mande a um amigo e deixe-me seu email que daqui para frente irei te informar com o melhor que estou preparando para você
Crescer dói
Talvez o seu aperto seja um concreto segurando a sua raiz!
Chegou o email mais esperado da sua semana, quem diria que você iria ficar feliz de receber um email, não é mesmo!? E pensar que um dia você julgou seu avô que acordava cedo só para pegar o jornal, seria esse o novo jornal?
Seja bem vindo a minha Newsletter número 3 para você que vem acompanhando e conectando os temas, espero que esteja fazendo sentido e tenha te trazido significância e densidade, em um mundo onde cada vez mais nos perdemos no meio de circustâncias rasas; e pessoas que buscam você para usar de bússola e tentarem se encontrar no meio de sua própria confusão.
Ficou pensativo? Pensou em alguém? Recomende esse artigo! Se inscreva, deixe-me seu email. Vamos juntos nessa, segue abaixo o botão.
Mergulhando em uma água turva é melhor que pular cheio de vontade e se ralar na areia. No fim você vai morrer mesmo, e ninguém fica orgulhoso de ter apenas pulado na areia durante toda sua vida.
Quando eu senti que meu vaso estava pequeno
Eu buscava relações profundas, talvez esse seja até hoje meu maior desafio. Conseguir falar de forma fluída, sem julgamentos. E aqui eu exponho um dos maiores defeitos que eu possuo… Minha cabeça fica ligada todos os momentos se autoperguntando “isso é útil?” ou “Que papo é esse?”, “Ele sabe do que está falando?”, “Se isso tivesse acontecido, porque você teria parado aqui para me contar?”
Charlatões
Você deve imaginar de quem eu estou falando, a pessoa da vida incrível, que já fez tudo, que se sente completa, que tem tudo oque quer, que está feliz consigo mesmo, que mora na cidade ideal, com sua casa ideal, com seu carro ideal, com três ou seis viagens anuais para a Europa e esbanja uma vida fútil. Ops, perdão por ser sincero.
Foi assim que eu notei que estava em um vaso pequeno
Inúmeras pessoas na minha volta falando sobre conquistas financeiras, conquistas materiais, o quanto seu cachorro estava feliz com o seu sapatinho novo, o quanto a foto que postou agora no Instagram gerou engajamento, o quanto que eu estou sentindo o impacto do treino que meu personal fez comigo hoje. Em todos esses momentos eu apenas conseguia pensar
Talvez daqui para frente seja só sobre você
Talvez o seu tempo dividindo espaço com mais pessoas tenha passado, talvez você deva parar de buscar validação, talvez agora você deva fazer apenas o que você acredita que seja importante pra você. Talvez você deva voltar a acordar com frio na barriga sem saber como ter controle.
Vocês precisam parar de normalizar uma vida ruim
“Minha profissão está ruim, mas tudo bem” ; “Meu namorado não gosta de sair comigo, aí eu fico mais por casa”; “Minha família mora longe da academia, por isso que eu não treino”; “O curso custa 3 mil reais, por isso eu não faço”; “A segunda-feira é ruim, por isso reclamo”…
A gente se acostuma
Sei que a gente se acostuma… Mas não devia! A gente se acostuma morar em apartamento de fundos e não ter outra vista, a não ser janelas ao redor, e por que não tem vista a gente logo se acostuma a não olhar para fora; porque não olhar para fora logo se acostuma não abrir de tudo as cortinas, e por que não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz! E a medida que se acostuma… Esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão! A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado, porque está na hora a tomar o café correndo; porque está atrasado, lê o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem, a comer só sanduíche porque não dá pra almoçar, a saída do trabalho porque já é noite… A cochilar no ônibus porque está cansado, a deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma esperar o dia inteiro e ouvir no telefone hoje eu não posso ir, a sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta, a ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com o que pagar, e a pagar mais do que as coisas valem, e a saber que cada vez pagará mais e vai procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro, para ter que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição as salas fechadas e o ar-condicionado e cheiro de cigarro, a luz artificial, dirigir o tremor, ao choque que os olhos levam na luz natural, as bactérias de água potável, a gente se acostuma coisas demais! Para não sofrer.
E em doses pequenas tentando não perceber vai afastando uma dor aqui um ressentimento ali uma revolta, colar, se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo, se o cinema esta cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco pescoço, se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana, e se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo; e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado, a gente se acostuma pra não se ralar na aspereza, para preservar a pele! Se acostuma para evitar feridas sangramentos para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e se gasta de tanto se acostumar e se perde de si mesma
Marina Colasanti, narrado por Antônio Abujamra no Provocações
Talvez agora seja a hora
Ninguém vai te falar que o vaso está pequeno, porque normalmente estas pessoas estão no mesmo vaso que você, ninguém vai te dizer… “Eu sou muito fútil para você manter uma relação comigo com base no que você quer para o seu futuro". Tudo isso vai depender de você, e vocês já sabem qual foi minha decisão.
A primeira sensação da minha família quando eu saí de casa era que eu iria estragar minha vida
A primeira sensação foi de dúvida e receio, e olha que minha mãe nasceu em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul chamada Boa Esperança (pertence ao municipio de Rolante) que tinha em torno de 150 habitantes e ela se mudou para minha cidade natal, Sapiranga (RS) que já tinha pelo menos seus 30-40 mil habitantes. Quando chegou minha vez de sair de Sapiranga (RS) para Salvador (BA) o sentimento foi de insegurança.
Ninguém é responsável a te ajudar a tangibilizar seu sonho
Eu demorei para entender isso, mas eu esperava de forma singular que as pessoas conseguissem me ajudar, que meus pais se interessassem em meus projetos, que meus amigos vissem sentido na forma que eu levava a vida, que eles me acompanhassem nas leituras, que vissem o mundo como eu, que meus professores entendessem a inovação de meus projetos e assim por diante.
A sua jornada é só para você
Lendo o livro Flow teve uma frase que eu vou parafrasear por não lembrar ao certo como foi redigida e por quem, mas era sobre alguém que perguntava algo do tipo “Como tornar o mundo um lugar um pouco melhor?” E a resposta foi “Comece resolvendo suas próprias confusões internas, assim teremos um idiota a menos".
Não é legal ter paranóias, ser corno, ter ciúmes excessivos e não conseguir dormir por tamanha ansiedade, não conseguir ter um dia de trabalho completo porque você simplesmente se distrai… Dito isso, esses problemas são seus. E talvez esteja na hora de se responsabilizar, se auto conhecer e se olhar no espelho tentando resolver os problemas que você tem do corpo pra dentro.
Escolha o seu jardim
Eu escolhi sair de Sapiranga porque eu me sentia um Pica-pau sem madeira, porém em uma cidade cheia de abelhas e colméias. Ainda assim, não era de pólen que eu me sentia feliz, após isso foi um problema meu, pesquisar Brasil afora. Da mesma forma que se a casa de seus pais não é ideal para você, talvez seja a hora de sair, talvez seja a hora de ir pra outra cidade, etc.
Não se minimize
Chegando próximo ao fim quero deixar outro desafio, que tal pegar seu mapa da semana passada com os pontos que retornaram sobre o seu status atual e pensar da seguinte forma: “E se isso fosse 10x melhor?” Se desafie a ser 10 vezes melhor, até que você já seja perfeito, e se o ambiente não funcionar, seus amigos não te apoiarem, não der like no seu storie. Continue! Porque daqui pra frente você não vai se acostumar com uma notificação para saciar sua carência, o que vai saciar você será sua autorealização de estar no controle da sua vida.
Você pode fazer esse exercício copiando o link do FigJam onde criei este template, acesse ele clicando aqui se tiver qualquer dificuldade com isso pode me contatar :)
Espero que você tenha gostado dessa edição, nos vemos em breve com você fora de um vaso que impede suas raízes de crescerem e vamos aos poucos, nos tornando cada vez um pouco melhor, não esqueça que se você acompanhar este artigo pelas próximas 49 semanas e se questionar apenas duas vezes enquanto lê um destes textos, você terá feito em torno de 104 auto-questionamentos. Me parece razoável, não?
Bora pra ação!
Para eu ter motivação de fazer os outros 49 artigos que tal deixar aqui seu email para receber estes textos quentinhos todas as segundas-feiras às 9 horas da manhã?
Eu mesmo organizo para você ficar sabendo? Além disso, se esse texto fizer sentido para alguém, compartilhe, fale aqui o que achou desse assunto e vamos para mais uma semana :)
Grande Abraço,
Enzo.
Obrigado por ler O Substack de Enzo! Subscreva gratuitamente para receber novos posts e apoiar o meu trabalho.
Se você não materializa a mudança, ela sequer ocorreu
Por muito tempo, eu guardava ideias na minha própria cabeça e me sentia incompreendido. Isso soa familiar, não? Você já teve dificuldade em se expressar? Dizer o que pensa? Já sentiu que as pessoas não conseguem ver as coisas como você vê?
Antes de continuarmos... Bem-vindo! Se você é novo, esta é a Newsletter #2 de minha autoria. Fiquei muito feliz com a repercussão e o grande engajamento da primeira edição. Você pode ajudar meu trabalho deixando seu "gostei", comentário, e, principalmente, se inscrevendo com seu e-mail e convidando amigos. Dito isso, vamos continuar! Boa leitura.
Não somos compreendidos ou não nos compreendemos?
Ralph Waldo Emerson foi um escritor e filósofo americano. Eu o conheci por meio de sua ótima frase:
O ser humano é o que ele costuma pensar de si mesmo durante todos os dias
Após entender a profundidade dessa frase, comecei a buscar saber quem sou eu, me entender... Refletindo sobre mim, sobre quem sou, sobre o que penso... E eu não fazia ideia! Nesse momento, perguntei-me: estou deixando minha cabeça decidir tudo por mim? Como ela pensa, age, guia todas as minhas decisões? Se eu sequer consigo dizer qual é a direção dos meus pensamentos.
A maior parte dos nossos problemas com o mundo são problemas nossos, e não do mundo
A vaidade humana, nossa supervalorização da sofisticação, cultura e outros pontos que apenas nós, como espécie, valorizamos, nos faz esquecer que, no fim do dia, ainda somos animais. E por que isso precisa ser dito?
Quantas vezes você já assumiu que não era bom?
E aqui reside o maior problema. Se você está afirmando diariamente que é bom para si mesmo, ou afirmando que é ruim, em ambos os casos vai dar errado em algum momento. Acredito que a causa raiz seja entender com clareza o que queremos assumir.
Andava como Pato, falava como Pato, se relacionava com Patos, era um Pato
-Warrem Buffet-
A internet vai fazer você se sentir incapaz de realizar tudo
O problema não é ser incapaz de realizar algo, mas sim, não saber o que é capaz, e por não saber, deixar de investir nessa única coisa. Nós buscamos ser generalistas em diversos aspectos da nossa vida porque isso nos foi imposto culturalmente, mas isso pode te enlouquecer.
Cada vez mais, você terá que dizer mais nãos do que sim
Meus pais casaram ambos com menos de 20 anos, com 27 anos tinham casa própria, com 28 anos me tiveram, eu fui o primeiro dos filhos deles, com 33 anos tiveram meu irmão. Qual o lado da história que eles não viram? A comparação.
A comparação te paralisa, se você deixar
Haverá pessoas que serão especialistas em uma única coisa e ficarão ricas com isso. É o caso do profissional especializado no desenvolvimento de corrediças de tetos solares automotivos. Como todos os outros humanos... Se fossemos falar de um animal especialista, eu diria os urubus; eles são ótimos comendo carniça e provavelmente nunca se compararão com a águia, com o beija-flor, com o bem-te-vi ou até mesmo com as abelhas. Cada um tem sua unidade de propósito muito clara.
Estão a todo momento querendo te tornar um especialista em algo diferente
E sempre achamos que vamos conseguir. Parece que todos precisamos ser especialistas em inglês, em criar conteúdo, em fazer social media, em falar em público, cuidar da dieta, cozinhar marmitas, frequentar a academia, se sustentar, fazer nosso próprio marketing. Nem todo mundo nasceu para ser um pato.
Se você não nasceu para ser um pato, nasceu para ser o que?
Warren Buffet, na frase acima, fala sobre nossas influências. Afinal, se você convive com pessoas que não sabem o que querem, se você fala com quem coloca metas e não muda as atitudes, se considera essas pessoas seu grupo social e está com elas em todos os momentos... Qual a chance de você não ser o que elas são? O que esperam de você?
Onde mais tem alarde, menos tem problema
Decidi me mudar para Salvador; nasci no Rio Grande do Sul. Meu projeto já havia sido apresentado em Londres, eu já havia me profissionalizado como pesquisador por volta dos 19 anos, e no mesmo ano decidi me mudar para Salvador. Eu trabalhava remotamente para a Stone em São Paulo, e a pergunta foi:
Qual o motivo de escolher morar em Salvador?
Se a resposta é óbvia é porque você demorou para decidir toma-la
Minha resposta sempre foi “Para buscar problemas!”, “Para desenvolver soluções”. Para quem imaginava que eu buscava me desenvolver, talvez mudar para São Paulo fosse mais natural. Quer algo mais comum? Se o Brasil inteiro está decidindo ir a São Paulo para resolver os problemas de São Paulo, o que você tem de diferente?
Busque primeiro sua clareza interna para depois buscar a clareza para um problema da sociedade
Não seja um urubu tentando nadar, ou procurando carniça sem sair do chão. Ou sendo o urubu que vai até a "Carniçolândia" para procurar o que comer... Talvez lá, seja apenas um local onde a carne seja mais disputada, onde se ganha mais aplausos quando conquistada, mas ainda assim... carne.
Tomar uma decisão que direciona sua vida não deveria te dar medo, seu medo deve ser viver sem escolher o que vai ser da sua vida
É difícil ler cem livros no ano, é difícil treinar mais de 200 dias no ano, é difícil comer marmitas, começar a pensar cedo na sua profissão, sair de casa com 19 anos para o outro lado do Brasil, colocar um imóvel no seu nome, pegar um empréstimo, mas apesar de ser difícil, talvez a única coisa que você possa escolher é o seu difícil, então escolha ele. Mas depois que escolher, saiba que aquele é o seu difícil.
Encontre o seu difícil e o defenda
A primeira coisa, logo após escolher o seu difícil, será alguém olhar e dizer: "Nossa, que desafio", “Isso deve ser difícil, não?”. Foi assim que receberam minha primeira newsletter... Destacando o tamanho da dificuldade, mas ninguém me perguntou o tamanho da minha capacidade, o tamanho da minha ambição, ou a estrutura do meu plano para alcançar o meu difícil. Eles não vão acreditar em você, eles acreditam que coisas difíceis são uma perda certa.
A culpa será sua da mesma forma que o mérito será seu
Antes de criar o projeto que me levou a Londres, eu estava em um trio com outras duas colegas de sala, até que, depois de uma frase, decidi dar o projeto já em processo de conclusão para ambas as colegas, a fim de começar o meu do zero, porque eu havia me encaixado em um grupo que me apequenava, e essa foi minha reação para crescer.
A parte boa de criar em grupo? Dividir os problemas. A parte ruim de criar sozinho? Ter todos os problemas para você. A parte boa de criar sozinho? Ter todo o lucro para você. A parte ruim de criar em grupo? Dividir o lucro.
Seu meio social pode ser um vaso de concreto para sua raiz
Eu me senti em um vaso de concreto, não só pelo grupo do meu projeto, mas pela forma como as pessoas me viam, de maneira pequena, não como um futuro grande, não com uma chance alta de sucesso. O conselho que recebi quando entrei na prova da escola técnica da minha antiga diretora foi: “Se esforce para não desistir”. Infelizmente, você precisa ser uma raiz muito forte para não apodrecer dentro de um vaso de concreto. Mas a força necessária para quebrar o vaso será elogiada assim que você o quebrar e se mostrar competente.
A melhor coisa que você pode fazer com si mesmo
Gaste em torno de 3 horas se esforçando para você pensar quem você é, e vá anotando todas essas coisas em um papel, vou fazer uma lista de perguntas para te ajudar…
* O que eu vejo?
* O que eu fico olhando na maior parte da minha experiência profissional?
* O que é mais comum de se ver no meu dia a dia?
* O que eu vejo os outros fazendo ao meu redor?
* O que eu costumo ler e assistir?
* O que eu falo?
* O que eu me escuto falar?
* O que imagino que eu falaria se um desconhecido perguntasse "Quem é você?”
* O que eu escuto?
* O que eu ouço os outros dizerem?
* O que amigos me dizem?
* O que eu escuto de colegas?
* O que eu faço?
* O que eu faço diariamente?
* Qual é meu comportamento mais comum?
* O que eu me imagino fazendo amanhã?
* O que eu penso e sinto?
* Quem é a pessoa que eu quero aparentar ser?
* Em que situação eu estou?
* Qual a importância dessa situação na minha vida?
* O que eu preciso fazer diferente?
* O que eu quero ou preciso fazer para minha vida?
* Quais decisões preciso tomar?
* Como vou saber se fui bem-sucedido?
* Quais são meus medos, frustrações e ansiedades?
* Quais são meus maiores desejos, vontades, necessidades, esperanças e sonhos?
Você provavelmente está errado
Muito bem por ter feito tudo isso! Aprecio demais você que pegou papel e caneta e tomou nota dessas coisas. Agora, quer fazer uma aposta comigo? Chame as cinco pessoas mais próximas de você, faça todas essas perguntas a elas e resuma a principal resposta que elas deram sobre você.
Nem as pessoas mais próximas de você sabem como você é
Nós estamos nos tornando cada dia mais iguais. Pense nisso, este texto não é para te mostrar uma luz no fim do túnel, mas para te mostrar o tamanho da escuridão que contém nesse túnel. Para que, após ela ser mapeada, saibamos o que irá iluminá-la. Será que é uma luz mesmo? Um LED? Uma tocha? Esse é outro problema.
O seu tempo de vida passa, não deixe sua vida passar sem que você e suas cinco pessoas mais próximas tenham visto quem você foi.
Mas tenha certeza: isso será algo difícil que todos deveriam fazer por si mesmos, mas ninguém vai parar sua vida para vir aqui te lembrar disso, pois estão todos correndo atrás de resolver o problema de outras pessoas, que pagaram alguma coisa para que elas resolvessem e as convenceram de que este era o valor que mereciam e que o problema a ser resolvido era maior que o problema que tinham.
Mas afinal, qual o problema?
Semana que vem, já sabem…
Obrigado por ler o Substack de Enzo! Este tem sido meu projeto gratuito de compartilhar pensamentos e reflexões semanalmente. Estamos apenas na semana dois, espero que estejam gostando! Leu isso e pensou em um amigo? Não deixe de se inscrever ou compartilhar.
Com 13 anos uma simples frase dos meus pais a mim mudou a forma que eu via minha vida
Eu estava no carro, eles dirigindo até que comecei a ambicionar o meu futuro com 18 anos, algo normal entre qualquer jovem, já que a maioridade nos vem como algo novo a ser explorado, com mais possibilidades, caminhos a se escolher e novas regras a se seguir. Até que em meio aos meus pensamentos eu ouço a frase: “18 anos? Idade de pagar conta, ou ir morar sozinho. 18 anos você busca emprego, com emprego você ganha salário e com salário você ajuda em casa, todos que tem 18 anos ajudam em casa a pagar contas. Você faz isso até conseguir morar sozinho”
A primeira vez em que senti o temor de não estar pronto
Dificilmente você irá sentir que tem tudo que precisa para começar, os começos cotidianos são inconscientes para a gente. Quando você está pronto você só vai lá e faz. Mas depois dessa frase eu queria saber fazer algum dinheiro, e eu não sabia. E com 13 anos foi assim que eu vi que não estava pronto, não só isso, eu não tinha ideia de por onde começar!
E assim eu me vi rico, porém sem nenhum dinheiro
O fator maravilho de se começar com 13 anos é que ninguém espera nada de você, então qualquer movimento minimamente sensato já se é visto com otimismo. E o meu primeiro movimento foi comprar o livro que eu julgava mais próximo de me ensinar a fazer algum dinheiro em uma biblioteca da minha cidade. E assim eu comecei a ler o livro Os Segredos da Mente Milionária.
Ninguém entendia meu interesse em “livros de adulto”
O fato estranho para mim foi que a expectativa era que eu estivesse lendo livros menos sérios, menos densos, menos adultos. Porém por um momento eu tive uma pequena sensação de controle sobre minha vida e minhas decisões. E assim eu comecei a me interessar por controlar as variáveis que eu tinha sobre mim mesmo.
Se o natural fosse se tornar extraordinário, Albert Einstein seria só mais um.
Eu não parei, mas também não era um super leitor. Eu era um leitor mediano, lia algo em torno de 3 a 4 livros por mês, de acordo com o que eu conseguia gerar moedas, comecei pelos mais baratos imaginando que quanto mais eu comprasse livros e finalizasse-os mais habilidade para fazer dinheiro eu teria.
Me senti humilhado por ler poucos livros
Chegou a um ponto em que eu não tinha mais dinheiro, e minha professora havia me pedido para escolher um livro da biblioteca para ler. E assim eu encontrei em uma sessão de 4 ou 8 livros de uma escola pública o livro Os diferencias das pessoas de sucesso de Eduardo Tevah. Nele em um capítulo comentou “A maior decisão que tomei na vida foi de desenvolver meu hábito de leitura […]”; “Quando eu tinha 20 anos me comprometi a ler 10 páginas de um livro por dia pelo menos… Hoje quando estou com muito trabalho leio 3 livros por mês, com meu trabalho exigindo menos leio 5.”
E assim foi a primeira vez que me senti em vantagem competitiva
Quando pude ver que ele tinha até os 20 anos lido menos que 10 páginas por dia, eu lendo aquilo com algo em torno de 13-14 anos… Me senti apto para adquirir uma grande vantagem sobre ele dentro da minha própria imaginação, assim eu criei a métrica “livros de vantagem”
Falei a todos que eu chegaria a ler 100 livros por ano!
Essa foi minha primeira grande meta, chegar em um ano onde eu leria 100 livros de desenvolvimento pessoal, auto-ajuda, negócios em 12 meses, eu estabeleci ela com 14 anos, mas comecei sabendo que eu não conseguiria facilmente, e assim eu segui o plano:
* Ler 1 livro para cada mês do ano
* Aumentar um livro completo por mês, ao fim de cada ano
* Fazer isso até se tornar inviável
Minha primeira atitude extraordinária foi prometer a quem eu conhecia que eu iria ler mais de 100 livros em um ano.
Eu não sabia que ano seria, nem como eu chegaria lá, eu só sabia que eu iria lendo, livro a livro, mês a mês. Até esse número se tornar apenas algo como uma meta de páginas.
Diferente do autor do livro, meu maior feito não foi começar a ler. Meu maior feito foi tornar o desafio em público um hábito
Antes que se aborreçam eu não cheguei a ler 100 livros por ano, mas eu cheguei muito mais longe do que eu imaginava ser possível quando eu tinha 14 anos e havia pré estabelecido essa meta.
Com 14 anos eu li 24 livros no ano; com 15 anos eu li 32 livros no ano; com 16 anos eu li 48 livros no ano… E com 17 eu sabendo que teria que ler 60 livros no ano…
Eu decidi desitir
Era Junho, eu havia iniciado um projeto que me forçou a tomar uma decisão, ou eu iria terminar os 60 livros naquele ano. Ou eu faria o projeto se tornar algo grande. Até que decidi desistir de ler 100 livros de desenvolvimento pessoal em um ano.
Um dia depois eu abri a porta da sala da minha turma e falei
“O meu projeto vai para Londres” foi isso que afirmei com brilho nos olhos mas por dentro muito receio e apreensão. Na minha escola de ensino médio realizávamos cursos técnicos integrados, ao final de cada ano haveria uma exposição de projetos científicos, o maior prêmio da feira seria uma vaga no maior fórum de inovação de jovens cientistas do mundo (London Internacional Youth Science Forum)
Depois disso vieram outros auto-desafios
Em 2020 no meio da pandemia me comprometi a treinar em casa por 180 dias ainda no ano de 2020 junto a meus seguidores no Instagram, logo após isso aumentei para 222 treinos, depois 235 treinos. E me auto desafiando em público desenvolvi o hábito de ir a academia e levar uma vida mais saudável.
A Newsletter de hoje não é sobre minhas conquistas
Essa newsletter é para convocar você a se auto-desafiar em público, eu estarei com você nessa jornada, independente do auto-desafio que você escolher, mas prometo aqui e agora, que se um auto-desafio meu for concluído, estarei me auto-desafiando logo em seguida.
Pode ter certeza, o seu eu de hoje sequer sabe estimar o que é difícil pra você
Não queira começar se auto-desafiando com coisas difíceis, da mesma forma que você não pega 100 quilos na academia de primeira, pense em algo que você quer construir, em um hábito que você quer ter e se comprometa nas suas redes sociais a documentar a materialização do desenvolvimento do seu auto-desafio.
Exercite sua capacidade de se impor uma realidade que você quer se ver realizando
Eu comecei me comprometendo a ler livros, depois me desafiei a criar um projeto científico que seria reconhecido, logo após isso me comprometi a treinar um determinado número de vezes em um ano e também já me comprometi a gravar 31 lives seguidas para perder o medo de me expor, de falar e de expressar o que penso na internet.
O que você faz hoje naturalmente só se tornou simples porque você suportou o processo de repetir essa determinada ação diariamente.
Para te inspirar irei me auto-desafiar publicamente mais uma vez.
Eu me comprometo a desenvolver um negócio que fature 100 mil reais líquidos por mês. E não só isso, mas também a documentar publicamente esta jornada para você que chegou até aqui. Independentemente do seu auto-desafio, esse será o meu. E no momento em que estou quase finalizando essa NewsLetter, aliás, minha primeira.
Eu não faço ideia de como irei começar a materializar isso
E talvez você não saiba como vai seguir no processo de perda de 20 quilos, eu não cheguei a ler 100 livros no ano, não sei se vou conseguir completar o auto-desafio que estou me impondo neste momento. Mas nessa jornada eu estarei com você, enquanto você estiver comigo e não desistir do seu auto-desafio, eu estarei fazendo o mesmo.
Obrigado por chegar até aqui, estarei produzindo NewsLetters semanais. Caso queira ficar sabendo da próxima ou apoiar meu trabalho deixe-me seu email abaixo.
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