Filosofia Goiás (UFG Regional Goiás)

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By Cícero OliveiraSociety & CulturePhilosophy
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Filosofia Goiás (UFG Regional Goiás) episodes

  • 43. Rousseau: o filósofo da educação moderna
    Para Wilson Paiva, malgrado as más interpretações sobre o pensamento do filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau, pode-se afirmar que suas reflexões sobre a educação constitui um marco divisório entre a velha e a nova escola. Mesmo tendo sido um filósofo paradoxal, no entanto sua filosofia nos fornece uma perspectiva nova em termos de formação humana e o coloca como um dos principais nomes da pedagogia de todos os tempos.
    24 min
  • 42. Maquiavel: liberdade e corrupção política – parte 2
    No nosso 42º Episódio, Vital Alves desenvolve a segunda parte de sua comunicação so-bre o pensamento político de Maquiavel que tem por título “Maquiavel: liberdade e cor-rupção política”. Segundo Vital, Entre as questões medulares que estruturam a filosofia política de Maquiavel observadas nos Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio, verifica-se, por um lado, o secretário florentino confrontando diretamente as reflexões políticas suscitadas pelos gregos, romanos e humanistas cívicos acerca do valor da concórdia no âmbito político. E, por outro lado, ao promover esse confronto em relação à dissemina-da ideia de concórdia, Maquiavel apresenta a defesa, logo nos primeiros capítulos, de uma tese fadada a gerar alvoroço, ou seja, que “a desunião entre a plebe e o senado ro-mano tornou livre e poderosa a república romana” (Discursos, I, 4). Trata-se, [para o pes-quisador], de uma das teses mais ilustres e originais do pensamento de Maquiavel, mas, concomitantemente, uma das mais controversas dentro do panorama da história do pensamento político. Todavia Vital ressalta que, estranhamente, as discussões sobre o lugar ocupado pelos “tumultos” na “teoria do conflito”, desenvolvida a partir dessa tese, recebeu pouca atenção dos diversos intérpretes de Maquiavel até o século XX; pesquisas completas acerca do pensamento maquiaveliano foram produzidas sem se reportarem seriamente aos “tumultos” ou sequer os mencionaram em breves passagens. Partindo dessa constatação, o prof. Vital pretende analisar “a teoria do conflito” que ele considera um traço marcante no pensamento político de Maquiavel em contraponto à noção de concórdia cívica. Seu propósito, portanto, é valorizar a questão dos “tumultos” romanos e compreender como eles se inserem na órbita da referida teoria.
    53 min
  • 41. Maquiavel: liberdade e corrupção política - Parte 1
    No nosso 41º Episódio, Vital Alves apresenta a primeira parte de sua comunicação intitulada "Maquiavel: Liberdade e Corrupção Política". Maquiavel, pensador florentino, ocupa uma posição de importância notória na história do pensamento político e se vincula à tradição republicana. A sua posição na referida tradição teórica, contribuiu diretamente para uma reflexão sobre as noções de “república” e de “liberdade” e, igualmente, para recobrar a relevância e a gravidade do problema da “corrupção política”. Em suas obras, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio e História de Florença, pode-se atestar uma profícua análise não apenas sobre o aludido problema como, simultaneamente, uma enriquecedora discussão acerca da “república” e da “liberdade”. Pretendendo investigar o tema “Maquiavel: liberdade e corrupção política”, esse podcast será dividido em dois momentos fundamentais: no primeiro, será analisada, a definição de república e sua intrínseca ligação com a noção de liberdade, e, no segundo, examinaremos os perigos da corrupção política na república.
    43 min
  • 40. O Amor segundo Ludwig Feuerbach
    Felipe Assunção Martins apresenta o desenvolvimento do seu projeto atual de Doutora-do elaborado na UnB sob orientação do professor Márcio Gimenes de Paula na Linha de pesquisa em Ética, Filosofia Política e Filosofia da Religião. A hipótese central de seu projeto gira em torno da interpretação ética do pensamento de Ludwig Feuerbach a par-tir do tema do amor, compreendendo-o enquanto chave conceitual sintetizadora da in-tenção programática da filosofia feuerbachiana de instauração de uma nova vivência re-lacional do homem no mundo dentro do diagnóstico secularizante da modernidade, cumprindo as suas exigências de auto-constituição (amor fati: o homem como responsá-vel pelo seu próprio destino) e de auto-realização (felicidade: as possibilidades de realiza-ção plena do homem dentro dos critérios imanentes da nova realidade humana).
    39 min
  • 39. Educação superior: o papel e os desafios de sua democratização
    No 39º episódio do Filosofia Goiás, refletindo sobre a contribuição e os desafios do processo de democratização do ensino superior no Brasil, o prof. Dr. Erasmo Baltazar Valadão visa afirmar o papel que a Universidade Federal do Tocantins, campus de Arraias, tem para os sujeitos moradores das comunidades do sudeste do Tocantins e nordeste goiano. Erasmo analisa quais são os limites e as possibilidades dessa inserção neste território, que é marcado por desigualdades e abandono de políticas públicas que incluam a parcela da população constituída por remanescentes de quilombos e até mesmo pelos quilombos reconhecidos na região. O professor destaca o significado que a universidade tem na vida dos estudantes e moradores da região.
    32 min
  • 38. O signo das similitudes e o signo da representação em Foucault
    Matheus Henrique Borges Soares, egresso do curso de Bacharelado em Filosofia da UFG Regional Goiás, expõe parte de sua pesquisa monográfica em torno da investigação arqueológica foucaultiana. Matheus destaca que para Michel Foucault os saberes são produzidos em um determinado contexto que condiciona a própria possibilidade de verdade. Nesse sentido, a arqueologia é esboçada já na obra Arqueologia do saber (1969) que visa esclarecer tal analítica com uma nova concepção da história. Observa ainda que em As palavras e as coisas (1966) o autor realiza uma aplicação dessa analítica, que busca observar as condições de possibilidade em que os saberes emergiram. Nesse aspecto, o signo desempenha papel importante na formação dos saberes do Renascimento e do período Clássico, porque a forma pela qual os signos foram concebidos ao longo do tempo condicionou a forma pela qual os saberes de tais períodos foram estruturados.
    29 min
  • 37. "Amar e mudar as coisas me interessa mais" - parte 3
    Na terceira e última parte desta entrevista, os professores José Edmar e Felipe Assunção conversam sobre a convergência poética e filosófica entre Feuerbach e Belchior. Nesta entrevista, o cearense município de Sobral e as densas florestas do sul da Alemanha se encontram nas paisagens interioranas, no retorno ao simples, no homem comum, corpóreo, do dia-a-da e no "amar e mudar as coisas".
    Esta conversa é fruto de uma dupla produção da UFG/RG com a Universidade Estadual Vale do Acaraú/CE, a partir do financiamento do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e Inovação Tecnológica – BPI, da FUNCAP-CE, concedido ao Projeto "Ludwig Feuerbach e a Linguagem", desenvolvido no interior do Grupo de Pesquisas "Ludwig Feuerbach e pensamento pós hegeliano", do qual ambos os debatedores fazem parte.
    1 hr 2 min
  • 36. Religião e política. A política como nova religião? - parte 2
    Na segunda parte desta entrevista, os professores José Edmar e Felipe Assunção, debatem a relação entre política e religião a partir do pensamento de Ludwig Feuerbach. As críticas de Feuerbach à religião atingiram, em sua época, diretamente os ambientes políticos, levando-o, inclusive a perder seu cargo de professor universitário. Até que ponto religião e política se interferem publicamente é o tema principal deste debate.
    Esta conversa é fruto de uma dupla produção da UFG/RG com a Universidade Estadual Vale do Acaraú/CE, a partir do financiamento do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e Inovação Tecnológica – BPI, da FUNCAP-CE, concedido ao Projeto "Ludwig Feuerbach e a Linguagem", desenvolvido no interior do Grupo de Pesquisas "Ludwig Feuerbach e pensamento pós hegeliano", do qual ambos os debatedores fazem parte.
    53 min
  • 35. Por uma vida não memetizável - uma conversa sobre Ludwig Feuerbach - parte 1
    Em uma conversa a partir do filósofo alemão Ludwig Feuerbach, os professores José Edmar e Felipe Assunção dialogam, na primeira parte desta entrevista, sobre o tema da religião e a questão da autenticidade no pensamento do autor. Da crítica antropológica à religião, que considera a redução do Deus da teologia especulativa a predicados humanos genéricos, os debatedores passam pela questão da defesa da finitude humana e da irrepetibilidade da vida, contornos da sua autenticidade e plenitude.
    Esta conversa é fruto de uma dupla produção da UFG/RG com a Universidade Estadual Vale do Acaraú/CE, a partir do financiamento do Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e Inovação Tecnológica – BPI, da FUNCAP-CE, concedido ao Projeto "Ludwig Feuerbach e a Linguagem", desenvolvido no interior do Grupo de Pesquisas "Ludwig Feuerbach e pensamento pós hegeliano", do qual ambos os debatedores fazem parte.
    43 min
  • 34. Inclusão social e cidadania: uma abordagem a partir de Alexis de Tocqueville - parte 3
    Neste terceiro e último episódio, partindo da noção que o equilíbrio entre a igualdade e a liberdade é um ideal para o qual a democracia deve tender, Helena apresenta os problemas sociais e econômicos que podem surgir quando este equilíbrio é rompido. Ela explica que estes problemas aparecem, de modo um pouco assistemático, em A Democracia na América, Viagens à Inglaterra e Irlanda, Ensaios sobre o Pauperismo, Lembranças de 1848, discursos e escritos políticos diversos. Em primeiro lugar, os problemas sociais e econômicos observados por Tocqueville decorrem da desigualdade e da opressão sofrida por negros e indígenas que ficam à margem da democracia existente nos Estados Unidos. Em segundo lugar, problemas sociais e econômicos transparecem nas relações de trabalho que separam e opõem industriais e trabalhadores, que repercutem no âmbito político e recriam a desigualdade e a opressão, não mais entre nobres e plebeus, mas entre ricos e pobres. Sempre que a inclusão social é impedida, o exercício da cidadania fica restrito a uns poucos e, deste modo, a democracia é rompida.
    36 min

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