Venha até a beira do precipício e saltar
Contigo não temo se abaixo há pedra ou mar
Aqui regras e medos me impedem de ser
E assim não há espaço pra eu e você
Então vamos, estou pronto pra um salto de fé
E pouco importa se morro ou se encontro a maré
Aqui vivo parado numa vida de merda
Melhor juntos viver um segundo de queda
Corri até a beira e pulei
o vento a me acariciar
está logo atrás de mim
Sonho que essa queda nunca venha a ter um fim
Em busca de seu olhar
E então percebo que você nem ao menos chegou a pular
Sempre soube que era possível me sentir só
em meio a uma grande multidão,
Mas me confundir que estava acompanhado
estando sozinho…
E abaixo, o que eu tinha certeza que era água,
Imediatamente tornou-se pedra
E todo o prazer que eu tinha em voar
Fora substituído pela agonia de uma queda
(Quis, estava logo atrás de ti
Mas no momento que eu fui pular
Vi em seu sorriso tanta alegria
Por mais que eu quisesse
Mas sem você é mais duro que rocha
Agora me resta escalar essa montanha de volta
Não é magoa, nem revolta
Acho que era melhor a minha vidinha de bosta
Me pergunto porque fui inventar de experimentar todo esse mundo
Talvez fosse melhor viver sem conhecer algo tão profundo
Passar o resto do meu tempo me lembrando de um segundo
Com a mente lá em cima nem percebo que pensando em você
sem pensar em mim, eu afundo