Muito se tem escrito sobre o declínio do pai, testemunhado pela desvalorização de princípios e ideais da organização social. O pai que iremos focar aqui, também surge do declínio, mas no sentido de se operar com a linguagem até se extrair o que há de real na estrutura simbólica, o traço fundador que a sustenta. O pai psicanalítico é o responsável pela instauração do desejo, o que faz dele uma função que, ao articular o desejo com a lei, dá suporte à nossa subjetividade.