O debate sobre livre arbítrio é antigo e seu principal pensador é Santo Agostinho, para ele, a capacidade do homem de fazer o mal faria parte do livre arbítrio que ele possui e não fazê-lo implica justamente no signo da liberdade.
Lutero, teólogo, aborda também a liberdade humana e sua questão pode ser resumida no seguinte: "se existe de fato a predestinação, reza a sua retórica incontrolável, se Deus sabe desde toda a eternidade tudo sobre todos, a liberdade só pode ser uma falácia; só Deus seria livre, e o homem ficaria aprisionado num jogo de faz-de-conta".
Descartes muda a retórica da teologia para a filosofia, o livre arbítrio de Descartes traz uma nova noção - a do sujeito da consciência.
Com Kant, o princípio da autonomia, o poder da escolha e o livre arbítrio se consolidam e marcam a filosofia ocidental e a concepção do sujeito humano.
Então vem Freud e com sua produção do conceito de inconsciente, produz uma ruptura com o pensamento da filosofia moderna.
O determinismo seja ele psíquico (Freud) ou social (Marx) vem se contrapor à idéia do homem possuidor de razão, enfim um ser não dotado de livre arbítrio e autonomia.