Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Há uma guerra próxima a nós

    O lado sombrio do ser humano

    As pessoas falam da violência, consideram que o que passam é

    desumano. Temos que respeitar isso. A dor de quem viveu o conflito. Mas os que
    estão enviados nele não tem a dimensão do que ele representa. Viver um problema
    não é ter o melhor lugar para analisá-lo.

    Há uma diferença considerável entre quem vive a situação e

    os que podem avaliar o porquê ela ocorre. Quando falamos deste conflito em Israel,
    agora em guerra com o Hamas, há que se ter cautela.

    O terrorismo por parte do Hamas é indiscutível, isto é fato.

    O grupo é extremista e provoca uma guerra desumana e com peculiaridades de
    sadismo. Nas guerras se desperta o lado sombrio dos seres humanos. Basta se
    dedicar a buscar leituras sobre o cotidiano dos inúmeros conflitos que a
    humanidade viveu e você verá relatos ao longo do tempo de práticas de agressão
    extrema.

    Os lados sempre justificam a necessidade de revidar, a contas

    a acertar. Os rancores tendem a aumentar com a lista de agressões de lado a
    lado. A cada violência praticada o revide será intenso e a justificativa já
    está dada: “não se pode deixar por isso mesmo”.

    Assim, agredir vira obrigação de quem nasce sobre uma égide

    do culto a vingança ou ao permanente inimigo.

    Em áreas de conflito que se organizaram em ambientes de agressão

    e desprezo, o sentimento de vingança é cultuado. A agressão que se pratica tem
    sempre uma justificativa. Nossa desgraça tem sempre o mesmo culpado, logo,
    qualquer agressão que se pratique não há que se sentir culpa.

    Não pense que esta visão é exclusiva dos que estão em áreas

    de conflitos históricas, das guerras tradicionais. Elas também fazem parte do cotidiano
    nas grandes cidades. A população periférica, marginal e que vivem em áreas de
    risco, também tem seu ódio alimentado diariamente.

    Nós também temos a nossa facha de Gaza, nosso terrorismo doméstico

    marcado de ações de violência de lado a lado. E nem sempre os dois lados são
    ouvidos da mesma forma e com o mesmo espaço.

    Temos que nos preocupar com os ataques do Hamas a Israel, há

    que se lutar pelo fim da guerra entre Ucrânia e Rússia. Mas, lembre-se, há
    conflitos em nossa casa e eles precisam de nossa atenção.

    Rancores históricos
    Guerras próximas a nós

    3 min
  • Israel x Palestina: quando a guerra vira profissão

    Neste episódio, Gilson Aguiar analisa a origem do conflito entre Israel e Palestina. A questão judaica na Europa e a ocupação dos territórios palestinos por judeus.

    O conflito que assistimos hoje é um desdobramento de uma longa história, mas os ataques extremistas viraram profissão de fé.


    3 min
  • Educação não é quantidade, é qualidade

    Proporção enganosa

    Estamos formando mais pessoas, mas não estamos fazendo isso

    direito. Como professor eu me preocupo. Vejo as gerações de profissionais
    passarem e as titulações se multiplicarem sem que os alunos estejam à altura
    dos títulos que ostentam. Sim, eles não são o que parecem.

    É preciso entender isso. O futuro da educação se comprometeu

    a partir do momento em que a lógica da fábrica atingiu em cheio a escola. E não
    estou falando somente da educação privada, o que alguns podem concluir pelo que
    argumentei até agora.

    A educação pública também está afetada com as políticas

    educacionais que valorizam teoricamente uma qualidade de educação que não se
    efetiva e se atém na prática aos números de aprovação. O que se promete na
    retórica da defesa da educação não se cumpre em sala de aula. Na prática diária
    da educação a “história é outra”.

    Da mesma forma que no shopping center, a escola adota a

    lógica de que é preciso gerar a satisfação do cliente. Se for uma escola
    pública, a satisfação do cidadão.

    Vivemos na educação o que a sociedade do espetáculo já

    apresenta a muito tempo com os bens de consumo, gerar uma sensação de sucesso e
    não encarar o fracasso.

    Para os que se beneficiam de imediato com esta aparência de

    sucesso não serão os mesmos que se responsabilizarão pelo fracasso humano da
    falta de conhecimento, eficiência e competência. Os resultados desta educação
    falha são profissionais limitados e deficitários.

    Quando você precisar de um engenheiro, de um médico, de um

    advogado, de um contador, de um psicólogo, de um professor de matemática, um
    professor de física, de química, de história... O que você vai encontrar? Ou
    melhor, o que você já está encontrando?

    Neste momento você vai descobrir que a satisfação da

    sensação do sucesso transformou nossa vida em um fracasso. A cultura que
    vivemos de pregar aos “quatro cantos” o prazer e o dever de estar sempre feliz
    e satisfeito nos deixa anestesiados. Esse culto ao agora faz de quem deve ser
    uma solução se transformar em um problema.

    O que estamos fazendo com profissões fundamentais para a

    preservação, expansão e valorização da vida? A ciência sempre foi nossa maior
    resposta aos desafios de preservar e multiplicar a qualidade da existência
    humana.

    Defenda uma educação de qualidade, cobre isso. Participe da

    vida de sua escola, da escola de seus filhos. Não aceite que tudo termine em
    uma estética enganosa das formaturas glamorosas sem ninguém efetivamente
    formado.

     

    Educação estética e do espetáculo
    Superficialidade pode ter consequências trágicas

    3 min
  • Vem refletir toda a quarta-feira

    Quero te fazer um convite.

    Nós podemos levar esta vida de várias formas, ela vai passar ou vamos passar por ela.

    Podemos ficar mais atentos, ter uma percepção mais apurada da vida que temos. Vamos refletir sobre ela?

    Os fatos passam a nossa frente e temos pouco tempo para conversar sobre o que realmente importa. Gastamos parte de nosso tempo dando importância para o que está no dia a dia sem entender a lógica dos dias.

    Por isso, toda a quarta-feira um PodCast novo, falando de um tema tirado da vida. Dessa vida que tem que se viver e não apenas permanecer vivo.

    1 min
  • O mundo é dos mais velhos

    Durante muito tempo se idolatrou os mais jovens, agora as coisas estão mudando. Os mais velhos estão se tornando a maioria e o cotidiano já traz um ambiente preparado para quem tem mais de 50 anos.

    Os números não negam, eles são 26% da população brasileira, segundo o IBGE e já representam 19% da força de trabalho, segundo levantamento do SENAI.

    Vale a pena ser um cinquentão.

    3 min
  • O ser-humano quer ser um objeto!

    A sociedade do espetáculo

    Sempre quando analiso com meus alunos a “sociedade do

    espetáculo”, eles costumam afirmar que ela é marcada pela lógica de que as
    pessoas são o que tem. Não nego que a frase tem sua sustentação, mas precisa ser
    explicada para ter a dimensão que merece.

    Quando a religiosidade cristã discutiu o poder das imagens

    como canais de ligação com as divindades, o que veio a se denominar de transubstanciação,
    se defendia a crença de que o objeto tinha o poder de expressar a força do
    elemento a ele ligado.

    Se querem um exemplo de transubstanciação, é possível tê-lo

    todas as vezes que alguém for a um culto cristão católico e ver a hóstia e o
    vinho, o que simboliza o “corpo e o sangue” de cristo. Sim, estamos diante de
    uma antropofagia simbólica. Mas, além disso, há uma transubstanciação. A força
    está nos objetos.

    O crer que o objeto tem em si uma força não é novidade nas

    crenças de muitos povos. O objeto se sacraliza. Jean Baudrillard, antropólogo francês,
    já discute o tema há um bom tempo. O elemento de sacralização está nos rituais
    litúrgicos ligados ao objeto.

    Quando falo litúrgico, veja a disposição dos objetos em

    determinados lugares onde eles são oferecidos. O ambiente, ou o que chamamos de
    ambientação. Tudo está disposto a gerar uma sensação e fazer uma leitura evocando
    o valor sagrado do bem.

    Diante do que já argumentamos até aqui, não é difícil

    deduzir que este culto ao objeto é o poder simbólico que lhe é conferido. Logo,
    os seres humanos que têm este objeto passam a buscar transferi-lo para sim
    diante da posse. Ter o objeto e ter o poder que dele emana.

    Por isso, voltando a frase que começou esta conversa, as

    pessoas buscam ter para ser. E, de forma extrema, as pessoas são a condição
    humana que o objeto ao qual elas estão associadas possui.

    O culto ao objeto e sua transubstanciação
    O valor está na “coisa” e não na pessoa

    3 min
  • Liberdade e segurança, um casamento malsucedido

    A inconciliável permanência da segurança com a liberdade
    Liberdade e segurança, quem não desejaria ter este casamento. O ser humano livre e com a possibilidade de fazer escolhas, de expressar suas vontades, de agir como deseja na busca do que quer. O cheiro da liberdade é bom.

    Porém, a proteção da segurança, a certeza de que nada de mal

    vai acontecer. A vontade de manter o que conquistamos e não colocar a perder o que temos. Maravilhosa sensação de ver repetir as coisas boas, manter a eterna satisfação de uma vida que se tem. Também, não correr os riscos.

    Seria possível então, sentir o sabor da aventura de ser livre,

    o gosto da busca de uma vida melhor, com a sensação de que tudo dará certo na jornada que traçamos e nos propomos a fazer? Seria possível fazer um voo livre e seguro para um lugar na busca de algo novo?

    Mesmo no aprendizado que esta vida nos dá, será possível se

    tornar um homem experiente sem nenhuma experiência nessa vida? Sem nada ter feito? Ficar em nosso casulo protetor e ao mesmo tempo desejar os louros da sobrevivência calejada de uma luta que poucos ousam fazer e, menos ainda, sobrevivem a ela?

    Não, não é possível. Não há casamento entre liberdade e

    segurança.

    Se estamos condenados a liberdade, como afirma Jean-Paul

    Sartre, menos ainda temos uma escolha nas mãos, liberdade ou segurança. A primeira é um decreto que faz da segunda um ato de covardia. Acredito que assim, com esta afirmação, as coisas ficam mais claras.  
    Sem liberdade nada se aprende!

    3 min
  • Vivemos a indústria do engano

    Quem não enganou e não foi enganado que atire a primeira pedra

    Você já foi enganado? Quem não foi. Tem alguns que acreditam

    que não. Pelo menos nunca souberam. Aí resta saber se ser enganado é o fato em
    si ou ter ciência dele ou dela, da traição. Tem quem viva uma vida inteira sem
    saber que é enganado e vive bem.

    A enganação faz parte da história humana há um bom tempo.

    Algumas enganações se transformaram em acontecimentos decisivos para o futuro
    da humanidade. Na Primeira e Segunda Guerras Mundiais a fatos de enganação que
    foram vitais para as estratégias dos lados em combate

    Contudo, iludir e ser iludido faz parte da vida cotidiana. É

    uma constante. Comum nas relações que são estabelecidas na atualidade. Há
    inclusive quem acredite na própria mentira.

    Porém, é diferente daquele que desconfia da enganação, sabe que

    está sendo enganado, mas não quer perder o que o enganador lhe oferece. Este,
    desta forma, vive o engano por livre e espontânea vontade. Está na mesma
    condição do enganador, cumplice da enganação. Dá até para perguntar: “Quem está
    enganando quem?”

    Posso passar uma vida inteira mentindo? Sim e no fundo tem

    muitos de nós que passam um tempo considerável de sua existência vivendo o que
    não se é. Nisso, nesta condição, não há novidade nenhuma. A mentira vira o
    sentido da própria vida.

    Pessoas que mentem são doentes? De certa forma, se ter no

    hábito de mentir uma constante, há uma patologia nisso. Na atualidade, mentir
    tem se tornado um hábito mais comum do que se imagina.

    Um dos exemplos do mar da mentira que estamos construindo está

    nas redes sociais. Veja quanta gente mente. Quantos perfis nas redes sociais
    não se sustentam se você desejar comprovação, querer conhecer em “carne e osso”
    aquele que se apresenta no ambiente virtual.

    Muito da mentira que se prega no mundo virtual está ligado a

    condição de ser o que se deseja e se ter dificuldade de encarar o que se é. Não
    se aceitar é condição comum para pessoas que podem escolher as inúmeras formas
    de fuga da realidade que o mundo contemporâneo oferece.

    No fundo, temos que considerar, que se vende personagens o

    tempo todo e a toda a hora. O que não falta é a apresentação de falsos
    conceitos que podem ser comprados ou associados a marcas e produtos. Vamos considerar
    que a “mentira vende”.

     

    Pior para quem engana e tem que viver uma vida inteira enganando.
    Mentir é “quase regra” no ambiente digital

    3 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…