Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Para uma imposição há sempre uma opção

    Ligar a televisão e acompanhar os problemas trazidos em números pela pandemia já é algo que acompanhamos há mais de oito meses. Ficamos apreensivos e há quem considere ficção. Dizer que é uma gripezinha mesmo diante de muitos infectados e mortos. Outro problema é a crise econômica que atinge uma grande quantidade de brasileiros. Sendo que o desemprego e a falência de empresas é sua maior expressão.

    Depois de tanto tempo, a pandemia se alastra e traz os números da dor cada vez mais próximos de nós. 8 em cada dez brasileiros conhecem alguém que pegou a doença ou que morreu por causa dela. Na mesma proporção conhecemos alguém que recebeu os efeitos econômicos da pandemia, seja na perda do emprego ou na falência de um empreendimento.

    Dói mais quando a ferida chega mais perto da nossa própria pele. Ficamos mais sensíveis. Deveríamos ficar antes, talvez isso nos ajudasse a agir de maneira mais solidária. Repensar o nosso comportamento quando temos ao nosso lado um ser humano que tem a vida afetada por algo que ele não controla.

    Não se culpe diante dos problemas que a Covid-19 pode ter trazido para sua vida. Temos uma tendência em nos culparmos. Há aquilo que dominamos e podemos evitar e há o que não temos controle e não podemos fazer muito para mudar o destino. O que está em nossas mãos é a forma como vamos reagir Qual a lição que aprendemos do que a vida nos coloca a frente. Neste sentido, nosso destino está em nossas mãos.

    Acredito que as pessoas que estejam passando por um momento difícil por causa da pandemia, devem procurar perceber que este é um momento e não um destino, um fim em si mesmo. A crise é sempre uma fase. Ela tende a passar com mais rapidez e leveza na proporção que estamos a busca de solução e vamos ao encontro de alternativas. Esta condição é determinante. Como diz o sábio ditado, posso não ter como evitar a dor, mas tenho a escolha de como vou encarar e o que vou fazer com ela. Pois, como diz a canção de Marisa Monte, “a dor é minha dor”. Assuma a sua e resolva para ser uma pessoa melhor.

    2 min
  • A vida em nossas mãos

    Cada um conta. No dia a dia, o comportamento que temos faz diferença na vida das pessoas. Há um efeito. Podemos não perceber, nem pensar o refletir, uma atitude nossa altera a vida dos outros, para o bem ou para o mal. A vida precisa ser entendida na dimensão em que ela é construída por muitas mãos. Parte delas invisível.

    Nestes tempos de um problema comum, ficamos impressionados com a quantidade de seres humanos atingidos pela pandemia, pela crise econômica. Contudo, nossa vida e alterações diárias são as preocupações mais importantes. Pouco pensamos em evitar uma atitude que coloquem outros em risco. Ainda mais, quando os atingidos são desconhecidos.

    Logo, preservar a vida e fazer ela ser melhor implica em mudar esta percepção. Agir ciente e consciente da nossa dependência social. Não somos obra de nós mesmos, fazemos parte de uma rede de relações e ações conjuntas marcada pela presença e dependência de inúmeras pessoas. Mesmo que em atos simples.

    O trânsito é um bom exemplo. A dor da perda é marcada pelo vazio provocado por um instante em que a vida se rompe, vai. Uma atitude de distração, um excesso cometido, a particularidade de nossas intenções causa um efeito desastroso para quem nem nos conhecemos e que dividem conosco o mesmo espaço.

    Tantos outros lugares isto pode ocorrer. Nossa circulação e os riscos de contaminar ou ser contaminados. Ali, no momento em que não estamos resolvendo um interesse pessoal e meio a convivência social.

    Temos que ter compromisso e comprometimento com a coletividade. Nada à nossa volta foi obra isolada. Nada é algo que surgiu, se fez ou se desfez por vontade pessoal, isolada. Há sempre um envolvido. Por isso, respeita a vida. A sua vai além de você.

    3 min
  • Prioridade exige ação e não polarização

    A prioridade é discutirmos saídas, segurança e solução. As vacinas estão se multiplicando e estão ficando disponíveis de forma gradual. Elas vão chegar. Temos que superar os impasses políticos criados com aquilo que pode ser um registro positivo para a administração pública, uma campanha de vacinação.

    Do presidente da república, passando por governadores e prefeitos, há uma luta pelo protagonismo de ser o protagonista da salvação. O chamado capital político da cura depois de tantos meses de dor que ainda não cessaram por sinal.

    Agilizar a vacinação deve ser a pauta. Criar ambientes seguros e manter sob controle da vida social é o grande desafio. O crescimento no número de contaminados e mortos assusta. As pessoas já demonstram esgotamento. A eficiência em administrar esta tensão é um desafio.

    Nestas horas, é o diálogo e o planejamento adequado que pode gerar uma solução. A convergência de ações das diversas instâncias de poder. Não um conflito declarado de medidas e desmedidas que deixem a população mais tensa e dividida que vai gerar alguma solução. Este é um momento em que deveríamos estar todos unidos e os representantes públicos deveriam espelhar esta unidade.

    Um líder não demonstra mais desrespeito pelas pessoas que lidera quando demonstra com seus atos o desprezo pela vida humana. Seja na ausência de ações eficientes para acelerar o processo de imunização e atendimento da população; seja na busca de criar uma ambiente minimamente viável e seguro para os agentes econômicos através do diálogo e segurança.

    Por isso, o quanto vale nossa vida está nas medidas que tentam salvá-la ou evitar que ela corra riscos. Ações falam mais que retórica e os fatos estão expostos, muitas vezes em números. Só não enxerga quem não quer. E quem sentiu de perto, seja na morte de uma pessoa próxima ou no desemprego e perda de renda da família, sabe a dimensão do que estamos vivendo.

    3 min
  • Desrespeito e contaminação, que sociedade é essa?

    Quem pensou a 20 dias atrás que estávamos vivendo uma redução do número de casos e que teríamos em breve uma vacina que chegaria com a pandemia entrando em controle, agora vê crescer de forma absurda os números. Estamos nos aproximando de uma média móvel de casos com números de pico, que tivemos em junho a agosto. Chegamos a quase 182 mil mortos. A média móvel de casos chega a 651.

    O final de ano é tradicionalmente um período marcado por festas e reencontros. Este ano, exatamente neste período, estamos tendo um crescimento do número de casos. Quantos vão conseguir se manter sob controle e evitar aglomerações, contato físico em um momento que temos que ter distanciamento?

    Passamos mais de 8 meses com medidas restritivas por causa da pandemia. A grande maioria de nós já não suporta mais. Casos de ansiedade crescem, assim como as consequências que a pandemia apresenta para o conjunto da sociedade. Um efeito sistêmico, que impregna em diversos segmentos da sociedade.

    Já comentei inúmeras vezes como esta crise faz emergir o melhor e o pior de nós. As contradições dos seres humanos. Nosso lado agressivo, nossa perda de senso de respeito a condição social que vivemos. Fugimos da realidade. Mergulhamos na nossa vontade e queremos realizá-la para nos sentirmos vivos, ironicamente abrindo espaço para a morte. Quantos se negam a enxergar a proporção que a pandemia ganhou e insiste em não ver e viver sua vida como se nada estivesse acontecendo.

    Agora, inevitavelmente, uma grande parte das pessoas viu a Covid-19 chegar em quem está cada vez mais perto. Pessoas do nosso círculo de amizade, parentes distantes ou próximos, colegas de trabalho, já relatam casos. Infelizmente, aumenta o número de mortos e por consequência, das pessoas mais próximas que choram a perda e sentem diretamente a ausência.

    A resposta mais eficiente para reduzir a contaminação não está nas medidas governamentais, nos decretos e ações do poder público. Sempre esteve na reação da sociedade. Na forma como ela se movimenta através das particularidades que nos cercam. Os estímulos individuais, os desejos pessoais e a sensação de prioridade pessoal diante da coletividade já nos acompanham há um bom tempo.

    Não estamos vivendo na sociedade agrária ou na sociedade urbana que teve os efeitos da industrialização. Nestas sociedades o sentimento de coletividade sempre foi mais elevado. A percepção da importância da condição coletiva sempre nos foi demonstrada todos os dias. Desde criança se percebia que não se poderia produzir a vida sem a participação de outras pessoas. Tudo o que para nós desapareceu das vistas, o outro.

    As pessoas nos servem como uso pessoal e não como uma percepção coletiva. Não temos respeito pelo outro por sua função necessária a nossa vida. Gostamos de alguém quando nos interessa explorar a condição para nos satisfazer de forma imediata. Esta é a percepção mais aguçada do que estamos vivendo agora.

    Diante disso, é cada vez mais difícil uma solução que venha da ordem social por si mesma. Da mudança do comportamento da sociedade absorvendo o problema e entendendo a dimensão coletiva do que estamos envolvidos. Neste sentido, o Estado acaba assumindo o papel de forçar o comportamento necessário com medidas restritivas.

    Já temos um excesso de leis que demonstra o como somos pouco vinculados ao respeito à convivência coletiva. E precisamos cada vez mais delas para conter nossos sentimentos de infantilidade traduzidos comportamentos de desrespeito a vida e na quantidade de infectados e mortos. O espelho social está expresso na imagem traduzida em números da pandemia. Nos espantamos com nosso próprio retrato.

    3 min
  • Quem espera sapato de defunto acaba morrendo descalço

    Um amigo, lembrou estes dias de uma frase que sua mãe sempre dizia, “Quem espera sapato de defunto morre descalço". Corretíssimo. Pessoas para serem sábias nem sempre precisam ter estudo. A vida já é um grande aprendizado. Desde que nossas experiências sirvam de lição e estejamos dispostos a aprender.

    Por trás desta frase uma lição, ou a gente vai atrás daquilo que precisamos na vida ou ninguém fará por nós. Não adianta ficar esperando que algo aconteça, que alguém resolva nossos problemas, A “herança” tão esperada que ilusoriamente enche os olhos do possível herdeiro. Alguém que deseja fazer, o que a justa afirmação expressa, “festa com o chapéu dos outros”.

    E não são poucos os que esperam e morrem esperando. Por isso, é preciso agir. Buscar e fazer com que aquilo que pretendemos seja fruto dos nossos atos e das nossas escolhas. Traçar um caminho autêntico, feito pelas nossas próprias mãos. Assumir o que pretendemos e agir.

    Comum perceber as pessoas comprando ideias que não são suas, reproduzindo modelos da felicidade milagrosa em forma de receita. Nada disso funciona. Não há receita pronta para uma vida que é só nossa e a nós cabe dar a ela um sentido e um significado. Ninguém é responsável por nós, a não ser nós mesmos.

    Logo, nestes tempos onde todos vivemos consequências de uma pandemia que alterou nossas vidas, a solução tem que ser feita por nós. Não podemos transferir a responsabilidade a mais ninguém. Aprender a construir soluções e não alimentar problemas e nos colocamos na condição de eternos pedintes. Nos especializamos na arte de pedir sem nada a oferecer.

    Enfim, pare de olhar o sapato de defunto e arrume um jeito de não andar mais descalço enquanto ainda está vivo.

    3 min
  • Quem vê cara não vê coração

    Onde estarão as pessoas boas. Vivemos à procura daquele que seja justo. Queremos alguém fiel e transparente. Porém, onde vive e convive tal ser humano? Como podemos encontrá-lo?

    Parte considerável de nós procuraria em ambientes onde se tem por prerrogativa, por princípio, valores elevados de moral e ética. Lugares e pessoas que se associam quase que como um sinônimo. Família e proteção é um exemplo, advogado e justiça, médico e qualidade de vida, psicólogos e equilíbrio mental, educador e educação.

    Estas associações sempre nos trouxeram a esperança de que há lugares e profissões em que se precisa ser mais que apenas aquele que faz o que deve ser feito. Lugares onde quem os frequenta ou abraça determinada profissão acredita. Está profundamente comprometido.

    Um dia, peguei um aplicativo de mobilidade e o motorista desandou a falar do bom ser humano. Em determinado momento de sua fala, disparou: “encontro mais sinceridade e sentimento, muitas vezes, em uma mesa de bar do que em um banco de igreja”. Aquilo me deixou pensando. Há uma verdade por trás desta fala.

    Parte dos nossos erros é julgar, condenar e rotular as pessoas sem conhecê-las. Também, há um erro enorme em acreditar que todos que frequentam determinados lugares ou tem determinada profissão podem ser previamente classificados com bons ou ruins.

    Vale o ditado, onde a ignorância impera é difícil encontrar a razão.

    2 min
  • Estado brasileiro estimula a desigualdade historicamente

    Países com estado que tutela a população tendem a manter a concentração de riqueza. A história nos condena, neste sentido. Nossa formação, de herança portuguesa, sempre demonstrou o quanto a tutela do Estado nunca permitiu o desenvolvimento de um capitalismo competitivo e que valorizasse de fato a livre iniciativa.

    Nossa principal fonte de exportação, o agronegócio, que nos acompanha desde a formação do povoamento colonizador e lhe deu sentido. É uma concentração agrária que teve em poucas regiões a formação de pequenas propriedades. Elas sempre foram ocasionais e viviam de forma marginal a grande propriedade.

    No Paraná e em parte dos demais estados do sul do país, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a formação de pequenas e médias propriedades acaba por valorizar empreendimentos produtivos. O cooperativismo tem uma relação direta com este ambiente.

    Para se ter uma ideia do crescimento da desigualdade no país, segundo dados do Índice de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os 10% mais ricos tiveram um aumento de renda, em comparação com de 2018 com 2017, de 4,1%. Já os 40% mais pobres, no mesmo período, tiveram uma perda de 0,8%. Esta tendência cresceu nos últimos 10 anos.

    A raiz desta questão está na nossa formação com a interferência constante do Estado no subsídio à riqueza e à pobreza. Se por um lado o enriquecimento de grandes capitais se dá com as benesses do Estado que contrariam o livre mercado, por outro, a dependência de uma grande parte da população miserável a mantém inerte por dificuldade de qualificação.

    O estabelecimento de uma política de manutenção constante da precariedade colabora para a dependência dos mais pobres de políticas públicas sem resultados práticos de superação da dependência. A miséria fica à mercê dos mandos de representantes públicos que fazem carreira financiados por conglomerados que ganham com o subsídios públicos, facilitações e benefícios no acesso a recursos públicos.

    Uma sociedade que não valoriza o mérito e sim a submissão. Enquanto alimenta parte dos mais ricos como sócios, os mais pobres vivem das migalhas para serem úteis na legitimidade de um poder que se torna representativo de uma desigualdade que tutela.

    Precisamos valorizar as pessoas, incentivar a livre iniciativa, apostar na inovação, defender a propriedade é um processo de privatização honesto e justo. Que permita a atuação de empresas privadas com eficiência e resultado. Não os favores que os contratos de concessões já deram ao longo da história daqueles que descansam incompetentes e inertes à sombra da “árvore” frondosa do Estado.

    3 min
  • Precisamos resolver e não alimentar problemas

    Administrar uma crise é uma tarefa sempre difícil. Por isso, os bons são aqueles que superam a crise e demonstram eficiência em trabalhar com situações onde outros se perdem e acabam por “abandonar o barco” ou deixá-lo naufragar. Tudo o que administramos necessita de cuidado e sentido em tempos de crise.

    O que estamos atravessando agora é um destes momentos. Nele é necessário saber separar os que apontam a crise e os que ajudam a construir soluções. Em qualquer lugar que você estiver, os dois perfis de ser humano estarão presentes.

    O primeiro caso é o dos que sempre observam a desgraça como um muro intransponível. Adoram deixar uma situação crítica mais aguçada. O que costumamos chamar de “jogar lenha na fogueira”. Estes raramente se envolvem e muito menos se comprometem, porém, amam comprometer os outros. Em muitos casos são os conselheiros gratuítos. Sempre dispostos a apontar como as coisas podem piorar.

    O segundo caso são dos que mesmo não sendo sua obrigação consideram que é necessário colaborar com uma solução. Estão sempre dispostos a apontar o melhor caminho e buscar alternativas. Se colocam à disposição de resolver e entendem que problemas podem ser passageiros se apontarmos ou analisarmos as possibilidades envolvendo o maior número de pessoas possíveis para uma saída.

    Agora, neste momento de pandemia, temos que construir saídas em conjunto. Assumirmos medidas equivocadas e corrigi-las. Aprendermos a dialogar com a possibilidade de soluções e não ampliarmos problemas. Medidas radicais e usar de momentos delicados como este para demonstrar poder é um erro grave.

    O poder público tem um papel crucial em promover um diálogo inteligente e tomar medidas equilibradas. Todo o radialismo tende a trazer agravamento de situações que poderiam ser contornadas. Caminhamos para um tempo contraditório entre a fabricação de vacinas e o início de processo de imunização e a necessidade de voltarmos às nossas atividades já tão ameaçadas pelas limitações que a pandemia traz.

    3 min
  • Entre culpados e inocentes, cada um é solução e problema

    Não são mesmo. As coisas não tem um raciocínio tão simples assim. A contaminação que estamos colhendo agora em número de casos é uma construção de muitas faces. Radicalismo colocar a culpa apenas os estabelecimentos comerciais como bares e restaurantes funcionando. Também não são os shoppings e supermercados. Tem muita festa clandestina que tem sua parcela.

    No centro de toda esta propagação estão as escolhas que cada um fez independente de onde esteve. Frequentando lugares onde a contaminação se deu. Pessoas tomaram atitudes e repassaram para outras. O potencial de infecção está de 1 para 1,3. Parte dos contaminados são Inocentes que pegaram a doença de um membro da mesma família, por considerar que quem ama não teria se colocado em risco para matar o próximo. Se colocou. Agora colhemos o resultado.

    Nós desprezamos o potencial da particularidade. Da liberdade que as pessoas têm de fazer o que é certo e errado. Te tomar atitudes com consequências. Bom lembrar a todo o momento que uma decisão sua pode acarretar danos irreversíveis para outras pessoas. Isto que quer dizer o poder de contaminação.

    As mortes são reais, o número de casos, as dificuldades que pessoas têm de superar a doença. Isto é fato e não fake. Há um tempo atrás pessoas diziam nas redes sociais que o número de mortos era falso, não acreditava nos internados. Lembro de alguém filmando com o celular os pronto-socorros de hospitais vazios e ironizar a doença. Hoje, estas pessoas silenciam.

    Temos que admitir o fato se queremos superá-lo. Não adianta disfarçar, ironizar, minimizar. Quem faz isso tem problemas psicológicos graves e representa uma dificuldade imensa de encarar a vida como ela é.

    Faça parte das pessoas que agem com responsabilidade. Ninguém está seguindo regras de segurança que limitam nossa mobilidade e evita de ficar com quem ama porque gosta. Não há felicidade nisso. Apenas prevenção necessária. Um sentimento de amor que vem com um gesto pouco egocêntrico de amar ao próximo mais do que a si mesmo. Difícil na atualidade.

    3 min
  • Preconceito é falta de conhecimento

    Bauru, no interior de São Paulo tem uma prefeita mulher, negra e evangélica. Suéllen Rosin. Eleita com 32 anos, jovem, é conservadora. Candidata pelo Patriota, teve tempo reduzido na propaganda eleitoral gratuita e conseguiu ficar com 55,98% dos votos válidos.

    Sua ascensão a prefeitura da cidade paulista é marcada por ofensas, não tanto de gênero, nenhuma por sua opção religiosa, partidária e conservadorismo. O que pega é ser negra. Como se a cor da pele denunciasse alguma coisa. Não denuncia. Os atos humanos sim.

    Suéllen precisa ser entendida mais pela suas escolhas do que pela sua natureza. Os determinismo biológicos que alguns se apegam para considerar o destino das pessoas é uma denúncia de ignorância. Não surpreendente. A agressividade e radicalismo de posição é são medidas da pobreza de raciocínio. Isto é fato.

    Um dia vamos parar de olhar para as pessoas e fazer uma leitura de sua aparência como se fosse uma sentença. Porque tem aquela cor, fulano com certeza é isso ou aquilo. Se é adepto de tão crença religiosa com certeza deve ter tais manias ou atitudes, se é mulher isso e se é afrodescendente aquilo. Associações fáceis de raciocínios pobres.

    Conheça as pessoas pelos seus atos, pelas suas escolhas. Da mesma forma que a ascensão de uma mulher no poder pode ser a escolha de um grande representante público, pode ser um fracasso. Um médico no poder não significa um governo de saúde, só por ser médico. Apenas cria-se esperança. O religioso fervoroso não é sinônimo de atitude bondosa e honestidade acima de tudo.

    Seres humanos são escolhas e ações. A pobreza humana está na opção entre ser resposta ou aprofundar problemas. Buscar soluções ou remediar e maquiar a verdade das coisas. Enquanto não olharmos para as pessoas e enxergamos realmente que elas são, o preconceito não vai acabar e combatê-lo ou reafirmá-lo estará sempre encobriu o lobo em pele de cordeiro.

    3 min

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