Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • Desemprego tem desqualificado como descartável

    Ande um pouco pelas ruas e logo você vai perceber a quantidade de pessoas que estão em condição de vulnerabilidade no país. Hoje são mais de 6 milhões de brasileiros na extrema miséria. Os pedintes aumentaram visivelmente. Não por acaso o país tem hoje 32 milhões de pessoas subsidiadas, recebendo algum tipo de auxílio financeiro do poder público.

    O desemprego no país atinge 13,8 milhões de pessoas, 14,3% da população economicamente ativa. E lembramos que “desemprego” aqui são desocupados. Pessoas que literalmente não tem qualquer atividade remunerada. Todos estes dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Da mesma fonte, hoje 10 milhões de brasileiros não sabem se vão ter comida a manhã. 5 milhões já passaram mais de dois dias da semana ou mais sem comer.

    A vulnerabilidade das pessoas têm histórico e perfil. A grande maioria tem baixa qualificação, vive em áreas de risco historicamente, a mais de duas gerações, tem um grande número de filhos, o que aumenta o risco de dependência. Esta população é preta ou parda, mulheres são a maioria do grupo, os com menos de 25 e mais de 60 anos de idade são os mais vulneráveis.

    Para o mercado de trabalho o índice de produtividade desta população é baixo. Logo, sua contratação e demissão são de fácil procedimento. Estão sempre disponíveis e podem ser descartados com a mesma facilidade que são contratados. As empresas que os contratam são informais, micro e pequenas na sua maioria, não os registram e tem remuneração baixa. Muitos ganham menos que um salário mínimo.

    Logo, a economia brasileira tem um movimento constante de empreendimentos de curta duração por ter um capital humano perecível e pouco resiliente. Não há planejamento algum da vida, apenas se vive ao saber do momento. Em tempos de crise aguda como a que estamos vivendo, o risco é imenso e os números de fatalidade também. Para piorar, esta população não tem como ficar em casa, se arriscar, afinal é uma questão de vida ou morte. O número de óbitos por Covid-19 e de pessoas que acabam sendo contaminadas não terá um perfil muito diferente.

    Se queremos mudar a realidade da sociedade brasileira, temos que melhorar a qualificação humana. Preparar uma geração inteira para que as próximas décadas tragam pessoas que enfrentam a crise com mais capacidade pessoal e não precisem ficarem expostas aos subsídios governamentais e a manipulação da miséria. Uma ação que ajudaria a superar muitos dos nossos males.

    3 min
  • Quando cada um tem sua medida, quem somos para medir os outros?

    Sofremos de muitas coisas neste mundo. Uma delas é de não perceber as pessoas que estão à nossa volta são. Não entender que cada um de nós tem uma percepção diferente do mundo que vive. Por mais que a convivência entre nós exija regras comuns. O ser humano é movido por escolhas, ela tem seu preço. Porém, o valor depende dos envolvidos.

    O que nos move a trabalhar todos os dias? Claro que você pode me dizer, pagar as contas. Será? Viver se tornou a mediocridade de cumprir compromissos assumidos para continuar vivo. Se for assim, a espera de que a morte nos leve é mais uma esperança do que a busca intensa de adiar o encontro com o fim, o que a grande maioria das pessoas expressa.

    A vida tem que ter uma coisa chamada significado. E ter um significado e um sentido é viver para buscá-los. Logo, morrer por uma causa dá sentido à vida, viver sem causa nenhuma não. Talvez por isso a vida para algumas pessoas vale tão pouco. O desprezo pela vida humana é a proporção do quanto a nossa tem valor.

    Por que tantas pessoas colocam a vida em risco sem motivo algum ou pelo motivo mais tolo que possa existir. Uma discussão por algo sem valor, um risco ao beber e dirigir embriagado, um excesso cometido todos os dias cavando a própria morte pelo mau hábito. O que move um ser humano?

    Nos fins de semana há sempre o relato dos excessos das pessoas. Mortes no trânsito, um assassinato por um crime passional, uma discussão por algo tolo que leva a morte. Depois, tarde demais, sabemos que não teria sentido ter feito o que se fez, mas também não há como desfazer o mal feito. Feita a escolha, praticada a ação, não há mais como desfazer. O que se pode é aprender com a experiência errada, desde que possamos sobreviver a ela.

    Logo, temos que refletir um pouco o que move a vida. Quais atos dão significado ao que fazemos. E o que queremos ter ao final de um longa jornada. Cada passo dado é uma oportunidade de nos direcionarmos há um determinado lugar. Se não temos escolha, então, podemos andar a esmo e nunca chegar a lugar algum. Assim, se a caminha for interrompida por algum excesso ou por ter sido excessivo, não se perdeu nada.

    2 min
  • Até onde vai o vazio do ser humano?

    Lendo uma dissertação de mestrado, li está paródia. Ela diz muito sobre a ganância humana. Em tempos de clima estranho, secas prolongadas, temporais desmedidos e queimadas, ela pode nos ajudar a refletir sobre nossa ganância insaciável.

    Um homem triste e desolado, olhava do alto de um penhasco o horizonte. Dos seus olhos se viam expressa uma desolação sem fim. A dor silenciosa era tanta que os animais se comoveram e aos poucos se aproximaram dele. A primeira a chegar foi a coruja, que perguntou ao homem, o que está te deixando tão triste? Mas ele nada respondeu.

    Aos poucos, o ser humano mergulhado em sua tristeza viu-se cercado de todos os animais da terra. Foi aí que a águia lhe perguntou, o que podemos fazer para cessar sua tristeza? Peça o que quiser e te daremos.

    O homem então afirmou me dá a sua capacidade de enxergar, a águia lhe atendeu. Na sequência, o homem pediu ao leão que lhe desse a sua coragem, foi também prontamente atendido. Não satisfeito, pediu a serpente que lhe ensinasse os seus caminhos, a serpente lhe ensinou. Depois de pedir a cada animal a sua melhor qualidade, ele pediu a coruja a sua sabedoria, o que também foi atendido. Diante de todos os seus desejos satisfeitos, o homem se retirou e saiu.

    A coruja então, preocupada, disse que daquele momento em diante temia mais o homem por tudo o que ele sabia de todos os animais. O cervo, contudo, se contrapôs e considerou que agora que o homem estava satisfeito, nada lhe deixaria triste. Porém, a ave sábia, retrucou, o olhar do homem era de uma tristeza profunda, uma expressão de um vazio interior infinito, como que tudo quer e nada lhe completa. Temo que o ser humano vai tirar tudo de todos, da terra tudo o que ela pode dar, até que um dia ela deixe de existir.

    Até onde vai a ganância humana?

    3 min
  • Professor fundamental e mestre essencial

    Não temas o mal, apenas aprenda o bem

    Sou professor há mais de 30 anos. Não sou o único com este tempo no currículo. Calculo que tenham muitos outros com a mesmo tempo de sala de aula. Eu já estive diante de muitas experiências agradáveis e desagradáveis. Já fui agredido, como um em cada dois professores neste país. Já pensei em desistir da profissão pela desilusão e remuneração, como muitos desistem.

    Não sou hipócrita para dizer que a profissão docente é uma doação, entrega, o tal do sacerdócio. É uma escolha profissional e deve ser vista assim. Há quem faz o mal como professor e quem só o é por não ter outra escolha, também quem faz o bem e seria professor independente de qualquer coisa.

    Há que se diferenciar porém os que exercem a profissão, bem ou mal, e os que se realizam nela, sentem a intensidade de educar. E para isso, não precisam estar em sala de aula. Podem e devem ser educadores onde quer que estejam, independente da relação que tenham e com quem ela seja. Educar não tem hora e nem lugar.

    Sempre confundimos o professor com o conhecimento, o aprendizado da verdade, da ciência. Aquele que nos passa o tal do conteúdo acadêmico. A gente só se esquece que a educação que vai além da sala de aula, dá sentido ao que se aprende. E isto não está no currículo escolar. A educação que faz do ser humano alguém mais humano e íntegro, que usa do saber acadêmico como ferramenta para o exercício da dignidade e para propagar nas pessoas o interesse pela vida.

    Sabedoria é a palavra, esta é a grande conquista que devemos buscar. O equilíbrio entre as experiências que temos, o que conhecemos, a função da razão e emoção. Estabelecer um diálogo para que possamos realizar uma ação que vá além de nós, que deixe um legado, que faça o bem para o maior número de pessoas possível. Porém, este é o ensinamento dos mestres. Os quais muitos são professores e outros estão convivendo conosco todos os dias.

    3 min
  • Normal é não haver novo

    Eu fui um dos que acreditou que viveríamos um novo normal para grande parte da sociedade. Hoje eu diminui muito a minha expectativa em relação a isso. Grande parte das pessoas querem o retorno ao cotidiano que tinham antes. Querem ter a mesma percepção de que tudo será o mesmo e não terão novidades. Por mais que a vida seja aquilo que não gostariam que fosse.

    Temos uma tendência a gostar do cotidiano previsível. Resistimos a ter que fazer algo diferente e que possa fugir daquilo que podemos suportar por se repetir diariamente. Enfim, a gente aceita as coisas como são pelo medo de não saber lidar com o que elas não são.

    Hoje, acredito que dois terços da sociedade irá reproduzir exatamente o comportamento que tinham antes da pandemia. Elas já se acumulam nas praias, nos bares, nos eventos, nos shoppings, enfim, querem passar por cima da dor sem ter que suportar as feridas. Anestesiar a vida. O hábito nos dá segurança e a lamentação sem riscos dá um prazer mórbido de se sentir querendo fazer diferente e justificando o mesmo que se faz sempre.

    Aprendendo a lidar com os seres humanos é não ter expectativas em relação a ele. Ver o que é e não o que gostaríamos de ser. Logo, as condições que temos não são as retóricas humanas na busca da mudança que nunca ocorre. É a forma como pretendemos agir para que a diferença ocorra, sem a fantasia de que ela vai ocorrer de forma generalizada.

    Mas, os 33% dos que vão mudar o comportamento e agir de forma diferente podem estar em posições estratégicas na sociedade e colaborar para que ocorra o que esperamos, aprender com as experiências e fazer a diferença.

    3 min
  • Temos escolha, mesmo quando ela não existe

    Quantos se vitimizam e colocam nos outros a culpa de seus limites e atos. Não faça isso. Você tem escolhas. Se preocupe menos com o que os outros fizeram para você e mais com o que você vai fazer diante do que os outros fizeram (Sartre).

    Não culpe as pessoas pelo que acontece com você. Assuma sua vida como sua e a decisão de aceitar as coisas como são é a parte que cabe na existência. Não são os outros que decidem por você. Resista, mude, transforme, faça alguma diferença se considerar necessário. Se for se acovardar e nada fazer, assuma também a inércia.

    Fazemos escolhas a todo o momento, mesmo quando não fazemos. Temos as rédeas de nossa vida nas mãos. Podemos acompanhar a decisão dos outros, aceitar o mando de alguém, mas será sempre a nossa decisão que conta.

    Mesmo quando somos vítimas das circunstâncias, algo raro, temos o direito de se entregar a sorte ou mudar a própria sorte. Não sou daqueles que afirma que todos terão sucesso se tentarem, mas acredito fielmente que tentar é um direito de todos e as coisas só mudam porque as pessoas tentam.

    3 min
  • A criança é como um rio, cuidado para não poluir a fonte

    John Locke, o filósofo inglês, considerado o pai das teses políticas liberais, viveu no Século XVII o momento que a Inglaterra lutava contra a monarquia absolutista dos Stuarts. O pensador considerava que as crianças são páginas em branco que vamos escrevendo nelas suas virtudes e defeitos.

    Lembrando da importância da formação do bom homem e de sua relevância para a sociedade, Locke afirma: “Pais se perguntam porque os rios são amargos, quando eles mesmo envenenaram a fonte”. Reclamamos da sociedade que temos, mas somos os responsáveis por destruir sua origem, a infância.

    No Dia da Criança, não é apenas lembrar da proteção. Lembrar da formação. Da condição em que criamos crianças e adolescentes. Os modelos que estabelecemos como da conduta correta. O que estimulamos com o que é necessário. Desde a infância reforçamos o comportamento bom e ruim. Demonstramos constantemente o que desejamo para o futuro.

    O adulto que podemos elogiar ou abominar teve uma infância. Lhe impregnaram crenças. A sociedade o constituiu dentro de um ambiente em que conviveu com valores. Adultos e suas ações foram convincentes para as crianças do que seria esperado e o que as esperava ao longo do tempo.

    Devemos cuidar mais das crianças e percebermos que há um futuro construído por pessoas que hoje estão abertas a aceitarem as experiências da vida como princípios de uma educação. Agir é a expressão máxima do que consideramos como verdadeiro. Por isso, devemos pensar em nossos atos. Quando adultos julgamos, mas diante da oportunidade que temos com a criança, educamos?

    2 min
  • Política demagógica e eleitor desatento

    Hoje começa a campanha eleitoral no rádio e TV. Um grande número de candidatos a prefeito e vereadores estão apresentando suas propostas e fazendo suas apostas no gosto do eleitor. Você conta agora, quase sempre se sente esquecido. Porém, não se vitimize, se esquece da política o ano todo e se quer lembrar dela só agora.

    Este momento é de cautela. A euforia alucinada do sorriso sedutor no rosto e as afirmações incisivas estão na face dos candidatos. Palavras jogadas ao vento, costumeiras nesse período, se propagam. Nós preferíamos a chuva rara como a sinceridade nestes tempos de eleição.

    Lembre-se que quem decide é você. Quanto vale sua escolha? Em quais critérios você sustenta a sua decisão? Quando fazemos escolhas estamos denunciando nossos valores e prioridades. O que consideramos necessário e o que dispensamos e desprezamos como urgência. A nossa opção é uma denúncia de nossas intenções. Quais são as suas antes de buscar conhecer as dos candidatos.

    Por isso, por mais que você considere que seu voto é apenas mais um, ele é o seu voto. Ele fala muito sobre você. Ele é secreto, você não precisa anunciá-lo, porém, sua consciência preserva o registro de sua memória e das opções que faz. A maioria dos votos denunciam tendências do que se considera necessário ou não.

    Na vida e, principalmente na democracia, são as nossas escolhas que deixam evidente quem nós somos. Por elas, nós seremos julgados e não pelas nossas intenções. Afinal, como diz o ditado, “de boas intenções o inferno está cheio”.

    3 min
  • As coisas acontecem na cidade

    Nós temos uma paixão pode poder federal. O governante que centraliza o mando no país atrai nossas atenções como o grande redentor de nossas vidas. Nele depositamos nossas esperanças de dias melhores e consideramos que um ato seu muda e mudará o nosso destino. Uma doce ilusão. O poder não funciona assim.

    Devemos ficar mais atentos ao que acontece à nossa volta. Esta condição local em que vivemos que tem seus diferenciais, suas particularidades das demais, merece atenção. A generalização por muitas vezes encobre nossos dilemas locais mais urgentes. Exagera situações do dia a dia como pode aparentar descaso para um problema que temos. A cidade diferencia-se uma das outras. Em um país como o Brasil, profundamente.

    Mesmo quando comparamos o Paraná e seus 399 municípios, a diferença é gritante. Há singularidades regionais estaduais que precisam ser notadas. Mais de 58% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual se concentra em 10 municípios. Enquanto algumas cidades têm um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) próximo aos dos municípios europeus, há outros que demonstram proximidade com regiões de risco e baixa renda.

    Uma eleição municipal deve ser vista como uma escolha mais importante do que as eleições nacionais. Nossa compreensão da realidade local é que permite um posicionamento mais lúcido sobre a relação entre poder público e a vida privada. Nossa dia a dia e os meios físicos e humanos que o estado dispõe para atender nossas necessidades. Na mesma proporção, é na cidade que demonstramos nossa capacidade de nos envolver com os grandes temas sociais a nossa volta.

    Por isso, temos que parar de lançar nossos olhos para o alto e ficarmos à espera que a ajuda caia do céu. A possibilidade de resolver em definitivo nossos principais problemas está no poder local. Os representantes públicos que têm um contato direto com a população e reagem a ela rapidamente, devido à proximidade. Ao mesmo tempo precisamos ocupar os espaços de cidadania. Nos organizamos no bairro onde moramos, nas instituições que frequentamos, na vida profissional que temos.

    O estado democrático de direito responde mais rápido aos nossos interesses na proporção de nossa capacidade de mobilização. Nossa ação para fortalecer as inúmeras coletividades a qual pertenço e a maior de todas, a população da cidade. Temos que exigir direitos, mas também temos que cumprir nossos deveres. Reivindicar é um direito, contudo, vale, cada vez mais, entender o que nos cabe ser e fazer para depois exigir do outro que faça a sua parte.

    3 min
  • Sorte existe, mas tem que ajudar

    Você é daqueles que acredita na acaso? Considera que uma grande tacada na sua vida pode mudar  seu destino? Espera que uma força sobrenatural irá intervir na lei natural das coisas e fazer você se salvar do destino certo? Bom, então você precisa fazer algumas coisas para que a sorte venha lhe salvar.

    Contar com as probabilidades mínimas é prática comum na vida de muitas pessoas. Considerar que amanhã tudo pode ser diferente e a vida vai melhorar. Muitas igrejas estão cheias de esperançosos a espera de um milagre. Contudo, mesmo os milagres ocorrem, via de regra, na vida de quem tem fé e assim, de certa forma, fez por merecer.

    Os chamados sortudos tem que se colocar à disposição da sorte. Ela não vai encontrá-lo na inércia e sem que faça alguma coisa para que ela o encontre. Como aquele que espera ganhar na loteria, porém nunca comprou um bilhete, fez sua aposta. Não há como ter expectativas diante deste ato.

    As coisas podem também ficarem mais próximas da realização do acaso se você criar um ambiente onde o acaso possa te proteger ou escolher. A moça ou o rapaz carente de um amor deve sair mais e buscar no lugar certo a pessoa que deseja. Se vai encontrar, bem, isto depende de outros fatores, mas estar a disposição já ajuda.

    A procura de um emprego não é diferente, se disponha a ir atrás de uma vaga no mercado de trabalho. Quem sabe a oportunidade te encontre. Aos poucos, se formos aumentar as oportunidades da sorte nos escolher, melhorando as possibilidades, quem sabe podemos chegar ao ponto de não ter que contar mais com ela.

    2 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…