Gilson Aguiar

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By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
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Gilson Aguiar episodes

  • O tolo fala sem pensar, o sábio pensa antes de falar

    Aristóteles, o filósofo clássico grego afirma: “O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz”.

    A palavra tem seu peso e seu valor. Nem para todos, ou para a grande maioria. Agir de forma coerente ao que se diz depende da capacidade de pensar no que se está falando. Hoje, se fala, jogam palavras ao vento sem qualquer preocupação com o que se está falando. Vomita-se expressões por uma mente indigesta de uma pessoa sem ação.

    No período de eleição, como este que estamos começando a viver, a expressão vazia se multiplica. A demagogia cresce. Criar uma sensação de respeito e fazer o outro crer de que é valorizado tem mais sentido do que efetivamente construir no dia a dia a dignidade que se espera. Mas, só um carente é capaz de cegar diante da realidade cotidiana e amar a sedução fantasiosa dos tempos da campanha política.

    Fuja disso, saia de perto das ilusões. Abrace as causas justas, construídas ao longo do tempo. Aquelas que você percebe ser fruto de um trabalho constante, construído e consolidado e não fruto de um momento forjado na paixão que se mostra intensa, mas se desfaz com o tempo.

    Não por acaso, o homem sábio pensa muito antes de falar, já o tolo fala sem pensar. Quantos já te prometeram tanta coisa. Gritaram abertamente que desejavam intensamente fazer por você, te respeitar, valorizar suas causas e ajudá-lo a atingir seu objetivo. Porém, quantos o fizeram? Quem estava ao teu lado quando a crise se abateu e o mal te assolou?

    Os bons amigos, as boas palavras, os sábios e sinceros se encontram nos momentos de dificuldade realizando o que sempre pregaram, os tolos estão sempre nos bons momentos, naqueles de alegria, calmaria e satisfação, pregando aos quatro cantos o que jamais farão. Por isso, faça sua escolha.

    2 min
  • Sem sentido, vida vira sorte ou azar

    Vale viver quando não se sabe onde quer chegar? A vida para uma parte dos brasileiros, pelo menos financeiramente, demonstra que não há sentido. É o jogo de sorte ou azar. Um dia atrás do outro, onde a lógica da música de Zeca Pagodinho faz sentido, deixar a vida me levar.

    Dados do site Guia do Investidor (https://guiadoinvestidor.com.br/) mostram que mais da metade dos brasileiros não planejam o futuro financeiro. 62% não tem dinheiro sobrando. Mesmo com uma renda possível de se ter reserva, 61% não guarda dinheiro e não teria como se sustentar caso perdesse o principal rendimento.

    O que motiva as pessoas a não guardarem dinheiro está diretamente relacionado com o sentido que a vida tem. A forma como fomos criados e a maneira como encaramos nossos desafios influência na maneira como vamos administrar as finanças. E não se engane, desde da infância estamos vivendo experiências financeiras que vão consolidar nossas crenças em relação ao dinheiro.

    Um dos principais problemas em relação a renda está relacionado a maneira como se considera o merecimento a remuneração e o que fazer com ela. Se contentar com pouco é um problema, mas para que este descontentamento tenha fundamento se faz necessário que se produza o suficiente para se reivindicar mais. Não adianta desejar mais remuneração se sua produtividade é medíocre. E para que serve o dinheiro, qual sua função na sua vida?

    Temos que ter uma orientação para o futuro. Nos projetarmos no “amanhã”, algo que demonstre a necessidade de um sentido em nossas ações hoje. Para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve. Se vai a deriva e não se tem uma definição de si mesmo em lugar algum. Muitos jogam com a própria sorte e não se tocam que estão jogando é com a própria vida.

    Por isso, as pessoas falam em planejamento financeiro, organizar a vida para que se possa ter um futuro melhor. Contudo, o primeiro passo não é pegar lápis e papel e começar a anotar seus ganhos e despesas. Há que se responder a uma questão antes de tudo, onde você quer chegar? E para que isso seja respondido, a vida tem que ter sentido.

    3 min
  • Recuperação subsidiada é areia movediça

    Municípios de grande porte no Paraná comemoram superávit. O governo do Estado também. Só para se ter uma ideia, o segundo quadrimestre deste ano fechou com saldo positivo de R$ 666,99 milhões. Notícia boa, mas por detrás dela pode existir um temor.

    O número de paranaenses subsidiados pelo governo federal é maior do que o número de pessoas com carteira assinada. Enquanto que os registrados são 3,2 milhões, os subsidiados são 3,8 milhões. Logo, podemos ter uma economia que apresenta bons números sustentada no auxílio emergencial.

    Não por acaso, o setor de supermercados teve parte considerável de seus consumidores da classe C, a que mais recebeu subsídios do poder público federal. Em outras atividades, como micro e pequenas empresas o auxílio é fundamental para vender e manter as empresas em funcionamento. Parte considerável da mão de obra do Estado está mantida por recursos do poder público.

    Quando este auxílio acabar as empresas vão se manter? A perspectiva do Governo do Paraná é de que 2021 terá um grande número de empresas indo a falência, a razão de 1 para cada 4. Logo, a economia e o superávit pode não se sustentar o ano que vem. Tudo irá depender de como as economias irão se recuperar e quais as medida que podem fazer com que os empreendimentos enfrentam o fim do subsídio público.

    Uma revisão na carga tributária e nas dívidas de impostos que as micro e pequenas empresas tem seria uma solução importante. Mais do que dar dinheiro aos trabalhadores. O que foi importante neste momento de crise imediata, deve ser trocado por ações mais específicas sobre a manutenção da viabilidade dos negócios.

    Logo, a retomada da economia necessita de ações de consolidação dos negócios e a possibilidade de mantermos as forças de trabalho ativas e sendo absorvidas pelo mercado. Este país já viveu muito de maquiagem. Uma economia subsidiada não representa saúde, sim dependência que gera inércia e atrofia as forças produtivas ao longo do tempo.

    Precisamos de medidas mais assertivas do que eleitoreiras. Dar dinheiro traz uma impressão de salvação. Engano, isto é condenação a dependência que faz da acomodação uma areia movediça que irá nos engolir aos poucos.

    Garantir a manutenção das atividades econômicas é consolidar as empresas para gerar empregos estáveis e rentabilidade para os empreendimentos. Isto é um governo que está voltado para o mercado e que implantar uma economia fundada na eficiência produtiva.

    3 min
  • A vinda não é o acaso

    Você já deve ter ouvido falar que alguém é “maria vai com as outras”, aqueles que não tem opinião própria e fazem o que os outros fazem. Também, a frase que pegou é a de Zeca Pagodinho, “deixa a vida me levar, vida leva eu”. Um hino para os que navegam ao sabor do acaso. Já existem aqueles que ao justificarem que não querem se meter na vida alheia falam que, erroneamente, “em briga de marido e mulher a gente não mete a colher”.

    Não são poucos que vivem no lugar comum. Caminham no dia a dia sem ter um propósito. Consideram que a vida é uma construção do acaso. E parte considerável deles reclama das consequências de sua existência. Delegam ao destino os azares da vida que estão levando. Mesmo a sorte para chegar precisa te encontrar no lugar certo.

    Temos que tomar uma atitude na vida. Ela é curta para ser pequena. Precisa ter um valor para marcar nossa existência. Não por acaso muitos são esquecidos depois que partem desta para outra porque sua ausência sequer são percebidas. O que não faz falta não deixa um vazio para se preencher.

    Para deixar uma marca e ter sentido é necessário não ser obra do acaso, mas autor de suas próprias obras. Construir ao longo do tempo uma mensagem em atos para que possamos alterar o curso das coisas se não vamos colher sempre o mesmo de um comportamento que se repetem.

    Sem ação não há reação. Mesmo quando não queremos tomar atitude alguma, há um resultado da nossa inércia. O não agir é uma forma de deixar que as coisas se mantenham como estão e o comportamento se reproduz com todo o dissabor. O gosto ruim da existência é ingrediente que conta com nossa concessão e, por muitas vezes, nossa ação.

    Para mudar o caminho é necessário olhar para o horizonte e focar em outro destino.

    3 min
  • Democracia, contraditória e humana

    Volta e meia alguém resolve jogar uma pedra na democracia. Considerar que ela é um mal. Nossas lentidão em resolver problemas, nossa falta de eficiência em tratar questões relevantes para a sociedade que se perdem em debate intermináveis sem chegar em consenso. Logo, alguém dispara, “melhor se fosse uma ditadura”.

    Há um certo prazer em ter quem governe os nossos destinos. Nos dê a ordem e aponte o caminho. Facilita viver apenas sem ter que se preocupar onde vamos chegar. Por que não acreditar na promessa do ditador. Logo, há no início de todo o governo ditatorial o discurso de que “ele sabe o que faz”.

    Uma nação ou uma empresa, governadas pela ditadura, enfim, qualquer liderança autoritária, lembra um navio dos tempos das grandes navegações. Fora os navios piratas que eram formados pela mais torpe e indigesta população de marinheiros e navegadores, porém não ineficientes na prática da navegação, os navios de guerra e mercantes tinham nos capitães senhores absolutos.

    Os marinheiros eram via de regra condenados, embriagados jogados dentro de um navio onde o destino era desconhecido. Se soubessem para onde iam, nunca sabia onde estavam. Somente o mapa do capitão e seus instrumentos de localização eram a certeza do caminho e do destino. Empresas e nações ainda são conduzidas como naos dos tempos do descobrimento.

    Não por acaso, a presença de soldados muito bem armados vigiando a tripulação era o instrumento mais eficiente da ordem. A punição exemplar demonstraria quem tem o controle da embarcação. Logo, para sobreviver em uma viagem que tinha seus riscos, a regra era faça sua parte, não se meta em questões que podem custar sua vida, aceite o que for e reze para que o navio não afunde no meio do caminho.

    A história é recheada de nações e a nossa vida de empresas que tem um perfil muito parecido com navios e navegações da expansão marítima dos séculos XV a XVII. Por isso, permanecer dentro de um ambiente como este é morrer aos poucos para não morrer rápido. É prolongar a vida sem que ela tem sentido. Ter uma existência pequena. Assim muitos caminham hoje em dia.

    Vale lembrar que na tempestade, no combate, no meio de uma pandemia ou de fome dentro da embarcação, a revolta se instalava. Muitos percebiam que a morte viria e que sem alternativa para que continuar obedecendo. Hora em que emergiram os motins. Durante crises em empresas e nações a revolta se instala. Nos negócios com a debandada de funcionários, nos países com as revoltas constantes de uma população que não tem nada a perder, já perdeu tudo.

    Diferente do ambiente onde por mais que seja difícil o consenso, as pessoas conhecem o destino e participam das decisões que vão dar rumo ao barco onde estamos todos nós. Há demora nas definições, mas há o comprometimento de todos com os atos tomados. O capitão é uma escolha e não uma imposição. Nas empresas não se escolhe o líder, mas ele não é impositor, se mantém pela eficiência e deixa claro as intenções.

    Porém, esta é uma outra história...

    3 min
  • Não sabe o que fazer? Faça para saber.

    Dúvidas acompanham a vida humana. Quem não tem dúvida não aprendeu nada. Todo o conhecimento adquirido amplia as possibilidades. Quanto mais você sabe e entende uma situação melhor, ela nos apresenta mais possibilidades. Isto é muito bom. Por isso, a dúvida é um bom sinal. Quem não a tem está com uma visão parcial ou distorcida, simplificada e míope.

    Contudo, ficarmos parados diante de uma escolha pode significar uma atrofia. Não esquecer que ter paciência não é um sinal de passividade. As decisões mais assertivas devem fugir da emoção euforia ou da cólera extrema. Ódio e paixão não ajuda ninguém a tomar decisão.

    Nas empresas se confunde momentos de tensão como a necessidade de uma resposta rápida. O que pode ser prejudicial quando você tem um conhecimento parcial do contexto que vive e não disponibiliza de informações para uma ação coerente.

    Mas qual é a repercussão da decisão que será tomada? Este é um fator importante para saber o que fazer. Os envolvidos são quantos e sua vida terá que consequências a partir da decisão que toma? Lembre-se, há um prejuízo que pode ser irreparável e o preço pago é mais caro que os benefícios imediatos da medida tomada.

    Para saber a dimensão de uma decisão tomada deve-se buscar compreender o contexto que se vive com o máximo de informações possíveis. Isto implica em ter conhecimento. Tanto aquele que se acessa nos meios que estão disponíveis como o conhecimento tácito, aquele que envolve as pessoas e as relações que estabelecemos com elas.

    No mundo empresarial, onde uma decisão pode custar caro. E custo aqui são tanto o prejuízo patrimonial como humano, se perde capital financeiro e a riqueza de pessoas. Lembrando que as pessoas são uma riqueza mais importante para a recuperação de uma empresa que o capital financeiro. A experiência construída com os profissionais dentro de uma corporação não se recupera com facilidade como também pode se perder para sempre.

    Porém, a decisão deve ser tomada. Após todos os cuidados possíveis. Não tomá-la pode ter um preço ainda maior. E sempre é ela que nos dará a dimensão do quanto estamos diante de um acerto ou erro. O antes da escolha não pode nos dar a visão exata do depois do caminho escolhido.

    Logo, temos que equilibrar ao máximo a ponderação do contexto e a condição das circunstâncias para tomar uma decisão. Avaliar da melhor forma as consequências de nossos atos. E decidir, agir. Porque o verdadeiro aprendizado não vem da constante reflexão, mas do entendimento de uma decisão e de suas consequências diante da forma como vemos as coisas.


    2 min
  • Educar não é dar conselho e gerar autonomia

    Dar um conselho sempre parece a melhor forma de ajudar alguém. O que não falta é alguém que peça. Dizer às pessoas o que elas devem fazer gera uma sensação imediata de boa intenção. O que aconselha se sente empoderado pela valorização da opinião, superior pela capacidade de dizer o caminho que o outro, limitado e perdido em suas escolhas, não enxerga.

    Fora este sentimento imediatista de satisfação mútua entre o aconselhado e o conselheiro, caso a prática seja constante, o poder que se dá ao guru que indica o caminho. O modelo a ser seguido, o dedo aponta a direção, dá a certeza que não precisamos pensar no que fazer e sim apenas perguntar que caminho seguir.

    Nestas horas, é sempre bom lembrar do que no velho ditado, “se conselho fosse bom não se dava, vendia”. Minha vó dizia isto, e ela estava certa. Conselho atrofia, anula nossa capacidade de auto descoberta, gera dependência, transfere responsabilidade e gera crise de identidade. Sim, crise de identidade. Pessoas que vivem do conselho alheio não conseguem mais ter medida do que realmente são, gostam e desejam.

    Se você gosta mesmo de alguém, não dê conselho, ajude as pessoas a se descobrirem e fazerem suas próprias escolhas. Não é apontando caminhos que vamos conseguir melhorar a vida de ninguém. Se o conselheiro fosse um poço de verdade, seu próprio caminho demonstraria seus constantes acertos.

    Nestas horas é sempre bom pensar nos grandes líderes. A forma como eles agem diante de uma decisão vital. Elas não dão conselhos, apenas ajudam a refletir sobre as escolhas. Demonstram na lógica do mundo o poder de nossas escolhas. Geram esperança na capacidade de podermos rever nossos atos e nos fazermos melhor agindo de forma diferente. Porém, sem nunca ditar o que deve ser feito.

    3 min
  • Escola não é lugar de violência

    Eu sempre acreditei e acredito que a educação é uma resposta. Ela é a forma como nós enfrentamos todos os dias os pequenos e os grandes problemas de nossa vida. Com a educação é que a gente enxuga as lágrimas dos olhos e com um sorriso imenso ilumina o futuro. É, e sempre será, pela educação que nós descobrimos uma infinidade de caminhos para se fazer uma sociedade melhor, de nós, um ser humano melhor e deixar para todos uma mensagem, VIVER VALE A PENA. NUNCA AGRIDA UM PROFESSOR, ele é o mensageiro da resposta que a sua vida precisa.

    A agressão é física e principalmente moral. Desprezo e desvalorização. O problema é sério e tem raízes profundas quando se fala da violência contra os professores. Precisamos olhar para o passado e compreender melhor o que a educação significa neste país. Ela vem sempre da retórica, do discurso sem ação. Do que se fala que nunca é comprovado pelo que se faz.

    Ao longo dos anos, as políticas educacionais fracassam, andam ao prazer do olhar míope de governantes, pessoas que nunca frequentaram um ambiente educacional e perceberam o trabalho da docência com a dimensão que precisa ter. A escola não resolve os problemas do mundo, quem resolve são os seres humanos que frequentam ou não o ambiente escolar.

    Também é na escola que a sociedade expressa o que é e o que valoriza. Dentro dela, os seres humanos que a frequentam são uma expressão do bem e do mal que nos cerca. Nos bancos escolares estão sentados não só pessoas, mas as dores e amores que a sociedade produz. Desgostos e alegrias, honra e desrespeito. Cada família está sentada ao lados das crianças, jovens e adolescentes nos fatos que se desdobram nas escolas.

    Um professor é uma expressão viva desta condição. A docência é admirada e desprezada. Um levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) através do movimento Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) mostra que apenas 3,3% de estudantes entre 15 e 16 anos querem seguir a carreira docente.

    Os dados apresentam também que os alunos que têm melhor desempenho nas áreas básicas da educação, português e matemática, são os que menos se interessam em ser professor. Em países com um melhor ranking na educação, o desejo de ser docente aumenta significativamente, no Japão o índice é de 7,1%. E a maioria dos alunos que querem esta vida profissional tem um melhor desempenho escolar.

    Logo, nós já desprezamos a docência na prática há muito tempo. Definhamos o papel da escola na proporção em que multiplicamos a quantidade de estabelecimentos educacionais. Quanto mais vagas oferecemos menos mérito damos a quem lida com a educação. Fabricamos uma titularidade e não geramos um ser humano a altura do que sua identificação acadêmica deveria refletir em seus atos.

    Estes dias da semana quero trazer algumas reflexões sobre a vida dos educadores no Brasil. A busca de entender a escola e de lutar para que a violência dentro do ambiente educacional seja combatida. Para entender mais este propósito, acesse o site www.heroisdaeducacao.com.br e participe de uma ação para aprovar lei no Congresso Nacional para conter a violência dentro do ambiente escolar.

    3 min
  • Segurança ou liberdade, faça sua escolha

    Dizem das lições que esta pandemia nos trouxe. Acredito que são várias. Parte da população talvez não leve adiante o que deveria ter aprendido em tempo de crise. Os cuidados pessoas são uma das boa práticas que devemos manter.

    O problema que estamos enfrentando ainda, ele não passou, deixa uma de suas maiores lições sobre como deve ser nossa conduta em relação ao futuro. Podemos ter outra pandemia como está, claro que sim. Ela pode nos afetar e provocar estragos como esta provocou. A dimensão maior ou menor dependerá de como nós nos comportamos antes.

    Enquanto norte-americanos superaram mais de 200 mil mortos e o Brasil ultrapassou a casa dos 130 mil, lembrando que os dois tem uma população menor que a da China, país onde morreram pouco mais de 6,4 mil pessoas. Qual o segredo dos chineses? Um país como economia planejada e controle absoluto sobre a população, em que grande parte é marcada pela falta de mobilidade, o contágio acaba sendo menor.

    Se os chineses propagaram a doença pelo mundo, eles mesmos tem dentro de seu território e fora dele pouca mobilidade. O autoritarismo foi eficiente para impedir o contágio. Resta saber se a vida vale a pena sem se contaminar quando o preço é a privação da liberdade. E ainda há quem diga que os chineses são disciplinados. Pode até ser que sim, mas o custo da vida pessoal pode ser alto.

    Nós, brasileiros, temos liberdade e em grande parte não temos consciência das consequências dos atos que tomamos. Somos livres para fazer escolhas, pouca capacidade de compreender a sociedade que vivemos, condições materiais limitadas para nos proteger das reações e relações que envolvem. Liberdade ou insegurança, elas têm mundos diferentes.

    Para mais informações, clique aqui.

    3 min
  • Educação presencial deve ser uma escolha

    Em alguns municípios do Paraná a questão do retorno às aulas presenciais já começam a ser definidas. Em Cascavel, um decreto municipal permite o retorno das aulas na rede pública municipal a partir do nono ano. Em Guarapuava, a prefeitura já definiu que somente o ano quem haverá a volta às salas de aula de forma presencial.

    Em Curitiba e região metropolitana o retorno as aulas estão condicionados a três semanas de queda no número de mortos. A decisão foi tomada por uma reunião virtual do Fórum Metropolitano de Combate a Covid-19. Enquanto isso, em Ponta Grossa a previsão é de que o retorno estará condicionado a vacina. Pelo menos foi o que afirmou o prefeito da cidade em um programa de rádio local.

    Em Londrina a questão foi parar na Justiça e o decreto municipal que permitia o retorno das escolas particulares foi suspenso. Em Maringá, apenas os cursos de pós-graduação voltaram, mas de forma limitada. O retorno do ensino fundamental e médio ainda é uma incógnita. Para piorar a discussão sobre o tema, estamos em um ano eleitoral.

    Cada município tem sua realidade e seu contexto, isto é fato. A segurança para a medida tem realidades diferentes. Neste momento são os prefeitos que tem nas mãos as decisões cruciais para a cidade e que causam impactos na vida das pessoas de forma direta. A educação é uma necessidade crucial e deve ser pensada com cautela.

    O prejuízo de um ensino a distância, por melhor que ele seja, é nítido para escolas de educação fundamental. Já na escola pública a questão é estrutural e humana. Faltam recursos privados para que os jovens tenham acesso a meios mais eficientes de informação. A inclusão digital precisa ser pensada com ou sem pandemia com uma necessidade vital.

    O que não se pode é fazer da educação, como dos demais problemas e necessidades fundamentais da população, um instrumento de concentração de capital político. Usar o imediatismo da campanha para tomarmos decisões que venha a custar caro posteriormente. O preço que se paga pela falsa ideia de segurança é a ignorância?

    Na vida pública há muitos comportamentos pirotécnicos. Exageros e atos que dão impacto aparente de responsabilidade e ousadia e não tem efeito prático e são danosos. Muitos gestores públicos querem que estes efeitos duram até o momento das eleições. Uma maneira de se perpetuar no poder ou fazer vencer o candidato que lhe interessa.

    Por isso, apoie ações lúcidas e que deem liberdade de escolha as pessoas. Não caia da fantasia da tutela do Estado para tomar a decisão que deixa o cidadão na zona de conforto sem se comprometer com a decisão tomada. O homem público deseja ter sua eficiência medida pelo voto. Quem vota busca alguém que resolva problemas ou assuma suas culpas?

    Na educação nós não podemos nos eximir de assumirmos a responsabilidade sobre a educação de nossos filhos e decidirmos se queremos ou não o retorno das aulas presenciais. Porém, as escolas tem que reabrir com critérios de segurança rígidos para serem uma opção e dar a liberdade necessária e de maturidade para que a responsabilidade e a liberdade seja da família.

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    3 min

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A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…