Gilson Aguiar

Gilson Aguiar

By Gilson AguiarEducationSelf-Improvement
Download on the App Store

Gilson Aguiar episodes

  • Exclusão digital, um bem ou um mal?

    Temos que aprender a entender a dimensão de estarmos excluídos do mundo digital. Isto pode nos trazer o malefício de não compreendermos a contextualização do que vivemos e termos uma reflexão sobre nossa existência. Contudo, pode nos livrar dos radicalismo, distorções e excessos constantes das visões particularizadas da realidade.

    4 min
  • Educação é contexto e não circunstância

    Há uma diferença entre circunstância e contexto. No primeiro caso, as coisas não duram, são momentâneas. Porém, podem causar efeitos profundos dependendo do que atingem. Já no contexto há uma permanência. É construído por condições históricas. Fruto de relações e ações que se consolidaram ao longo do tempo. Em alguns casos, viraram hábitos. A educação tem seu contexto e atravessa circunstâncias.

    A pandemia atingiu inúmeros setores, com a educação não foi diferente. Portas das escolas fechadas, ação necessária para se conter a propagação da Covid-19. Professores e alunos tiveram que conviver com uma tecnologia que já avançava contextualmente e circunstancialmente se acelerou. Tudo o que nos pega de impacto pode nos ajudar a reagir de forma rápida ou nos aniquila se estivermos com a saúde frágil.

    A educação vem de um contexto frágil. Ela já sobre a muito tempo. Nosso baixo desempenho em áreas de conhecimento básicas demonstra ao longo dos anos o preço do descaso. Uma desqualificação imensa dos brasileiros. Em grande parte sentem o efeito econômico que estamos atravessando com desemprego e baixa renda, faltou educação, qualificação. Faltou capacidade de enfrentar as circunstâncias porque já vem de uma debilitação contextual.

    O grande problema ao se discutir educação é que não conseguimos dimensionar circunstancialmente o preço dos nossos atos. Mas com o passar dos anos ele fica explícito nos déficits educacionais que vão se denunciando. Um elo da cadeia dos anos de educação quando se rompe ou fica frágil, compromete muito a formação de conteúdos subsequentes. Não por acaso, no último ranking da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), nós ficamos na 57a posição.

    Ao estamos diante de uma crise e que precisamos buscar uma oportunidade no mercado de trabalho ou mesmo ir atrás de uma qualificação, a falta de um conhecimento básico em matemática e português, assim como ciências, cobra seu preço diariamente. O contexto em que a educação é tratada no país gera este abalo circunstancial.

    Defendo a retomada gradual da educação. Fico triste ao ver as escolas fechadas, sem os alunos e sem um calendário definido, com data marcada para o retorno. Temo que lideranças políticas estejam mais preocupadas em satisfazer a vontade dos pais de temerem seus filhos se contaminarem ou mesmo de uma sociedade que atende às circunstâncias, mas não entende o contexto do que uma escola fechada. A educação virtual pode ajudar, mas não supera a relação em sala de aula. Ainda vamos pagar muito caro por esta política de atender às circunstâncias e não entender o contexto.

    Para encerrar, gostaria de lembrar que com afrouxamento das medidas de restrição e desobedecendo a lei, uma multidão se reúne em bares e lanchonetes. Se concentram nas ruas. Andam sem máscara. Muitos que defendem que as escolas fiquem fechadas tem um filho, um irmão, alguém de sua família que se sentem na liberdade de frequentar ambientes de risco para satisfazer o lazer e não pensar na educação como prioridade.

    Não é difícil de entender o descaso que se tem com a escola. Fácil falar que é mais seguro que elas fiquem fechadas para quem não entende ou participa de sua função. No contexto da história da educação brasileira, olhe os números e entenda o que construímos ao longo destes anos, desprezo, descaso, demagogia, as coisas que nunca se realizam.

    Se você valoriza mesmo a educação, transforme ela em uma prioridade. Invista no que vale a pena, entenda o preço de não valorizarmos a qualidade do ensino. E circunstancialmente, neste momento, entenda a importância do retorno gradual das aulas para que não tenhamos um prejuízo ainda maior, valorize a escola e acompanhe as medidas de segurança, os protocolos de retorno.

    O futuro agradece.


    3 min
  • Política: entre a vocação e a profissão

    O que leva uma pessoa a se candidatar? Se dar bem, vencer, ser conhecido, criar um capital político o suficiente para consolidar seu nome na mente do eleitor como apto a representá-lo. Ter benefícios. Como podemos mensurar o tamanho dos benefícios que se pode ter na política?

    Ingressar em um grupo seleto de pessoas que decidem o destino de recursos que podem facilitar a vida de empreendimentos privados e das ambições pessoais. Quanto vale representar e ter prestígio com a representação?

    Temos a política como instrumento vital da defesa de interesses da coletividade e de sua organização. Não se trata de fazer o que se quer sempre, mas de direcionar as ações para o que se considera necessário e prioritário. Governar é fundamental e a democracia é condição primordial. O convívio em sociedade com tamanha pluralidade, necessita da permeabilidade dos movimentos democráticos. Saber conviver é entender as diferenças.

    Por isso, se a ambição pessoal pode mover uma parte dos homens públicos, a outra é sua emergência como líder orgânico. Ele expressa o contexto que a vida social exerce sua função. A forma como a sociedade sente as relações e os vínculos. As dores que necessitam ser superadas. Como transformar os interesses de cada um em um projeto para todos? Um desafio.

    Mas a política é também o momento em que muitos vão buscar se fazer na política. Entender o que o poder pode lhe dar como benefício. O empenho em disputar uma eleição tem no esforço alguma contrapartida, nem que seja a mais pura das vaidades. Porém, na funcionalidade do poder não é a vaidade que conta. A função prática é que exercer sua permanência e necessidade. Por mais bonito e excitante que seja deve servir para alguma coisa.

    Por isso, somos eleitores dentro de um jogo de forças em que o voto conta. Mas não o de um, o de todos somados e os da maioria depositados nos eleitos. O que demonstra que o pensamento coletivo e a tendência social existe. O que leva um grande número de pessoas a buscar o voto pode ser a particularidade. Porém, o que determina a condição de permanência é a ação coletiva, o contexto amplo, as forças que sustentam o poder.

    Vale, diante disso saber pensar no que somos e onde estamos. No que temos e como podemos aprimorar nossa compreensão da vida coletiva. Assim, ao agirmos pessoalmente, na busca de nossos interesses diários, estaremos também contribuindo para uma ação mais racional coletiva. Para que os atos sejam pensados em sua dimensão que vai além dos nossos interesses pessoais.

    Para mais conteúdo, clique aqui.

    3 min
  • Mesmas práticas e mesmos resultados

    As pessoas estão sempre reclamando de que na política o discurso é sempre o mesmo. A maneira como os candidatos se comportam nunca muda. Será que as pessoas se esquecem que a vitória eleitoral é o aval de que estão fazendo a coisa certa? Se continuam praticando a mesma forma de campanha é porque o resultado é positivo.

    Se queremos tanto mudar a forma como os políticos se comportam, nós como eleitores temos que mudar a maneira como reagimos às campanhas políticas. Se escolhemos a demagogia, a falsidade e a superficialidade, por que as condenamos como prática?

    De certa forma, o que nos seduz é a mentira. A realidade nos pesa. A verdade dos fatos nos desanima e a realidade é algo que exige um comprometimento e não apenas envolvimento. Nós escolhemos os líderes e não estamos dispostos a nos envolver com sua gestão. Fazemos isso constantemente. Não é só na política.

    Em muitos casos reivindicamos mais respeito e retorno das pessoas, mas não estamos envolvidos e comprometidos com elas os suficiente para ter mérito em nossa reclamação. Não é de hoje que nossa relação com a democracia e a cidadania é retórica. Não ocupamos os espaços de representação mais próximos e o que ocorre nos lugares onde trabalhamos e moramos. Reunião de condomínio é tédio, de bairro algo impensado, ir ao um conselho de saúde ou cultura não nos interessa.

    Realmente os políticos são demagógicos. Não estão comprometidos de fato com a população e usam da mesma oratória todos os anos para ganhar as eleições. Pedem o voto e depois esquecem de quem os elegeu. Só vão lembrar 4 anos depois. Bom, é nós, o que fazemos.

    Vale mais que nunca o ditado, cada um tem o governo que merece. Diria mais, em muitos casos, cada um tem perto de si a companhia que merece, a vida que merece ou pelos menos a condição que ajudou a construir.

    Para mais conteúdos, clique aqui.

    3 min
  • Crise se resolve com qualidade humana

    O que supera problemas? Qualidade humana. O que evita que uma crise nos atinge profundamente? A qualidade dos seres humanos que estão à nossa volta. Não há outra saída. Não existe milagre e sim inteligência diante de problemas aparentemente insolúveis. Será que vamos aprender isso um dia? Espero que sim.

    Me espanta a quantidade de pessoas que ainda acreditam que dentro de uma família, de uma empresa, de uma entidade ou instituição qualquer, as coisas são mais importantes que as pessoas. Esta forma de tratar o mercado de trabalho como se o ser humano não fosse a peça chave para o sucesso de qualquer empreendimento que se deseja.

    Existe uma tendência de muitos empresários, se é que podem ser chamados assim, de não dar o devido valor a quem está ao seu lado. Só melhoram as condições de trabalho em extremas situações, quando não há mais o que fazer. Não elogiam o bom trabalho, mas estão sempre dispostos a apontar com excessos de bravatas os erros.

    O caminho da eficiência é a valorização da qualidade humana. Da capacidade de trabalho das pessoas criando um ambiente de trabalho que gere a possibilidade da qualificação. Conhecer as pessoas e dar a elas a oportunidade de melhorar o que são, tanto como pessoas como profissionais.

    Um levantamento publicado no Diário Oficial da União mostra os 15 setores mais atingidos pela pandemia de Covid-19. O setor de eventos é o mais atingido. Também, 8 setores ligados ao transporte estão na lista. Para eles, a recuperação será mais desafiadora.

    Estas empresas não podem abrir mão de um capital humano eficiente para a superação da crise. Mais que nunca se necessita de pessoas capacitadas de entender o ambiente, as circunstâncias em que se encontra o empreendimento e saber manobrar o contexto para ter um resultado melhor. A saída só é possível de ser vista por quem olha de forma diferente um ambiente em que a maioria enxerga limites. Para os qualificados se vê horizontes.

    A superação está sempre na mão das pessoas. Elas tem a resposta. Onde elas estão? Elas podem estar dentro das próprias empresas em crise, mais próximas do que pensamos. Precisam de estímulo, serem descobertas e valorizadas. Muitos podem render muito mais se forem tratados da forma correta e se sentirem estimulados a se comprometerem com a recuperação de empresas e empreendimentos. Não está em nenhum achado a solução e sim no olhar mais atento aos que estão a sua volta.

    Clique aqui para mais conteúdo.

    3 min
  • Qualificação gera independência

    Aprimore-se, se qualifique e gere a sua independência. As pessoas precisam levar a sério a busca de conhecer cada vez mais sobre as habilidades, competências e práticas profissionais que desejam atuar. Se queremos ser livres e não depender de ninguém, temos que dar o passo mais importante, investir no capital humano, no conhecimento.

    Quanto mais nos aprimoramos e temos competência para lidar com o conhecimento, mais avançamos em nossa capacidade de entrega. Aprendemos a transformar nosso potencial em desejo pelo mercado. Nos transformamos em resposta e não em problema.

    As empresas e pessoas precisam de resposta e não de problemas. Nosso potencial qualitativo é que gera o valor que temos. Somos necessários na medida em que ajudamos a resolver problemas e construímos constantemente valor pessoal.

    Busque se qualificar!

    Para mais conteúdo, clique aqui.

    3 min
  • Novo? Normal, assim caminha a humanidade...

    Quantos de nós esperávamos emergir um ser humano melhor durante e depois da pandemia. Porém, os noticiários demonstram que a retomada das atividades econômicas e de lazer não nos apresentam este ser que idealizamos. As pessoas retomam suas vidas e a “máscara” não impede de desmascarar o que sempre resistimos a ver, a realidade. A maioria quer voltar a vida dos dramas diários e esquecer ou não ver o drama coletivo.

    Não foi só a pandemia que ficou escancaradas diante de nós, ela foi apenas o meio de demonstrar nossas mazelas. Nossas dores, que sempre colocamos como sujeira embaixo do tapete, ficou exposta com a propagação da doença. Porém, a maioria retornou a esconder suas feridas ou não vê e não quis ver a dimensão dos problemas constantes. Estamos sempre pedindo a anestesia para evitar o amargo do remédio. O lema é “nos dê migalhas que voltaremos a vida dos detalhes do dia a dia que nos move sem destino.

    Se você faz parte dos que ficaram decepcionados, sem entender o porquê tamanha dor expressa em mais de 130 mil mortes não é capaz de alterar os rumos de um comportamento equivocado, aprenda a conhecer a massa. Ela caminha na percepção das coisas próximas e não tem a reflexão complexa para a busca das grandes causas. Não se enxerga tão longe como se imagina. Apenas se busca sobreviver ao longo dos dias.

    Mas se você faz parte de 30% dos que se importam, daqueles que se tocaram com o significado da dor, sua ou alheia, não desanime. Em frente, sempre. Há muito o que se fazer para despertar a consciência. O que temos diante de nós é uma realidade, com ela que temos que agir. Não podemos mudar as coisas como são. Apenas aprender a analisar a realidade e fazer dela um chão para nossas ações. Pisar em terra firme do que realmente se vive ajuda a não tropeçar na ilusão que embaça a vista carregada de miragens.

    Para se mudar é preciso saber o que vivemos, com quem estamos lidando e onde se quer chegar.

    Para mais conteúdos, clique aqui.

    3 min
  • O sentido da vida está entre o médico e os boletos?

    Você se sente mal, uma indisposição, dores, algo está errado. Agenda a consulta e vai quando o dia chega. O médico ou médica conversa, examina e pede alguns exames. Você segue as orientações e volta. Entre o diagnóstico, receitas e uma boa conversa, o especialista te diz, você precisa se cuidar, pensar mais em você, tirar um tempo para praticar uma atividade física e desacelerar do trabalho.

    O pedido de uma atitude mais saudável é uma prática de muitos profissionais de saúde. Porém, nem todos os pacientes estão aptos a cumpri-la. O trabalho nos sustenta, as contas vencem, é preciso garantir a sobrevivência, inclusive exames, medicamentos e consultas.

    Diante desta realidade as escolhas não são muitas, o reduz a atividade profissional, se dedica mais a sua saúde e menos ao trabalho, o que implica em reduzir ganhos, ou continua trabalhando e corre risco de uma piora na saúde física.

    Para um grande parte dos brasileiros isso é uma realidade. Não se tem muita opção. Ou a vida caminha em direção a sobrevivência ou no cuidado com a vida que deseja sobreviver, mas de forma ideal não tem condições para isso.

    O que nos faz ter menos ou mais escolhas? A resposta é simples, ser uma solução e problema. Ter mais soluções e percepções construtivas sobre o mundo que o cerca. Se qualificar.

    Vivemos muito ao sabor da própria sorte e não toleramos por muito tempo o sacrifício das buscas mais longas e duradouras. O desejo de se atingir um grau de qualidade tem por exigência uma qualificação. Um cuidado desde cedo com o futuro aproveitando oportunidades no presente e sem jogar fora o passado.

    A vida não pode ser feitas de rupturas e sim de construções constantes onde nossas experiências podem ser trabalhadas para gerar um conhecimento tácito eficiência diante da realidade que desejamos atuar e melhorar. Se coloque como uma eterna construção e invista na qualidade do que está construindo.

    Quando estamos diante de crises profundas nós podemos mergulhar nelas para nos afogarmos em desespero ou podemos tomar ciência de nossa capacidade, aprender com esta realidade e nos transformarmos em pessoas mais maduras e resilientes. São exatamente estas pessoas que nos apontam soluções, nos geram uma visão mais ampla da realidade e nos ajudam a superar nossos limites. Exatamente o que precisamos hoje.

    Por isso, quando for ao médico e se encontrar aparentemente diante de uma opção sem uma solução lógica, trabalho e remuneração ou saúde e qualidade de vida, lembre-se que esta falta de alternativas é resultado de como encaramos a vida e o quanto queremos viver.

    Para mais conteúdos, clique aqui.

    3 min
  • Viver é a solução

    Estamos no “Setembro Amarelo”, mês em que lembramos da prevenção ao suicídio. O número de pessoas que tiram a própria vida aumentou no Brasil, 2,9%, na comparação de 2018 com 2019. Isto preocupa.

    O tema já foi abordado por inúmeros cientistas sociais. O clássico Émile Durkheim, em sua obra “O Suicídio” considera duas formas deste ano, o altruísta e o egoísta. No primeiro a forma de expressar com o fim da própria vida um valor maior para a sociedade. Por mais que seja condenado pela história, os camicases na Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) demonstraram o “amor a pátria” jogando seus aviões contra os navios norte-americanos. Já no segundo, o egoísta, as pessoas consideram que elas são o problema coletivo e sua morte aliviará a tensão das relações sociais onde está inserida, a perda do sentido da vida.

    As relações sociais tem uma relação direta com o aumento do número de suicídios. Por mais que o tema é objeto de estudo de vários campos do conhecimento. Não podemos negar que o ambiente social pode se estimulador para o autoextermínio. A questão de quanto vale uma vida é relação direta com seu descarte or preservação.

    A euforia é outro problema sério a ser encarado. Estamos na sociedade dos excessos e dos excessivos. Consideramos que a intensidade do sentimento não tem fim, porém, a perda desta intensidade por ser um problema. Da mesma forma que o excesso emotivo de forma negativa um veneno.

    O equilíbrio deve ser cultuado. A maneira de entendermos que a vida é feita de ações e reações sem que tudo o que ocorra tem responsabilidade exclusivamente na particularidade. A vida é uma construção social. O ser humano está inserido em um meio. Isto deve ser referência vital ao analisarmos os fatores que levam a vida de cada um de nós a seguir um rumo ou outro.

    Na sociedade do espetáculo, deixar de se o centro das atenções para algumas pessoas é um crime, buscar ser uma meta. O peso sobre o fracasso é excessivo como a euforia pelo sucesso. Perdemos a dimensão real do que a vida nos traz e a sua relação com as demais pessoas que estão a nossa volta.

    Logo, se queremos combater o suicídio, temos que dar ao ser humano cada vez mais a sensação de pertencimento coletivo. Fazê-lo entender de que faz parte de uma totalidade. Condição em que pode dominar os seus atos e não os resultados derivados dele quando envolve mais pessoas. Da a cada um o peso que merece. Lembrarmos que é desde a infância que o sentimento de pertencimento e de responsabilidade se cria e se equilibra. Garantir a afetividade como condição e não ser excessivo na demonstração do ódio, da repressão e da culpa. Porém, na mesma proporção, não fazer de ninguém o centro da vida social, da existência humana. Cada um é um e somos o que somos sempre juntos.

    Para mais conteúdo, clique aqui.

    3 min
  • Violência não leva a nada

    Quem não agrediu e não foi agredido? Todos temos uma experiência com a agressão. Ela não é boa. As agressões podem ter a melhor das intenções, mas nunca vão gerar soluções. Elas agravam problemas e expressam uma maneira de tratá-los que se usada como condição permanente se traduz em hábito. Não por acaso, os que nasceram em ambientes agressivos tendem a ser pessoas agressivas.

    É sempre é bom lembrar, que o agressor tem seus interesses. Toda ação é uma busca de realização de algo, seja imediato ou em longo prazo. Há os que se tornam agressores por questões pontuais e momentâneas. Quem não agrediu e logo depois se arrependeu. Pediu desculpas. Um ato normal e comum.

    O grande problema são os agressores permanentes. Aqueles que fazem da agressão um hábito. Os que demonstram efetivamente que precisam agredir para conseguir se impor ou existir. É a agressão a sua principal linguagem com o mundo que o cerca. Agredir lhe dá a certeza de se impor, ser singular eliminando os que estão a sua volta.

    Ninguém conquista respeito por medo. Não há como conviver eternamente com a violência. Todo o regime que se impõe pelo ódio será cultivador do mesmo ódio que o levará a ser destruído. A raiva costuma alimentar-se de si mesmo e propagar para as pessoas o sentido de sua destruição.

    Na sociedade atual há os que defendem a violência como meio legítimo de garantir a paz e a convivência, gerar harmonia. Um engano letal. Este é o terreno onde o radicalismo cresce os opostos se consideram no direito de agir como bem entendem. Não vamos conseguir avançar desta forma. Ficaremos alimentando o radicalismo agressivo sem que o diálogo necessário para a construção de soluções duradouras seja construído.

    Por isso, não aposte na violência como saída. Não cultue o ódio. Não considere que o radicalismo é a melhor forma de expor uma ideia. Esteja aberto ao diálogo, saiba quando é necessário ouvir, entender os opostos para poder ser ouvido e demonstrar que há várias formas de se perceber uma mesma realidade. Afinal, conhecer a verdade é estar aberto a enxergá-la por todos os lados.

    Para mais conteúdo, clique aqui.

    3 min

About Gilson Aguiar

From the publisher's feed

A vida não é tarefa fácil. A gente tem que gestá-la depois de ter sido fruto de uma gestação. As coisas não param e a gente também não. Mesmo os que se neguem a se movimentar serão arrastados ou…