Conta-se que um burro olhou para o tigre e disse:
— Como essa grama azul é linda, não é?
O tigre, surpreso, respondeu com tranquilidade:
— Azul não. A grama é verde.
Mas o burro, teimoso, insistiu:
— Verde? Você está louco. A grama é azul.
A discussão se prolongou.
Nenhum dos dois cedia.
Então decidiram levar a questão ao leão, o rei da selva.
Assim que viu o leão, o burro correu e gritou:
— Majestade! Esse tigre está dizendo que a grama não é azul!
O leão olhou para o burro.
Depois olhou para o tigre.
E disse, com voz firme:
— Sim, burro… a grama é azul.
Em seguida, voltou-se para o tigre e decretou:
— E você está condenado a um ano de silêncio.
O burro saiu saltitando, comemorando pela floresta, repetindo feliz:
— A grama é azul! A grama é azul!
Confuso e indignado, o tigre perguntou ao leão:
— Majestade, nós sabemos que a grama é verde. Por que estou sendo punido?
E o leão respondeu com serenidade:
— Você não está sendo punido por estar errado.
Está sendo punido por algo muito pior:
por desperdiçar seu tempo e sua energia discutindo com um tolo teimoso.
Porque há batalhas que não valem a pena.
E há discussões que não elevam — apenas nos puxam para baixo.
Existe uma sabedoria antiga que confirma isso:
não confronte os argumentos insensatos do tolo,
para que você não se torne semelhante a ele.
Muita gente acredita que é preciso defender a verdade o tempo todo.
Mas a verdade não precisa de defesa.
Ela permanece… mesmo quando é ignorada.
Por isso, escolha bem onde colocar sua energia.
Nem toda provocação merece resposta.
Nem toda opinião merece debate.
Silêncio, às vezes, é inteligência.
E seguir em paz… é vitória.
Que essa reflexão acompanhe você hoje.