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O Grupo Arauto realiza uma série de entrevistas com os secretários municipais de Santa Cruz do Sul. Avaliação dos últimos meses e projeção para o próximo ano são objetivos do projeto.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio,Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Paremos para pensar como o ser humano é estranho...
Briga com os vivos, mas leva flores para os mortos.
Lança os vivos ao nada, na sarjeta, no esquecimento…Mas pede um bom lugar aos mortos
Fica anos sem conversar com a pessoa. Mas se desculpa e faz até homenagem quando ela morre.
Não tem tempo para visitar, mas fica o dia todo no funeral da pessoa.
Critica, fala mal, ofende quando a pessoa está viva, mas o santifica quando ela morre.
Não liga, não o abraça, não se importa com os vivos, mas se auto flagela quando estes morrem.
Aos olhos cegos dos homens o valor do ser humano está na sua morte e não na sua vida.
E sabe qual é a explicação para tudo isso???
Os mortos recebem mais atenção, mais carinho, passam a ser notados, recebem mais flores.
Porque o remorso é e sempre foi mais forte do que a gratidão.
É bom repensarmos sobre isso enquanto estamos vivos…
A vida é um sopro.
Hoje estamos vivos e amanhã podemos não estar mais…
Então valorize quem você ama, não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje!!!
Ame, perdoe e seja feliz ao lado da sua família, dos seus amigos…
Pare de criar confusão por coisas tão pequenas.
Lembre-se que a vida é um sopro.
Antes de você homenagear quem já morreu, aprenda a valorizar quem ainda está vivo.
Porque depois que a pessoa vai embora, até os seus defeitos viram saudades.
Lembre-se: O maior presente que você pode dar a alguém é o seu tempo.
A sua atenção, o seu amor, o seu carinho, o seu interesse.
Faça isso antes que seja tarde demais.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio,Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Um dos períodos mais perigosos é o fim de ano, entre o Natal e o Réveillon. Porque você sente que não fez tudo o que queria em 2023, e leva as pendências acumuladas para 2024. Eu sou adepto a não realizar promessas na virada, porque significam começar o ano endividado.
O que atormenta neste apagar de luzes é que você se vê na obrigação de abraçar o mundo e dar presentes para meio mundo. Acaba escolhendo ficar ao lado de familiares que não lhe fazem bem, ou de pessoas que são extremamente invasivas e desagradáveis. Porque confunde as datas festivas com caridade, com sacrifício, com privação.
É preferível passar sozinho a passar mal acompanhado só para não dizer que passou sozinho. A verdade é difícil e pouco popular: a mística da casa cheia não deve comprometer sua saúde emocional.
O que adoece não é atravessar a virada isolado, é forçar a convivência com traumas e recalques, fingindo felicidade e harmonia, buscando corresponder às expectativas.
É uma presença tóxica, mas você a visita achando que será diferente.
Trata-se de um esforço soberbo e inútil, pois você jamais agradou durante a vida inteira e aspira a uma redenção em alguns dias. Não vai acontecer: somente será destratado, e mergulhará numa crise pessoal de desvalia. Repetirá feridas, abrirá a casca de machucados que julgava sarados, sofrerá as mesmas piadas e zombarias da sua formação.
Os terapeutas são capazes de comprovar as minhas palavras: pela socialização indesejada, os pacientes entram em surto na última quinzena de dezembro.
Aproxime-se de quem merece a sua companhia, sem que prevaleçam necessariamente os laços sanguíneos.
E perdoe seus amigos por antecipação, já que eles, como você, assumirão a loucura de estar em vários lugares ao mesmo tempo (quem é casado e filho de pais separados, por exemplo, terá que se virar em duas ceias, a do seu pai e a de sua mãe, afora as duas ceias dos sogros separados).
Marque encontros depois das férias. Proponha reuniões e homenagens individuais, caso a caso, amizade por amizade, seja um café, seja um almoço ou um jantar. Parcele a sua idealização.
Poderá, sem sucesso, chamar o grupo de amigos para uma reuniãozinha natalina. Confusão não será comparecer, mas definir a data.
Você sempre fracassará em nome do consenso.
Maldita hora em que você pergunta na lista do WhatsApp:
— Que dia vocês podem?
Em vez de arriscar e determinar um momento específico — e azar dos ausentes —, transfere a responsabilidade para a torcida.
Vira invasão de campo. Um pode, outro não pode; um se encontra com viagem marcada, outro assumiu compromisso com os parentes; um estará de plantão, outro não tem com quem deixar os filhos.
É uma guerra, um cabo de força. Cada um puxa para seu lado, denunciando privilégios e favorecimentos.
O único jeito de contentar a todos é não se encontrando com ninguém.
Fique consigo. Proteja-se da megalomania da carência.
Parece egoísmo. Mas não é. É só o melhor jeito de focar no que, realmente, interessa: viver dentro do seu coração o sentido do Natal.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio,Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Em um povoado havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo conselho municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade.
Com silenciosa regularidade, ele inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos e limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém via as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos.
Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.
Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade se reuniu e um dos membros resolveu questionar o salário pago ao zelador da fonte. Fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.
Seu discurso a todos convenceu. O conselho municipal dispensou o trabalho do zelador.
Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes.
Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. Os turistas abandonaram o local. A contaminação da água fez muitos ficarem doentes.
O conselho municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária, e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de recontratar o zelador da fonte.
Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. Voltaram os cisnes, os turistas, a saúde e a vida foi retomando seu curso.
Assim como o conselho municipal da pequena cidade, muitos de nós desprezamos alguns trabalhos.
Aqueles trabalhadores que se desdobram todos os dias para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas. Que os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem notá-los.
Mas, sem seu trabalho o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável.
O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para sermos felizes!
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