Grupo Arauto

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Grupo Arauto episodes

  • Roubadas

    Já aconteceu de você acordar super bem, e ao chegar ao trabalho, ou ao abrir suas redes sociais, se deparar com uma palavra, um olhar, uma rejeição, um desprezo, ou uma opinião que tenha o poder de tirar sua alegria? Não é necessário muito tempo para que alguém nos leve de nós mesmas.

    Há algum tempo, enquanto eu limpava a varanda de casa, vi a neta da minha vizinha chamá-la no portão:

    - Vóóó!!!

    Quando a vó saiu para atendê-la, a neta disse:

    - Meu Deus, que roupa é essa, vó?

    Olhei para ver se a avó estava desleixada, e não estava. Pude ver o semblante da avó se entristecer na hora, e ainda tentando se justificar pela falta de noção da neta, que deveria ter uns 30 anos de idade.

    Quantas mulheres falam coisas sem pensar e não percebem o quão inconvenientes são, além de roubarem a alegria de algumas pessoas à sua volta.

    Frases expositivas como: "cortou o cabelo? Ah...que pena! Estava tão melhor antes" "Essa cor de cabelo não combina com você" "Essa roupa está ridícula!" "Que espinha na cara é essa?" "Tá esquisita hein amiga!" "Não tinha uma roupa melhor para vestir não?" são apenas alguns exemplos de destruidores de autoestima.

    Mas, como sempre, não devemos culpar quem age dessa maneira (embora não seja correto), o problema na verdade, está em quem permite ser roubada por uma crítica descabida. Somos roubadas de nós mesmas quando acreditamos em mentiras bem contadas por nossa mente com o intuito de nos destruir e de fazer com que acreditemos que não temos valor ou capacidade alguma.

    Tudo pode ser laço que nos prende na opinião alheia, e aos poucos, nos leva de nós mesmas. Há mulheres que permitem que todos decidam por ela mesma e administre sua própria vida. Se você age assim, está se permitindo ser roubada de si mesma. O segredo para se resgatar, é perceber o seu valor e manter o foco na sua identidade, que se encontra em Deus.


    Autora: Roberta Sara

    4 min
  • A prática leva à perfeição

    Um professor de cerâmica separou sua turma de 30 pessoas em duas. O grupo A teria um mês para entregar a cerâmica perfeita. O grupo B teria que entregar uma cerâmica por dia, durante 30 dias.

    Ao final do mês o professor avaliou todas as 30 entregas. Dez, dos dez primeiros colocados, faziam parte do grupo B. Isso serve para aprender cerâmica, escrita, fotografia, cozinha, marcenaria, gravar vídeos, gestão de pessoas e absolutamente qualquer coisa que você queira fazer bem, especialmente na fase inicial de aprendizado. É a prática que leva à perfeição.

    A diferença é que um mundo de alta exposição e comparação excessiva nos faz sentir que temos que estar prontos e perfeitos a todo momento.

    Por isso, mantenha esses pensamentos por perto:

    1. Eu quero ficar bom naquilo que eu passo o dia inteiro fazendo?

    2. Eu tenho achado espaço para fazer mais daquilo que quero ficar bom?

    Se as respostas forem "não", vale rever a rotina. Quantidade vale bem mais do que qualidade, especialmente na fase inicial de aprendizado. A lição é antiga, mas extremamente atual.

    Criei uma meta de publicar mais vídeos no Instagram e, nem todos performam bem, mas a minha performance em cada um deles, é sempre melhor. Toda vez que ligo a câmera é mais fácil falar com ela.

    Não sei se a sua dificuldade é gravar vídeos, atender clientes ou o que? Mas o que sei é que você não pode desistir antes de praticar muito, de preferência, todos os dias!

    3 min
  • Mascarar as perdas ou aceitar a verdade

    Provavelmente você já tenha ouvido falar sobre a fábula atribuída a Esopo, lendário autor grego: “A Raposa e as Uvas”. Com pequenas variações, diz a narração que uma raposa vinha faminta pela estrada até que encontrou uma parreira com uvas maduras e apetitosas. Passou horas pulando tentando pegá-las, mas sem sucesso algum... Depois da luta e já cansada pelo esforço frustrado, saiu murmurando, dizendo que não queria mesmo aquelas uvas, porque afinal elas estavam verdes e não deviam ser boas. Quando já estava indo embora, um pouco mais à frente, escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído no chão... Não pensou duas vezes e voltou correndo por pensar que eram as uvas que estivessem caído, pois bem sabia que estavam maduras... Mas ao chegar lá, para sua grande decepção, era apenas uma folha que havia caído da parreira. A raposa virou as costas e foi-se embora resmungando, amargurada, pelo resto da vida.

    A raposa sabia que as uvas estavam maduras e apetitosas e foi injusta consigo ao afirmar que estavam verdes e que não tinha interesse nelas. E nós? Será que também agimos assim?

    Chega a ser uma tendência natural de quem não consegue atingir uma meta: denegri-la para diminuir o peso do insucesso. No entanto, esta postura não resolve o problema

    Quando tudo parece perdido, calma! Sempre existe uma maneira de “virar o jogo”; por meio da fé, sabemos que Deus é o principal interessado em nos ajudar. Seu maior desejo é nos ver felizes. Recorramos a Ele!

    Por mais que as “uvas”, que você deseja hoje, estejam distantes do seu alcance, não se desespere nem se engane dizendo que elas estão “verdes”. Admita a perda e lute pela vitória.

    Quem sabe se a raposa tivesse esperado um pouco não tivesse visto as uvas caírem aos seus pés?

    Talvez a vida hoje esteja lhe pedindo calma... O imediatismo próprio da nossa época, muitas vezes, nos rouba a sublime arte do saber esperar o tempo certo para cada coisa. Grandes sábios da história ensinam de diversas maneiras essa mesma lição.

    Esperar o tempo de Deus, reconciliado com sua verdade, pode ser o caminho seguro para a felicidade que você procura. A cada amanhecer temos uma nova chance de acertar. Recomeçar, entre perdas e ganhos, faz parte da bonita dinâmica da vida.

    Coragem! Temos um novo dia, uma nova chance.

    5 min

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