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Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
A experiência vivida por uma pessoa ansiosa é a de um medo fortíssimo diante de uma situação. Ter medo de determinadas situações é normal, isto é, se elas forem reais! A grande questão está aqui: o ansioso vive intensamente o medo de algo que ainda está por vir, podendo, muitas vezes, nem acontecer conforme imaginava. É o famoso sofrer por antecipação.
Por que o ansioso tem tantas reações físicas como tontura, visão borrada, nó na garganta, frio na barriga, formigamento, fadiga, palpitações, boca seca, mãos frias e úmidas, tremores, cabeça leve e pernas moles? Essas reações físicas existem no homem desde os primatas. Quando se encontrava diante de uma situação de ameaça real, o corpo reagia instantaneamente para se defender.
Um exemplo: o homem saía para caçar e ficava frente a frente com um leão; percebia, então, que poderia se tornar a refeição dele. Todo seu corpo reagia para lhe dar condições de fugir ou lutar e, isso incluía a palpitação, que é o acelerar o coração para bombear mais sangue e, assim, ter condições de correr. Já as mãos ficam frias, porque o corpo entende que não precisa de tanto sangue nas extremidades, e desse modo, diminui a vascularização para concentrar maior volume sanguíneo onde precisa, e assim por diante.
Nosso corpo é inteligente e reage conforme nossa necessidade. Tais reações são, no fundo, uma defesa do nosso organismo. A questão toda é que, para os ansiosos, essa defesa é acionada sem necessidade, porque não há perigo real. O que provoca o desconforto, então, são os momentos vividos na expectativa de um perigo imaginário.
Algo que ajudaria muito a diminuir o processo de ansiedade é diferenciar o real do imaginário. O que não é tão fácil, porque, se tem tanta força de ameaça, é porque o imaginário, no fundo, é bem real para o ansioso.
O que fazer diante dessa situação? Já tentou não valorizar seus pensamentos, os quais, normalmente, são trágicos, assim como não focar nas suas reações físicas? Sei que não é fácil, mas não custa nada tentar. Descubra-se e busque fazer coisas que gerem prazer, para não dar vazão a possíveis circunstâncias que gerem mais ansiedade.
Acalme-se. Contemple as coisas boas da vida. Reaja às circunstâncias como se não estivesse ansioso. Verifique se seus pensamentos são reais e viva com leveza, sem medo.
Vamos rezar juntos pedindo a Deus ajuda para vencer a ansiedade?
Senhor, só Tu conheces o meu coração, por isso, com fé e humildade, peço-Te a graça de aprender a lançar sobre Ti as minhas ansiedades e preocupações. Quero abandonar-me em Teus braços, confiar e aguardar serenamente a Tua ação em minha vida!
Guarda meus pensamentos, sentimentos e meus sentidos para que eu não tenha tanta preocupação.
Ajuda-me a manter minha mente centrada no que é bom para mim e para o Teu Reino. Santifica-me, para que eu possa ser uma pessoa cheia do Espírito Santo, irradiando serenidade, calma e paz!
Dá-me forças para que eu possa manter as minhas emoções e pensamentos firmes na confiança em Deus. Senhor, agradeço porque sei que estás cuidando de mim. Vou procurar seguir cada passo que me mostrares para que Teu plano se cumpra na minha vida.
Confio em Ti e em tua Palavra. Entrego-Te, neste momento, todas as minhas ansiedades e preocupações. Cura-me de toda preocupação excessiva!
Confio e espero em Ti.
Amém.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Muita gente acompanhando o féretro? Não. Umas poucas pessoas. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.
Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou algumas anotações em uma gaveta ao lado da cama.
Eram anotações sobre a dor... Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família, que a deixou num lar para idosos e nunca mais voltou.
“Onde andarão meus filhos?
Aquelas crianças sorridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto amor, onde estarão? Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer ‘olá, mamãe?’ Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A dor mais doída: a solidão. É tão ruim se sentir só.
Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho... Os dias passam... e com eles a esperança se vai... No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei...
Mas, agora... como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?
Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima...
Queria saber dos meus filhos... dos meus netos... Será que ao menos se lembram de mim?
A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim. Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim... É um jardim diferente, que transcende os muros deste asilo e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria...
Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto... Um dia alguém disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado... E essa é a única esperança que me resta... Sinto que a minha hora está chegando...
Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos e jamais os visitam... Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado...”
A data assinalada ao final da última anotação foi um ano antes do dia em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para o Céu. Seguiu para aquele jardim dos seus sonhos, onde anjos afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto vivia nesta terra.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Conta a lenda que um pobre mulher com uma criança no colo, passando diante de uma caverna escutou uma voz misteriosa que lá de dentro lhe dizia: “entre e apanhe tudo o que você desejar, mas não se esqueça do principal. Lembre-se, porém, de uma coisa: Depois que você sair, a porta se fechará para sempre. Portanto, aproveite a oportunidade, mas não se esqueça do principal..."
A mulher entrou na caverna e encontrou muitas riquezas. Fascinada pelo ouro e pelas jóias, pôs a criança no chão e começou a juntar, ansiosamente, tudo o que podia no seu avental. A voz misteriosa falou novamente: "você só tem oito minutos."
Depois de recolher as riquezas até o último segundo, a mulher carregada de ouro e pedras preciosas correu para fora da caverna e a porta se fechou... Lembrou-se, então, que a criança ficara lá e que a porta estava fechada para sempre!!!
É claro que esta é uma ficção. Mas o mesmo acontece conosco. Temos, em média, uns setenta, oitenta anos para viver neste mundo, e ninguém nos adverte: “não se esqueça do principal!”
E o principal são os valores, as pessoas, Deus, e a própria vida!
Mas a ganância e os prazeres nos fascinam tanto que o principal vai ficando sempre de lado...
Se Deus criou as pessoas para amarmos e as coisas para usarmos, porque então amamos as coisas e usamos as pessoas?
Que jamais nos esqueçamos que a vida, neste mundo, passa rápido e que a morte chega de inesperado. E quando a porta desta vida se fechar para nós, de nada valerão as lamentações.
Portanto, que jamais esqueçamos do principal!!!
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
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