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  • A geração que não entende o conceito de gratidão

    Gosto de uma série de coisas que hoje em dia podem facilmente ser consideradas como fora de moda: alguns modelos de calça que já não fazem muito sentido, alguns roteiros de viagem que se perderam no tempo, algumas comidas que já nem se encontra mais no supermercado. Mas a coisa mais fora de moda da qual eu realmente gosto é essa tal de gratidão.

    Não sei se a minha geração foi criada para entender esse conceito. Acho que não. Parece que temos que fazer muito esforço para entender isso, inclusive eu. A noção de gratidão é realmente um lance que ficou meio perdido nas últimas décadas e que faz com que nós fiquemos um pouco desconsertados ao olhar para essa palavra, assim como fica uma criança nascida nos anos 2000 ao olhar para uma vitrola, sem entender bem qual a sua finalidade.

    Crescemos com a nítida sensação de que somos credores da vida. Assim que nascemos começamos a debitar da conta dos outros uma série de dívidas que julgamos que eles têm para conosco e, assim, vamos tendo cada vez mais certeza de que somos verdadeiramente intocáveis e que o universo tem toda a obrigação de nos proporcionar a felicidade plena, não porque merecemos, mas porque temos direito.

    Nessa geração o raciocínio é o seguinte: em vez ser grato e devedor, o indivíduo sempre se considera um generoso credor. Não é ele quem é grato aos pais pela criação dedicada, são seus pais que lhe devem muito por ser bom filho. Não é ele quem é grato ao professor pelos ensinamentos que recebeu, é o professor que lhe deve muito pois “é ele” quem paga seu salário. Não é ele quem é grato ao chefe pela oportunidade de trabalho, é o chefe que lhe deve muito por ele cumprir todo dia suas obrigações.

    As coisas mais básicas num ser humano legal (retribuir o afeto da família, respeitar professores, estudar quando se tem oportunidade, trabalhar bem, cumprir horários, preocupar-se com os amigos, ser gentil com os velhinhos e dar seu melhor todo dia) tornaram-se um verdadeiro passaporte diplomático para o mundo dos semideuses. Fazer o mínimo vem se tornando o suficiente para tornar-se o máximo.

    E quanto mais longe nos colocamos do conceito de gratidão, mais a nossa vida parece vazia, incompleta. Voltamos mais uma vez à história do copo meio cheio e do copo meio vazio. Quem olha para sua vida e sente-se grato, tem um copo sempre meio cheio. Quem olha para sua vida e sente-se credor das pessoas e do universo, terá sempre um copo meio vazio.

    É preciso que a gente saiba resgatar essa ideia de gratidão. Olhar para as nossas vidas e pensar que temos muita sorte, pelo simples fato de termos a base: afeto, comida, teto, saúde. Precisamos parar de olhar para os nossos dias pensando no que não temos: o corpo ideal, o salário estratosférico, o namorado mais bonito, a dupla promoção, a viagem dos sonhos.

    Enquanto pensarmos que todos nos devem muito por tudo o que fazemos por eles, sem nunca nos dar conta de que as pessoas, em geral, fazem tudo o que podem por nós, seguiremos sendo essa famosa geração mimada, cujo objetivo vai ser sempre ganhar o mundo ao invés de ser grata por ter a oportunidade de tornar o mundo um lugar melhor.


    Por Ruth Manus

    5 min
  • Encante seus clientes

    Não adianta ter um preço competitivo...

    Não adianta oferecer o melhor serviço...

    Não adianta ter um marketing agressivo...

    Não adianta ter um produto mais inovador...

    Tudo isso não será suficiente... Se o atendimento da sua empresa

    é amador!


    Sua equipe de atendimento pode ser o coração da empresa!

    Segundo um estudo do Sebrae, 61% dos consumidores brasileiros consideram o atendimento mais importante do que preço ou qualidade do produto.


    Implemente sessões de feedback semanais, onde a equipe possa compartilhar o que está funcionando e o que não está. Isso não só melhora o atendimento, mas também motiva a equipe.


    Ter clientes é fácil, difícil é torná-los fãs da empresa. O cliente que é fã hoje era o cliente comum que foi encantado ontem.


    Um cliente fã vale 10 vezes mais do que um cliente comum


    Por que o cliente fã vale 10x mais?

    * Indica para amigos e parentes

    * Compra frequentemente

    * Faz depoimentos emocionantes

    * Defende a marca contra os haters

    * Renova contrato com antecedência

    * Possui um ticket acima da média


    Para conquistar fãs. Não basta seguir o que todos fazem. É preciso criar o seu próprio jeito de encantar


    E, principalmente, evitar erros gravíssimos, como conversar assunto de bastidor da empresa na frente do cliente.


    Não faça isso na frente do cliente

    * Reclamar da Máquina de Cartão

    * Xingar o Sistema ou Fornecedores

    * Falar mal do Líder ou Liderado

    * Difamar o Colega de Trabalho

    * Discutir com os Colegas de Trabalho

    * Chamar à Atenção da Equipe

    * Fofocar

    * Reclamar do horário ou da escala de trabalho


    Assuntos como estes são de relevância interna, não interessam ao cliente e fazem com que ele se afaste da sua empresa.


    Tenho certeza que você gosta de ser bem atendido. Já refletiu se você oferece o melhor atendimento?

    3 min
  • DOM

    "Nossa, eu queria ter nascido com esse talento que você tem!"

    "O Fulano tem um dom para a coisa que você precisa ver!"

    Quem nunca disse ou ouviu algo parecido?

    A coisa mais comum hoje em dia é ver gente tratando dons, talentos e habilidades como se eles fossem distribuídos por Deus lá do céu na hora mesma do nascimento - e o que é mais engraçado: como se Ele houvesse se esquecido de algumas pessoas na hora de fazer a partilha.

    E se eu te disser que todo mundo tem um dom e que todo mundo tem habilidades?

    A questão é que essas coisas quase nunca vão se manifestar espontaneamente: dons e habilidades aparecem apenas quando provocados, treinados e praticados.

    Eu não me canso de dizer: a gente se descobre no movimento.

    O maior jogador da história do basquete, o talentoso e habilidoso Michael Jordan, treinava (pasme!) religiosamente todos os dias pela manhã (ocasionalmente, com uma sessão adicional de treino à noite).

    Então, se porventura você ainda não sabe qual o seu dom, o que isso significa? Aquilo que eu sempre digo: você precisa se colocar em ação.

    Se não começar a se mexer, a fazer coisas, a servir pessoas, a ser útil, a testar o que você gosta e o que não gosta de fazer no MUNDO REAL, dificilmente descobrirá o seu potencial.

    Autora: Priscila Zill

    3 min

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