
Sign up to save your podcasts
Or


Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Há um problema complexo, que aflige grande parte dos seres humanos. E que problema é esse? Ser engolido pelo caos.
Quando digo "caos", tenho certeza de que você pensa em algo ruim. Ainda mais quando falo que você pode ser engolido por ele. Mas nem sempre esse é o caso.
O caos é tudo aquilo que não controlamos nem planejamos.
Você já deve ter tido surpresas boas e surpresas ruins, assim como eu. Receber uma mensagem feliz de um velho amigo com quem você não falava há muito tempo é uma surpresa boa, mas sua mãe ficar doente é uma surpresa ruim.
Você não esperava por essas coisas, não as tinha colocado na sua agenda. Isso é o caos.
O problema entra quando tudo na sua vida é imprevisível. Você não sabe a que horas vai dormir, nem que horas vai acordar. Não sabe quando nem o quê vai comer. Não sabe se seu cônjuge vai estar de bom humor quando chegar em casa. Não sabe se vai ser demitido assim que chegar no trabalho.
Assim, o caos vai te devorando aos poucos e você não tem nada estável em que se agarrar.
Buscar resolver isso tentando eliminar totalmente o caos da sua vida é impossível. Dessa forma, você se tornará obcecado por controle e irá surtar se qualquer coisinha que não estiver na sua agenda acontecer.
A aceitação do caos é o único jeito de lidar, mas, claro, tentando colocar ordem no que for possível. É manter algumas atividades estáveis ao longo do seu dia, para equilibrar a ordem e o caos e não acabar em nenhum dos extremos: maníaco por controle ou completamente perdido e ansioso.
Para isso, criei o conceito “Ilhas de Estabilidade”. O que é isto?
É simples. Inserir pontos estáveis dentro da sua rotina é o que vai trazer a ordem necessária para confrontar o caos incontornável. Estes pontos incluem ter um momento de oração, de leitura, de exercício físico, de contemplação de algo belo...Só para citar alguns.
Por mais que algumas pessoas não gostem, a rotina é um dos pilares da vida adulta. E, quando antes nos adaptarmos, melhor.
Quando o desconhecido se impõe sobre nós ele é interpretado como sendo uma ameaça. Por isso, se o meu dia todo é imprevisível, me torno essa pessoa impaciente, irritada, agressiva.
Precisamos de rotina, de ilhas de estabilidade. Isso é possível e nos ajudará a enfrentar o dia com menos ansiedade.
Dr. Saulo Barbosa
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Hoje o seu Jair passou por mim vendendo bolo de pote.
- Quanto custa cada um?, perguntei
- 5 reais, moça, e tem de vários sabores, me disse ele.
- Está bem, quero um.
- Obrigado moça, que Deus lhe devolva em dobro, me respondeu seu Jair, visivelmente muito feliz pela minha compra.
- Obrigada, disse a ele, e desejei um ótimo dia de vendas.
Entrei no trabalho e minha colega logo gritou
- Aff, não gosto desses "bolos de pote" do seu Jair. Como você pode gostar?
- Eu também não gosto, respondi.
- Ué, então por que você comprou? Esses 5 reais que você gasta por dia comprando essas coisas na rua poderiam ser economizados pra comprar uma coisa melhor, me disse a colega, ao que respondi:
- Eu não gasto, eu invisto. Quando eu compro o bolo de pote, o biscoito, o bombom, o pão... penso que estou investindo em sonhos. É sempre uma alegria pra mim. Se você nunca precisou trabalhar vendendo nada, faça esse esforço mental: a pessoa debaixo de um sol de 40 graus ou numa manhã gelada de 2 graus, andando o dia todo e só recebendo "não". Desanimador, né?
Agora imagine quando uma venda é realizada, quando um cliente aceita comprar o seu produto. É um combustível. Você vai ficar até vender todos, vai fazer no outro dia e vai tentando ser cada vez melhor. Com o dinheiro das vendas, o seu Jair sustenta a família dele, gasta no mercado do seu Zé, faz a economia girar e ainda segue acreditando no próprio potencial. Sempre que possível, invista em sonhos! A vida devolve em dobro, pode ter certeza.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Conheço e convivo com muitas pessoas na minha vida, no meu dia a dia. Isso é algo inevitável, necessário e que precisa ser exercitado. A convivência nos prepara e nos molda para muitas coisas, pois com ela vêm as diferenças e aquilo que não gostamos no outro e que acaba revelando muito sobre nós mesmos. Mas olha, eu estou aqui para dizer mesmo é do tipo de gente que eu gosto.
Convivo com muitos, respeito a todos, mas aquele gostar, aquela compatibilidade e aquele reconhecimento de alma, não acontece com qualquer um.
Eu gosto de gente de verdade. Gente que sabe que a vida não é e nunca será um mar de rosas, gente que sente até a espinha a dor dos problemas, das angústias, dos medos, das incertezas, mas que, ainda assim, mantém um brilho no olhar e uma aura de causar arrepios de tão bom.
Eu gosto de gente que chora, que reconhece suas fraquezas e reconhece que sozinho não é possível ir muito longe, gente que sabe que precisou, precisa e sempre, em algum momento, vai precisar do outro. Eu gosto de gente que olha o próximo com cuidado e pudor, seja ele quem for. Gente que sabe que erra e não tem medo de voltar atrás e pedir desculpas. Gosto de gente que não exita em demonstrar amor, em demonstrar que gosta, em falar que quer, que deseja, que vai.
Gosto de gente que está disposta a mudar, que não bate no peito e grita ao mundo que é perfeito. Eu gosto de gente de verdade. Que abraça com verdade. Ama de verdade. Sente de verdade. Sorri de verdade.
E acredite, não é utopia. Conheço e convivo com gente desse tipo e sou eternamente grata por cada uma. São pessoas de carne, osso e sentimentos. São pessoas com problemas. Conflitos. Tristezas. Medos. Defeitos. Mas são pessoas que não perdem a leveza da alma. A vontade de viver. A beleza de sorrir. De gargalhar. De amar. De abraçar. São pessoas que não se deixam contaminar pelo que de ruim nos cerca. São pessoas que eu tenho comigo e quero sempre por perto, porque se o mal contagia, o bem faz isso em dobro. E eu quero ser contagiada por gente de verdade, sempre. E se você é, se aprochegue, essa rede de ligações tende a aumentar e se fortificar.
Ana Luiza Santana
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
From the publisher's feed