
Sign up to save your podcasts
Or


Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, que horas começa, que horas termina, que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.
Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade... aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o "isso tá bão, mãe". O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.
É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.
Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias - todas te olhando em estranha provocação.
Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.
Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?
E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?
Autora: Miryan Lucy Rezende
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Quanto mais a vida passa
Autora: Eyshila
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Estava no aeroporto quando um taxista se aproximou. A primeira coisa que notei no táxi foi uma frase, logo li:
- Pato ou águia? Você decide.
A segunda coisa que notei foi um táxi limpo e brilhante, o motorista bem vestido, camisa branca e calças bem passadas, com gravata.
O taxista saiu, me abriu a porta e disse: "Eu sou João, seu chofer. Enquanto guardo sua bagagem, gostaria que o senhor lesse neste cartão qual é a minha missão."
No cartão estava escrito: Missão de João
- Levar meus clientes a seu destino de forma rápida, segura e econômica, oferecendo um ambiente amigável.
Fiquei impressionado. O interior do táxi estava igualmente limpo.
João me perguntou: "O sr. aceita um café?"
Brincando com ele eu disse: "Não, eu prefiro um suco".
Imediatamente ele respondeu: "sem problema. Eu tenho uma térmica com suco normal e também diet, bem como água" também me disse: "Se desejar ler, tenho o jornal de hoje e também algumas revistas."
Ao começar a corrida João me disse: "Essas são as estações de rádio que tenho e esse é o repertórios que elas tocam."
Como se já não fosse muito, o João ainda me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava boa. Daí me avisou qual era a melhor rota para meu destino e se eu queria conversar com ele ou se preferia que eu não fosse interrompido.
Eu perguntei: "Você sempre atende seus clientes assim?"
"Não", ele respondeu. "Não sempre. Somente nos últimos dois anos. Meus primeiros anos como taxista passei a maior parte do tempo me queixando. Um dia ouvi um doutor especialista em desenvolvimento pessoal. Ele me ensinou algo simples: quem você é faz a diferença.
Ele dizia: e você levanta pela manhã esperando ter um péssimo dia, certamente o terá.
Não seja um PATO! Seja uma ÁGUIA!
Os patos só fazem barulho e se queixam, as águias se elevam acima do grupo. Eu estava todo o tempo fazendo barulho e me queixando. Então decidi mudar minhas atitudes e ser uma águia. Olhei os outros táxis e motoristas. Os táxis sujos, os motoristas pouco amigáveis e os clientes insatisfeitos. Decidi fazer umas mudanças. Como meus clientes responderam bem, fiz mais algumas mudanças.
No meu primeiro ano como águia, dupliquei meu faturamento. Este ano, já quadrupliquei. O senhor teve sorte de tomar meu táxi hoje. Já não estou mais na parada de táxis. Meus clientes fazem reserva pelo meu celular ou mandam mensagem. Se não posso atender, consigo um amigo taxista "águia" confiável para fazer o serviço".
João era diferente. Oferecia um serviço de limusine em um táxi normal.
João, o taxista, decidiu deixar de fazer ruído e queixar-se como fazem os patos e passou a voar por sobre o grupo, como fazem as águias.
Todos nós podemos nos questionar: Como eu me comporto? Me dedico a fazer barulho e me queixar? Ou estou me elevando acima dos demais?
A DECISÃO É DE CADA UM.
Essa chave só abre pelo lado de dentro!
2023 não terá nada de novo se nós não tivermos atitudes novas!
Que possamos ser melhores pais, melhores maridos melhores esposas, melhores mães, melhores filhos, melhores amigos, melhores cristãos!
Que não venhamos a repetir os erros do passado!
Que possamos abraçar mais, elogiar mais, agradecer mais!
Pato ou águia em 2023? Você decide.
From the publisher's feed