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Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Há um problema complexo, que aflige grande parte dos seres humanos. E que problema é esse? Ser engolido pelo caos.
Quando digo "caos", tenho certeza de que você pensa em algo ruim. Ainda mais quando falo que você pode ser engolido por ele. Mas nem sempre esse é o caso.
O caos é tudo aquilo que não controlamos nem planejamos.
Você já deve ter tido surpresas boas e surpresas ruins, assim como eu. Receber uma mensagem feliz de um velho amigo com quem você não falava há muito tempo é uma surpresa boa, mas sua mãe ficar doente é uma surpresa ruim.
Você não esperava por essas coisas, não as tinha colocado na sua agenda. Isso é o caos.
O problema entra quando tudo na sua vida é imprevisível. Você não sabe a que horas vai dormir, nem que horas vai acordar. Não sabe quando nem o quê vai comer. Não sabe se seu cônjuge vai estar de bom humor quando chegar em casa. Não sabe se vai ser demitido assim que chegar no trabalho.
Assim, o caos vai te devorando aos poucos e você não tem nada estável em que se agarrar.
Buscar resolver isso tentando eliminar totalmente o caos da sua vida é impossível. Dessa forma, você se tornará obcecado por controle e irá surtar se qualquer coisinha que não estiver na sua agenda acontecer.
A aceitação do caos é o único jeito de lidar, mas, claro, tentando colocar ordem no que for possível. É manter algumas atividades estáveis ao longo do seu dia, para equilibrar a ordem e o caos e não acabar em nenhum dos extremos: maníaco por controle ou completamente perdido e ansioso.
Para isso, criei o conceito “Ilhas de Estabilidade”. O que é isto?
É simples. Inserir pontos estáveis dentro da sua rotina é o que vai trazer a ordem necessária para confrontar o caos incontornável. Estes pontos incluem ter um momento de oração, de leitura, de exercício físico, de contemplação de algo belo...Só para citar alguns.
Por mais que algumas pessoas não gostem, a rotina é um dos pilares da vida adulta. E, quando antes nos adaptarmos, melhor.
Quando o desconhecido se impõe sobre nós ele é interpretado como sendo uma ameaça. Por isso, se o meu dia todo é imprevisível, me torno essa pessoa impaciente, irritada, agressiva.
Precisamos de rotina, de ilhas de estabilidade. Isso é possível e nos ajudará a enfrentar o dia com menos ansiedade.
Autor: Dr. Saulo Barbosa
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
A professora pediu aos alunos que fizessem uma redação e como tema estabeleceu o seguinte: “o que gostaria que Deus fizesse por você?”. À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada. O marido entra, a vê chorando e diz:
- O que aconteceu, meu amor?
Ela responde:
- Leia este texto.
Era a redação de um menino e dizia assim:
“Senhor, esta noite te peço algo especial: me transforme em um celular. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive o celular dos meus pais.
Quero ser um celular e me sentir especial. Reunir minha família ao meu redor... Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções, nem questionamentos.
Quero receber o mesmo cuidado especial que o a internet do celular recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me.
E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos.
Senhor, não te peço muito... Só quero viver como vive qualquer celular!”
Naquele momento, também emocionado, o marido da professora disse:
- Meu Deus, coitado desse menino! Nossa, e que coisa esses pais, hein. Que relapsos! Pobre criança, deve se sentir muito abandonada.
A professora olha sem jeito e responde:
- Essa redação é do nosso filho.
Avalie bem: será que você não está deixando sua família de lado por causa do vício em redes sociais? Saiba: essas distrações fazem um bem momentâneo, mas nada substitui a felicidade que uma pessoa amada pode te proporcionar. Não deixe as pessoas de lado. Um dia você sentirá muita falta delas e daí será tarde demais.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Há um tema sempre muito evitado, mas que inclusive se faz presente na Sagrada Escritura: o suicídio. Temos o relato de Sara, que não suportando mais os seus sofrimentos diários, pensou em “tirar” a própria vida. Sara tinha sido casada sete vezes e os sete maridos morreram na noite de núpcias e, além disso, sofreu injustamente acusações de ser a “assassina” dos seus esposos. O texto do Livro de Tobias nos apresenta que:
“Naquele dia, Sara ficou com a alma cheia de tristeza e pôs-se a chorar. E subiu ao aposento de seu pai, no andar superior, com a intenção de se enforcar. Mas, pensando melhor, disse consigo mesma: “Não quero que venham injuriar a meu pai e dizer-lhe: “Tinhas uma filha muito querida e ela enforcou-se por causa de suas desgraças”. Assim eu faria baixar à sepultura a velhice amargurada de meu pai” (Tb 3,10a).
O que levou Sara a desistir da ideia de atentar contra a sua vida foi o ato de “pensar melhor”. No caso de Sara, o amor que sentia pelo seu pai e por não querer causar-lhe mais tristeza a fez desistir da morte. Depois deste momento, Deus a visitou com um bom marido, com quem foi feliz até a velhice. Todo mal ficou para trás!
O que nos leva a repensar em muitas atitudes que tomamos em nossa vida é redescobrir o “sentido” para a nossa existência. Não desista de viver! Pense um pouco mais! Peça ajuda! O melhor ainda está por vir, não desista de viver quando o sofrimento for grande. Ele não é definitivo.
Quando temos alguém na família nesse estado, na maioria dos casos, não adianta simplesmente repreender a pessoa. Mas amá-la, dar suporte, estar perto, ter paciência, até que a própria pessoa tome consciência sobre como a sua vida é importante. Unido a isso, também buscar o auxílio de quem possa ajudar neste momento de dor, desespero e solidão.
Independente da circunstância, devemos sempre pensar: eu tenho a dignidade da vida. Isto é uma reflexão para todos nós. Cada um tem a sua beleza e a sua importância na história humana e, mesmo em meio às tribulações, devemos reavivar em nós a esperança e resgatar o sentido de nossas vidas. A primeira e fundamental ajuda parte da gente mesmo.
A ajuda espiritual, baseada na oração, auxilia a reorganizar a nossa vida interior e nos leva a redescobrir a dignidade de filhos amados de Deus. Somado a isso, devemos pedir ajuda especializada e o suporte de um profissional da área da saúde que nos ajude a entender as causas físicas e psíquicas desses pensamentos. Além disso, o auxílio dos familiares e amigos nos faz afastar a solidão e o sentimento ou pensamentos de que não somos amados e que muitas vezes não podemos mais suportar os sofrimentos.
Guarde isso no coração: o sofrimento vai passar. A vida é muito bonita, não a despreze por nada. Depois da tempestade Deus manda a bonança e nos faz ver que vale a pena lutar para viver.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
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