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Grupo Arauto episodes

  • Espere em Deus. Não será em vão!

    Não sei há quanto tempo você está esperando por uma promessa, esse milagre, essa providência, essa cura e essa bênção, mas eu sei que NINGUÉM espera em vão. Aquele que põe a sua confiança em Deus entende que o tempo é necessário, que ele valerá a pena e que os planos de Deus ao tempo certo ninguém impedirá.

    Podem-se passar anos, mas se Ele te prometeu algo, certamente Ele cumprirá. Aprouve a Deus lhe permitir passar por esse tempo, não para te destruir, desanimar e abalar a sua fé, mas para te preparar.

    Talvez você não entenda, mas isso está te fortalecendo, te fazendo crescer. Isso não é acaso, castigo nem sentença, é plano de Deus e os seus planos são perfeitos. Não questione a Deus se fulano recebeu, se outro saiu da sala de espera ou se aquele outro que chegou depois de você já saiu abençoado. Ei, nem tudo é bênção de Deus e para cada filho Deus tem um tempo.

    O tempo que Ele tem para você poderá não ser o mesmo para o teu vizinho, teu amigo ou alguém que lhe é próximo. Nem tudo que parece bom é bênção de Deus, e o que não for d'Ele se desfaz da mesma forma que foi feito, então não questione a Deus pelo que os outros estão recebendo, peça a Deus paciência para esperar o seu tempo.

    Você não entrou na sala da espera em vão, Deus te quer lá porque tem propósito para te abençoar. Você questiona a Deus "Porque eu tenho que passar por isso?" Ei, você passa por coisas indesejadas e que parecem insuportáveis para que lá na frente você possa vive algo que muitos desejam, mas só você irá receber. Essa sala de espera dói, mas também ensina, olhe para a parede e veja o recado de Deus para você, "Confie em Mim". Confie pois quem está debaixo da proteção de Deus e passa pela espera NUNCA será decepcionado, mas sempre surpreendido.

    3 min
  • Cultive a leveza

    Era uma quarta-feira à noite. Eu estava aguardando um táxi para me levar ao encontro de uma amiga. Nessa espera, uma chuva de verão, dessas que caem de forma intensa, resolveu me fazer companhia. Em poucos segundos, tudo começou a me irritar: a forma da chuva cair na diagonal molhando minha roupa e meus sapatos, as pessoas que se espremiam para também se proteger dos pingos e dos raios, a demora do motorista que precisou tomar um caminho mais longo por causa do congestionamento. O que seria uma espera pequena se tornou um tormento, ao menos ali, dentro da minha cabeça.

    Entre o meu emaranhado de reclamações mentais, uma senhora de uns 70 anos parou ao meu lado e pediu ajuda para se abrigar. “Eu sou muito mais jovem que minhas netas. Ah lá: só sabe reclamar ao invés de agradecer”, disse sorrindo ao apontar uma moça que seguia caminhando pela calçada à nossa frente. Naquele momento, senti meu rosto corar e os músculos do meu corpo relaxaram. E eu só conseguia pensar que, certamente, aquela senhora era também mais jovem que eu.

    Às vezes, colocamos tanto peso nas coisas corriqueiras que, sem perceber, vamos nos tornando pessoas rabugentas, que já parecem ter vivido uma existência inteira entre lamúrias e dias de tempestade. Maldizemos o sol, a chuva, as estações do ano, as palavras ditas na voz do outro, e criamos uma sucessão de inimigos imaginários, que rapidamente levam embora a nossa paz e principalmente a nossa leveza.

    Vida com leveza depende de nós. Nesse caso, ter uma vida mais leve ou mais pesada nem tem realmente a ver com a idade ou com os quilos do nosso corpo na balança, mas com a forma com que escolhemos ver e encarar os acontecimentos em nosso dia a dia. A leveza com que as pessoas se preocupam hoje é a do corpo, estamos vivendo uma obsessão pela magreza. A gente não pode prestar atenção só nesse peso porque, enquanto isso, a alma engorda assustadoramente. Você vê pessoas com corpos esbeltos, malhados, e com almas pesando 150 quilos. Eu brinco que o grande risco que a gente vive hoje é de ver uma população com obesidade mórbida de espírito.

    No trabalho, no mercado, dentro do ônibus e até na própria casa: basta olhar com um pouco mais de atenção para identificarmos como andamos meio pesados e pouco gentis, cada vez mais estressados, intolerantes, raivosos e indelicados, presos em nossas buscas externas, nos esquecendo daquilo que trazemos por dentro.

    Nós não paramos mais. Estamos eliminando as pausas da nossa vida. O parar para pensar não existe mais. E, se não fazemos isso, se não paramos para desacelerar um pouco, continuando pelo caminho com cargas excessivas de preocupações, dificilmente encontraremos uma forma de sermos mais leves.

    E não precisamos parar por um tempo tão longo. Muitas vezes, alguns minutos com os pensamentos soltos, sem preocupações ou censuras, já são suficientes para iniciarmos o processo de “emagrecimento da alma”.

    Débora gomes

    4 min
  • A saúde mental no ambiente de trabalho

    Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física. E hoje queremos falar sobre a saúde mental no ambiente de trabalho. Gestores e funcionários têm que estar atentos ao ritmo e às condições de trabalho para que ninguém tenha seu estado psicológico abalado durante e depois do expediente.

    O mundo corporativo, às vezes, incentiva os trabalhadores a colocarem a produtividade em primeiro lugar. Não é incomum que eles prejudiquem outras áreas da vida, como a alimentação e o lazer, para atender a todas as demandas.

    Por ser silenciosa, a saúde mental não é tão levada em consideração quanto a saúde física, por exemplo. Mas é urgente olhar para essa questão com cuidado. Afinal, um colaborador passando por problemas psicológicos não será produtivo e afetará a eficiência de toda a equipe.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS a saúde mental é definida como “um estado de bem-estar em que o indivíduo percebe suas próprias habilidades”. Assim, ele “pode lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e frutífera e é capaz de dar uma contribuição para sua comunidade.”

    Isso significa, então, que uma boa saúde mental é necessária para que cada pessoa viva com qualidade e possa lidar com todas as dificuldades cotidianas. 

    Um funcionário com a saúde mental abalada se engaja menos nas suas atividades, tem a comunicação com o resto da equipe prejudicada e até mesmo a resistência física abalada. 

    Por isso, os gestores têm que levar em conta o bem-estar de seus contratados. A depressão prejudica a capacidade física em 20% dos casos e reduz o desempenho cognitivo em 35% dos casos.

    Além de promover um ambiente de trabalho adequado para seus funcionários, as empresas devem se preparar para lidar com casos de doenças mentais. Fazer isso demanda investimentos. Disponibilizar meios de autoavaliação de saúde mental a toda a equipe é um primeiro passo. Assim, cada um fica mais ciente sobre sua saúde e tem ferramentas para perceber quando algo não está bem.

    A empresa deve também oferecer encaminhamento clínico quando for preciso. O local de trabalho deve ser um espaço aberto para discordâncias e conselhos. Se o trabalhador se sente confortável para se expressar na empresa, é mais fácil identificar qualquer sintoma.

    As empresas precisam dar conta de suas demandas, de conquistar metas e objetivos financeiros. Isso é inegável. Mas sem esquecer de respeitar os limites de cada um. Uma empresa é, antes de tudo, formada por pessoas, por gente, e não por robôs.

    4 min
  • Desapegue do passado

    O apego ao passado prejudica a vida presente. A pessoa apegada espera os eventos ruins que vivenciou se repetirem, por isso, vive armada e na defensiva. Ela tem necessidade de se proteger constantemente, deixando passar oportunidades para crescer e se livrar de seus medos.

    É difícil ter essa percepção sozinho. Quem teve experiências ruins no passado, tem dificuldade para esquecer a dor que sentiu. Com o tempo, as lembranças ruins podem até mesmo se tornar reconfortantes e originar o medo de viver novas experiências, mesmo que sejam boas.

    O apego ao passado é uma questão emocional complexa que merece cautelosa atenção. Segundo psicólogos, ele nasce de dores emocionais que permanecem relevantes muitos anos após os acontecimentos ruins.

    Por que nos apegamos ao passado?

    Normalmente, as pessoas se apegam aos eventos negativos que ocorreram durante a infância ou adolescência. Não raro, adultos não conseguem obter o sucesso desejado por estarem muito apegados ao que já passou.

    Vivências da vida adulta também podem causar impacto psicológico e emocional a longo prazo. Entretanto, o que acontece nos primeiros anos de vida tende a deixar marcas mais profundas.

    Uma das possíveis explicações para isso é que crianças não possuem a mesma capacidade de gerir emoções e interpretar a realidade que os adultos. Elas internalizam sentimentos e narrativas negativas em vez de ignorá-las.

    Além disso, a criança e o adolescente passam por fases similares de descoberta do mundo e da própria identidade. Logo, determinadas ocasiões, pessoas e palavras acabam influenciando a sua autoimagem e visão de mundo.

    Como indivíduos nessa faixa etária não possuem as ferramentas emocionais para administrar o que sentem, ou eles evitam o que é ruim ou enfrentam de modo inapropriado.

    Por que não devemos nos apegar ao passado?

    As experiências passadas servem como alertas para que não cometamos os mesmos erros. A pessoa que possui uma relação saudável com o passado enxerga essas vivências como lições de vida preciosas.

    A partir desses aprendizados, toma decisões mais sábias, melhora o relacionamento com as suas emoções e não se abala ao se deparar com situações semelhantes no presente. Ela faz bom uso da experiência adquirida com o que já vivenciou.

    Já a pessoa que não tem uma boa relação com o seu passado tem, em sua maioria, sentimentos desagradáveis sobre ele. Possui medo de viver o que viveu no passado, vergonha dos acontecimentos e de suas reações, e rancor ou raiva das pessoas que lhe fizeram sofrer.

    A nossa mente é um tanto traiçoeira. Ela tende a nos levar de volta ao passado durante conversas, eventos sociais, rotina de trabalho e em momentos de distração. Dessa forma, não conseguimos aproveitar totalmente o presente.

    Quem vive de passado traz à tona intrigas de muitos anos atrás, reage com intensidade a pequenos acontecimentos, alimenta padrões comportamentais doentios e não consegue enxergar oportunidades para o crescimento pessoal.

    Em outras palavras, não tem tempo para ter uma vivência bacana no momento presente.

    Aprenda as lições necessárias para não cometer os mesmos erros e use da sua sabedoria para não se colocar em situações desagradáveis para você. Deixe, contudo, de remoer o que já passou e lhe causou dor. O que importa de verdade são suas atitudes e posturas de hoje. 

     O passado não existe mais!

    5 min

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