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Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Certa vez, um grande violinista ia dar um show. Como ele era famoso, o auditório ficou repleto. A primeira música foi um sucesso total. A plateia chegou quase ao delírio.
Entretanto, no meio da segunda peça, uma corda do violino arrebentou-se. Foi um estalo forte, que assustou a plateia. Todo mundo pensou que ele ia interromper o show.
Mas não. O artista continuou executando a música, com apenas três cordas. No final daquela música, foi aplaudido de pé.
Na terceira música, outro estalo. Mais uma corda se arrebentava. Mas nem aí o músico parou de tocar. E ele continuou apresentando todas as músicas programadas, numa fantástica demonstração de habilidade e de capacidade de adaptar-se às limitações do instrumento musical.
No meio do show, ouve-se mais um estalo. Inacreditável. Era a terceira corda que se arrebentava, sobrando apenas uma. Agora não dá mais, pensaram os ouvintes. Ele vai parar, pedir desculpas, e interromper o show. Mas não. O violinista era obstinado. Continuou tocando com uma corda só no violino.
O incidente acabou produzindo efeito contrário do esperado, empolgando ainda mais os espectadores. Ninguém arredou o pé. No final do show, o artista foi não só aplaudido, mas ovacionado.
Este fato aconteceu em Gênova, Itália, no início do Século XIX, e o violinista era o italiano Paganini. A grande lição que ele nos deixou é que não importam as limitações que temos ou os problemas que acontecem no percurso. O importante é não parar, é descobrir as novas possibilidades que temos dentro da nossa realidade.
Deus nunca permite que entremos num “beco sem saída”. Sempre há pelo menos um raio de luz iluminando o fim do túnel. A vida pode não ser como você sonhava. As coisas podem não ter saído como você planejava. Mas não pare, continue, faça com o que você tem à disposição. Saiba: a vida retribui o esforço de quem não se curva, de quem não existe.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
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Você declara o seu amor pelas pessoas? Ou prefere “deixar para amanhã”? Mais cedo, eu navegava pelo Facebook e li a homenagem de uma pessoa para um amigo que havia partido. Seu texto era carregado de gratidão pelo convívio que havia tido, mas também de pesar pela dor da perda. A mensagem era bonita e, por isso, a reli algumas vezes. O autor daquelas palavras havia construído um texto tão detalhista e amoroso que, ao final da leitura, havia um sorriso no meu rosto por imaginar o quão especial deveria ter sido aquela pessoa.
Será que ela, em vida, sabia o quanto era amada e única para aquele amigo? Costumo dizer, quase que diariamente para os meus filhos, o quanto eu os amo. E, também, com muita frequência para alguns amigos e sobrinhos. O “eu te amo” sai com facilidade da minha boca. Mas nunca disse ao meu filho o motivo de gostar tanto dele. Nunca expliquei que, quando ele está em casa, o ambiente fica mais leve e alegre.
Também não disse que o escuto cantando enquanto toma banho e que sua voz gostosa chega até a cozinha, mesmo com o barulho da panela de arroz. Em todos esses anos, não me passou pela cabeça dizer o quanto adoro o seu senso de humor e o quanto fico orgulhosa quando ele chega da escola e me pergunta, ainda com a mochila nas costas: “mãe, quer ajuda?”.
Ah, meu filho, não posso demorar mais. Hoje mesmo preciso te dizer o quanto você é único e importante para mim. Tenho vontade de fazer o mesmo com tantas pessoas. Dos meus irmãos ao funcionário da universidade que me ajuda com as impressões no intervalo das aulas. Ele é muito solicito e calmo. Ele sempre me explica como usar a fotocopiadora como se fosse pela primeira vez. Ao apertar os botões da máquina, seus movimentos são gentis e ele o tempo todo faz contato visual comigo. Duarte parece ter bebido o elixir da presença.
Nossa mente adora o “mas”, o “entretanto” e o “todavia”. Tem o hábito de enxergar as pessoas e as situações de uma perspectiva divergente. Ela provavelmente faz isso para nos proteger. Avisa que a namorada apesar de carinhosa, tem o gênio difícil e que a vizinha mesmo sendo educada quando entra no elevador, frequentemente grita com o gato mostrando uma certa tendência para a instabilidade.
Só que hoje decido dizer:
Hoje estou assim… Querendo dizer aos meus, em forma de poesia e homenagem, como são únicos em seus pequenos gestos e formas. Meu convite é para que hoje você se junte a mim e se transforme em um detetive das qualidades e lindezas que os outros têm. E mais, que o diga, sem cerimônias ou ressalvas. Hoje, a gente pode escrachar, sem medo de ser exagerado ou mal interpretado.
Não se demore. Hoje é o melhor dia para dizer que ama e porque ama. Vai lá, diga, faça alguém feliz em vida com o seu amor!
Ana Paula Borges
Podcast do Grupo Arauto relembra casos de feminicídio que chocaram a comunidade regional
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
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