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Um mendigo sentava-se na calçada e colocava, ao lado, uma placa com os dizeres:
-Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.."
Algumas pessoas o olhavam, intrigadas, muitos o achavam doido, enquanto alguns lhe davam um dinheiro. Antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que, a cada dia, a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
— Você é muito criativo, meu caro! Não gostaria de trabalhar na minha empresa de publicidade?
— Vamos lá. Só tenho a ganhar, respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e, com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma sequência de atividades bem sucedidas. Após 10 anos, ele se tornou um dos sócios da empresa.
Numa palestra, o homem esclareceu como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele:
— Bem, houve uma época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: "Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"
As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: “Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que você seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero... Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: "Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado..."
E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o poder das palavras.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
— O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
— Claro que não, minha querida! É que, primeiro eu tive que acreditar nelas. Não foram as palavras que transformaram como mágica a minha vida, foi a mudança de postura e a fé que as boas palavras e afirmações me fizeram alcançar.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Quando falamos de ciclos, nos referimos a aqueles processos de vida que começam, se desenvolvem e terminam. Embora na prática nada termine completamente, é importante aprender a fechar ciclos quando o processo se esgota, para conseguirmos seguir em frente.
O fechamento de ciclos é importante porque afeta diretamente o que será feito no futuro. Se o ciclo, seja ele qual for, permanecer aberto, interfere no desenvolvimento pessoal. É como não consertar uma torneira com vazamento e esperar que isso não afete o custo financeiro e ecológico da água.
Para fechar ciclos, é preciso deixar ir. Os seres humanos tendem a se apegar ao conhecido, por mais negativo que seja. O hábito é uma força muito poderosa que nos leva a permanecer na inércia. É mais fácil suportar o mal conhecido do que empreender uma nova aventura.
Portanto, geralmente há uma resistência ao fechamento de ciclos. Há uma parte de nós que gostaria de continuar da mesma forma e não sentir qualquer incerteza diante do novo.
A primeira tarefa é deixar ir. Um ciclo é fechado quando o processo foi concluído e só restam lembranças. O fechamento só pode ser feito de forma consciente. É possível que não haja mais a que se apegar, mas mentalmente ainda estamos conectados a ele. Deixar ir é uma maneira de reconhecer a nova realidade.
Embora os fechamentos de ciclos se refiram ao abandono das realidades que nos prejudicam, sempre causarão sofrimento. Portanto, é necessário se permitir viver a tristeza que os finais trazem consigo e se despedir dessa realidade que está prestes a desaparecer. A melhor maneira de fazer isso é construir uma memória sobre tudo que foi vivenciado.
Não conseguiremos fechar ciclos enterrando a cabeça na areia como um avestruz ou “dando as costas” a tudo que acontece para evitar o sofrimento. É melhor rever, passo a passo, cada uma das experiências que fizeram parte desse processo. Identifique o começo, os momentos mais relevantes e todas as sensações que experimentou.
A partir disso pode-se fazer um balanço, uma avaliação das experiências positivas e também complicadas que ocorreram nesse ciclo. O que foi aprendido e o que não foi. O que contribuiu para o nosso crescimento e como contribuiu para as nossas limitações. Essa é a melhor forma de dizer adeus.
O objetivo principal do fechamento de ciclos é “fazer as pazes” com o passado imediato, para seguir em frente sem se sentir afetado pelas experiências vividas ou pelas lembranças que invadem o seu presente. Todo final também implica um novo começo. Esse começo deve ser o foco da nossa atenção e do nosso interesse.
Não se assuste com o novo. É normal que haja um desequilíbrio inicial, mas em um tempo relativamente curto começará a mostrar os seus benefícios. Caminhar do conhecido para o incerto sempre tem um toque de aventura e envolve aprendizado, surpresas e, é claro, adaptações. Na maioria das vezes, as mudanças nos dão muito mais do que nos tiram.
O fechamento de ciclos é vital para a nossa saúde mental. Se não o fizermos, nos sentiremos limitados e confusos diante do futuro. Para tudo que se foi, devemos dar um enterro de primeira e dizer adeus. O novo deve ser recebido de braços abertos e com alegria no coração.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
É preciso dar uma chance à vida, colocando-nos à disposição para que ela nos surpreenda Conversando outro dia com um senhor saudosista, ele me contou que quando sua filha tinha uns 10 anos de idade, ele costumava pegá-la pela mão e propunha: Vamos dar uma volta na rua pra ver o que a vida oferece.
Tanta gente aí esperando ansiosamente para ver o que a vida oferece, só que não sai de casa, e quando sai, não tem o olhar curioso nem o espírito aberto para receber o que ela traz.
Infelizmente, já não caminhamos pela rua, a não ser num ritmo acelerado, com trajeto definido e com o intuito de queimar calorias. Marchamos rumo a um melhor condicionamento físico, o que é um belo hábito, mas flanar, não flanamos mais. Não passeamos. As ruas estão esburacadas, o trânsito é barulhento e selvagem, compreende-se. Mesmo assim, a despeito de todos os inconvenientes, é preciso dar uma chance à vida, colocando-nos à disposição para que ela nos surpreenda.
Ao sair sem pressa, paramos numa banca de revistas e descobrimos uma nova publicação. Dizemos bom dia para o jornaleiro. Na calçada, encontramos um velho amigo.
Na rua, pegamos sol. Paramos para tomar um suco de laranja. Flertamos. Um novo amor pode surgir de uma caminhada tranquila numa rua qualquer. E uma nova proposta de trabalho pode surgir de um esbarrão num ex-colega: estava mesmo pensando em te procurar, cara! Se continuasse apenas pensando, nada aconteceria.
Na rua, o jeito de se vestir de uma moça inspira a gente a resgatar uma jaqueta que não usávamos mais. Bate de novo a vontade de ter um cachorro. Descobrimos que é hora de marcar um exame minucioso no joelho direito, por que ele incomoda tanto?
Encontramos umas amigas num bistrô e paramos um instantinho para conversar. Ajudamos uma senhora que está saindo com várias sacolas de um supermercado, não custa dar uma mão. Aceitamos o folheto entregue por um garoto na esquina.
Você compra flores para sua casa. Você observa a fachada antiga de um prédio. Você entra numa igreja, não fazia isso há anos.
Caminhando você encontra a vida pulsando de novo. Não se fecha mais em casa.
Saia, se abra à vida, dê uma chance pra ela te surpreender.
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O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo. Está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado. O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente. Gosta de confusão. Faz tempestade em copo d’água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora de tudo e querem governar a sua vida. Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e nos inspirar maneiras de convivermos com menos egoísmo.
Conta o escritor Tom Anderson que, certa vez, ouviu alguém afirmar que o amor deveria ser exercitado como um ato da vontade e que uma pessoa poderia demonstrar amor através de gestos simples.
Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar.
Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.
Se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal ou nas mensagens do celular e desse um pouco de atenção aos familiares.
Durante as férias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai atencioso.
No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele vestido florido.
- Você reparou, falou ela, admirada.
Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela.
No outro dia, a esposa o convidou a visitar um museu oceanográfico. Ele detestava museus, mas foi.
Numa das noites, não reclamou quando a esposa demorou demais para se vestir para saírem para o jantar.
E assim se passaram os 14 dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor. Foi então que ele percebeu a esposa um pouco abatida. Perguntou-lhe o motivo, ao que ela questionou:
- Você sabe de alguma coisa que eu não sei?
- Por que pergunta? Disse o marido.
- Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para você?
- Não, afirmou Tom. Claro que não. Por que deveria?
- É que você está sendo tão bom para mim que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer.
O homem ficou impactado com a reação da esposa e, se dando conta de como estava se portando nos últimos tempos, respondeu:
- Não, querida, você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver.
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