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Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Um belo dia um homem pegou um táxi para o aeroporto. O taxista, muito correto na direção, andava na faixa certa, dirigindo com toda a atenção quando, de repente, um carro preto saiu de um estacionamento e atravessou bruscamente.
O taxista pisou no freio, deslizou, e por pouco não bateram. Foi por um triz! O motorista do outro carro, mesmo errado, sacudiu a cabeça e começou a gritar nervoso, fazendo gestos com as mãos e derramando palavras de baixo calão.
Sabe o que o taxista fez? Apenas sorriu e acenou para o motorista mal educado, fazendo um sinal de positivo, demonstrando grande tranquilidade, mesmo com a situação que acabara de passar.
Indignado, o passageiro do táxi lhe perguntou:
- Por que você fez isso? Esse cara quase arruína o seu carro! Você deveria ter xingado também!
O motorista do táxi, calmamente, explicou ao passageiro uma lei que aprendera e que sempre colocava em prática nessas situações: "A lei do caminhão de lixo."
Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e desapontamentos… À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente, sobre o primeiro que cruza o caminho delas.
- Nunca tome isso como pessoal. Isto não é problema seu! É dele! Apenas sorria, acene, deseje sempre o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo… respire… e deixe o lixo passar!
O princípio disso é: pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo com você! Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódios e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E ame também as que, de vez em quando, derramam lixo em você.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Tem uma frase, cunhada e forjada nos caldeirões fumegantes e encandecentes das redes sociais, que diz. “Foguete não tem ré”. Mas e a vida, tem?
Eu tenho uma amiga, daquelas amizades de sagrado e precioso afeto. Esta amiga, há um tempo que já estava esquecido, foi impactada com a notícia de uma doença triste e, quase sempre, devastadora. Daquelas notícias que arrepiam os pelos da alma. Um filho pequeno, uma casa novinha que ainda ganhava o jeito e o perfume dos donos, um futuro a viver com a leveza que ela, a minha amiga, sempre teve. Mas aí veio a doença e foi preciso parar. Voltar um pouco nos planos que ela traçou na rota do destino. Recuar, reajustar a direção, para engatar nova marcha e corajosamente ir em frente. E ela foi. Tratou como tinha de tratar, tomou os remédios que o corpo precisou e ainda todos aqueles que o espírito exigiu nos momentos em que fraquejou. E venceu. Curou a doença e embalou a vida, sempre para frente. Afinal, “foguete não tem ré”. Mas e a vida, tem?
Passados anos que ela não contou, um exame, com pontinhos brilhantes de angústia e apreensão, foi impiedoso. A doença voltara, estava lá de novo. E de novo a vida matreira exigindo marcha à ré nos planos de ampliar a casa, de comprar um carro novo, de viajar sem pressa e sem rumo, de viver sem olhar para trás.
Tem uma frase no filme Tudo acontece em Elizabeth Tow que diz assim: “Você tem 5 minutos para mergulhar na tristeza profunda. Aproveite, desfrute, descarte... e siga em frente!". Na vida, tem ré! A vida não é viagem de se andar só para frente. É caminho arteiro e manhoso que volta e meia exige parar, respirar, buscar força e coragem resiliente, para voltar e começar de novo. Tudo de novo. Para achar nova rota e embalar outra vez.
A minha amiga, amiga de sagrado afeto, teve de parar. E duas vezes recuar, achar um outro caminho para andar de novo. E vai, vai andar leve, na viagem para a felicidade. Porque “foguete não tem ré”. Mas a vida, tem!
Luciano Almeida
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Não devemos esquecer nunca que também podemos encontrar sentido na vida quando nos confrontamos com uma situação sem esperança, quando enfrentamos uma fatalidade que não pode ser mudada. Porque o que importa, então, é dar testemunho do potencial especificamente humano no que ele tem de mais elevado, e que consiste em transformar uma tragédia pessoal num triunfo, em converter nosso sofrimento numa conquista humana. Quando já não somos capazes de mudar uma situação - podemos pensar numa doença incurável, como um câncer que não se pode mais operar - somos desafiados a mudar a nós próprios.
Quero citar um exemplo bem claro. Certa vez um clínico geral de mais idade veio consultar-me por causa de uma depressão muito profunda. Ele não conseguia superar a perda de sua mulher, que falecera fazia dois anos e a qual ele amara acima de tudo. Bem, como poderia eu ajudá-lo? Que poderia lhe dizer? Abstive-me de lhe dizer qualquer coisa e, ao invés, confrontei-o com a pergunta:
"Que teria acontecido, doutor, se o senhor tivesse falecido primeiro e sua esposa tivesse que lhe sobreviver?" - "Ah," disse ele, "isso teria sido terrível para ela; ela teria sofrido muito!" Ao que retruquei: "Veja bem, doutor, ela foi poupada deste sofrimento e foi o senhor que a poupou dele; mas agora o senhor precisa pagar por isso sobrevivendo a ela e chorando a sua morte." Ele não disse uma palavra, apertou a minha mão e calmamente deixou meu consultório.
Sofrimento de certo modo deixa de ser sofrimento no instante em que encontra um sentido, como o sentido de um sacrifício.
É claro que esta não foi propriamente uma terapia, uma vez que, em primeiro lugar, o seu desespero não era nenhuma doença; em segundo, eu não podia alterar a sua sina, não podia ressuscitar a sua esposa. Mas o que eu consegui naquele momento foi mudar a sua atitude frente ao destino inalterável, visto que a partir daquela ocasião ele pelo menos podia ver um sentido em seu sofrimento.
O sofrimento não é de modo algum necessário para encontrar sentido na vida. Insisto apenas que o sentido é possível mesmo a despeito do sofrimento - desde que, naturalmente, o sofrimento seja inevitável. Se ele fosse evitável, no entanto, a coisa significativa a fazer seria eliminar a sua causa, fosse ela psicológica, biológica ou política. Sofrer desnecessariamente é masoquista e não heróico.
Existem situações em que se está impedido de trabalhar ou de gozar a vida; o que, porém, jamais pode ser excluído é a inevitabilidade do sofrimento. Ao aceitar esse desafio de sofrer com bravura, a vida recebe um sentido até o seu derradeiro instante, mantendo este sentido literalmente até o fim. Em outras palavras, o sentido da vida é um sentido incondicional, por incluir até o sentido potencial do sofrimento inevitável.
Viktor Frankl
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