Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil

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Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil episodes

  • Guilhotina #60 – Leonardo Sakamoto

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o jornalista Leonardo Sakamoto, doutor em Ciência Política pela USP, professor de Jornalismo na PUC-SP, diretor da ONG Repórter Brasil, conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão e colunista do portal UOL. Ele está lançando o livro “Escravidão contemporânea” (http://bit.ly/escravidão-contemporânea), obra em que reúne artigos de especialistas nacionais e estrangeiros para traçar um panorama global do trabalho escravo, sem esquecer o devido destaque para a situação brasileira. Conversamos sobre
    a definição de trabalho escravo contemporâneo e sua diferença e continuidade com a escravidão colonial, a sua inserção nas (modernas!) cadeias de produção globais, mecanismos de combate, os impactos da flexibilização do direito trabalhista, a atuação e a influência do governo Bolsonaro e muito mais. Links: Condições de trabalho no setor
    têxtil de Bangladesh: https://diplomatique.org.br/em-bangladesh-o-horror/.

    Trilha:
    “River”, Ibeyi; e “Outro”, Vulfpeck.

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    57 min
  • Guilhotina #59 – Daniel Hirata

    O Estado brasileiro foi responsável por quase 40% das mortes ocorridas no Rio de Janeiro em 2019. O convidado desta semana Daniel Hirata, professor de Sociologia da Universidade Federal Fluminense, acaba de lançar uma pesquisa inédita que contribui para elucidar o porquê de tanta letalidade. Ao lado da pesquisadora Carolina Christoph Grillo, ele coordena um levantamento sobre o número de operações policiais realizadas no estado entre 1989 e 2018, uma estatística que simplesmente não era produzida pelos órgãos oficiais. Além da quantidade, a pesquisa permite descobrir quem foram os responsáveis por essas ações, onde elas ocorreram, por qual razão foram realizadas e quais foram seus resultados. E uma, dentre muitas outras, conclusões: a atuação do Estado na área de segurança pública prioriza a proteção patrimonial em detrimento da defesa da vida.

    Links para a pesquisa: 

    http://bit.ly/Roubos-proteçãopatrimonial-letalidade-RJ e http://bit.ly/operaçõespoliciais-RJ; artigo Daniel Hirata e Carolina Grillo na edição de fevereiro de 2020 do Diplo: https://diplomatique.org.br/operacoes-policiais-no-rio-de-janeiro-da-lacuna-estatistica-ao-ativismo-de-dados/.

    Trilha: Béla Fleck and the Flecktones, “The sinister minister”.

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    55 min
  • Guilhotina #58 – Marina Yukawa

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a jornalista Marina Yukawa, autora do livro-reportagem “Sorrisos amarelos: histórias de jovens mulheres orientais no Brasil”. A obra traz cinco relatos de pessoas que sofrem ou sofreram violência, assédio ou preconceito por conta de suas origens asiáticas. Na conversa, a fetichização da mulher oriental, com a expectativa de submissão e hiperssexualização adjacentes, e suas consequências, como a objetificação e os relacionamentos abusivos. Além disso, a discriminação que atinge tanto descendentes de amarelos em sua relação com a sociedade quanto filhas de orientais com brancos e negros dentro de suas famílias, a naturalização do machismo e da violência doméstica, os estereótipos que geram uma super cobrança por desempenho no trabalho e muito mais.

    Links:

    https://diplomatique.org.br/guilhotina-38-maira-marcondes-moreira/; reportagem UOL/TAB: http://bit.ly/tab-fetiche-asiáticas.

    Trilha:

    Mutantes, “Le premier bonheur du jour” (Franck Gérald/Jean Marie Renard); e Karina Buhr, “Avião aeroporto”.

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    49 min
  • Guilhotina #57 – Rodolfo Vianna

    Como Folha de S.Paulo, Estadão, O Globo, Jornal Nacional, Jornal da Record e SBT Brasil acompanharam os debates em torno da reforma da Previdência? Quais especialistas foram consultados? Eles eram críticos ou apoiadores do projeto? As respostas estão em estudo do Coletivo Intervozes realizado pelo convidado desta semana do Guilhotina, o jornalista Rodolfo Vianna, mestre e doutor em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP.

    Ele consultou todas as edições do primeiro semestre de 2019 dos três maiores diários do país e acompanhou os três jornais televisivos de maior audiência durante quatro semanas decisivas de tramitação da reforma. Os resultados, disponíveis online na pesquisa “Vozes silenciadas – reforma da Previdência e mídia” (http://bit.ly/vozes_previdencia), não surpreendem o público mais crítico, entretanto, elucidam o passo a passo de um clássico: a fabricação de consensos.

    Links: https://diplomatique.org.br/guilhotina-32-eduardo-fagnani/.

    Trilha: Snarky Puppy, “What about me?”; e Chicas, “Geraldinos e Arquibaldos” (Gonzaguinha).

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    45 min
  • Guilhotina #56 – Ricardo Abramovay

    O convidado desta semana é o professor titular do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Ricardo Abramovay. Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o ambientalista sobre seu mais recente livro “Amazônia, por uma economia do conhecimento da natureza”, lançado no fim de 2019 pela editora Elefante (https://www.editoraelefante.com.br/produto/amazonia/).

    Durante a entrevista pontos como “o desmatamento traz crescimento econômico” e “o Brasil é o único país a proteger suas florestas” foram desmistificados. Ricardo mostrou dados que comprovam que o desmatamento não traz crescimento econômico e nem bem-estar para as
    populações – em 98,5% dos municípios da Amazônia as condições de vida são piores que as de outras regiões do Brasil. O potencial de riqueza das Unidades de Conservação e do conhecimento das populações tradicionais e povos indígenas da região também estiveram em pauta.

    Trilha: Luedji Luna “Banho de Folhas”; e Emicida “Principia”.

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    51 min
  • Guilhotina #55 – Patrícia Maeda

    A reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, deu um importante passo para acabar com o desemprego no Brasil. Entretanto, por incrível que pareça, isso não necessariamente é uma boa notícia. Por meio, entre outras medidas de flexibilização de direitos, da aprovação do contrato de trabalho intermitente, que permite que empresas assinem com empregados sem a obrigação de oferecer trabalho nem uma remuneração mínima, a tendência é de substituição da falta de ocupação pela generalização do subemprego.

    Neste episódio do Guilhotina, Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a juíza do trabalho Patrícia Maeda, autora da dissertação de mestrado “Trabalho no capitalismo pós-fordista: trabalho decente, terceirização e contrato zero-hora”, de onde foi extraído o artigo “Contrato zero-hora e seu potencial precarizante”, publicado em 2019 na coletânea organizada pelo professor Ricardo Antunes “Riqueza e miséria do trabalho no Brasil IV” (http://bit.ly/riquezaemiséria4).

    Além das consequências da reforma trabalhista para a população em geral, falamos sobre os impactos das mudanças legislativas para as mulheres, atual área de pesquisa de Patrícia, e dos desafios colocados para as mulheres que operam o sistema de justiça, tema de seu último livro, “Sororidade em pauta” (http://bit.ly/sororidade-em-pauta).

    Links: Nexo, “Os resultados da reforma trabalhista 2 anos após sua aprovação” (http://bit.ly/resultados-ref-trab), Justificando, “A contrarreforma na perspectiva da mulher trabalhadora: quando reformar significa precarizar” (http://bit.ly/mulheres-ref-trab).

    Trilha: David Allen Coe, “Take This Job and Shove It”; e The Clash, “The Magnificent Seven” (Joe Strummer, Michael Jones e Nicholas Bowen Headon).

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    57 min
  • Guilhotina #54 – Helena Silvestre

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a escritora, educadora, militante do movimento Luta Popular e editora da revista Amazonas Helena Silvestre. Em 2019, ela lançou, com apoio do Sarau do Binho e da revista Amazonas, o livro “Notas sobre a fome” (http://bit.ly/notas-sobre-a-fome), uma autoficção em que ela relata episódios da sua vida, desde a infância em uma favela do ABC Paulista à luta por moradia, e reflete a estrutura política do país, formas de transformá-la e o papel das organizações feministas e negras. Tudo permeado pelo trauma da fome nos tempos de crianças, a qual vai ganhando novos sentidos para além da falta de comida para sobreviver. Uma conversa sobre literatura, pobreza, desigualdade, religião, esquerda e o contato com as organizações e militantes de base, fonte inesgotável de otimismo em tempos opressores.

    Links: Rede Brasil Atual, “Seguranças de supermercado em São Paulo torturam jovem com fios elétricos” (http://bit.ly/torturasupermercado); Isabelle Stengers, “A proposição cosmopolítica” (http://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/145663); Sarau do Binho (https://www.facebook.com/SarauDoBinho/).

    Trilha: Maria Bethânia, “Yáyá Massemba” (Capinam e Roberto Mendes); e Novos Baianos, “Mistério do planeta” (Antonio Pires e Luis Galvão).

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    51 min
  • Guilhotina #53 – Larissa Pelúcio e Richard Miskolci

    Durante dois anos, a antropóloga Larissa Pelúcio entrevistou mais de 300 matchs e crushs que contatou via os aplicativos de relacionamentos Adote um Cara, Tinder e happn para compreender como “homens adultos que se entendem como heterossexuais, pertencentes à classe média e média baixa, têm negociado sexo e amor com suas potenciais parceiras e lidado com as relações de gênero”. A pesquisa, realizada para obtenção do título de livre docente em Gênero, Sexualidade e Teorias Feministas no Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp (Campus de Bauru), está publicada no livro “Amor em tempos de aplicativos: masculinidades heterossexuais e a nova economia do desejo”, lançado este ano pela Annablume. Larissa conversa sobre a obra com Bianca Pyl, Gabriela Bonin e Luís Brasilino neste episódio do Guilhotina, que também contou com a participação especial do autor do prefácio do livro, Richard Miskolci, professor de Sociologia da Unifesp e coordenador do Quereres – Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Direitos Humanos e Saúde.

    Links: Zygmunt Bauman, “Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos” (https://zahar.com.br/livro/amor-liquido); Eva Illouz, “O amor nos tempos do capitalismo” (https://zahar.com.br/livro/o-amor-nos-tempos-do-capitalismo).

    Trilha: Gabriel Diniz, “Jenifer”; e Samuel Úria, “Em caso de fogo”.

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    56 min
  • Guilhotina #52 – Raquel Rolnik

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem neste episódio do Guilhotina a urbanista Raquel Rolnik. Professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, ela foi relatora especial para o direito à moradia adequada do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2008-2014), secretária nacional de programas urbanos do Ministério das Cidades (2003-2007) e diretora de planejamento da cidade de São Paulo (1989-1992). É autora de vários livros, entre eles “O que é a cidade?” (1988), “A cidade e a lei” (1997) e o mais recente, “Guerra dos lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças” (http://bit.ly/guerra-dos-lugares), publicado também em espanhol e inglês e que teve uma segunda edição lançada pela Boitempo neste ano. Falamos sobre a avalanche de capital financeiro que avança sobre a terra e a moradia em todo mundo a partir dos anos 1970, passando pela crise econômica iniciada justamente com a explosão da bolha imobiliária em 2008, e seus impactos.

    Spoiler: não foi a melhoria da qualidade de vida nas cidades… Raquel ainda analisa, em meio a esse processo geral de financeirização, a realização dos grandes eventos, como Olimpíadas e Copa do Mundo, mudanças climáticas, o trabalho de relatora da ONU e os movimentos de resistência ao redor do mundo.

    Trilha: Rita Lee, “Lá vou eu” (Luiz Sergio e Rita Lee); Marina Wisnik, “Elevado”.

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    1 hr 13 min
  • Guilhotina #51 – Daniel Santini

    Os desdobramentos que se seguiram às Jornadas de Junho parecem ter deixado os brasileiros traumatizados com a bandeira do passe livre. À possibilidade de uma conquista radical e importante seguiu-se uma ofensiva conservadora que culminou, cinco anos depois, com a eleição de um governo liderado por fascistas. Na contracorrente, o convidado de Bianca Pyl, Gabriela Bonin e Luís Brasilino no Guilhotina, o jornalista Daniel Santini escreveu um livro que mostra como a tarifa zero continua sendo uma utopia ao alcance das mãos.

    Reconhecendo o cenário adverso já no título, “Passe Livre: as possibilidades da tarifa zero contra a distopia da uberização” (http://bit.ly/PasseLivre-Santini), ele relata experiências de transporte público gratuito ao redor do mundo. Desde iniciativas parciais, como o passe livre para estudantes e idosos em diversas cidades brasileiras ou a catraca liberada em diferentes horários e dias da semana em outras partes do mundo, até os municípios que introduziram a tarifa zero no transporte público de forma integral, como Maricá (RJ), a principal experiência nacional, e Talin (capital da Estônia), referência internacional na questão. Tudo permeado pela discussão de fundo levantada pelos movimentos que defendem uma vida sem catracas: a prioridade das cidades deveria ser as pessoas que nela vivem.

    Links:

    Teresa Pires Caldeira, “Cidade de muros” (http://www.editora34.com.br/detalhe.asp?id=177); “Como a Volkswagen colaborou com a ditadura” (http://bit.ly/Volks-ditadura); Documentário Uberização (https://reporterbrasil.org.br/gig/); Imagens: seguranças da Linha 4 do Metrô de São Paulo (http://bit.ly/seguranças-linha4); e espaço ocupado por carros, bicicletas e ônibus (https://radamesm.files.wordpress.com/2013/04/carro-bicicleta1.jpg).

    Trilha:

    Gilberto Gil, “Luzia Luluza”; e Yves Montand, “La Bicyclette” (Francis Lai e Pierre Barouh).

    Cupom para adquirir o livro com desconto no site da editora Autonomia Literária: guilhotina.

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    1 hr 24 min

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