Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil

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Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil episodes

  • Guilhotina #70 – Winnie Bueno

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem Winnie Bueno, doutoranda em Sociologia na Universidade Federal do Rio Grande Do Sul (UFRGS) e criadora da Winnieteca, um projeto que doa livros para pessoas negras. Recentemente ela lançou o livro “Imagens de controle – Um conceito do pensamento de Patricia Hill Collins” (Zouk, 2020 – https://bit.ly/imagensdecontrole), resultado de sua dissertação de mestrado em Direito. Conversamos sobre a trajetória da pensadora norte-americana, o conceito de imagens de controle e como elas atuam para estabelecer mecanismos de dominação sobre mulheres negras, fundindo opressões de gênero, raça, classe e sexualidade. Também falamos sobre as mobilizações antirracistas nos Estados Unidos e no Brasil e o projeto da Winnieteca.

    *Links: Tem saída? Ensaios críticos sobre o Brasil (https://bit.ly/tem_saída); e II Simpósio Direitas Brasileiras (https://bit.ly/II_SimpósioDireitasBrasileiras). Trilha: Billie Holiday, “Strange fruit” (Lewis Allen); e Zudizilla, “Erro” (Zudizilla e Heron Francelino).

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    1 hr 24 min
  • Guilhotina #69 – Alysson Leandro Mascaro

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam sobre a crise social, política e sanitária com o jurista e filósofo Alysson Leandro Mascaro. Professor da Faculdade de Direito da USP, ele é autor de diversos livros, dentre os quais os mais recentes são “Crise e golpe”, “Estado e forma política” e “Crise e pandemia”, todos publicados pela editora Boitempo (https://www.boitempoeditorial.com.br/diplomatiquebr). Essa última publicação foi tema do episódio. Conversamos sobre como a análise dos motivos da atual crise fundamentalmente leva o olhar para as relações constituídas pelo modo de produção capitalista, e não só para a sua versão contemporânea, o neoliberalismo. Alysson fala também sobre o papel do Direito e do Estado no momento atual que vivemos e da atuação de instituições como STF e Congresso durante a conjuntura de caos e conflito promovida pela Presidência.

    E mais: por que líderes como Bolsonaro e Trump “investem na crise, como reação à crise”?

    Trilha: César Guerra-Peixe “Mourão”; e A. Khachaturian, “Sinfonia nº 3”.

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    1 hr 4 min
  • Guilhotina #68 – Boaventura de Sousa Santos

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam sobre a pandemia de Covid-19 com o pensador português Boaventura de Sousa Santos. Professor titular aposentado da Faculdade de Economia e diretor emérito do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison, ele é autor de diversos livros, dentre os quais os mais recentes são “O fim do império cognitivo” (Autêntica, 2019), “Esquerdas do mundo, uni-vos!” (Boitempo, 2018) e as antologias “Construindo as Epistemologias do Sul” (Clacso, 2018). Boaventura lança agora em e-book publicado pela Boitempo o ensaio “A cruel pedagogia do vírus” (https://bit.ly/2WazQyN), tema deste episódio. Conversamos sobre o potencial da pandemia para revelar mecanismos em regra invisíveis de dominação, a incapacidade do capitalismo de oferecer saídas para a crise que não provoquem novas catástrofes, os impactos desiguais do coronavírus nos cidadãos do sul, a urgência em enfrentar a concentração de renda e as mudanças climáticas, alternativas para o pós-Covid, além dos sui generis desafios da sociedade brasileira, obrigada a lidar com duas crises ao mesmo tempo, a sanitária e a política. Trilha: Cristóvam, “Andrà Tutto Bene”; e Bruce Springsteen, “We shall overcome” (Zilphia Horton, Frank Hamilton, Buy Carawan, Pete Seeger).

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    1 hr 2 min
  • Guilhotina #67 – Douglas Belchior

    Depois de uma breve interrupção provocada pela suspensão das atividades no estúdio da Central 3, retomamos, de casa, as gravações do Guilhotina. Neste episódio, Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o professor Douglas Belchior, formado em História pela PUC/SP e fundador do Movimento Uneafro-Brasil. Conversamos sobre o combate à Covid-19 nas periferias, a dificuldade do isolamento social para quem já vivia em uma situação de calamidade antes da epidemia, o dever do Estado de dar assistência a esses trabalhadores e articulações em sentido contrário, tanto do presidente da República quanto de grandes empresários.

    *Links: https://bit.ly/campanha-brasil-não-pode-parar e https://diplomatique.org.br/edicao/edicao-153/.

    Trilha: Cores e Valores (Racionais MC’s, DJ Cia); e Acabou Chorare (Moraes Moreira)

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    46 min
  • Guilhotina #66 – Mariana Vieira Galuch

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com

    a cientista social Mariana Vieira Galuch, professora da Universidade Federal do
    Amazonas. Ela defendeu na Ufam em 2019 o doutorado “Do assentamento ao
    agronegócio: uma etnografia das migrações, políticas e dinâmicas territoriais
    em Apuí (Amazonas)” <https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/7433>,
    em que traça uma minuciosa descrição dos fluxos migratórios que foram formando
    a cidade de Apuí, dos anos 1970 até hoje. O município registrou o maior número
    de queimadas do Brasil entre janeiro e julho de 2019, com 1754 focos (segundo o
    Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o Ipam), e o estudo de Mariana
    permite compreender o passo a passo que levou a esse processo de destruição da
    floresta. Uma história de arbitrariedades, violência, pobreza, exploração e
    resistência que pode ser estendida para analisar o processo de exploração de
    diversas regiões amazônicas. Trilha: Milton Nascimento, “Canoa, canoa”
    (Fernando Brant e Nelson Angelo); e Maria Bethânia, “Linha de Caboclo” (Paulo
    Cesar Pinheiro e Pedro Amorim).

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    1 hr 5 min
  • Guilhotina #65 – Lidiane Soares Rodrigues

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a historiadora e socióloga Lidiane Soares Rodrigues, doutora em História Social pela USP e professora adjunta do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Uma de suas linhas pesquisa é “Fast Thinkers à brasileira: Uma doutrinação ideológica contra culturas de esquerda (2002-2014)”, em que analisa a proliferação na grande imprensa de colunistas de direita e de extrema-direita durante os governos do PT e o papel desses intelectuais na construção da nova direita no Brasil. Links: Artigo “Uma revolução conservadora dos intelectuais (Brasil/2002–2016)”, de Lidiane Soares Rodrigues (http://bit.ly/3ba2XHp).

    Trilha: Funky, The Chambers Brothers; Pink Floyd, “Wot’s… Uh The Deal” (David Gilmour e Roger Waters).

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    59 min
  • Guilhotina #64 – Eliete Barbosa

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem Eliete Barbosa, professora no curso de cultura, educação e relações étnicos-raciais no Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc-USP) e doutoranda em Psicologia Social na PUC-SP. Ela está lançando este ano o livro “Negras lideranças: mulheres ativistas da periferia de São Paulo” (http://bit.ly/negraslideranças), pela editora Dandara. Conversamos com ela sobre a obra, a formação do movimento de mulheres negras no Brasil, o perfil das lideranças, a necessidade da luta contemplar as dimensões de gênero, raça e classe, a organização na periferia e muito mais. Sem esquecer o legado de Marielle Franco, cujo assassinato ao lado do motorista Anderson Gomes completa dois anos.

    Trilha:

    Mart’nália, “Nova era” (Arthur Maia); e Milton Nascimento, “Maria Maria” (Fernando Brant e Milton Nascimento).

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    58 min
  • Guilhotina #63 – Maria Rita Kehl

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a psicanalista e escritora Maria Rita Kehl, autora de diversos livros, entre os quais o mais recente é “Bovarismo brasileiro” (http://bit.ly/bovarismo-brasileiro), lançado pela Boitempo em 2018. Conversamos sobre o significado o termo bovarismo, a especificidade brasileira e o seu papel para forjar uma elite que tem “vergonha das origens multirraciais e da herança negra que atravessa toda a cultura popular, mas que não se envergonha das suas práticas racistas e escravistas”. Vencedora do Prêmio Jabuti de Melhor Livro do Ano de Não Ficção em 2010 por “O tempo e o cão” (http://bit.ly/otempoeocão), Maria Rita ainda falou sobre o papel da televisão, em especial da aliança da TV Globo com o regime militar para a formação de uma identidade nacional; o samba e a malandragem como dispositivos antibovaristas; e o trabalho que realizou como psicanalista na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST. Por fim, ela comenta a atualidade do seu livro “Ressentimento” (2004), cuja quinta edição será lançada neste semestre pela Boitempo.

    *Link:

    Documentário “Clementina” (https://canalcurta.tv.br/filme/?name=clementina).

    Trilha:

    Clementina de Jesus, “Cocórocó” (Paulo da Portela); e Martinho Da Vila, “Pelo telefone” (Donga, Mauro de Almeida).

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    1 hr 3 min
  • Guilhotina #62 – Juliano Medeiros

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o historiador Juliano Medeiros, presidente nacional do Partido Socialismo e Liberdade (Psol). Ele defende no fim de março na Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) a tese “A nova esquerda na América Latina: movimentos sociais, institucionalização e crise do progressismo”. Na pesquisa que Juliano compartilhou conosco na fase final de redação, ele faz um estudo de caso comparativo da história recente de três movimentos que classifica como sendo da nova esquerda: os estudantes chilenos, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) do Brasil e o também estudantil #YoSoy132, do México. Juliano procura explorar quais fatores favoreceram ou não a institucionalização dessas experiências. Diante das limitações da social democracia e da democracia liberal em oferecer respostas à crise de 2008, quais lições a esquerda pode tirar da história recente para propor alternativas ao neoliberalismo? Além da análise da conjuntura desses três países, expansível para apreender a situação do continente como um todo e das forças progressistas de diversas partes do mundo, conversamos sobre os riscos de crescimento da extrema direita, definições sobre o que seria uma nova esquerda, armadilhas e possibilidades colocadas pela luta institucional, entre outras questões.

    Trilha: Natalia Lafourcade, “Un derecho de nacimiento”; e Los Prisioneros, “El baile de los que sobran” (Jorge González).

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    1 hr 6 min
  • Guilhotina #61 – Deivison Nkosi

    Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam o sociólogo Deivison Mendes Faustino, mais conhecido como Deivison Nkosi. Professor adjunto da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e doutor em Sociologia pela UFSCar, ele é autor do livro “Frantz Fanon: um revolucionário, particularmente negro” (http://bit.ly/fanon-deivison), publicado pela Ciclo Contínuo Editorial em 2018. A obra é uma biografia intelectual do
    médico psiquiatra, artista e teórico revolucionário, mesclando a construção de seu pensamento com a sua trajetória de vida, do nascimento em 1925 na Martinica à morte precoce por leucemia em 1961. Conversamos sobre a luta anticolonial e as guerras de libertação nacional, racismo, dominação econômica, social, cultural e particularmente psíquica, as relações entre esquerda e nacionalismo, disputas em torno do modo de ver a
    cultura negra e a negritude e muito mais.

    Links:

    blog do Deivison
    ;

    obras de Fanon na ordem de publicação:
    , africana>, e de-terra>.

    Trilha:

    Fela Kuti, “Power show”; e Emicida, “Mandume ft. Drik Barbosa,
    Amiri, Rico Dalasam, Muzzike, Raphão Alaafin”.

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    1 hr 10 min

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