Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil

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Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil episodes

  • Guilhotina #80 – Allan Rodrigo de Campos Silva

    O agronegócio está profundamente relacionado com o surgimento do novo coronavírus e de diversas outras epidemias. Essa associação é demonstrada em detalhes no livro do epidemiologista evolutivo Rob Wallace, “Pandemia e agronegócio: doenças infecciosas, capitalismo e ciência” (https://bit.ly/3iXaUDB), lançado este mês pelas editoras Elefante e Igra Kniga. Neste episódio, Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam sobre a publicação com o geógrafo Allan Rodrigo de Campos Silva, tradutor e autor do prefácio da obra. Mestre e doutor em Geografia Humana pela USP e pesquisador da área, Allan falou sobre as origens do novo coronavírus na China, as características do agronegócio que favorecem o surgimento de doenças infecciosas, os impactos dessa produção no meio ambiente e na população, as (sombrias) perspectivas de novas pandemias e muito mais.

    *Links: Fórum Popular da Natureza (https://www.youtube.com/watch?v=ARck9F1jvUE).

    Trilha: Fantasma, “Meia noite dia”; e Dub Mentor feat. Yan Jun, “Guns of Brixton” (Paul Simonon).

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    1 hr 10 min
  • #79 – Aparecida Vilaça

    O
    genocídio indígena no Brasil ganhou novo impulso com a pandemia de
    Covid-19. Neste episódio, Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a
    antropóloga Aparecida Vilaça, professora do Museu Nacional da UFRJ,
    autora de diversos livros acadêmicos sobre os Wari’ e que lançou
    neste ano pela coleção Pandemia da editora Todavia o ensaio “Morte
    na floresta” (https://bit.ly/2XXBC6S).
    Na entrevista, Aparecida fala sobre as epidemias que assolaram o país
    desde a chegada dos invasores brancos, as medidas do governo federal
    de incentivo à destruição das florestal e ataques aos indígenas,
    os conflitos entre o modelo capitalista e o modo de vida dos povos
    originários, as dificuldades do isolamento social e outros
    obstáculos da saúde indígena, o impacto das missões de
    evangelização e muito mais. *Links:
    Praying and Preying Christianity in Indigenous Amazonia
    (https://bit.ly/3kFcjk0);
    https://amazoniareal.com.br/;
    e https://www.socioambiental.org/pt-br.
    Trilha:
    Marlui Miranda, “Awina/Ijain je E’”; e Brô MCs, “Eju
    Orendive”.

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    1 hr 13 min
  • Guilhotina #78 – Charles Trocate

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o escritor, filósofo e educador popular Charles Trocate, autor com Tádzio Coelho do livro “Quando vier o silêncio: o problema mineral brasileiro” (Expressão Popular/Rosa Luxemburgo, 2019 – https://bit.ly/trocate). Membro da coordenação nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Trocate faz uma análise conjuntura da exploração dos recursos naturais brasileiros, marcada recentemente por dois imensos desastres, os rompimentos das barragens da Vale em Mariana e Brumadinho. Ele localiza historicamente a posição do Brasil na divisão internacional do trabalho que, se não permaneceu a mesma nos últimos trezentos anos, exibe atualmente traços marcantes do período colonial. Conversamos ainda sobre os impactos socioambientais do crescimento da China e o boom das commodities, o atual período de pós-boom e suas consequências (como a intensificação da produção para compensar a queda dos preços e os riscos envolvidos), a perspectiva de novas tragédias e a atuação dos movimentos sociais na luta para colocar em prática um novo modelo de mineração.

    *Links: https://bit.ly/reportagem-brasildefato; livro de Horacio Machado Aráoz (https://bit.ly/mineração-potosi); https://bit.ly/artigo-quemsãoosdonosdaVale; https://bit.ly/questão-mineral-no-brasil-v2.

    Trilha: Milton Nascimento, “Ponta de “areia” (Fernando Brant/Milton Nascimento); e Mosaico de Ravena, “Belém, Pará, Brasil” (Edmar da Rocha).

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    1 hr 31 min
  • Guilhotina #77 – João Cezar de Castro Rocha

    A visão de mundo bolsonarista é composta de três elementos principais. Em primeiro lugar, a Doutrina de Segurança Nacional que criou a figura do inimigo interno. Em segundo, uma obra obscura produzida pelo Exército nos anos 1980 chamada Orvil. Resposta contra a divulgação dos crimes cometidos pela ditadura, o documento expressa uma linha de pensamento segundo a qual o “comunismo”, a partir da derrota da luta armada, muda sua estratégia e passa a atuar na área cultural. Daí o ímpeto do governo atual de destruir instituições como as artes, as universidades etc., incrustradas de “inimigos internos”. O terceiro elemento seria o olavismo, que sofisticou e popularizou essa estrutura de pensamento conspiratória e formatou a, hoje cotidiana, retórica do ódio. Esta análise está em “Guerra cultural e retórica do ódio: crônicas de um Brasil pós-político” (Editora Caminhos – com lançamento previsto para agosto), novo livro do convidado de Bianca Pyl e Luís Brasilino neste episódio, o ensaísta e professor titular de Literatura Comparada da Uerj, João Cezar de Castro Rocha. Está imperdível.

    *Links: Entrevista Jornal Opção (https://bit.ly/joão-cezar-jornal-opção); Privacidade hackeada (https://www.netflix.com/br/title/80117542); artigo João Moreira Salles (https://piaui.folha.uol.com.br/materia/a-morte-no-governo-bolsonaro/).

    Trilha: Jackson do Pandeiro, “O canto da ema” (Ayres Vianna e João do Vale); e Odair José e As bahias e a cozinha mineira, “Chumbo grosso”.

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    2 hr 5 min
  • Guilhotina #76 – Roberto Leher

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam o professor Roberto Leher sobre sua última obra, “Autoritarismo contra a universidade: o desafio de popularizar a defesa da educação pública” (Expressão Popular/Rosa Luxemburgo, 2019 – https://bit.ly/livro-leher). Professor titular de Políticas Públicas em Educação e do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da UFRJ e colaborador da Escola Nacional Florestan Fernandes, ele falou conosco sobre o apoio da universidade ao modelo de desenvolvimento em vigor do país desde a ditadura, o avanço da mercantilização do ensino com a ascensão do neoliberalismo – especialmente durante os governos petistas –, a ampliação e democratização do acesso durantes as gestões dos presidentes Lula e Dilma, o colapso dessa política conciliação e a ascensão conservadora a partir do golpe de 16. Reitor da UFRJ entre 2015 e 2019, Roberto ainda falou sobre a educação como arena preferencial de conflito do bolsonarismo, a materialização desse conceito em termos de política pública no governo atual e as perspectivas de uma resistência que enfrenta o desafio da fragmentação.

    Links: Artigos de Roberto Leher no Diplo: ProUni (https://bit.ly/leher-prouni); governo Bolsonaro (https://bit.ly/leher-govbolsonaro); e Future-se (https://bit.ly/future-se1, https://bit.ly/future-se-2, https://bit.ly/future-se3).

    Trilha: Teresa Cristina, “As forças da natureza” (João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro); e Nação Zumbi, “Novas auroras” (Dengue, Jorge du Peixe, Lúcio Maia e Pupilo).

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    1 hr 47 min
  • Guilhotina #75 – Marcelo da Silveira Campos

    No fim de 2004, 65,5% das pessoas incriminadas por drogas foram consideradas usuárias; contra 34,5% enquadradas como traficantes. Cinco anos depois, esses números se inverteram: 87,5% dos incriminados eram traficantes, enquanto apenas 12,5% passaram como usuários. Esse processo de transformação de usuários em traficantes é evidenciado e explicado pelo convidado deste episódio, o sociólogo Marcelo da Silveira Campos, que levantou os dados acima em seu doutorado. Professor adjunto de Sociologia da Universidade Federal da Grande Dourados e professor convidado da Faculdade de Medicina da USP, ele lançou em 2019 o livro “Pela metade: a lei de drogas do Brasil”, em que analisa a tramitação e os impactos da nova lei de drogas em vigor no Brasil desde 2006. Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com Marcelo sobre o deu errado com a mudança legislativa que, em certa medida, assumia princípios modernizantes, como a despenalização do uso; a intenção dos legisladores; a explosão da população carcerária brasileira neste século XXI e o papel da nova lei de drogas nisso; e, claro, o que leva uma pessoa ser considerada traficante e não usuária. Spoiler: não é nem a quantidade, nem o tipo de droga.

    *Links: “Cidadania vertical” (https://diplomatique.org.br/a-cidadania-vertical-no-brasil-e-o-coronavirus/); “Entre doentes e bandidos: a tramitação da lei de drogas (no 11.343/2006) no Congresso Nacional” (https://reedrevista.org/reed/article/view/74); “Pela metade: Implicações do dispositivo médico-criminal da ‘Nova’ Lei de Drogas na cidade de São Paulo” (https://bit.ly/tempo-social-2017); e “O julgamento do recurso extraordinário 635.659: pelo fim da guerra as drogas” (https://bit.ly/artigo-STF).

    Trilha: Chico Buarque, “Cordão”; e Elza Soares, “A mulher do fim do mundo” (Romulo Fróes e Alice Coutinho).

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    1 hr 27 min
  • Guilhotina #74 – Najara Lima Costa

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a socióloga Najara Lima Costa, mestra em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC, docente nos ensinos médio e superior e pesquisadora das relações raciais. Ela está lançando este mês o livro “Quem é negra/o no Brasil? Cotas raciais e comissões de heteroidentificação na prefeitura de São Paulo” (Editora Dandara, https://bit.ly/queménegra), no qual analisa o processo de aplicação de ações afirmativas no Brasil, em especial as instâncias formadas para fiscalizar e impedir fraudes. Com base na obra, conversamos com Najara sobre os conceitos de raça e racismo aplicados à realidade brasileira, a importância das políticas de cotas efetivadas no ensino superior e no serviço público e os desafios das comissões de heteroidentificação, criadas para complementar o processo autodeclaratório e analisar se os candidatos têm ou não direito a acessar determinada ação afirmativa. Uma função na qual é fundamental responder à pergunta que dá título ao livro de Najara: quem é negra ou negro no Brasil?

    Trilha: Chico César “Negão”; eBia Ferreira, “Cota não é esmola”.



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    1 hr 4 min
  • Guilhotina #73 – Helena Martins

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a jornalista Helena Martins, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), doutora em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB, 2018) e mestre em Comunicação pela UFC (2012). Autora do livro “Comunicações em tempos de crise: economia e política” (https://bit.ly/comunicações – Expressão Popular/Fundação Rosa Luxemburgo, 2019) e organizadora do e-book “Desinformação: crise política e saídas democráticas para as fake news” (https://bit.ly/desinformação-fakenews – Intervozes/Veneta, 2020), Helena conversou conosco sobre presença constante e intensiva das tecnologias da informação e da comunicação em nossas vidas, o papel da mídia na construção da hegemonia, o poder da imprensa tradicional de ainda influenciar os rumos da política, o mercado de telecomunicações e os rumos da internet e estratégias para garantir o direito à comunicação no Brasil. Na parte final Helena ainda falou sobre o impacto político das ferramentas de desinformação e o PL das Fake News.

    *Links: Coalização Direitos nas Redes (https://direitosnarede.org.br/), intervozes.org.br/; tese de Liziane Guazina sobre o mensalão (https://bit.ly/jornalismo-mensalão).

    Trilha: Claudia, “Deixa eu dizer” (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza); e The Clash, “Hitsville UK” (Joe Strummer e Mick Jones).

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    1 hr 14 min
  • Guilhotina #72 – Natália Lago

    Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam a antropóloga Natália Lago. Integrante da Associação de Amigos e Familiares de Presos de São Paulo (Amparar), ela defendeu em novembro de 2019 na tese de doutorado “Jornadas de visita e de luta: tensões, relações e movimentos de familiares nos arredores da prisão” (https://bit.ly/jornadas-de-visita-e-de-luta). Na pesquisa, ela acompanhou a realidade de sofrimento e humilhações, mas também de luta e de muita resistência, de mães e mulheres de presos do estado de São Paulo. A obra traça um perfil desses familiares, analisa o impacto dessa situação extrema em suas vidas, denuncia a revista vexatória – e mais recentemente o escaneamento – dos visitantes de penitenciárias e acompanha a trajetória de mães de presos que se tornaram ativistas de direitos humanos. Ao final, ainda falamos sobre a dramática situação das prisões durante a pandemia de Covid-19.

    *Link: Livro de Rafael Godoi, “Fluxos em cadeia” (https://bit.ly/fluxos-em-cadeia).

    Trilha: Elza Soares, “A mulher do fim do mundo”; e Realidade cruel, “Dia de visita”.

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    1 hr 45 min
  • Guilhotina #71 – Raquel Barreto

    Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a historiadora Raquel Barreto para uma conversa sobre a história e a atualidade do Partido dos Panteras Negras, tema do doutorado que ela desenvolve na Universidade Federal Fluminense desde 2017. Falamos sobre as origens da formação norte-americana fundada em 1966, os trabalhos de organização do
    povo negro, a luta armada, o seu caráter socialista e a repressão que precipitou o fim do partido. Com mestrado em História Social da Cultura na PUC-Rio sobre as obras de Angela Davis e Lélia Gonzaléz (“Enegrecendo o feminismo ou feminizando a raça” – https://bit.ly/mestrado-raquel-barreto), Raquel também analisou o legado dos Panteras Negras para o movimento negro atual, os protestos nos Estados Unidos contra a morte
    de George Floyd e as últimas manifestações antirracistas e antifascistas realizadas no Brasil.

    Trilha: The Lumpen, “The Legacy” (Michael Torrance); e Elaine Brown, “The
    End of Silence”.

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    1 hr

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