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Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o filósofo Marcos Nobre, professor do Departamento de Filosofia da Unicamp e presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Ele lançou neste ano pela editora Todavia o ensaio “Ponto final, a guerra de Bolsonaro contra a democracia” (https://todavialivros.com.br/livros/ponto-final), uma análise da conjuntura brasileira concentrada no projeto autoritário do governo federal. Conversamos sobre os motivos que levaram à eleição de Bolsonaro em 2018, o projeto do atual governo de destruição da democracia, a retórica antissistema e os problemas que ela coloca para a administração pública, as razões do negacionismo bolsonarista diante da pandemia, a resiliência da popularidade do presidente, a aliança com o Centrão e a defecção de Moro e os desafios da formação de uma ampla aliança para viabilizar o impeachment ou impedir a reeleição em 2022.
*Links: https://diplomatique.org.br/guilhotina-87-bruno-paes-manso/.
Trilha: Flor Gil e Gilberto Gil, “No norte da saudade” (Gilberto Gil, Moacyr de Albuquerque e Perinho Santana); e Caetano Veloso, Moreno Veloso, Tom Veloso e Zeca Veloso, “Tá escrito” (Xande de Pilares, Gilson Bernini e Carlinhos Madureira).
O post Guilhotina #88 – Marcos Nobre apareceu primeiro em Central 3.
As periferias de São Paulo têm passado por processos de transformação intensa, sobretudo a partir dos anos 1990. Esta série especial de três episódios do Guilhotina, em parceria com a Fundação Tide Setubal, reúne as autoras e autores que procuraram desvendar esse processo na pesquisa “Periferias de São Paulo: heterogeneidade e novas formas de vida coletiva”. Nesta abertura, Bianca Pyl e Luís Brasilino reúnem a coordenadora do estudo, a antropóloga Teresa Caldeira, professora titular no Departamento de Planejamento Urbano da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e que estuda as periferias paulistanas desde os anos 1970; e Kátia Ramalho Gomes, publicitária com especialização em Sociologia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e analista de apoios e fomentos às periferias na Fundação Tide Setubal. Conversamos sobre os objetivos de pesquisa e a escolha de contar apenas com pesquisadores oriundos das periferias, as principais transformações vivenciadas nessas regiões nas últimas décadas, a definição e as implicações do que significa “ser periférico”, a atuação política desses atores, a atual efervescência artística-cultural e muito mais! Essa produção tem o apoio da Fundação Tide Setubal, apoiadora da pesquisa junto com o Centro de Estudos de Política e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas; a Universidade da Califórnia, em Berkeley; a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo; e o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo. Link: Especial com artigos das autoras e autores da pesquisa: https://diplomatique.org.br/especial/periferiasp. Trilha: Mc Federado e Os
Lelekes, “Passinho do volante”.
O post Periferias de São Paulo #01 – Kátia Ramalho Gomes e Teresa Caldeira apareceu primeiro em Central 3.
Nova série especial do Guilhotina, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo (FRL), analisa os problemas da mobilidade urbana e os desafios e possibilidades para construir uma cidade verdadeiramente livre. Ao longo de dez episódios, vinte ativistas, pesquisadores e gestores públicos vão discutir essas questões à luz das publicações “Passe livre: as possibilidades da tarifa zero contra a distopia da uberização” (http://bit.ly/35bhuzI) e “Tarifa zero: a cidade sem catracas” (https://bit.ly/3jNz97T), ambas da Autonomia Literária com a FRL. Neste primeiro episódio, Bianca Pyl e Luís Brasilino discutem o passe livre e a mobilidade como um direito com Gabriella Dantas, militante do Movimento Passe Livre – São Paulo, e Chico Whitaker, arquiteto-urbanista, ativista social e líder do governo Erundina na Câmara Municipal de São Paulo, quando a Prefeitura tentou aprovar um projeto de tarifa zero para a cidade. Conversamos sobre o reconhecimento do transporte como um direito social, da sua importância como meio para acessar outros direitos, das consequências da mercantilização dos deslocamentos, das possibilidades de aplicação do passe livre e do caráter explosivo das mobilizações por mobilidade.
*Links: Abaixo-assinado da campanha nacional por Tarifa Zero (https://bit.ly/assineatarifazero); Facebook do MPL nacional (facebook.com/MovimrntoPasseLivrempl); Redes sociais do MPL São Paulo (facebook.com/passelivresp, instagram.com/passelivresp e twitter.com/passelivre_sp); Youtube do MPL (https://bit.ly/2GQjRRw); Curta “Primeiras Chamas” (https://bit.ly/3dhZ5Xa); Série Papo Livre – Transporte como Direito (https://bit.ly/3lvAeBU). Trilha: Rincon Sapiência, “Transporte Público”; e Rincon Sapiência: “A volta pra casa”. Ilustração: Rodrigo Corrêa.
Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL.
O post Cidade livre #01 Chico Whitaker e Gabriella Dantas apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam o jornalista Bruno Paes Manso, doutor em Ciência Política e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Ele está lançando pela editora Todavia o livro A república das milícias: dos esquadrões da morte à era Bolsonaro, em que conta a história das milícias do Rio de Janeiro e investiga até que ponto o fortalecimento desses grupos ajuda a entender a votação de Jair Bolsonaro em 2018, uma vitória ideológica dos paramilitares.
Conversamos sobre as origens da milícia nos grupos de extermínio atuantes na ditadura, a evolução dessas organizações (de justiceiros e achacadores ao controle de território), a falsa oposição entre milícia e tráfico, o impacto da CPI das Milícias no Rio de Janeiro, os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, a trajetória de Adriano da Nóbrega e Fabrício Queiroz e suas relações com a família Bolsonaro e as medidas pró-milícia adotadas pelo governo federal.
*Link: https://diplomatique.org.br/guilhotina-59-daniel-hirata/
O post Guilhotina #87 Bruno Paes Manso apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem as autoras e organizadoras do livro “Heroínas desta história: mulheres em busca de justiça por familiares mortos pela ditadura” (https://bit.ly/36uOEhB), Carla Borges e Tatiana Merlino. Carla foi coordenadora de Direito à Memória e à Verdade na Prefeitura de São Paulo (2013-2016) e atualmente presta consultorias e é colaboradora do Instituto Vladimir Herzog; e Tatiana é jornalista, fundadora das agências Pública e Ponte, vencedora de quatro prêmios Vladimir Herzog e autora de diversos livros. Nesta obra lançada este ano pela editora Autêntica e pelo Instituto Vladimir Herzog, elas apresentam quinze perfis de mães, irmãs e companheiras de mortos e desaparecidos escritos por quinze mulheres. Conversamos sobre essas histórias, a escolha das perfiladas e das autoras do livro, a importância do papel desempenhado pelas familiares, a necessidade de romper o silêncio, a luta por memória, verdade e justiça no Brasil de hoje e a continuação das violações de direitos humanos por parte do Estado no período democrático.
Link: Encontro entre as autoras na Tapera, Taperá (https://www.youtube.com/watch?v=LzIxicN6Bek).
Trilha: Elis Regina, “O bêbado e a equilibrista” (Aldir Blanc e João Bosco); Chico Buarque, “Angélica”.
O post Guilhotina #86 – Carla Borges e Tatiana Merlino apareceu primeiro em Central 3.
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O post #85 – Juliana Borges apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem neste episódio o babalorixá Sidnei Nogueira, doutor em Semiótica pela USP, professor-visitante na pós-graduação da Unicamp e coordenador do ILE ARA, o Instituto Livre de Estudos Avançados em Religiões Afrobrasileiras. Ele lançou neste ano pela editora Polén o livro “Intolerância religiosa” (http://bit.ly/intolerânciareligiosa), parte da coleção Feminismos plurais. Conversamos sobre a especificidade da intolerância religiosa no Brasil, à qual Sidnei prefere chamar de racismo religioso. Ele falou sobre as raízes históricas do preconceito, a religião enquanto mecanismo de manipulação e dominação política, a ascensão das igrejas neopentecostais e os ataques contra comunidades de matriz africanas, o uso eleitoral da intolerância e a resistência das religiões afro-brasileiras.
Trilha: Fabiana Cozza, “Bravum de Elegbara”; e Metá Metá. “Machado de Xangô” (Fabiano Ramos Torres e Kiko Dinucci).
O post Guilhotina #84 – Sidnei Nogueira apareceu primeiro em Central 3.
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a cientista política Flávia Biroli, autora, com Maria das Dores Campos Machado e Juan Marco Vaggione, do livro “Gênero, neoconservadorismo e democracia: disputas e retrocessos na América Latina” (boitempoeditorial.com.br/diplomatiquebr), lançado este mês pela Boitempo. Fruto de uma investigação transnacional realizada no decorrer de 2018 e 2019, a obra traça uma análise da erosão da democracia no continente a partir dos conflitos de gênero impulsionados pelo que define como atores neoconservadores. Flávia, doutora em História pela Unicamp, professora associada do Instituto de Ciência Política da UnB, pesquisadora do CNPq e presidente da Associação Brasileira de Ciência Política, analisa a ascensão contraditória nos últimos quarenta anos de movimentos feministas e LGBTQI, de um lado, e de segmentos católicos carismáticos e evangélicos pentecostais, de outro; a destruição promovida pelo neoliberalismo como combustível para o neoconservadorismo; o papel das igrejas católica e evangélicas; a importância da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves para o projeto neoconservador de país; e muito mais!.
Trilha: Mariana Montalvo, “Miedo”; e Susana Baca, “El Mayoral”.
O post Guilhotina #83 – Flávia Biroli apareceu primeiro em Central 3.
A participação das mulheres na política latino-americana é superior à média mundial. Entretanto, o subcontinente apresenta péssimos índices em termos de desigualdade e violência de gênero. Essa contradição perpassa o projeto “Eleitas – mulheres na política” (eleitas.org), coordenado pela cientista social Beatriz Pedreira, convidada de Bianca Pyl e Luís Brasilino neste episódio. Cofundadora e diretora do Instituto Update, ela conversou conosco sobre a pesquisa realizada na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia e México sobre a atuação feminina na política e os impactos desta nas questões de gênero. Beatriz analisa as medidas de paridade de gênero em vigor na Bolívia e no México; os reflexos do movimento argentino Ni Una a Menos; o desafio de enfrentar a violência política de gênero (exacerbada no país pelo impeachment de Dilma Rousseff e o assassinato de Marielle Franco); a inovação trazida pelos mandatos coletivos; e as perspectivas para as eleições municipais de novembro.
*Links: Reportagem Gênero e Número (http://www.reinodadesinformacao.com.br/).
Trilha: Urias, “Andar em Paz” (Alice Caymmi); e “Dignificada”, Lila Downs.
O post Guilhotina #82 – Beatriz Pedreira apareceu primeiro em Central 3.
Ao contrário da propaganda da classe empresarial, a redução de impostos não resulta, necessariamente, em investimentos privados para o desenvolvimento do país. Neste episódio, Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o economista Juliano Giassi Goularti, doutor em Economia pela Uniccamp, que lançou recentemente o livro “Política fiscal e desoneração tributária no Brasil”, pelas editoras Insular e Unesc. A obra evidencia como, na realidade, empresários utilizam as desonerações fiscais para reduzir custos de produção e ampliar a margem de lucro, sem reinvestir no país ou gerar empregos. Na pauta, a análise das ações governamentais de incentivo fiscal de 1966 a 2018, com o desenvolvimentismo do período militar, passando pela onda neoliberal até chegar na explosão das desonerações realizada nos governos do PT (de 1,7% do PIB, em 2003, para 4,67%, em 2016). Um retrato revoltando da injustiça tributária brasileira.
Trilha: “Pecado Capital” – Paulinho da Viola. “Ain’t Got No, I Got Life” – Nina Simone.
O post Guilhotina #81 – Juliano Giassi Goularti apareceu primeiro em Central 3.
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