Neste episódio, conversamos com Tânia Gamburgo. Atualmente, ela é consultora e coach de lideranças e organizações. Na sua trajetória, já atuou como executiva responsável por recursos humanos em diversas organizações familiares. A compreensão deste papel, dos seus dilemas e da sua agência foi uma das pautas da conversa. É difícil ser guardiã de uma visão estratégica. No entanto, organizações familiares podem ser contextos mais favoráveis para cultivar uma visão de longo prazo viabilizadora de decisões que priorizam o desenvolvimento de pessoas. Também destacou-se o cenário de incerteza e aceleração da atualidade. A capacidade de ser paciente é um atributo raro e fundamental. As novas tecnologias, como a I.A., não substituirão lideranças competentes em fomentar um clima de confiança, criatividade e engajamento. Pelo contrário: a pertinência de profissionais capacitados para os crivos sábios faz-se cada vez mais evidente. É difícil a leitura de qual é o uso oportuno dessas novas ferramentas. A função executiva da área de recursos humanos envolve contemplar essas múltiplas variáveis: a cultura organizacional não deve ser cindida de uma leitura qualificada de métricas e números. Nem tudo pode ser quantificado, mas a intimidade com estes parâmetros é aliada de uma visão qualificada dos cenários. A sua experiência como mãe e profissional em posições de muita exigência foi compartilhada. Falamos de muitas outras coisas. Vale conferir.