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Tasso Lugon, diretor de tecnologia e inovação do Banestes - o Banco do Estado do Espírito Santo - é uma figura conhecida e reconhecida no cenário brasileiro de tecnologia. No banco capixaba desde dezembro de 2021, o executivo tem se deparado com a necessidade de ser uma liderança ambidestra, ou seja, se esforçado para inovar em um ambiente de enorme pressão por uma TI estável e sem erros - pressões inclusive regulatórias.
Uma das iniciativas de destaque do banco, citadas pelo executivo em entrevista concedida ao IT Forum em Trancoso, na Bahia, é o Baneshub. Trata-se de um hub de inovação que estimula e desenvolve ideias inovadoras oriundas de colaboradores do próprio banco, mas que também já alcança resultados por meio de uma iniciativa de inovação aberta com startups.
Ouça agora a entrevista dada por Lugon durante o IT Forum Trancoso!
Inovar e manter as luzes acessas é desafio antigo da área de tecnologia da informação (TI). No IT Forum Trancoso, que aconteceu de 19 a 23 de abril, o cenário foi definido por Dante Freitas e Renan Hannouche, sócio-fundadores da consultoria de TI e inovação GZero e professores convidados da SingularityU Brasil, como assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. Claudia Meira, CIO Brasil e América Latina da Unilever, relevou em conversa durante o evento como estruturou o time na região para fazer diferente e entregar o dia a dia.
A executiva estruturou times para atuar em projetos e operações, gerando inovações de forma mais rápida. Nessa esteira, o time do Brasil concluiu uma série de inovações, que passaram a ser usadas pela companhia em todo o mundo, sendo uma grande referência. "O projeto de marketplace para B2B deu tão certo que agora já tem equipe de negócio dedicada e já se fala em spin-off", comenta ela.
Uma das maiores fabricantes da Coca-Cola no mundo, a Solar está evoluindo em um tema crítico: dados. Para o CIO da companhia, Claudio Fontes, trata-se de uma jornada importante para a estratégia de qualquer companhia. Na Solar, não se trata de substituir os anos de experiência dos gestores, mas sim de torná-los capazes de aprimorar resultados.
"Estamos falando de oportunidades de mercado, do ponto de vista de custo total de propriedade de qualquer área. Por exemplo em logística: será que estamos fazendo uso do potencial que podemos ter?", disse o executivo.
A entrevista foi dada para a repórter do IT Forum, Laura Martins, durante a edição do IT Forum Trancoso de 25 anos.
Lucas Vargas, CEO da Nomad, começou a sua trajetória em tecnologia há mais de dez anos – durante um curso de MBA feito em Harvard. Entretanto, antes disso, o executivo teve uma bagagem acadêmica curiosa. Cursou duas graduações ao mesmo tempo: administração e engenharia de telecomunicações.
Em entrevista ao IT Forum Líderes, Lucas conta detalhes do porquê dessa escolha e como uma faculdade analítica e outra técnica foram pilares para que ele chegasse na liderança de diferentes empresas.
“Por mais que eu valorize esses conhecimentos e essas experiências, eu consigo ver, seja com outros colaboradores da Nomad em outras posições de liderança ou com amigos que estão em posições semelhantes (CEO ou de gestão executiva) e talvez um grande aprendizado quando a gente começa a liderar equipes diversas é que é impossível você dominar todos os campos de conhecimento e é super comum você ter líderes que são mais bem equipados com certas bagagens”, diz ele.
Confira o bate-papo completo!
“O que eu busco hoje é que essa exceção, que sou eu, se torne a regra”. Esse poderia ser um resumo do propósito de Paulo Rogério Nunes, cofundador do Vale do Dendê. O empreendedor, que veio da periferia de Salvador, conheceu o mundo e voltou à capital baiana para a mudar a vida de outras pessoas com a inovação e a tecnologia.
Em 2016, criou o Vale do Dendê, uma organização social que tem como objetivo fomentar ecossistemas de empreendedorismo e impacto social com foco em diversidade. Hoje, a iniciativa conta com Programas de Aceleração em diferentes áreas, como Negócios da Alimentação, Produtoras de Áudio e Economia Criativa, além de treinamentos e um hub de tecnologia.
"Eu achava que o mundo todo era igual. Que o mundo todo tinha o nosso Centro Histórico como temos aqui, que o mundo todo tinha capoeira. Não tinha ideia de que era muito particular da Bahia e algumas coisas do Brasil. Isso me fez valorizar bastante e fui trilhando minha trajetória. Consegui chegar em lugares que eu não imaginava, centros de pesquisas importantes, como MIT e Harvard.”
Leandro de Paula tem uma trajetória de quase uma década na Amazon.com. Atual diretor de Tecnologia para a América Latina, foi o primeiro funcionário de tecnologia da Amazon.com no Brasil e liderou momentos-chave da empresa no país. A expansão do varejo da empresa no mercado nacional e o lançamento do Amazon Prime no Brasil foram alguns deles.
Em agosto do ano passado, se mudou para Seattle, cidade sede da Amazon nos Estados Unidos. A partir de lá, é responsável por uma equipe de mais de 350 pessoas distribuídas em quatro países e lidera as iniciativas de tecnologia para expandir os negócios da Amazon.com na América Latina.
Sua posição de liderança, no entanto, não o afastou dos desafios cotidianos de seus times. E esse é também seu alerta para os líderes de tecnologia: não se distanciem dos problemas. "Não se distancie do problema. Não se distancie dos clientes. Não foque simplesmente em ter a solução, mas sem entender o problema do cliente", pontuou, em conversa no podcast IT Forum Líderes.
"Muitas pessoas progridem na carreira e deixam as equipes e pessoas que reportam a ela resolvendo os problemas. Elas se distanciam e acabam se tornando gestoras hierarquicas. Com isso, a equipe acaba se distanciando, porque ela não consegue mais vender o propósito do que está sendo feito".
Ao IT Forum, Leandro falou ainda sobre os atuais desafios da Amazon.com na região e sobre o estilo de atuação dos times de tecnologia da gigante do varejo. "Não usamos tecnologia simplesmente por usar", contou. "Toda inovação é colada em problemas". Ouça!
O Brasil é um dos dez mercados mais importantes no mundo para a Intel, uma das maiores fabricantes globais de semicondutores. Na liderança da operação local está, pela segunda vez, uma executiva: Claudia Muchaluat, que assumiu em setembro último o cargo de diretora geral no País depois da passagem, entre 2019 e 2022, de Gisselle Ruiz Lanza, que agora dirige a operação latino-americana.
"Fico muito feliz se a minha jornada, com todos os aprendizados, resistências e desistências, puder inspirar mais mulheres e a próxima geração, assim como eu fui inspirada por mulheres da geração anterior", conta Claudia, em entrevista ao IT Forum Líderes. "É a contribuição que cada um de nós pode deixar para um mundo mais diverso e harmonizado."
A nova diretora, que inaugura a temporada de 2023 do podcast em pleno Dia Internacional da Mulher, falou ao editor do IT Forum, Marcelo Gimenes Vieira, compartilhando ensinamentos de liderança que recebeu ao longo da carreira, principalmente na gigante IBM - na qual esteve por 28 anos, tendo sido inclusive a primeira Chief Digital Officer (CDO) da operação brasileira.
Sobre inclusão feminina no "ainda muito masculino" mundo da tecnologia, a executiva enumerou iniciativas pessoais e da Intel. A empresa recentemente equiparou em todas as suas operações globais os salários de homens e mulheres, e tem ao longo dos anos firmado parcerias locais para a formação de mulheres, meninas e grupos minorizados em TI.
"Estamos trilhando esse caminho como sociedade, mas não pode ser um esforço exclusivo das mulheres. Tem que ser um esforço de todos", diz Claudia. "Nossa preocupação como sociedade deve ser acelerar a curva para diminuir o gap [entre homens e mulheres no mundo da tecnologia] de maneira mais rápida."
O ano de 2022 foi extremamente desafiador para qualquer líder de tecnologia. Além de terem que continuar suportando a aceleração da digitalização dos últimos anos, empresas ainda tiveram que enfrentar questões complexas como a inflação global, incertezas geopolíticas, além, é claro, da contínua escassez de talentos que afeta todo mundo. Mas quais serão os desafios e as tendências que esperam os líderes de TI em 2023?
Esse é o tema do segundo episódio especial de fim de ano do IT Forum Líderes, que traz um formato de mesa virtual de debate com dois convidados especiais: Tasso Lugon, diretor de TI do Banco do Espírito Santo (Banestes); e Fabiana Alencar, gerente de TI da Brasil Terminal Portuário (BTP). Confira!
Dos diversos desafios enfrentados pelo setor de TI, a escassez de talentos é um dos mais latentes. Só no Brasil, estimativas da Brascomm apontam que o déficit de profissionais de TI deve chegar a 797 mil até 2025. O desafio não está só no volume de profissionais que o mercado está precisando. Uma série de transformações e novos fenômenos do mercado de trabalho – como o quiet quitting – também estão desafiando empresas a repensarem seus modelos de jornada, benefícios e a relação com seus colaboradores.
Esse é o tema do primeiro episódio especial de fim de ano do IT Forum Líderes, que traz um formato de mesa virtual de debate com três convidados especiais: Luana Castro, gerente de captação de talentos da Page Group; Rodrigo Ribeiro Gonçalves, diretor de tecnologia e inovação da UISA; e Luis Pinho, vice-presidente e líder de américas da Bosch. Confira!
Para Bruno Abreu, CEO da Sofist, a empresa nasceu e cresceu graças a dois “empurrãozinhos”. Primeiro um projeto de testes feito na Receita Federal, quando a empresa ainda era embrionária; e o segundo quando esse projeto foi encerrado, em 2009, e o pessoal envolvido foi mandado embora e precisou “se virar”.
“Os primeiros anos foram muito intensos. Ainda bem que eu estava nos meus vinte e poucos anos”, brinca o executivo, em conversa com o IT Forum Líderes. Hoje a empresa é um dos maiores players nacionais em testes e qualidade de software.
Bruno é engenheiro de software de formação. Os códigos o fascinam desde que entrou na faculdade, e o interesse não só o levou para a área acadêmica como lá o mantém – o executivo dá aulas para alunos de pós-graduação e mantém proximidade com a Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp.
Mas o executivo também se destaca pelo empreendedorismo. Além da Sofist, participou da fundação de outras companhias, incluindo a Varejo360 e a OneDayTesting. Apesar disso, não se afasta do mundo dos códigos.
“Eu ainda programo. Adoro abrir o código e criar alguma coisa”, diz. Para ele, a proximidade com a academia e os alunos ajuda não só a criar conexões, mas também a identificar formas de resolver problemas reais nas empresas. ““Se eu conheço a teoria, consigo saber se os desafios do mundo corporativo são viáveis ou não.”
Bruno Abreu é o último entrevistado da temporada de 2022 do IT Forum Líderes.
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