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Mesmo com as sanções dos EUA e Europa para isolar a Rússia, Zelensky, presidente da Ucrânia, parece se aproximar de um acordo ao fazer concessões. Seria isso um indicativo para o fim da Guerra? Os mercados reagiram positivamente a isso, e a propensão ao risco cresceu entre os investidores. Resultado, as Bolsas da Europa fechando com altas quase inéditas, mercado americano forte, dólar mais fraco e treasuries com juros em alta. Aqui, situação um pouco diferente em função das pressões sobre Petrobras e Vale sofrendo com realizações de curto prazo e queda do minério na China durante a madrugada.
O conflito entre Rússia e Ucrânia parece ter "empacado", sem muitos avanços de qualquer lado, a Ucrânia começa a recuar da OTAN para tentar um acordo com a Rússia. Os Estados Unidos, além de banir totalmente o petróleo e o gás natural russos, tem agora grandes multinacionais deixando o país sob comando de Putin. McDonald's, Pepsi e Coca-Cola são algumas delas. Os mercados melhoraram, mas ainda terminaram o dia no campo negativo. A Bovespa encerrou com queda de 0,35%, aos 111.203 pontos, dólar em queda de 0,52%, para R$ 5,05, Dow Jones com recuo de 0,56% e Nasdaq perdendo 0,28%.
O anúncio de novas sanções por diferentes países deixou os investidores atônitos e os mercados com grande volatilidade por mais uma sessão. O presidente Biden, depois de ter feito reunião no final de semana na Venezuela, anunciou o banimento de todas as importações de derivados da Rússia de forma unilateral, compreendendo que os parceiros da Europa podem não seguir. Biden disse que foi o pacote de sanções mais significativo da história econômica, e que combustíveis vão subir no curto prazo, mas tentarão minimizar impactos.
Na mesma direção, foi o Reino Unido, ao dizer que eliminará gradualmente a dependência de importações de derivados da Rússia. A União Europeia também quer acelerar seus programas de fontes alternativas de energia e reduzir a dependência do gás russo no curto prazo. A fala de Biden e de outros líderes permitiu a leitura de maior sufocamento e isolamento da Rússia e, por consequência, de redução do conflito. Isso trouxe algum alento aos mercados americanos e beneficiou o mercado local também.
Os Estados Unidos e a Europa continuam buscando maneiras de bloquear a Rússia. O maior impasse nisso seria a dependência de gás e óleo do país, mas uma negociação com a Venezuela parece ser a solução. Sem perspectiva de acordo para a guerra, os mercados continuam bastante instáveis, gerando ainda mais aversão a risco por parte dos investidores. A Bovespa terminou o dia em queda de 2,52% e índice em 111.593 pontos, com Petrobras caindo mais de 7% e perdendo em dois pregões R$ 25 bilhões de valor de mercado (Vale salvou um pouco). Dólar fechando praticamente estável, cotado a R$ 5,08, Dow Jones em queda de 2,37% e Nasdaq com perdas de 3,62%.
Por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia e seus desdobramentos, o barril de petróleo está batendo recordes de preço, chegando hoje na casa de US$ 130. Com isso a pergunta que fica é: a gasolina vai ficar mais cara? Essa é uma preocupação do governo Bolsonaro que pensa em maneira de impedir isso. Os investidores andam mesmo estressados com a guerra. Mais que isso, estressados com o acirramento das sanções e invasões russas na Ucrânia, com bombardeios em alvos civis. Além disso, depois de três reuniões e uma quarta que ocorre hoje, nenhuma decisão foi acertada e o cessar-fogo e o corredor humanitário acabaram não dando certo.
Na semana passada, os mercados de risco sentiram a pressão da guerra entre Rússia e Ucrânia, e a reunião entre os países não deu em nada. Enquanto isso, o Ocidente foi ampliando sanções na medida em que a Rússia acelerava invasão e bombardeios.
A Bovespa encerrou a semana ainda com alta de 1,18% e índice em 114.473 pontos, e dólar em queda de 1,49%, cotado a R$ 5,08. Dow Jones registrou perda de 0,82% e Nasdaq ficou com -3,18%. Aqui, mercados preservados pelo desempenho das commodities e também alguma recuperação do setor bancário.
A crise se intensificou em todo mundo após a Rússia tomar a maior usina nuclear da Europa. Por causa disso, a ONU passou a se movimentar mais a fim de evitar uma tragédia nuclear. O noticiário sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia de ontem trouxe o ataque russo a instalações nucleares da Ucrânia, a maior usina da Europa com seis geradores de energia. A reação foi imediata diante da possibilidade de um acidente nuclear de grandes proporções que afetaria toda a Europa. Apesar de não ter havido danos aos geradores, ainda assim o medo aflorou nos dirigentes de países, e uma nova reunião do Conselho de Segurança da ONU foi realizada, com os membros pedindo imediata retirada das tropas e fim da tragédia humanitária.
A tensão mundial com a guerra continua, ainda mais depois que a Rússia bombardeou uma usina nuclear na Ucrânia, a maior da Europa. E os mercados voltaram a ter queda. Resultado disso, as Bolsas que ainda estavam abertas nos EUA e no Brasil desaceleraram altas no final da tarde e reverteram tendência para queda. A Bovespa encerrou praticamente estável, com -0,01% e índice em 115.105 pontos, dólar ainda com queda de 1,55%, cotado a R$ 5,03, Dow Jones com queda de 0,29% e Nasdaq com -1,56%.
Depois da sessão de ontem, que caracterizamos como aposta de risco dos investidores, hoje voltamos ao quadro de indecisão e volatilidade dos mercados, com forte rotação dos ativos. Investidores passaram a avaliar dados divulgados e posicionamentos de lideranças dos países, de olho na reunião entre Rússia e Ucrânia.
Logo cedo, a Rússia disse que continuaria com a operação na Ucrânia mesmo com negociações em curso. Um pouco mais tarde, o ministro de Putin, Lavrov, disse que a Rússia iria até o fim da guerra contra a Ucrânia. Aí começou a perplexidade dos mercados e ajustes na aversão ao risco. Os mercados da Europa, que tinham começado o dia com altas, reverteram para quedas fortes no encerramento, e situação semelhante acabou ocorrendo nos mercados dos EUA. A Bovespa, menos sensível a isso e com fluxo de recursos, apenas reduziu o ímpeto.
Hoje, começa nova reunião entre representantes da Rússia e da Ucrânia, na tentativa de se chegar ao cessar-fogo. Ontem, os investidores apostaram na melhora da situação de guerra e os mercados tiveram boa recuperação de alta. Aqui, por conta do feriado prolongado do Carnaval, nem chegamos a cair, mas tivemos dia de alta lastreada em commodities e petróleo que subiram forte. Fala-se também do Brasil como alternativa de fluxo de capitais, depois do isolamento da Rússia.
Resultado disso, a Bovespa registrou alta de 1,80%, com o índice em 115.173 pontos, naquela faixa que vínhamos marcando, e dólar com queda de 0,94%, cotado a R$ 5,11. O Dow Jones teve valorização de 1,79% e o Nasdaq ficou com alta de 1,62%. Como dito, os investidores fizeram uma aposta de risco na diplomacia internacional e no sufocamento econômico e financeiro da Rússia. Isso, depois de a ONU ter aprovado resolução condenando a invasão da Ucrânia.
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