
Sign up to save your podcasts
Or


Ontem a Bovespa lutou muito para encerrar com o terceiro pregão consecutivo de alta, mesmo considerando a volatilidade produzida pelo vencimento de derivativos de índice. Na verdade, uma alta pequena de 0,19%, com índice em 128.406 pontos, mas na máxima do dia atingiu acima de 129.600 pontos. O dólar terminou o dia fraco, aqui e no exterior, mostrando queda de 1,87% e cotado a R$ 5,08. Mercados nos EUA com comportamento misto. Hoje, teremos agenda importante no exterior, que deve mexer com os mercados.
Hoje foi dia dos mercados acionários lutarem para ficar no positivo, diante de uma agenda cheia de eventos capazes de gerar alterações. Logo cedo tivemos a divulgação de resultados de instituições financeiras com bons lucros anunciados, porém, via de regra com receitas menores. Portanto, acabaram não influindo tanto no comportamento dos preços.
Ontem a Bovespa contrariou a tendência de queda dos principais mercados acionários do mundo e encerrou com alta de 0,45% e índice em 128.167 pontos, enquanto o dólar oscilou bastante para fechar com leve alta de 0,13% e cotado a R$ 5,18. Mercados dos EUA e da Europa terminaram o dia com perdas. Aqui, influiu a postura do relator do ajuste do imposto de renda suavizando o projeto e com redução da carga em R$ 30 bilhões, em meio a críticas de que esse seja projeto populista, que reduz a carga, quando o Brasil tem muitas contas para pagar.
Em dia de forte volatilidade dos ativos aqui e no exterior, incertezas que rondam o mundo ficam ainda mais evidentes.
Ontem foi dia de recuperação nos principais mercados acionários do mundo, com a Bovespa registrando alta de 1,73% e fechando aos 127.593 pontos. O dólar oscilou bastante, não teve intervenção do Bacen e encerrou com queda de 1,25% e cotado a R$ 5,17. Aqui, a recuperação pode ser atribuída a calmaria no segmento político, depois de uma semana de enorme tensão.
Semana mais curta para parlamentares, com a consequente trégua na política, foi positiva para mercados locais hoje.
Começo os comentários lembrando que na última sexta-feira a Bolsa brasileira não operou por conta de feriado em São Paulo, com mercados no exterior com fortes altas e novos recordes nos três principais índices do mercado americano. Portanto, caberia algum ajuste positivo por aqui logo no início do pregão, lembrando que o EWZ, o principal ETF do Brasil no exterior registrou alta de 1,29% naquela data.
Ocorre que hoje os mercados estão começando o dia com quedas, mas as Bolsas asiáticas tiveram madrugada de boas altas, com destaque para Tóquio com +2,25%, repercutindo os recordes de pontuação nos EUA. Europa começando o dia no campo negativo e tentando alguma melhora e futuros do mercado americano com comportamento misto.
Aqui, investidores vão ter que absorver também um final de semana complicado no ambiente político, com o presidente reafirmando declarações sobre a possibilidade de não ter eleições em 2022, xingamentos contra Luiz Roberto Barroso, presidente do TSE e membros do STF, também contra a CPI do covid-19 que avança contra compras suspeitas de vacinas e seus membros. Ao longo do final de semana muitas repercussões dos envolvidos na fala do presidente, presidentes da Câmara e Senado (esse mais duro), líderes partidários, entidades de classe, etc.
Os ajustes no imposto de renda proposto pelo governo também com muitas críticas, inclusive da própria equipe econômica e o governo sinalizando que pode mandar um substitutivo e atribuindo “culpa” a Receita Federal. Na Bovespa, a situação ideal seria buscar 129.000/130.000 pontos do índice e não perder a faixa atual de 125.000 pontos.
O último dia útil da semana para o segmento B3, fechado amanhã pelo feriado da Revolução Constitucionalista de 1932, foi uma autêntica gangorra de sobe e desce, mas de certa forma acompanhando os movimentos do mercado americano, tendo como motivação adicional a tensão no cenário político que tem atrapalhado o desempenho dos mercados de risco.
É, ontem o clima político que já vinha ruim, azedou de vez. Bolsonaro voltou a falar que seu grupo pode não aceitar o resultado das próximas eleições, caso o Congresso não aprove voto auditável e aproveitou para criticar o STF, especialmente o ministro Barroso. Já a CPI do covid-19, prendeu o secretário do ministério da Saúde, Roberto Dias, por mentir aos parlamentares e o presidente Aziz falou sobre corrupção, ensejando nota de repúdio do Ministério da defesa
Investidores no mundo ficaram no aguardo da divulgação da ata do FED, que não trouxe nenhuma grande novidade ao que tem sido estimado.
From the publisher's feed